Blog do Sarico

Radicalização extrema


Eu bati na casa dos 60 e jamais vi tamanha polarização e radicalização na política brasileira como agora. Não dá para debater com nenhum dos dois lados sem algum estresse. E os dois lados brigam com unhas e dentes por seu candidato e pelas suas ideias, como se ele fosse o salvador de tudo.

Tenho visto famílias, amigos e até colegas se atritando por conta de Bolsonaro e Lula e criando uma mágoa que sangra. Só que é o seguinte: os políticos seguirão em frente e, logo ali adiante, poderão se unir para se manter no poder. Porque a política é assim e a história nos mostra isso. E aí, o povo que brigou por causa deles ficará brigado, se desgastando. Só um lado perde. E não é o dos políticos.

As fake news, dos dois lados, diga-se de passagem, é outra praga que alimenta essa dinâmica toda. Elas cegam as pessoas, afetando a sua capacidade de enxergar a realidade e de ser coerentes.

Eu só torço para que as pessoas tenham mais serenidade no que diz respeito a esse assunto. E respeito e civilidade também caem bem em uma democracia.

Licitações


Eu me pergunto se essas licitações públicas que buscam sempre o melhor preço, o que é muito bom, mas e o material que a empresa vencedora utilizará, qual a sua qualidade? E nas prefeituras tem alguém capacitado para conferir se o material a será utilizado na obra contratada é de primeira?

É só um a pergunta.

Sim, por que não adianta vencer uma licitação com material de segunda ou terceira. Se uma obra for feita com material ruim ela apresentará problema algum dia. E vemos seguidamente pela imprensa obras ruindo pelo mundo afora e até pegando fogo.

Então!

CPI da Covid


Escuta, alguém tem notícias da CPI da Covid feita pelo Senado? O pessoal, alguns com moral bastante duvidosa, fez um “Carnaval” em cima dela com toda a mídia dando cobertura, e no que ela resultou? Que fim levou essa CPI?

É só uma pergunta.

O que ocorreu antes e durante a pandemia é outro assunto.

Boa ideia


O município de Tapera desapropriou o campo de futebol do antigo Guarani, no Bairro Elisa, uma área considerável que ocupa um bom espaço naquela comunidade e sem uso algum. Pois, a ideia agora é construir naquele local um loteamento, mas nada de concreto começou neste sentido e a população carente de morada própria, que quer ter o seu cantinho, espera ansiosa por ele.

Pois, na última sessão da Câmara de Vereadores, o vereador Alcides Maldaner (PDT), entrou com proposição sugerindo ao Executivo Municipal que monte um projeto no sentido de construir naquela área prédios de apartamentos de três andares como se vê nas grandes cidades.

A ideia do Alcides é muito boa pois naquela área poderiam ser construídos vários prédios de moradia com muitos apartamentos.

Vamos ver se este projeto demais moradias em Tapera sai do papel e se torne realidade pois tem muita gente aqui, com pressa, querendo o seu próprio espaço.

Lugar de lixo (sempre) é no lixo


Na manhã desta segunda-feira (27), eu precisei ir até o CAIS, aqui em Tapera, pegar uns exames, e na saída, me deparei com esta cena lamentável no estacionamento. E eu só percebi quando dei marcha-a-ré no carro.

Pois, algum ou alguma sem nenhuma noção, foi ao CAIS retirar seus remédios e, sem nenhuma cerimônia, deve ter colocado os fármacos em uma sacola deixando todas as caixas no chão, do lado do carro, sabendo que deve existir uma ou mais lixeira naquele local.

Não tem jeito. Eu já cansei de escrever que o nosso povo (parte dele) não lida bem com o lixo, em manter a sua cidade limpa. Descartar lixo no lixo parece um peso para certas pessoas.

Lamentável!

Lava Jato, um projeto político


O ministro do STF, Gilmar Mendes, em entrevista ao Correio Braziliense neste final de semana, disse não ter dúvidas de que a Operação Lava Jato foi um projeto político liderado por pessoas com apreço por poder e dinheiro.

Estão tá. Só faltou dizer que tudo que aconteceu não aconteceu, mesmo passando por muitas instâncias e com muitas provas, delações a torto e a direito e devolução de altas somas de dinheiro, fora os “mimos” dados pelas empreiteiras.

Um jogo do passado


Essa foto foi tirada no Estádio Dr. Avelino Steffens, aqui em Tapera, entre 1997 e 1998. E foi um jogo noturno da então Rádio Gazeta contra um selecionado aqui da cidade. O terno que usamos nos foi emprestado pelo veterano do América, pois o da emissora não havia ficado pronto.

E no time vê-se muitos rostos conhecidos do rádio regional: Zé Luiz, Fernando Guamerim (falecido), Ronipeterson do Amaral, Buxa Teodoro, Paulinho Santos, Marcelo Haag e este escriba, no tempo em que era um terror dentro da área. E há testemunhas (ainda vivas) disso.

Naquele tempo, a equipe da rádio, recheada com alguns convidados, fazia jogos com empresas com janta e almoço, algo que não se faz mais hoje em dia. E qualquer jogo era uma festa pelo encontro entre colegas e amigos em Tapera e na região.

Que tempos aqueles…

Espumoso terá complexo de arrancadas


Foi anunciado nesta semana que o município de Espumoso terá um complexo esportivo, na verdade trata-se de uma pista de arrancadas para carros e motos, esporte que tem muitos aficionados no Estado todo e quando são realizados juntam milhares de pessoas de todas as partes dele. A informação foi confirmada pelo prefeito Douglas Fontana.

Parabéns à administração municipal de Espumoso pela ideia que, com certeza, agitará e muito o outro lado do rio Jacuí.

Engraçado que em alguns municípios as coisas acontecem sem problema nenhum enquanto que em outros não. E em alguns deles tudo pode e em outros nada pode.

Difícil entender isso.

A vacina ajudou


Segundo a revista britânica científica The Lancet, especializada em medicina, a vacinação salvou a vida de 20 milhões de pessoas em todo o mundo e que somente no Brasil foram salvas 1 milhão delas.

A publicação lembrou o tempo recorde para a fabricação da vacina que foi muito importante para conter a pandemia.

Segundo a Lancet ainda, a vacinação na Somália atingiu apenas 10% da população com a 2ª dose. E que no Brasil ela está acima da média, mesmo o País tendo demorado a iniciar a imunização.

Ainda sobre a questão do trabalho em Tapera


O texto que escrevi anteriormente, sobre a questão do trabalho em Tapera, gerou bastante repercussão, dentro e fora da rede social. E isso é bom, porque as pessoas expõem a sua opinião, trazendo o seu ponto de vista – o que é essencial em uma sociedade democrática.

O meu espaço aqui, além de trazer informações e novidades aos leitores, também é um espaço para a comunidade se expressar, demonstrando as suas concordâncias e insatisfações.

Então, já que no outro texto, eu havia trazido o lado do empresariado a respeito da conjuntura do emprego em Tapera, agora, vou trazer o lado do trabalhador, baseando-me em manifestações dos leitores, acolhidas dentro e fora da rede social – e trazendo uma visão geral sobre o mercado de trabalho no Brasil, como um todo.

Primeiro, então, é necessário que tenhamos em mente que todo e qualquer fato possui pontos de vista e contextos diferentes. Por isso, nunca podemos generalizar uma questão, porque sempre existem especificidades e exceções.

Portanto, quando me referi à questão da falta de comprometimento dos jovens para com o mercado de trabalho, isso se refere, apenas, a uma parcela deles (uma minoria, eu diria) – não correspondendo à totalidade da juventude.

Sem dúvidas, de fato, existem milhares de jovens trabalhadores, Brasil a fora, que conciliam os estudos com o emprego e que, inclusive, contribuem para o sustento de seus lares (isso quando não são responsáveis pelo sustento de toda a sua família).

Outro ponto que precisa ser destacado, também, é que o desemprego é uma realidade em nosso país – as estatísticas mostram isso. E que, infelizmente, existem pessoas que batalham diariamente em busca de um emprego, mas voltam para casa com mais uma negativa, por não terem se enquadrado dentro dos padrões da vaga pretendida. Então, mesmo existindo oportunidades no mercado de trabalho, lamentavelmente, essas oportunidades não abraçam a todos os candidatos, por uma série de fatores:

a) O primeiro deles é a tradicional exigência de experiência nas funções do cargo. Mas, sempre vem à tona aquele questionamento interessante: como a pessoa vai conseguir ter experiência, sendo que todas as vagas exigem experiência? Essa conta, simplesmente, não fecha;

b) A discriminação de mulheres com filhos ou em idade fértil – algo que eu já havia comentado aqui neste espaço. Infelizmente, existem empresas, no Brasil, que optam por não contratar mulheres nessas condições, por entenderem que os filhos constituirão um entrave ao serviço desempenhado por elas ou que o período de licença-maternidade é desvantajoso à empresa;

c) A discriminação de pessoas em razão da idade: ou são muito novas ou são muito velhas para ocuparem determinados cargos – como se a idade interferisse na competência e nas habilidades das pessoas;

d) Exigências absurdas e desnecessárias de competências aos candidatos, nas vagas (exemplos: saber falar diferentes idiomas, ter feito uma série de cursos e especializações, etc.);

e) E a situação inversa também ocorre: às vezes, pessoas que possuem muita qualificação acabam não sendo contratadas, porque a empresa não está disposta a pagar o salário compatível com o nível de conhecimentos e experiências apresentados pelo candidato à vaga. Ou seja: o candidato é “demais” para os padrões da empresa;

f) E tantas outras razões que poderiam ser elencadas – o que é uma pena, pois todos os cidadãos merecem estar inseridos no mercado de trabalho, para garantir o seu sustento e o de sua família; para realizar-se e satisfazer-se pessoalmente; para poder usufruir das coisas de que gosta e para ter os seus momentos de lazer – porque a vida também não pode se resumir apenas ao trabalho.

Outro ponto de destaque, nessa questão do emprego, é que existem muitas empresas, Brasil a fora, que não valorizam os seus trabalhadores; que não dão incentivos; que “sugam” o empregado, além da conta, com jornadas exaustivas; e que não lhe remuneram de forma compatível com as funções exercidas.

Penso que todas as pessoas devem obter o devido reconhecimento pelos serviços prestados e devem ter os seus direitos respeitados, pois o trabalho é uma atividade que deve ser exercida com dignidade.

Por fim, voltando à questão de Tapera, um leitor sugeriu a criação de uma plataforma para divulgação de vagas de emprego da cidade. Então, deixo, aqui, de forma a contribuir nessa questão, o link de acesso para o “Banco de Talentos” da ACIT, no qual empregadores e trabalhadores podem se candidatar para buscar, respectivamente, candidatos e vagas de emprego:

http://acitapera.web2186.uni5.net/banco-de-talentos/

E, assim, vamos caminhando: trocando ideias e, à medida do possível, nos ajudando e contribuindo com a comunidade.