Blog do Sarico

Cenas do cotidiano de uma cidade


images (1)Caminhar em Tapera está muito perigoso. Quem está a pé, no centro da cidade, deverá estar com olhos e ouvidos bem abertos, pois o perigo está à solta, em cada esquina. Neste domingo (20/04), quando sai da Igreja, da missa de Páscoa, indo para o jornal (JEAcontece.com.br), quase pisando na faixa de segurança, surge uma Mitsubishi preta, com placas de fora, pela Rua Tiradentes, vinda da Avenida XV de Novembro, em direção ao Tenarião. Pois, o motorista, de fora, passou a Rua Rui Barbosa, que é a preferencial, em alta velocidade, e se eu tivesse na faixa teria sido atropelado. Veja só… E se viesse um carro pela Rui Barbosa?

Mais tarde, indo para casa, na Avenida XV de Novembro, em frente a Laurindo Motos, na minha frente iam duas senhoras. Por uma fração de segundos olhei para o lado e, quando olhei para frente, vi uma delas segurando a outra que havia tropeçado. Se a amiga não a segura, a mulher teria se esborrachado na calçada, devido às fendas e “degraus” existentes naquela via, em pleno centro.

Um pouco mais acima e também na Avenida Dionísio Lothário Chassot, vi várias garrafas e copos quebrados pelo chão, numa cena muito triste.

É, Tapera já não é mais a mesma. Aquela cidadezinha pacata de 20, 30 anos atrás não existe mais. Nossa cidade cresceu e com este crescimento veio mais gente e mais carros e também a pressa e a indiferença. Mas, que saudades daquela lugarzinho de antigamente que tinha poucas coisas, mas que era bem mais segura. Claro, a Tapera de hoje tem os seus benefícios, que não são poucos, mas aquela de outrora era muito mais tranquila e segura.

Uma última coisa. Alguém já parou na cidade, em qualquer ponto dela, para pensar nela e lembrar de como Tapera era anos atrás? Em qualquer lugar vem à nossa cabeça uma imagem, uma cena, um fato, uma história. Faço isso seguidamente e na maior parte das vezes dou boas gargalhadas com a recordação. Em outras, seguro o nó na garganta por algo acontecido. Uma cidade pulsa (e vive) pela lembrança do seu povo.

Dilma segue na frente


Dilma na pole 1Segundo o Vox Populi, a pedido da CartaCapital, a presidente Dilma continua na frente para vencer as eleições presidenciais de outubro. Dilma tem 40% da preferência dos eleitores. Os adversários, juntos, somam 26% das intenções de voto.

O presidente do PSDB e senador Aécio Neves (MG) aparece em 2º com 16%. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), soma 8%. E Pastor Everaldo Pereira, pré-candidato do PSC, tem 2%.

Votos brancos ou nulos somam 15%. O número de eleitores que não sabem ou não responderam a pesquisa é de 18%. Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.

Tudo será resolvido no primeiro turno, ao que parece.

Pai bandido


imagesA gente que é pai (e mãe), se vira nos 30, literalmente, nas 24 horas do dia para dar condições aos filhos para que cresçam, estudem e tenham uma vida digna e tranquila preparando-se para ter um dia boa colocação na vida. Ai vem um pai, se é que se possa chamar assim, com a vida resolvida e mata o próprio filho, com a ajuda de sua companheira. Isso ai não tem explicação e ninguém, de sã consciência, queira defender um horror desses. Agora, este “pai” deverá aguentar o que vem por ai e encarar o seu destino. Ele terá de viver com uma dor eterna e o peso de uma ação insana e covarde, e também com a indiferença das pessoas e tudo mais que surgir.

Não se sabe como a coisa toda se deu, mas todos querem saber como foi e o motivo.

E a mãe de Bernardo, morta há 04 anos, será que ela se suicidou mesmo? A Justiça deveria abrir o caso.

Lembrei que no Brasil a pena de morte existe em tempos de guerra, mas como o Brasil não luta com ninguém, a não ser contra o seu futuro, jamais teremos a pena máxima. No caso de Três Passos, do menino Bernardo, seria de se pensar nela. É muita crueldade e sangue frio por nada.

Inter


downloadNeste domingo, no Esporte Espetacular (Globo), o comentarista Walter Casagrande colocou Inter e Grêmio como favoritos para faturar o Brasileirão 2014. De novo! Não gosto disso, pois quando colocam o Inter na lista a coisa acaba em porcaria. Tomara que o Colorado faça o seu dever de casa, que é vencer e somar o maior número de pontos. Agora, não pode errar gols como errou contra o Vitória, sábado, no Beira-Rio. Time que erra tanto gols não vai a lugar algum. Muito menos ao título.

O Inter não vence um Brasileirão há 35 anos. O último foi em 1979, de forma invicta. Há muito tempo…

Nos últimos anos o Inter se especializou em faturar campeonatos internacionais, como que esnobando o Brasileiro e a Copa do Brasil. Tornou-se um time internacional, de fato. Mas, falta ao Colorado um título nacional que daria a real dimensão do seu tamanho. E a última Copa do Brasil foi conquistada em 1992, há 22 anos.

Para este ano não me venham falar de G4 e Libertadores. O Inter deve pensar em vencer o Brasileirão, em ser campeão. Já foi três vezes vice nos últimos anos. Chega de ser apenas participante.

Civilidade


Civilidade 1O colorado Danilo Durigon e o gremista André Pedrassani, taperenses, fizeram uma aposta no Grenal 401, que deu o Tetra ao Inter. A aposta era de que, quem o perdesse, teria de vestir a camisa do time adversário. Como o André perdeu teve de colocar a camisa do Inter. E o pagamento aconteceu em um recente jantar na Comercial Bortolan, em Tapera.

Estou fazendo o registro por que acho bonito isso: a amizade, a camaradagem e o respeito entre adversários. Todos deveriam agir da mesma forma. Inclusive na política. Flauta e gozação têm de haver, mas também deve haver respeito e bom senso por parte do vencedor para não passar do ponto. Afinal, não se deve perder uma amizade por nada neste mundo. Nem uma boa gargalhada.

Parabéns ao Danilo e ao André pelo exemplo.

Veja a matéria no JEAcontece em (http://jeacontece.com.br/?p=113156).

Amarrados


Amarrados 1Estive na mobilização que a Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) realizou na última sexta-feira (11/04), em Porto Alegre, exigindo a transferência de mais recursos estaduais e federais para as prefeituras, que estão em situação de crise financeira devido ao excesso de responsabilidades. O evento começou na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini e, devido à chuva, terminou no auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa.

O que chamou minha atenção foi a pouca participação de deputados federais no evento. Lá estiveram apenas Alceu Moreira (PMDB), Jerônimo Goergen (PP) e Vilson Covatti (PP), além dos estaduais Ernani Polo (PP), Edson Brum (PMDB) e Pedro Westphalen (PP). E mais ninguém.

Um dos prefeitos presentes, em sua manifestação, disse que os deputados federais e estaduais gaúchos deveriam estar sentados nas primeiras filas apoiando o municipalismo, decepcionado com eles. Aliás, todos os prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e secretários municipais estavam decepcionados com as ausências.

Mas, por que a ausência dos parlamentares? Simples. Ele estão todos amarrados com o Palácio do Planalto. Quanto mais quietos ficarem, mais ganharão do governo federal. O PT de Dilma sabe bem o que faz e fez bem: amarrou todos bonitaço. Vai papar fácil fácil a eleição de 05 de outubro. No primeiro turno.

Outra goleada


download (2)O América/GF/Marasca/Signor, desfalcado de três titulares – Nuno, Marcel e Alisson – não foi páreo para o Atlântico, jogando na terça, em Erechim, pela 8ª rodada. Quando o América saiu na frente, pensei que a gurizada iria aprontar e colocar um dos grandes do RS, da Liga Nacional, de saia justa, ele que vinha de derrota para a ADS. Mas, isso não aconteceu, pois o Atlântico foi para cima, empatou e ampliou. Quando o América levou o gol de empate, pareceu que tinha levado uma pancada, porque parou em quadra e possibilitou ao adversário crescer no jogo.

O pessoal achou que o time jogou bem, pelo menos em comparação ao que perdeu para a Assoeva. Mas, isso não importa porque jogando bem e sendo goleado não muda nada, só na tabela. E os gols que o time levou… Outra coisa. Está na hora de o América ser competente quando na frente do gol.

É bom jogar mal e vencer. Jogar bem e perder, só se for de pouco.

Pelo que ouvi na Rádio Cultura, com o Buxa, o Marcelo e os entrevistados, o América perdeu bolas e levou gols que não se pode levar em uma competição de elite, porque quem está no outro lado, não está lá apenas para participar, ainda mais se este adversário joga a Liga Nacional.

O América não é um time classe A, com plantel numeroso e qualificado e grande preparo físico, mas quem veste sua camisa precisa ter atitude e se impor nos jogos, contra quem quer que seja. A questão é fazer cara feia, dividir e ir para cima, com força, para que o adversário sinta a pressão e que respeite.

Agora, contra a ADS, cujo jogo será em Tapera, na quarta-feira (23/04), o América vai jogar uma partida de seis pontos, pois o adversário é inimigo direto na tabela. O time de Ronaldão precisa vencer, se bem que a ADS somou 4 pontos jogando contra os grandes da Liga. Os gringos de Sananduva não estão para brincadeira este ano.

Feriadão


Feriadão 1E vem ai mais um feriadão, este de quarto dias. E o que será escrito na imprensa na terça? Quem for para a estrada, saiba se comportar nela. Lembre-se que aqueles dois círculos, o de vidro e o de plástico, não combinam, nem de dia e muito menos de noite. Vá, mas volte. E traga junto sua gente.

Seriedade


Papelão 1O que dizer de um País onde um professor chama a “cantora” Valeska Popozuda de pensadora contemporânea? A nossa Educação anda mesmo de arrasto.

Grêmio


Grêmio 1Como pode a equipe levar apenas 1 gol em seis jogos na Libertadores e levar 6 em dois Grenais, pelo Gauchão? Alguma coisa está errada no Tricolor.

E essas ameaças deixadas em uma faixa. Será que são para ser levadas a sério? A pressão é visível contra os jogadores que ganham bem e deveriam render mais. Em todo caso é bom o pessoal ficar esperto.

BRASILEIRO – E neste domingo começa mais um. Será que vamos ver a Dupla falar novamente em G4 e Libertadores? Bem que poderiam falar em título neste ano. O Grêmio não vê um a 18 anos e o Inter há 35 anos. Está difícil as coisas aqui no extremo sul nas competições nacionais.