Blog do Sarico

De olho


De olho 1 1Nesta manhã, o Bom Dia Rio Grande mostrou matéria sobre prisões que a Brigada Militar vem efetuando em Porto Alegre, ajudada pelas câmeras de monitoramento. E as prisões ocorrem em menos de cinco minutos, no ato ou logo na sequencia.

A matéria mostrou dois malucos tentando quebrar uma câmera, com uma barra de ferro. Pois, enquanto o “bonito” tentava faze-lo foi pego em flagrante por uma guarnição da BM. Bonito foi ver a cara de indignação do bandido ao ser pego no ato pelos policiais.

Além de termos a Brigada Militar circulando em nossos municípios, ficaríamos bem melhor tendo câmeras de vídeo espalhadas pelas cidades, testando a paciência da bandidagem. Câmera apavora mal intencionado, que não gosta de surpresa. Muito menos de curioso bisbilhotando seu “trampo”.

Troco


Ford 1Nesta segunda-feira, a Justiça italiana negou o pedido de extradição – feito pelo governo brasileiro – do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão.

A Itália apenas deu o troco ao Brasil quando este não extraditou o terrorista Cesare Battisti, condenado por assassinato, amparado pelo governo brasileiro e cujo ministro da Justiça na época era o governador do RS, Tarso Genro.

Não que o Brasil achou que a Itália iria abrir as pernas para ele? Mas, que bobinho.

Quem sabe o governo brasileiro não faz como nos filmes de ação onde os governos enviam soldados altamente treinados para recuperar pessoa em território estrangeiro e hostil.

Mais uma coisa. O Pizzolato, em liberdade, deve estar com dor de barriga de tanto rir de nós, trouxas.

Seriedade


Seriedade 1O primeiro-ministro da Espanha pediu desculpas ao povo espanhol por ter 50 integrantes do alto escalão do seu gabinete envolvidos em corrupção. Nada como um País sério. Que nem aqui no Brasil.

E quando o Supremo Tribunal Federal condena algumas autoridades envolvidas no maior crime de corrupção da história do Brasil, o mensalão, caíram com pedras em cima dele, questionando seu trabalho e decisão. Na Espanha, o governo deu o exemplo. E a Justiça, também.

A Espanha, assim como o Japão, devem estar errados. Nós é que estamos certos.

Ocorrências


Ocorrências 1Nesta segunda-feira (27/10), vendo uma ocorrência registrada na Delegacia de Polícia de Tapera, chamou minha atenção a sua numeração: 1.100. Para um município com pouco mais de 10,5 mil habitantes, não é meio que demais este número?

Se pegarmos tal número e o dividirmos por 10 (meses), dará 110 registros em um mês. E se continuarmos a dividi-lo, desta feita por 30 (dias), tirando sábados e domingos, o número chega a 4,5 registros por dia. É muita ocorrência.

E destes 1.100 registros policiais, quantos são verdadeiramente crimes, excessos ou busca por direito? E quantos poderiam ser resolvidos com uma boa e franca conversa? Seguramente, a maioria deles. Talvez seja por isso que o Judiciário esteja engessado e não ande. Sua lentidão tem um motivo.

Presidente


Presidente 1Não se surpreendam se algum dia o Tiririca for eleito presidente do Brasil. E nada de reclamação, afinal terá sido a vontade da maioria. E seja o que Deus quiser.

Bem na foto


Bem na foto 1O América/GF/Marasca/Signor está impossível na Copa Lupicínio Rodrigues. O time não para de empilhar vitórias. Na competição, em 09 partidas venceu 08 e empatou só uma. Seu aproveitamento é de 93,3%. Sua última vitória aconteceu no sábado, em casa, frente a Assaf, de Santa Cruz do Sul, por 6 a 0. Foi na base do 3 vira e 6 termina.

O time americano fez o seu dever de casa. E bem. Entrou focado e cuidou de todos os detalhes como alguém que promove uma festa e que precisa pensar em tudo. Foi brilhante.

O América foi bem na defesa e no ataque. No jogo, não deu aqueles vacilos de marcação, passes errados e ineficiência na cara do gol. No sábado, o time foi altamente eficiente e fez por merecer mais uma vitória.

Agora, vem a penúltima parte desta história, a Semifinal, e a equipe pegará a AGSL, de São Luiz Gonzaga, sendo o primeiro jogo nas Missões e o decisivo, em Tapera. E a briga já deve começar neste sábado (01/11).

O América/GF/Marasca/Signor está sendo visto como favorito ao título da CLR e sabe que é o inimigo a ser batido. Neste momento, até os três grandes que estão na Liga, querem vencê-lo. Mas, o foco agora é a AGSL, com quem já mediu forças e lhe complicou a vida várias vezes.

América e AGSL já se enfrentaram três vezes neste ano e a disputa é parelha: 1 vitória, um empate e uma derrota para cada um. O América marcou 12 gols e sofreu 9.

Parabéns ao América por mais esta conquista: a classificação à Semifinal.

Sartori esteve em Tapera


Sartori esteve em Tapera 1Dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, o único que visitou Tapera nesta eleição foi José Ivo Sartori (PMDB). E deu sorte.

Sartori, quando veio para cá, veio desconhecido e ele mesmo reconheceu em entrevista. E numa campanha bem estruturada, apesar de alguns tropeços, o gringo levou a melhor e bem.

Mais uma vez o Rio Grande do Sul mostrou que não reelege governador.

Espera-se que o PMDB taperense tenha bom trânsito junto ao novo governo gaúcho e que Sartori não esqueça de que foi muito recebido em Tapera.

Também, que o novo governador faça por Tapera o que Yeda Crusius fez. Ou mais. Esta é a torcida de todos nós, taperenses.

Cinco desafios econômicos do novo governo


imagesPT e PSDB podem divergir em muitos temas, mas a desaceleração do crescimento parece ter criado um certo consenso de que a economia está em uma encruzilhada.

Como os tucanos costumam enfatizar, a expectativa oficial é que o país cresça só 0,9% este ano e analistas do mercado são ainda mais pessimistas, estimando uma expansão de menos de 0,3%.

Por outro lado, como ressaltam os petistas, o desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos, o que tem evitado que a população seja duramente afetada – embora não esteja claro por quanto tempo esse cenário positivo no mercado de trabalho pode ser mantido sem uma retomada.

Economistas de diversas linhas teóricas concordam que impulsionar a economia depende tanto de uma agenda de curto prazo, que inclui o controle da inflação e ajuste das contas públicas, quanto de uma de longo prazo, ligada a reformas estruturais.

Confira abaixo os cinco desafios que, na opinião deles, o novo governo deve enfrentar na área econômica:

1) Inflação

Boa parte dos brasileiros já sente o peso da alta de preços no bolso e caberá ao próximo governo evitar um descontrole nessa área.

Aécio Neves, do PSDB, diz que perseguirá uma meta de 3% de inflação e a presidente Dilma Rousseff, do PT, garante que será “duríssima” contra o problema.

Espera-se que a alta de preços deste ano fique próxima do teto da meta do Banco Central – de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima e para baixo.

Para muitos economistas, porém, a meta só será alcançada com o adiamento dos reajustes de preços administrados (definidos ou influenciados por órgãos públicos).

“Em 2015, será difícil evitar a recomposição de alguns desses preços, o que deve ser um desafio a mais no controle da inflação”, diz o conselheiro senior e ex-vice presidente do Banco Mundial Otaviano Canuto.

Entre os que podem subir estão o preço da energia, as tarifas de ônibus e combustíveis.
Canuto explica que, em 2015, uma possível desvalorização do real também pode ter um impacto inflacionário adicional (em função da alta dos importados).

“Caberá a nova gestão achar uma solução para a questão da inflação, que até pode ser via política monetária. Mas, como os juros já estão relativamente elevados, o ideal seria que se tentasse uma política fiscal mais retraída”, opina.

2) Investimentos

O consumo interno e o estímulo ao crédito estiveram entre os principais motores do crescimento brasileiro nos últimos anos.

Os investimentos, porém, não acompanharam essa expansão (e caíram do patamar de 20% para 17% do PIB), o que contribuiu para a freada.

Economistas veem diferentes razões para tal descompasso.

Alguns culpam a falta de reformas para amenizar problemas como a complexa burocracia do país, as deficiências de infraestrutura e gargalos de mão de obra – que inibiriam investimentos.

Outros criticam o governo por supostos erros de gestão que teriam atrasado projetos importantes (como o pré-sal) e afastado empresários de parcerias na área de infraestrutura.

Há certo consenso de que a falta de investimentos também estaria ligada a “expectativas negativas”.

Para o governo, porém, esse “pessimismo” seria politicamente motivado e intensificado pela crise internacional. Já consultorias econômicas o atribuem a incertezas relacionadas à condução da política econômica.

Sem destravar os investimentos é difícil pensar que a economia possa voltar a crescer no patamar dos 4% da década passada.

“Por isso, impulsionar os investimentos privados na produção e em infraestrutura será um dos principais desafios do novo governo”, diz o economista André Biancarelli, da Unicamp.

3) Contas públicas

Analistas calculam que as contas públicas fecharão 2014 com um “déficit nominal” superior a 4% do PIB – o pior resultado em mais de uma década.

O calculo de tal déficit contabiliza receitas e despesas do governo, além do pagamento dos juros da dívida pública.
O governo se comprometeu a poupar 1,9% do PIB para pagar esses juros, mas há dúvidas sobre se atingirá a meta.
Para Otto Nogami, do Insper, a expansão dos gastos e deterioração das contas públicas têm tido um impacto negativo na inflação, além de abalar a credibilidade do país frente a investidores.

Muitos economistas também vêm denunciando que, em uma tentativa de se aproximar da meta, o governo teria lançado mão de uma “contabilidade criativa” – manobras contábeis que fariam parecer que se estaria economizando recursos, quando isso não ocorreria.

“Para colocar as contas públicas em dia, o novo governo poderia adotar basicamente duas estratégias: aumento de impostos ou corte de gastos”, explica Lourdes Sola, professora da USP especialista em economia política.

A primeira seria extremamente impopular. A segunda precisaria ser planejada com cautela – cortar em gastos sociais e investimentos, por exemplo, poderia ser um “tiro no pé”.

“A questão das metas fiscais é uma discussão de curto prazo, mas não podemos perder de vista seu objetivo de longo prazo, que é tornar o Estado mais eficiente para investir no que interessa”, diz Biancarelli.

4) Inclusão social

O aumento da renda dos trabalhadores, a formalização do trabalho e programas sociais ajudaram milhares de pessoas a cruzar a linha da pobreza nos últimos anos.

Mas se o país se mantiver com um nível de crescimento baixo, em algum momento o emprego pode ser afetado, colocando em risco esses ganhos.

A campanha do PT tem defendido que o partido seria o mais apto a impedir retrocessos – “protegendo o emprego” e investindo no social.

Já a campanha do PSDB acabou na defensiva, repetindo à exaustão que não pretende cortar gastos sociais ou fazer um ajuste drástico, ao custo de uma escalada do desemprego.

Nogami admite que de fato é possível que um ajuste, ainda que gradual, tenha algum efeito sobre o nível de emprego.
“A questão é que ele é inevitável e, ao adiar essas reformas, também podemos estar aumentando seus custos”, opina.

“O grande desafio não é simplesmente crescer, mas sim crescer com estabilidade e emprego”, resume Carlos Melo, cientista político do Insper.

5) Problemas estruturais

Há certo consenso de que, para garantir o crescimento da economia no médio e longo prazo, é preciso atacar os problemas estruturais que afetam a competitividade das empresas no país.

Entre eles estão a complexa burocracia e sistema tributário brasileiro e as deficiências de infraestrutura.
“Trata-se de uma agenda de médio e longo prazo, mas que precisa começar a ser colocada em prática o quanto antes”, diz Canuto.

O objetivo seria ampliar o chamado PIB potencial do país, que leva em consideração a sua capacidade instalada para estimar quanto ele pode crescer sem que sejam criadas pressões inflacionárias (por falta de oferta).

“O próximo governo precisará fazer reformas estruturais para realmente mudar o ambiente de negócios no Brasil, porque só isso lançará as bases para um crescimento sustentado”, diz Canuto.

Amizade


Amizade 1Vem cá. Vale a pena perder uma (grande e boa) amizade, às vezes de uma vida toda, por causa de política? Ou por futebol?