Blog do Sarico

Consenso em Tapera


índiceÀs portas da eleição o pessoal resolveu fazer consenso aqui em Tapera. Sou favorável a ele, sempre, desde que o interesse maior seja o município. Como estão propondo não está agradando.

Na semana passada representantes dos oito partidos políticos taperenses se reuniram no bairro Brasília para tratar da questão. E se reuniram PMDB, PP, PTB, PDT, PSB, PT, Democratas e PSDB. A ideia é retirar da vitrine o vice-prefeito Volmar Kuhn, candidato a candidato da situação, e o ex-prefeito, com dois mandatos, Luiz Antônio Brunori, para colocar outros nomes em seu lugar. Não sei, mas como montaram essa estratégia que tem os seus benefícios, sim, como o fim das “mordidas” e a diminuição dos custos que uma campanha exige, e analisando a forma como o desejam dá a impressão de que o município não seja o mais importante, o principal beneficiado. Quem tem o mínimo de conhecimento em política, não precisando ser um grande expert na área, apenas um observador atento do quadro, verá que tem muita, mas muita coisa em jogo. E interesses, também. A primeira coisa que vem em mente é a divisão de cargos. Eu sou do tempo que os partidos escolhiam um nome, trabalhavam em cima dele, o elegiam e só depois é que pensavam nos cargos. Hoje, ao que parece, isso mudou.

Não sei. Mas, acho que a proposta não vingará e haveremos de ter a polarização entre Kunh (PMDB) e Brunori (PTB) com os demais partidos vindo a reboque. O PP fechou com o PMDB. Os demais não tem nada acertado, ainda, mas ao que parece estão pendendo para a oposição, até que aconteça algo que balance o cenário local. Até os 45 minutos do segundo tempo poderão mudar de ideia dependendo do quadro desenhado naquele momento.

Consenso em ano de eleição não funciona, especialmente por que os dois principais nomes estão na rua, na boca do povo, há mais de um ano e trabalhando para que isso seja concretizado. E boa parte dele já se decidiu. Consenso, para dar certo precisa ser projetado com pelo menos um ano de antecedência. Para não pegar mal.

Consenso é bom, sim, e eu sou favorável a ele, sempre, desde que seja bom para os taperenses e para Tapera, que está crescendo e deverá continuar assim, independente de quem entrar na Prefeitura, em janeiro. E que cheire bem, logicamente.

América


América 1No sábado (25), no Poliesportivo de Tapera, América e ADS fizeram um belo jogo, com muita marcação e lances bonitos. Mesmo com a vitória o time taperense não avançou na tabela de pontuação. Nem a ADS.

O jogo foi marcado pela pegada dos dois times que buscaram sempre a vitória. O América precisando vencer e a ADS querendo levar ponto daqui. E jogou para isso. A sorte do América, que mais uma vez errou muitos gols e perdeu a chance de marcar mais, é que teve lucidez em três oportunidades, quando mexeu no placar. E o ponto alto da partida foram exatamente seus gols, resultado de bonitas trocas de passes, com rapidez. Troca de passe boa com velocidade sempre resulta em gols e o América teve a prova disso naquela noite.

Volto a insistir em algo que está virando rotina, para azar do time e da torcida, mas que precisa ser lembrado sempre. O América precisa melhorar seu passe, servir o companheiro melhor colocado e fazer os gols que cria. E o time cria muito nos seus jogos.

O primeiro turno terminou e agora começa o returno e o América precisa passar e bem a bola e concluir a gol. Se conseguir isso irá longe na competição. E o tempo vai passando e com ele o calendário.

Na terça-feira (05), o América pega uma pedreira dos diabos: o Atlântico, em Erechim. Se vencer ou empatar sobe na tabela. E se perder permanecerá na mesma posição, pela terceira semana consecutiva. Coisas da matemática.

ARBITRAGEM – O público que foi ao Poli foi pequeno pela importância do jogo. Não sei o que houve, mas poderia ter havido mais gente no ginásio. Não sei se a torcida que esteve presente conseguiu bancar a despesa da arbitragem que levou daqui R$ 1.350,00.

Recentemente estive em Selbach vendo SASE e União, pela Série Prata, e a atração do jogo foi o delegado da Federação. Sábado, no Poli, a atração também foi o delegado do jogo. Será que ele precisa aparecer mais do que os jogadores? E essas arbitragens estão uma coisa. Não estão bem.

Recado danado


Recado 1Quem desembarcou ontem, no Rio de Janeiro, do lado de fora do aeroporto Tom Jobim, viu uma grande faixa mostrada pelos policiais federais em greve, escrita em inglês, para a gringaiada ver: “Welcome to Hell“ (Bem-vindo ao inferno). E isso, às vésperas da Olimpíada. E, em se tratando da cidade do Rio de Janeiro, aquele pessoal está mentindo? Acho que as delegações que virão para cá nos jogos trarão consigo um monte de seguranças, por garantia (de vida). Dureza!

Vereança


Vereança 1Conversando com alguns integrantes de partidos políticos da região, a maioria está deles tendo problema para conseguir bons candidatos. Principalmente mulher, na sua quota. Garimpeiros de votos tem bastante. Ao que parece o pessoal não está querendo colocar seu nome à disposição da sua comunidade. O medo deve ser pelo momento político atual brasileiro, que não recomenda exposição temendo uma possível comparação.

Do jeito que a coisa vai, daqui a pouco prefeito, vice-prefeito e vereadores serão buscados através de edital. Gente séria e competente não vai mais querer se meter em uma eleição. E do jeito que a coisa vai somente aventureiro se atreverá a colocar sua foto nas urnas, para desespero dos municípios.

Na maioria dos municípios da região, boa parte dos secretários municipais colocaram seu nome à disposição do seu partido para concorrer a vereador, principalmente as mulheres, para colaborar com eles. Esta é a retribuição que se dá ao partido pela confiança depositada neles e pelo gordo salário recebido ao longo do mandato. Claro que tem casos que é melhor não concorrer para não atrapalhar. Mas, esta interação precisa haver.

A política é de fato engraçada. Ela é muito importante, mas é engraçada. Normalmente capacidade e voto não trilham o mesmo caminho, assim como voto e dinheiro.

Em tempo. Estão tentando um consenso em Tapera, aos 44 do segundo tempo. Depois falo sobre isso.

Raiva


Ponto 1Os correligionários petistas, ligados ao antigo governo, que perderam seus “empregos” e, consequentemente, seus gordos salários, não devem estar nada contentes com o afastamento de Dilma e do PT do poder. Devem estar cobrando da presidente afastada a saída do partido do Planalto, com pouca luta. Imagine a chia desse pessoal com o fim da “renda” extra e da perda do padrão de vida conseguido nestes 11 anos.

É, não está fácil para ninguém.

 

Olimpíada


Olimpíada 1O País quebrado de dar dó e ainda pensam em promover uma Olimpíada. Não entendo toda essa comemoração com a Tocha Olímpica passeando de norte a sul. O Brasil, além de quebrado, está com seu governo eleito afastado e sendo governado interinamente pelo seu vice-presidente. Que clima teremos nesta Olimpíada? Quando vejo a Tocha Olímpica desfilando nas mãos de famosos e de desconhecidos penso no Brasil e uma tristeza toma conta do meu peito, pois penso que há muito a caminhar e fazer para chegarmos onde queremos.

E a Copa do Mundo do Brasil de 2014. Ela deixou algum legado ao País e para os brasileiros? E as Olimpíadas deixarão? Nunca esquecendo que foram gastos muitos milhões de reais nos eventos e a maioria do que foi prometido pelo governo federal não saiu do papel, sem falar naquilo que não está sendo usado pela coletividade e que se transformaram em “elefantes brancos”. Só turismo e publicidade chega? E o depois da farra, quando a ressaca vier?

Política em Selbach


Política em Selbach 1Um leitor e amigo de Selbach me contou que o PMDB voltou a procurar o PP para formar um consenso em outubro. Na verdade, a proposta é uma coligação, por que o partido do prefeito Serginho não abre mão da cabeça de chapa e tem partido no município que não quer uma aproximação com os atuais ocupantes da Prefeitura.

A coligação proposta pelo PMDB teria o prefeito Sérgio Kuhn na cabeça e o PP colocando o vice. Além disso, este receberia três secretarias, a escolher. A proposta será debatida no final de semana. Minha fonte acha que a ideia não vingará. Mas, não faz aposta.

Se não der o “consenso” que o PMDB deseja o partido deverá largar com Sérgio Kuhn e Marli Reis de vice. Já o PP tem duas cartas na manga: o ex-prefeito e vereador Rudi Seger tendo como vice o ex-vereador Sérgio Demaman. E tem ainda, correndo por fora, o presidente da Câmara de Vereadores, Roque Naumann, tendo como vice o ex-vereador Claudio Barth.

Minha fonte acredita que Rudi Seger tenha mais força para enfrentar o prefeito Serginho. Mas, este estaria irredutível em concorrer.

Vai ser uma boa briga, no bom sentido, claro, do outro lado do Colorado. Vamos aguardar os próximos passos, pois a coisa começa a afunilar e existe pressa.

Política em Lagoa


Política em Lagoa 1Um leitor e amigo de Lagoa dos Três Cantos me contou que sua preferência para a eleição de outubro não deverá se concretizar. Ele torcia pela dobradinha Dionísio Wagner (PP) e a vice-prefeita Juliane Kempf (PMDB). Segundo ele, tem muita gente que não quer a dupla junta. E, por conta disso, acha que o Dionísio e a “Juli” disputarão a Prefeitura em lados opostos. Só não se sabe quem serão seus vices, pois tem muita gente querendo o cargo.

Minha fonte acha também que não haverá uma terceira via na eleição, polarizando entre Dionísio e Juliane. São duas pessoas maravilhosas e sérias e os três-cantenses saberão escolher bem.

Lava Jato


Lava Jato 1Saiu o PT e sua turma de cena e as atenções se voltaram contra o PMDB e a turma dele. Desconfio que a Lava Jato, além de estar focada em quem está no comando do País, tenha tantas coisas e nomes nas mãos que o pessoal envolvido está fazendo seu trabalho à conta gotas, para não deixar escapar nada. E ainda tem muito para vir a tona. E os que estavam há pouco no Planalto continuam com seus nomes no rol aquele. Não foram esquecidos, não. O Moro tem boa memória. E o Janot, também.

A coisa atingiu um nível no Brasil que não tem mais conserto. Só uma eleição geral para ajeitar a Casa. Mas, com os mesmos políticos? E com essa mesma visão de voto? Pobre Brasil.

Novos tempos…


Discurso 1Neste domingo (19), fui à Igreja Matriz de Tapera para ver o encontro de corais promovido pelo Grupo de Canto Rosinha Erpen, que completa 5 anos neste ano e marcou a data com um encontro com corais amigos. Chamou minha atenção a presença dos corais luterano e evangélico de Tapera que fizeram belíssima apresentação em uma integração maravilhosa. O homem preso à cruz deve ter adorado tudo, principalmente a boa música entre irmãos na sua casa.

Falar sobre este assunto poderá não parecer muito importante nos dias atuais, mas sou de um tempo em que católicos e luteranos não podiam namorar. Imagine casar. E trocar de religião era um sacrilégio punível até com expulsão de casa. Católicos e “protestantes” se viam como inimigos por conta de suas crenças direcionadas ao mesmo ser, mas com algumas diferenças. Imagine… E há algumas décadas se via encrenca também entre católicos e evangélicos, por conta da adoração de imagens pelos primeiros. No domingo, vi protestantes e “crentes” em perfeita harmonia com os católicos entre as imagens dos seus santos como se estivessem em casa. Tudo muito natural, tranquilo. Muito bonito aquilo.

Aliás, as apresentações dos grupos foram belíssimas. Todos os corais foram maravilhosos, mas chamou minha atenção o coral de Lagoa dos Três Cantos (Canta Comigo), com jovens e adolescentes na sua maioria, em perfeita sintonia com os ”experientes”. E o coral dos evangélicos (UMADETAP), composto por crianças e adolescentes, que foi aplaudido em pé pelos presentes na sua primeira canção. Os dois corais marcaram por suas músicas, performance e vozes. Parabéns para todo mundo.

Enquanto eu vejo pessoas bem intencionadas deixando o passado para trás em nome da amizade e da música, não importando nada mais, lembro que tem gente matando em nome do mesmo Deus. Não entendo isso. Juro que não. E não posso imaginar que tenha um deus que prega a morte como forma de punição pelos males do mundo que são criados pelas pessoas, longe dos seus olhos. Essas pessoas bem que poderiam largar as armas e as bombas e começar a cantar, juntos, seja em uma igreja, um templo ou mesmo em uma mesquita.