Blog do Sarico

Ainda não dá para comemorar


Que época estamos vivendo com essa pandemia. É impossível fazer um prognóstico de alguma coisa. Escrevi na quarta-feira (12) que Tapera (RS) estava sem casos de Covid-19 desde o dia 29 de julho, ou seja, a 14 dias. E não deu para comemorar por muito tempo pois informaram no mesmo dia o 34º caso.

Trata-se de uma mulher de 40 anos, que apresenta sintomas moderados e está e isolamento domiciliar. Ela teve contato com caso confirmado conhecido e o resultado foi obtido através de teste na rede pública.

Galera, a “coisa” continua por aqui. Vamos nos cuidar.

Consenso em Tapera


Nesta semana, novamente voltou-se a falar em consenso em Tapera (RS). Reunião neste sentido aconteceu na segunda-feira (10), mas pelo que soube dela não saiu fumaça branca. Os partidos devem voltar a conversar na próxima semana.

O problema do consenso é que tem um grupo que pensa diferente do que administra o município, e busca um espaço maior para si.

Construir um consenso não é fácil. É uma obra de engenharia que precisa ser feita com muito tato e a muitas mãos, e chegar a um resultado final é bastante complicado. Mas, não impossível.

A primeira vez que ouvi falar em consenso aqui foi no início dos anos 90, na antiga Rádio Gazeta, onde hoje está a Laurindo Motos. Após o programa de jornalismo vieram até mim o empresário Élio Stärlick, que faleceu neste final de semana e que foi um dos grandes pilares deste município; e o então diretor da Cotrisoja, Carlito Linné, que lá foram para falar de consenso. Na mais de uma hora que ficamos conversando eles citaram alguns nomes com possibilidade de indicação, mas que acabaram vetados pelos partidos da época: PDS, MDB e PDT, e o consenso acabou não saindo. A coisa não evoluiu porque os pensamentos divergiam. Como agora.

Há mais de 30 anos ouço falar em consenso aqui em época de eleição, sem que tenha logrado êxito até hoje.

Vamos esperar a próxima semana para ver se todos os partidos acenem positivamente após ouvir as propostas que deverão ser colocadas sobre a mesa.

Hoje, MDB e PP deverão caminhar juntos novamente no dia 15 de novembro. E, se PDT e PTB se alinharem a eles, o consenso está feito. Mas, tudo dependerá quem for o vice.

Uma última coisa. Se nestes 4 anos a coisa fosse administrada de outra forma, com outros olhos e mãos, esta eleição seria apenas uma mera formalidade.

Aguardemos o próximo encontro dos partidos.

Sem Covid-19


O último caso positivado de Covid-19 em Tapera (RS), que totaliza até o momento 33, foi registrado no último dia 29. Isso quer dizer que estamos a 14 dias ou 336 horas sem caso. Será que nosso povo começou a se cuidar? Ou o “bichinho” já passou por aqui?

Acredito que nosso povo tomou ciência da coisa e que está se protegendo. Se bem que no domingo (09) foi registrado novamente grande movimento no Centro da cidade.

Por outro lado, ainda não temos nenhum caso de Dengue no município quando boa parte da região registra sua presença.

Se estamos bem contra a Dengue bem que poderíamos estar bem também contra o Coronavírus.

E estamos na torcida para que não apareça mais nenhum caso de Covid-19 em Tapera.

Os cuidados devem continuar.

Onça-parda na região


Na manhã do último domingo (09), uma onça-parda ou puma foi encontrada morta no acostamento da ERS 223, em Ibirubá, próxima a entrada para o Pinheirinho. Ao que tudo indica o animal fora atropelado.

Não sabia da existência de onça-parda aqui na região. Acontece que o homem está invadindo seu território por toda a América, encurtando-o, e obrigando o felino a migrar em busca de comida.

A onça-parda, que também é conhecida no Brasil por puma, leão-baio ou suçuarana, é um animal em risco de extinção.

Se apareceu uma deve ter mais por aí. Ou começarão a aparecer.

Fotos: Natália Sarturi

Praça “limpa”


Na última sexta-feira (07), uma equipe da Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Tapera (RS) podou um grupo de árvores na Praça Dr. Avelino Steffens, no Centro da cidade. O trabalho deixou a Praça, que está sendo repaginada, mais “limpa”, o que é muito bom, principalmente por que não as cortaram fora.

Gosto demais de árvore, de muitas árvores, pela sua sombra, sua beleza e embelezamento que provoca e sua importância a homens e animais.

Aliás, vocês já viram a cidade do alto e a quantidade de árvores que temos aqui? Isso é um ponto muito positivo e importante para nós taperenses.

Estou na torcida para que, quando chegarem na parte de “cima” da Praça não a depenem como foi feito na outra extremidade.

A propósito. O parquinho, que está pronto, ficou muito bonito e a criançada vai adorar mesmo não sendo a grama de verdade. O verde do piso vai compensar a falta da cor naquela parte. Mas, a praça está ficando bonita e isso precisa ser reconhecido.

E para as festas de final de ano, será que a Praça Central estará toda ela concluída? Seria muito bom Tapera encerrando o ano com sua nova praça entregue à comunidade. E sem pandeia.

Brinquedo de infância


Essa coisa aí da foto foi um dos brinquedos da minha infância e juventude tal qual é o celular para os meninos de hoje. Claro, é um exagero fazer esta comparação pela importância e necessidade de cada um, mas essa taquara era o que se tinha para brincar nos idos dos anos 60 e 70, acreditem.

A imagem é de uma estuparol. O brinquedo era uma taquara oca. Numa das pontas se colocava uma bolinha de cinamomo e outra ia na outra extremidade. Depois, com um cabo de madeira da bitola do “canudo”, se empurrava uma bolinha contra a outra com força. O deslocamento fazia com que ela saísse como um tiro. Também é um exagero, mas a mecânica era a mesma. Saia com uma força incrível e ainda fazia um barulho bonito.

A gente se divertia atirando a esmo ou mesmo sacaneando a gurizada na escola e fora dela.

A estuparol, junto com o bodoque, carreto (carrinho de lomba), bola, caça, pesca e banho de rio, eram as diversões da minha geração.

Quanta diferença em mais de 40 anos. O meu tempo com o atual mostram dois mundos completamente diferentes.

Confesso que me surpreendo com certas coisas atualmente, mas será que os meninos de hoje sobreviveriam no meu tempo? A garotada de hoje se rola rindo da gente quando lhes contamos o que fazíamos e o que tínhamos para brincar na época.

O STF vai aprontar


O que parecia impossível até pouco tempo atrás está prestes a acontecer, isso se a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal resolver emporcalhar a coisa, em outubro. E se vier a acontecer o que se está prevendo hoje, na eleição presidencial de 2022, Jair Bolsonaro poderá enfrentar nas urnas seu ex-ministro e estrela da Lava Jato, Sergio Moro; e o ex-presidente Lula, condenado e preso por corrupção passiva e lavagem e dinheiro.

Isso se não “degolarem” o Moro com aquele golpe de 8 anos inelegível por ter sido ex-ministro.

Que tal Bolsonaro, Moro e Lula numa eleição?

E aí, em qual deles você votaria?

A evolução das comunicações


Numa noite dessas, um grupo familiar se reuniu, em duas cidades gaúchas, distantes 300 quilômetros uma da outra, para uma conversa pelo celular, numa espécie de videoconferência caseira. E foi um show, soube, pois dela participou uma pessoa de idade sem nenhuma afinidade com a internet ou as tecnologias atuais. E elas ficaram mais de duas horas conversando. Deviam ter muita coisa para colocar em dia.

Agora, é impressionante a evolução das comunicações. Em 1975, quando comecei a trabalhar no Tapera Bureau, um escritório de contabilidade e representante do antigo INPS, aqui em Tapera (RS), eu chegava às 07h30 e solicitava uma ligação à telefonista da CRT (Companhia Rio-grandense de Comunicações), que ficava num prédio ao lado da Prefeitura velha e onde está hoje o Centro de Eventos. O telefone era daqueles que tinha de se bater no gancho para chamar a atendente na telefônica. Se batesse demais as meninas ficavam bravas pelo barulho em seus ouvidos. Enfim, uma ligação para Carazinho, distantes 45 km, era concluída depois das 11h, mais de três horas depois da solicitação.

Poucos tinham telefone na cidade naquela época e todos sabiam o número de dois dígitos de todos. Mas, a ligação tinha de passar pela central telefônica onde as atendentes mexiam com pinos com cabos que precisavam ser conectados a plugs para se poder falar.

Quem não tinha telefone tinha de ir até a telefônica para solicitar uma ligação. Precisava esperar e após ser chamado entrava numa cabine de madeira com vidro na frente, sentava no banco e falava. Tinha de ser depois das 20h quando a ligação era mais barata. E por ser cara se falava tudo rapidamente.

Havia ainda os fonogramas, onde a pessoa ligava para a telefonista que escrevia o recado num papel que depois era datilografado e enviado ao seu destinatário na cidade. E quem recebia não tinha telefone. Imagine a mão de obra para isso e o tempo gasto entre a solicitação e a entrega do recado.

E tinha também os Correios que oferecia o telegrama, nos mesmos moldes do fonograma. E para se ter ideia uma carta para Porto Alegre, por exemplo, demorava uma semana para ir e voltar – a resposta. Uma eternidade se comparado a hoje. Se a coisa era urgente se usava fonograma ou telegrama.

No começo dos anos 80, chegou a Tapera o sistema DDD/DDI e tudo foi melhorando. Com telefone discado não se utilizava mais a telefonista e o pessoal podia ligar para qualquer canto do mundo. Mas, a ligação continuava cara.

Hoje, com a internet e o celular e tudo mais, o mundo virou um bairro, pois tudo pode ser feito em tempo real, quando se quer a na hora que se quer.

E o que será que está vindo aí?

Elevador na Prefeitura


Soube nesta semana que o elevador do Centro Administrativo de Tapera (RS) foi inaugurado. Quem me contou foi um amigo cadeirante que participou da solenidade. Estranhamente, a imprensa não se fez presente pois não foi comunicada.

O importante é que o CA recebeu finalmente o seu elevador, equipamento bastante solicitado pelos vereadores em várias sessões nos últimos anos e que faltava naquele belo prédio.

As pessoas com necessidades especiais e também os idosos poderão agora acessar o segundo piso da Prefeitura onde estão o gabinete, algumas secretarias e setores e a Câmara de Vereadores.

Agora a comunidade sabe que o elevador do CA está em funcionamento.

Antes tarde do que nunca esse direito à acessibilidade.

Incompreensível


Nesta semana, a Secretaria de Educação de Tapera (RS) informou que a Escola Mundo da Criança, localizada na Avenida Dionísio Lothário Chassot, na entrada do bairro Brasília, vem sendo alvo de vandalismo e furto. Pelo que disseram, várias incursões foram feitas à mesma nos últimos dias.

Isso não dá para entender. Por que o pessoal invade uma escola para depredar e roubar? Uma escola, pelo seu trabalho e sua importância, deveria ser intocável.

Quem tiver alguma informação sobre essa violência descabida àquele educandário deve denunciar à polícia.

A propósito. A Polícia Civil foi comunicada e vai investigar.