Blog do Sarico

Impugnações


Impugnações 1E a onda chegou em Tapera e já tirou do páreo alguns candidatos e outros mais poderão sair dele prematuramente. Tem gente enrolada com a lei e outros nem tanto e que cabe questionamento sobre isso.

Não sei se é salutar essa briga longe das urnas e não sei como a comunidade reagirá. Quem levanta uma bandeira dessas corre sérios riscos na hora da confirmação do voto, por que o povo gosta de briga no “limpo”, olho no olho, longe do campo jurídico, das ofensas pessoais e dos excessos.

Por outro lado fico preocupado quando os municípios lutam para ter pessoas que trabalham por ela nos seus vários segmentos de forma voluntária, coisa rara hoje em dia, quando abnegação e consciência são artigos de luxo. Eu tenho mais de 30 anos de “estrada” e sei bem a realidade das entidades que lutam para ter pessoas (de bem) que as toquem sem receber por isso.

E se, por acaso, a “bala” cair no pé e doer, não reclamem. Isso vale para todos. O povo não fala. Digita e

Fora Dilma


Fora Dilma 1A presidente afastada Dilma Rousseff deverá perder seu mandato no processo de impeachment aberto contra ela no Senado. Para permanecer no cargo deverá ter 41 dos 81 senadores. Segundo a imprensa, Dilma teria 71 votos – 87% – favoráveis ao seu afastamento. E sua via crucis inicia hoje.

Como o PT, agora fora do governo, fará para reverter o quadro não é do conhecimento dos brasileiros.

Os opositores de Dilma e do PT falam em descumprimento da lei – pedaladas – por parte dela e seus defensores falam em golpe de Estado, pois não teria havido descumprimento da lei. Pelo sim e pelo não os integrantes do Legislativo e do Judiciário devem estar embasados na lei. E, certa ou errada, o que vale é a lei.

A coisa está indo para o seu final. Tomara que o momento pelo qual passa o País também esteja. Está mais do que na hora de o Brasil ser uma nação séria, com eleitores e políticos sérios. Precisamos sermos todos inteligentes. De norte a sul.

Olimpíada beleza


E se 1A Olimpíada do Rio de Janeiro foi maravilhosa. Deu tudo certo e o mundo levou daqui uma boa imagem. Não tivemos violência e, ao que parece, a bandidagem deu uma folga para si mesmo para poder assistir aos jogos. E o temor do terrorismo não se confirmou, graças e Deus. Já pensou se acontece um ataque terrorista contra uma delegação estrangeira aqui?

Mas, os Jogos Olímpicos no Rio tiveram gastos e não foram poucos. Segundo a coluna do Ancelmo Góis, no O Globo, os governos federal, estadual e municipal gastaram com “desporto e lazer” a bagatela de R$ 7,2 bilhões. Que tal? E esse dinheiro faz falta para muitas coisas no País. Ou não?

O Japão, País sede da Olimpíada de 2020 e que ocupará boa parte das instalações da Olimpíada de 1964, está apavorado com os gastos que terá para promover os jogos. Imagine, o Japão se queixando…

Por outro lado, estamos longe de sermos uma potência olímpica pelo número de medalhas conquistadas neste ano e pelas que deixamos de conquistar. Fomos bem como organizadores, mas fomos mal como participantes. O problema é a aplicação do dinheiro, de forma errada, do superfaturamento das obras e dos desvios. Não foi só o comércio carioca que faturou com o evento.

Outra coisa. Esse Complexo de Vira-lata que alguns brasileiros insistem em falar vem da indignação da nossa gente com os políticos e com os nossos ídolos. De repente, o povo, que banca tudo e não recebe o que deve receber, está cansando.

Ah! E o Brasil volta ao normal. Não esqueçamos que vivemos uma séria crise econômica e política.

Vai que é sua, Brasil!

Agressão descabida


DIOCESE-OEIRAS-2015_Edicao-49-Imagem-BolinhaUma professora de Porto Alegre chamou os pais de um aluno para uma reunião, certamente devido ao comportamento do mesmo em aula. E lá foi a irmã do anjinho. No corredor da Escola, a menina de 20 anos, “moeu a pau” a professora, deixando-lhe marcas pelo corpo e manchas roxas na face. Mas, o que é isso, gente? Onde a coisa vai parar? O que está acontecendo com as nossas famílias? E o que acontece no seu seio? É ou não é de se preocupar com o futuro? O fundo do poço ainda não se mostrou. Violência gera violência. A regra é tão antiga quanto a história do homem. Com toda sinceridade: eu tenho muito medo do amanhã. E você?

Frase do Dia


Frase do Dia 1 1Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.”

Gibran Khalil Gibran

A neve de 65


Neve 1Nesta data (20), há exatos 51 anos, nevou forte em Tapera. Foi a maior nevasca da história de 61 anos do município. Em 2000, deu outra e, apesar de ter sido bem menor, deixou marcas por tudo. Mas, aquela de 65…

Eu, então com quatro anos, lembro da neve de 20 de agosto de 1965. Ela começou de madrugada, sem nenhum barulho, e foi até o meio-dia. Lembro que minha mãe me acordou e pediu que viesse até a cozinha para ver uma coisa. Lá chegando, enrolado em um cobertor e com a cara cheia de sono, parei ao lado do fogão à lenha, que tinha sobre sua chapa pinhões para sapecar. E da janela, onde a minha mãe estava, me surpreendi com o branco que tomava conta do jardim da nossa casa. As cores, assim como o verde da grama, haviam desaparecido e aquele branco geral chamou minha atenção, pois até então eu nunca tinha ouvido falar de neve. Após me vestir e tomar minha mamadeira e, bem agasalhado, saímos para a rua para ver de perto aquela “coisa” que não era fria, como parecia ser. Na rua, a Dom Pedro II, sem calçamento, e que bem mais tarde virou Avenida Dionísio Lothário Chassot, estava cheia de pessoas brincando. Na verdade, o pessoal não sabia o que fazer, pois aquilo era uma novidade para todos. Eu, que estudava de tarde, no Grupo Escolar Barão de Caçapava, que ficava onde hoje está a Assistência Social, e que depois foi incorporado pelo Ginásio Taperense e tornou-se Escola Dionísio Lothário Chassot, brinquei muito naquela manhã. Mais tarde, o nôno Vitório nos chamou para fazermos um boneco na frente da casa da tia Lacy, que ficava ali onde o Décio Wagner tem sua casa, na Rua Almirante Barroso. O boneco ficou tão bonito que muita gente foi até lá para ver. O Adão Pesenti, o “retratista” oficial da cidade foi chamado para registrar o fato eternamente. Engraçado que da neve eu lembro, assim como da alegria e das brincadeiras, mas não lembro se fui na aula naquela tarde. Acho que não teve aula naquele dia.

As fotos que tenho da neve de 1965 foram parar no jornal Zero Hora, na edição de 20 de agosto de 2005, no Almanaque Gaúcho, do falecido Olyr Zavaschi, irmão do ministro do Supremo, Teori Zavaschi.

As demais fotos mostram a neve na antiga e bela Praça Olavo Bilac, que depois virou Doutor Avelino Steffens e que não tem mais a beleza de outrora, com seus ciprestes, árvores e flores.

A propósito. O menino em pé na foto sou eu.

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Sofrência olímpica


Sofrência olímpica 1O Brasil está longe de ser uma potência olímpica, tirando o futebol e o vôlei de praia e, vez ou outra quando ganha uma medalha acompanhada de surpresa. Enquanto o Brasil fatura uma, os EUA, por exemplo, faturam mais de 10, sendo a maioria de ouro.

EUA, Inglaterra, Alemanha, França e Japão são potências esportivas e ganham muitas medalhas a cada Olimpíada por que investem muito e muito cedo nas crianças, na escola e depois na universidade. Seja o esporte que for. E não precisa ser rico, por que apesar de China e Rússia estarem neste grupo, seu crescimento é alicerçado em cima de pobreza, corrupção e violação de direitos. Índia e Paquistão, com grandes populações, nem aparecem no quadro de medalhas.

O que acontece é que, na escola, os professores começam a selecionar meninos e meninas que se destacam em alguma modalidade esportiva e em cima disso, são custeados com salário e bolsa de estudo. E quando esses jovens entram na universidade já o fazem conhecidos e com ainda mais regalias. E, claro, tem aqueles que são garimpados na rua e imediatamente “recolhidos”.

Nestes países existem ainda as competições anuais entre escolas e entre universidades: municipais, estaduais e nacionais. E nelas se comprova quem tem condições de vir a ser um medalhista olímpico um dia. Muitos tentam e muitos conseguem nas muitas modalidades esportivas. Os grandes campeões mundiais e medalhistas olímpicos são forjados ali e se consagram nos JJOO. Simples assim.

EUA, Inglaterra, França, Alemanha e Japão investem muito em meninos e meninas talentosos no esporte. E até em forasteiros. Nestes países a coisa é vista a longo prazo. E na maioria das vezes eles acertam em cheio, com direito a pódio, hasteamento de bandeira e hino nacional.

Quem sabe um dia, o Brasil, que patina para conquistar uma medalha e comemora muito quando conquista uma, consiga ganhar mais do que pouco mais de uma dezena delas em uma edição. Mas, terá de investir bem mais e melhor na educação, coisa que não acontece, pois quando se investe o dinheiro o mesmo é mal aplicado e até desviado.

Por enquanto, o Brasil é apenas um mero participante nos jogos olímpicos daqueles que adora dizer que o importante é competir. Ora, competir é bonito, sabemos, mas todos entram em uma prova para vencê-la. Ou não é assim?

Em baixa


Em baixa 1A seleção brasileira feminina de futebol desandou na Olimpíada, sem nada ganhar. Perdeu quando não devia. E neste sábado a coisa toda é com os homens, os craques bilionários. E justamente contra a Alemanha. Será que leva? Será que não jogou tudo que sabia e marcou tudo que podia contra Honduras? Será que não vai amarelar hoje? Não estou torcendo contra o Brasil, longe disso, mas não levo fé nessa geração de jogadores. Eles não jogam pelo seu País. E não tem aquela “gana” nos olhos.

Vou torcer, mas com receio.

E será que aquela medalha vem?

A marca de uma eleição


A marca de uma eleição 1Eleitor, prepare-se. Estamos às portas de mais uma eleição municipal. E o corpo a corpo político vai começar. Se prepare para receber (bem) os candidatos e preste muita atenção no que eles prometerem. E não esqueça de lhes dar sugestões para melhorar o seu município. E depois pense bem.

Agrotóxico


Agrotóxico 1Certa vez li que a região do Alto Jacuí, no norte do RS, é a que mais consome agrotóxico no Estado. Fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, preocupado. Agora, conversando com um agricultor amigo sobre o assunto, este me contou que a informação não procede e ele tem uma explicação bastante lógica para isso. Segundo ele, a maioria dos produtores de grãos da região, incluindo os de Tapera, compram o produto na região para ser aplicado em outras regiões do Estado, onde possuem propriedade. Na verdade, eles compram em um lugar para aplicar em outro. Achei a explicação satisfatória.

Falando em propriedade fora daqui, este amigo e leitor me contou ainda que a área plantada pelos taperenses fora dos limites de Tapera e região supera os 80 mil hectares. É área é grande assim como a produção.