É impressionante a quantidade de fotos e vídeos de meninas e mulheres nuas dançando, ou em poses sensuais ou ainda transando na internet. E o material mostra corpos e rostos belíssimos. A maioria está lá de propósito, colocada por elas com o objetivo de se mostrar, de se expor. Claro que tem as que fazem isso escondido, com seu parceiro ou parceira, mas que depois essas imagens ou fotos poderão ser roubadas, encontradas, copiadas ou ainda publicadas após o “amor” acabar, sem a devida autorização. Quem se expõe em frente de um celular deve saber o risco que corre em tempos de internet, de mundo real e instantâneo.
Nada contra quem gosta de se mostrar, de aparecer, afinal cada um é dono do seu nariz e livre para fazer o que quiser; e se for mulher madura, o problema é todo dela. Mas, essas meninas precisam pensar no seu futuro, exercício que jovem faz muito pouco. Um dia, lá na frente, um grande trabalho, uma bela carreira profissional ou um salário fabuloso poderão ser abortados por conta de uma foto ou vídeo postados na internet, ainda na juventude. E nunca esquecendo que a internet não esquece, nem envelhece.
Ser jovem é maravilhoso. Mas, é preciso pensar para frente. Com a cabeça. Não com o corpo e os olhos e a imaginação dos outros.
Vários dirigentes ligados à FIFA, inclusive um ex-presidente da CBF, foram presos por corrupção no futebol. Novidade? A prisão em si, sim, especialmente para nós brasileiros. No mais, no futebol não é nenhuma novidade isso. O pessoal fazia de tudo para lucrar (e bem). Só que assim. Quando pegam gente séria, com leis sérias, os malandros tropeçam e vão para a algema e, na sequencia, para a suíte gradeada.
As confederações nacionais e a polícia de cada País deveriam começar a investigar o seu futebol. Iriam achar muita coisa cabeluda nas gavetas. Mexam que acharão. Inclusive aqui no Brasil, na CBF. Em suas gavetas deve haver muita, mas muita coisa escusa.
Diante disso tudo, lembrei do Brasileirão de 2005, que tiraram da boca do Inter, beneficiando o “Corintia”. Ninguém me tira da cabeça que armaram para cima do Colorado. O ex-presidente corintiano, Aberto Dualib, confessou isso alguns anos depois.
No futebol é simples armar e faturar muito. É só formar uma quadrilha. A receita: pega-se alguém que tem dinheiro, como um magnata russo; um laranja, como Kia Joorabchian e a MSI (Media Sports Investment); e um time, como o Corinthians, e está pronta a lavanderia. Foi isso que aconteceu aqui. Mas, mais gente ganhou o seu em cima daquela vergonha avalizada pelo árbitro Márcio Resende de Freitas, que jamais se manifestou a respeito, apesar de o Brasil todo ter achado que ele errou.
As investigações do FBI e as outras que ainda virão provarão que o futebol é podre por dentro, falando em salários, contratos, transferências e apostas.
A sorte é uma mulher danada. Ela não tem rosto nem corpo, mas é linda, gostosa e vagabunda, que não se interessa por dinheiro, por que não necessita dele para viver, certamente por ter demais. Adora provocar quem tem dinheiro e também quem não tem. E senta no colo que quiser e faz acontecer. Os seus preferidos são os gananciosos e os desesperados. Às vezes, faz um movimento e alguém é catapultado lá para o alto. Mas, com um outro, pode ser enterrado.
Eu não quero falar da sorte, mas de sorte. Sou colorado e estou vendo o meu time sendo empurrado por ela neste ano. A sorte, literalmente, pegou o Inter no colo, colocou debaixo do seu braço e o leva para todos os lados. E tudo começou em dezembro, na última rodada do campeonato Brasileiro, contra o Atlético MG, quando o desequilibrado Fabrício fez aquele gol nos descontos. E quando marcou lembrei dela. E desde lá a sorte vem se apresentando no Beira Rio e também fora dele. Ontem, contra o Santa Fé, pela Libertadores, ela se mostrou novamente, mas somente alguns poucos a viram desfilando nua e faceira pelo estádio.
Quando o Inter estava sem treinador, numa relação de nomes que a direção montou colocaram nela, lá no alto, Tite e Luxemburgo, entre outros, que rejeitaram o Colorado, como quem diz não a um time da 4ª divisão. Tite desandou com seu “Corintia” no Paulistão e na Libertadores e está pela bola 8. Se não for bem no Brasileiro, será apeado do cargo. Luxemburgo, que esnobou o Inter, caiu em desgraça no Flamengo e foi chutado para a rua. Seu projeto de ser presidente do time melou. E Diego Aguirre, um azarão que estava no final da lista, foi chamado e após fazer um monte de experiências e de deixar loucos os torcedores, inclusive eu, foi comendo pelas beiradas e montou um cano de time, que está sendo uma das sensações da Libertadores indo para a semifinal. O fator Diego Aguirre também é um lance de sorte.
Se a sorte continuar sentada no colo do Inter o clube deverá levantar o Tri e de tabela seguir adiante, esperando quem sabe, cruzar novamente com o Barcelona e repetir 2006. Mas, com os pés no chão para não repetir 2010, com o Mazembe do Kidiaba.
Vamos ver o que essa senhora está planejando para o segundo semestre. Tomara que ela resolva tirar sua roupa e deitar no Beira Rio. No calor do estádio, com aquela iluminação excitante, deverá ficar louquinha e se entregar de corpo e alma aos vermelhos. Afinal, queremos todos a mesma coisa.
Em tempos de sorte. O Inter é o único clube brasileiro na Libertadores e graças a Rafael Moura. Pode uma coisa dessas? E em dezembro, talvez contra o mesmo Barcelona, que tal o Rafael Moura imitar o Adriano Gabirú. A questão é saber se aquela gostosona continuará agarrada ao time, completamente apaixonada por ele.
O time foi a Erechim à noite passada, enfrentar um dos grandes do Estado e integrante do seleto grupo dos gaúchos que disputam a Liga Nacional Futsal. Não assisti ao jogo, mas o acompanhei pela Rádio Cultura de Tapera, com o Buxa e o Marcelo. O time perdeu de 2 a 1, após estar vencendo. Levou a virada, o que é não é anormal, em função da realidade que vivem as duas equipes.
O América, que tem um banco e uma carteira limitados e ainda sem três jogadores, enfrentou o poderoso Atlântico de igual para igual do começo ao fim e perdeu nas trocas, no cansaço. E deu um sufoco no time anfitrião.
É essa garra que o time colocou ontem na ponta do tênis que se quer ver na competição. Se o time balançar por falta de plantel e de recurso financeiro, quem estiver em quadra deverá vender a derrota com juro e ágio. Gostei do que ouvi à noite passada e está de parabéns o Nuno pela maneira como colocou seu time em quadra e a gurizada que levou a coisa no coração, focada, determinada, cumprindo seu papel. Não há demérito algum na derrota, quando ela é precedida de intensa luta.
A valentia americana ontem foi algo fora do comum, que orgulha a comunidade. O Daniel jogou o tempo todo, sem sair, atuando no limite para ajudar seus companheiros. O time carece de peças de reposição, sim. De pelo menos duas para amenizar a coisa quando houver cartões e lesões. E isso ficou claro, ontem.
Se o time conseguir jogar assim, sem sacrifício extremo, vai assustar muito time grande na competição. O treinador do Atlântico deve ter se assustado com a disposição americana no jogo de ontem.
Na última sexta-feira, no final da noite, mais uma casa foi assaltada em Tapera e uma família feita refém aqui. Após, os quatro homens, armados e encapuzados, levaram muitos bens dela. Já virou rotina isso ai na cidade. Há alguns dias a Polícia Civil tirou de circulação uma quadrilha de Passo Fundo, que atuava aqui, assim como a Brigada Militar tirou outra, de São Leopoldo, mas pelo visto outras resolveram “investir” em Tapera. Afinal, o que Tapera tem que outros municípios da região não têm? Seria o grande número de famílias com alto poder aquisitivo? Pode ser.
O fato é que a população taperense está com muito medo e não sabe mais o que fazer, nem a quem recorrer. Não estaria na hora de o poder público e as principais lideranças taperenses começar a pensar também em segurança? Afinal, essa população não pode se armar e mesmo protegida em suas casas, como quem está em uma prisão, nada pode fazer para se proteger, pois ela precisa deixar sua “cela” para trabalhar, buscar alimento, se divertir, viver. O taperense está como a zebra que precisa sair para comer sabendo que o leão está lá fora, em algum lugar, a sua espreita. Ao que parece estamos vivendo em uma selva.
Nesses casos, nem vou falar sobre desarmamento da população, para não ser mal interpretado, mas uma arma em casa é um problema e não ter nenhuma é outro problema. Nunca esquecendo que na residência existe uma família relaxada e despreocupada, por estar justamente na segurança do seu castelo intransponível, podendo, a qualquer momento, ser visitada por pessoas armadas que não pensam da vida da mesma forma que ela. E dai?
Esta difícil morar em Tapera. E vai ficar pior, pois até a polícia que deveria nos proteger não está conseguindo vencer esta batalha e não é culpa dela. E se formos analisar o contexto, o Estado está falido e a bandidagem está sabendo disso. E faz a festa em cima do pavor das pessoas que, apesar de muito dinheiro em suas contas bancárias, ficam engessadas na frente de um estranho, mascarado e armado.
Se não bastasse as quadrilhas visitar os ricos, tem o pequenos ladrões nativos que roubam para manter o vício, mas que também causam certo mal estar nas pessoas e uma sensação terrível de impotência. É duro isso.
Até quando vai isso aqui?
América e ASIF fizeram uma grande partida de futsal, no sábado, no Poliesportivo em Tapera. A partida, válida pela 7ª rodada do Estadual da Série Ouro, acabou 0 para todo mundo. Foi um belo jogo, mesmo.
Quem foi ao Poli viu dois times em quadra, um grande e um valente. O valente foi o América que, com um plantel reduzido, conseguiu segurar a boa equipe ibirubense, especialmente na segunda etapa, quando ela praticamente jogou meia linha. O empate, pelo time que tem e pelo que vem jogando na competição, foi um achado e tanto. E o grande time é a ASIF, com um elenco invejável e rápido. O treinador troca três quadrados sem perder o ritmo. Com bom preparo físico, marcando e atacando bem e com jogadas ensaiadas, dificilmente ficará fora da 2ª e da 3ª fase. O time vai para as cabeças.
No primeiro tempo o América teve mais oportunidades de gols, não sendo competente, mas a ASIF teve mais posse de bola. Com a perda de Seko, o articulador do time, o América sofreu nos dois tempos para segurar o jogo. E foi um trabalho hercúleo dos comandados de Nuno.
O América precisa reforçar o time. Parece que está chegando ai um ou dois jogadores para compor o elenco. E uma grande notícia, mas quem está vindo ai deverá vir para ser titular, pois como o time vem jogando poderá não classificar. E o tempo voa.
Antes do jogo foi feita uma homenagem, com 1 minuto de silêncio, em homenagem ao padre Eduardo Pegoraro, assassinado na última sexta-feira, em Tapera.
Nesta terça-feira, o América irá a Erechim enfrentar o Atlântico (5º), um dos grandes times do estado, pela 8ª rodada, sem três jogadores: Seko e Hepp expulsos e Rômulo machucado.
A Comunidade Católica de Tapera está trabalhando rápido no sentido de que seja indicado o substituto do padre Eduardo Pegoraro, assassinado na última sexta-feira, como novo pároco da Igreja Nossa Senhora do Rosário da Pompeia. Segundo uma fonte ligada à direção da CCT, a ideia é trazer um padre com o mesmo perfil de padre Eduardo, que com seu carisma, estilo, trabalho e personalidade, conseguiu unir os vários movimentos da Igreja.
Segundo essa mesma fonte, a solicitação a Passo Fundo já foi feita e agora é aguardar o próximo movimento que será feito pela Diocese. Sobre o tempo para esta indicação, nomeação e posse do novo pároco, a fonte não soube dizer: “Depende apenas do bispo”, disse ele.
O América está mesmo uma coisa. Não vai para frente. Não progride. Não anda. No último sábado (16.05), jogando em Guaíba, contra a fraca AGF, após estar vencendo por 4 a 1, cedeu o empate (5×5) faltando 31 segundos para acabar a partida. O time somou mais 1 ponto e permanece na 9ª colocação, fora da zona de classificação.
O time de Nuno começou bem a partida e fez um belo primeiro tempo. Mas ai, depois do intervalo, o caldo desandou de maneira trágica. O América abusou de errar na segunda metade levando gols infantis. O próprio treinador e alguns jogadores reconheceram isso nas entrevistas na rádio Cultura, após o jogo.
Na volta do intervalo, o Marcelo Haag falou com um jogador que lembrou que a AGF perdia uma partida em casa e conseguiu empatar, como que alertando seus colegas para que algo parecido pudesse acontecer novamente, mesmo com a vitória até ali assegurada e por um placar elástico. E não é que aconteceu de novo?
O América não está bem e não está rendendo o que devia. E está longe de ser a equipe que faturou neste ano a Copa Alto Jacuí de Futsal, fora de casa. Alguma coisa precisa ser feita e logo por que daqui a pouco começará a faltar pontos e não é nada bom empurrar números de baixo para cima. Se tem problemas os mesmos deverão ser apontados e deletados. E eles podem estar na quadra, no vestiário ou fora do Poliesportivo.
Hoje, o time recebe a líder ASIF (Ibirubá), no Poliesportivo. Vamos ver como será o desempenho do time taperense que faturou a Copa Alto Jacuí em cima da mesma ASIF. Vai ser um jogão. No clássico, quem jogar mais e errar menos vai sorrir no final e, de lambuja, ascender na tabela mirando a segunda fase.
A ASIF, no topo da tabela, virá de sangue morno, com um time completamente modificado da Copa Alto Jacuí. Já o América, que tem o mesmo elenco e que vem tropeçando, vai querer vencer. Mas, para isso terá de fazer muito mais do que vem fazendo até aqui na competição.
O jogo com a ASIF deverá ser um divisor de águas na equipe taperense. A vitória. Nada menos que isso.
Hoje à noite, todos ao Poli. O jogo será às 20h.
Nesta semana, o jornal O Estadão publicou notícia de que um jovem de 25 anos, estudante da Universidade do Texas, Dallas (EUA), fabricou uma arma com uma impressora 3D, que atira e pode até matar.
Já pensou o pessoal começando a produzir armas em casa para sua proteção? As pessoas estão em pânico e sabem que não podem contar com a proteção do Estado, que faliu.
Aqui no Brasil só bandido pode ter armas. A população não. Alguém ainda duvida de que a lei brasileira protege os maus?
Ainda vamos chegar ao dia que a população, de tanto apanhar, vai resolver agir e ai a coisa ficará fora de controle. Não há nada que não possa piorar.
Quem vê este belíssimo cenário não imagina que ele fica aqui em Tapera, encostado na cidade. A foto foi tirada pela Júlia Sipp, do JEAcontece, durante a Cavalgada do último final de semana. E o riacho é o arroio Cinco Irmãos, atrás da antiga estação de tratamento de efluentes do Curtume Mombelli, abaixo do Cemitério Municipal.
Que tal?