Blog do Sarico

Explicações do Executivo


O vereador Alcides Maldaner (PDT), fazendo uso da tribuna na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, realizada na segunda-feira (16), fez uma série de pedidos à Administração Municipal. Todas pertinentes.

Ele quer saber quanto a Prefeitura gastou com a reforma da peça no Clube Aliança, uma entidade privada, para abrigar a Feira do Produtor e qual é o valor pago de aluguel à entidade. Diz que essas informações não estão no portal da transparência do município e que a comunidade e também os associados do Clube querem saber.

Pediu ainda qual o valor pago à empresa que realizou o estudo do trânsito na cidade e que providências serão tomadas a partir dele, pois segundo ele ainda não houve nenhuma mudança na mesma. O colega Altemir Krapper (MDB), de situação, respondeu que o projeto está pronto e que em breve será colocado em prática para então se ver as mudanças no trânsito.

Maldaner pediu ainda à administração municipal que realize uma limpeza na cidade para se evitar que a água invada casas como vem ocorrendo constantemente, e que melhore os acessos às propriedades do interior que enfrentam sérios problemas em dias chuvosos.

O presidente Márcio Paulus (PP), fazendo igualmente uso da tribuna, informou que o senador Luiz Carlos Heinze (PP) enviou nova emenda ao Hospital Roque Gonzalez, desta feita de R$ 250 mil, para custeio de média e alta complexidade. Disse ainda que, de 2019 até agora, o senador enviou a Tapera mais de R$ 1,4 milhão em emendas parlamentares (Hospital, APAE, Conselho Tutelar, ginásios e saúde do município).

Quem também fez uso da tribuna foi Pipe dos Santos (PP). Ele falou sobre o PL 050, que cria a Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente em Tapera, aprovada naquela noite, e pediu aos colegas que acompanhem este trabalho no município a partir de agora pela sua importância.

A imprensa apenas divulgou


Na manhã desta quarta-feira (18), algumas pessoas me cobraram, da imprensa, o ciclone que não deu as caras por aqui, em Tapera e região, e que fez as escolas cancelarem suas aulas. Uma amiga sentou nas tamancas dizendo que a imprensa botou pavor nas pessoas neste sentido.

Olha, não é bem assim. A imprensa apenas divulgou o que a Defesa Civil do Estado informou ao povo gaúcho sobre o que poderia acontecer no Estado, não especificando onde passaria o tal ciclone subtropical.

Por uma questão de justiça estou fazendo aqui este comentário. E que bom que nada aconteceu por aqui, pois infelizmente os ventos causaram muitos estragos pelo RS como se viu pela imprensa.

Clima maluco


Hoje de manhã, no Hora1, apresentaram uma reportagem de queda de granizo na Bahia e temperaturas baixas com ventos fortes que causaram prejuízos na referida cidade. E as pedras de gelo eram do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Uma mulher disse nunca ter visto algo assim na cidade que sempre foi quente.

Queda e granizo na Bahia. Alguém tem dúvida de que o clima está mudando? E adivinha quem apertou o “gatilho”?

Não se pode mais duvidar de que o homem está influenciando na mudança climática. E a coisa vai piorar daqui piorar daqui frente.

40 anos de radiodifusão em Tapera


No próximo dia 31 de dezembro, último dia do ano, o rádio taperense estará em festa isso por que a Rádio Cultura, que já foi Gazeta, estará completando 40 anos. E eu, com muita honra e alegria, faço parte desta bonita história tendo atuado na Gazeta por quase 20 anos.

Junto com o Leo Utteich (gerente e locutor) e o Paulo Heck e a Marisa Oliveira (locutores) fiz parte da primeira equipe da Gazeta, que entrou no ar em 31 de dezembro de 1982, no prédio onde funcionou por vários anos o escritório da Osvaldo Henrich & Filhos Ltda, na ERS 223, onde hoje está a Cotribá.

Lembro que subia diariamente a pé até o estúdio, mas antes ia até a invernada atrás do complexo para ligar o transmissor Bandeirante, a válvulas, do tamanho de um armário de três portas, isso com chuva e até com geada. Hoje, os transmissores cabem numa caixa de sapato e as válvulas deram lugar a transistores.

A primeira unidade móvel da Gazeta foi um Fiat 147, de cor bege.

Minha primeira entrevista foi feita na inauguração da usina de cana de açúcar da Gandespe, no Salto do Jacuí. Naquele dia, o Leo me pediu para pegar um gravador e fazer algumas entrevistas para serem utilizadas durante a semana nos programas de jornalismo. Imagine, um novato com menos de um ano de rádio, fazendo entrevistas. Pois, fui lá e mandei ver.

No dia 02 de junho de 1983, a emissora se transferiu para a Rua Tiradentes, na esquina com a Avenida XV de Novembro, onde hoje está a Laurindo Motos. Em 04 de junho de 1983, ela entrou no ar em caráter definitivo. Em 15 de março de 1997, passou para o controle do Sistema EPU de Comunicações, tornou-se Cultura e transferiu-se para a Avenida XV de Novembro (fundos). E no dia 16 de outubro de 2009, foi para seu atual endereço na esquina das ruas Presidente Vargas e Rui Barbosa.

Eu comecei no rádio como operador de áudio, depois passei para as reportagens (jornalísticas e esportivas) e em seguida fui para a locução, tendo comandado o principal programa de notícias da emissora por quase 8 anos e também a mesma.

O começo da rádio em Tapera foi difícil. Conseguir os primeiros patrocinadores não foi tarefa fácil pois o pessoal desconfiava da emissora e da qualidade da equipe que iniciava a comunicação no município, mas com a chegada de bons nomes ao microfone a “Gazetinha, a caçula do Alto Jacuí”, como dizia o Leo na época, começou a crescer e a ganhar patrocinadores, ouvintes e credibilidade. O fator político foi outro ponto que prejudicou a emissora no começo por anos, isso por que seus proprietários eram ligados a um partido político no município.

Teve uma época em que a Gazeta chegou a ter 25 funcionários, sendo que 11 deles eram locutores. Eu aprendi muito com quem passou pela emissora e muita gente foi formada aqui e saiu por este Brasil a fora para comunicar.

Hoje, o rádio compete com a internet e aos poucos vai migrando para a rede mundial de computadores que é um caminho sem volta. Mas, o rádio continuará sempre sendo o rádio e prestando o seu serviço de sempre.

Soube que a direção da Rádio Cultura pretende promover uma série de eventos para comemorar estes 40 anos, o que é muito justo.

De parabéns Tapera pelos 40 anos da radiodifusão em seu meio e também a quem conseguiu o canal para o município e a quem passou pela emissora ajudando a manter o sonho do rádio aqui.

Eleição refém da ideologia


Pesquisa da Ipespe/XP mostra que a corrida presidencial deste ano está refém da aparente disputa ideológica “direita versus esquerda”.

O instituto quis saber o “posicionamento ideológico” atribuído pelos eleitores aos pré-candidatos à Presidência da República.

Sobre Lula, 65% o veem como alguém de esquerda, 6% como de centro-esquerda, 1% como de centro, 1% como de centro-direita e 7% como de direita; 20% não souberam ou não responderam.

Em relação a Jair Bolsonaro, 63% o consideram de direita, 4% de centro-direita, 3% de centro, 1% de centro-esquerda e 8% de esquerda; 21% não souberam ou não responderam.

Para mim está explícito: Bolsonaro é de direita e Lula de esquerda.

Emprego em Tapera


Seguidamente, ouço o pessoal escrevendo aqui neste espaço ou falando pessoalmente comigo sobre a dificuldade de encontrar emprego em Tapera e sobre o fato de as pessoas recorrerem a outras cidades para trabalhar.

Nesta semana, encontrei dois empresários, um do setor de alimentação e o outro de uma pequena indústria, que, por outro lado, se queixaram da falta de mão-de-obra em Tapera.

Os dois empresários comentaram que, mesmo não sendo requisitada nenhuma especialização, está difícil de contratar pessoal. Os candidatos até comparecem à entrevista de emprego, mas não retornam, quando chamados a ocupar a vaga.

Em uma outra perspectiva, o diretor de uma indústria local comentou sobre a necessidade de contratar pessoas que, de fato, tenham experiência no serviço, por não haver tempo hábil para efetuar o treinamento dos funcionários antes de começarem a exercer as suas funções. Ou seja: o trabalhador precisa chegar “pronto”, sabendo o que fazer. E aí só depende dele, da sua vontade de se preparar para o trabalho e receber um bom salário.

Esse mesmo diretor também comentou sobre a existências de candidatos interessados em ocupar as vagas oferecidas em sua empresa, mas, em contrapartida, eles se queixam do valor da remuneração oferecida e não aceitam o emprego.

Enfim, o que está acontecendo aqui? Onde está o problema? E qual seria a solução, para contentar ambas as partes (empregador e empregado) e fazer o mercado andar?

Se colocando no lugar


Você deve estar acompanhando o que anda acontecendo na Ucrânia, com a Rússia invadido um País soberano, matando civis, estuprando mulheres e destruindo tudo que vê pela frente.

Você já tentou se colocar no lugar daquele povo? Imagine você, que tem sua vida, sua família, sua casa, seu trabalho e, de repente, vê tudo isso desaparecer.

Imagine, por exemplo, a Argentina invadindo o Brasil. Pela lógica, em razão da proximidade territorial, o primeiro Estado a ser alvo dos ataques seria o Rio Grande do Sul. E, com toda a destruição e matança que estaria ocorrendo à sua volta, você teria de deixar a sua cidade, deixar tudo para trás, para se refugiar em algum País vizinho, como Uruguai ou Paraguai.

Para onde você seria alocado? Será que você seria bem recebido? Como você se habituaria com os costumes do novo País e com os novos conterrâneos? Com o que você trabalharia e o que faria para sobreviver?

Dá uma aflição só de imaginar, não? Mas, é o que os habitantes da Ucrânia estão enfrentando. O povo está tendo que fugir da guerra, praticamente, carregando apenas a roupa do corpo – e o maior bem que eles ainda podem levar consigo é a sua família – toda ela.

Pense, especialmente, na situação dos idosos e das crianças, tendo que enfrentar todos esses percalços. Os primeiros, que já viveram os horrores de uma guerra – a mundial de 1939 a 1945, será que imaginaram vivenciar tudo de novo? E os pequenos, com tanto para viver ainda, já estão experienciando uma tragédia humanitária e vendo as perspectivas para o seu futuro se anularem.

O que o Putin está fazendo na Ucrânia é sociopatia, é crueldade, é sadismo puro. Ele critica o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini que ocorreram nas suas adjacências, na época da 2ª Guerra Mundial, mas está fazendo a mesma coisa. Lamentavelmente, a história é cíclica, ela se repete.

E a pergunta que não quer calar é: como vai ser feito o processo de reconstrução da Ucrânia, depois que essa guerra acabar? E quem vai bancar tudo? Sim, porque os ucranianos vão querer voltar para a sua terra, para retomar a sua cultura, os seus hábitos, a sua vida normal se é que isso será possível. Porque pátria é casa, é reconhecimento, é pertencimento. Mas, para isso, eles vão precisar reconstruir tudo: moradias, escolas, hospitais, supermercados… A vida terá que ser reconstituída.

E será que a Rússia pagará está conta? E o Putin será responsabilizado por todos os crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos na Ucrânia? Isso só a história irá nos mostrar.

Pensamento do Dia


“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”.

Oscar Wilde

Transparência, sempre


Na última segunda-feira (09), fazendo uso da tribuna na Câmara de Vereadores de Tapera, o vereador Alcides Maldaner (PDT) falou uma coisa que já escrevi aqui. Ele sugeriu ao governo municipal que quando tiver algo polêmico que vá a público explicar à comunidade que quer saber o que acontece no seu município. Ele se referia a máquina de varrição que veio, não começou a trabalhar e foi embora. Segundo ele, a população taperense merecia uma explicação da sujeira que toma conta da cidade há quase seis meses.

O Alcides está coberto de razão. Quando se vem a público a coisa fica mais transparente, bem como se quer de nossas autoridades constituídas e também do serviço público.

Explicando diretamente à população se evita aqueles comentários paralelos. E também fofoca.

O vereador disse ainda ao governo municipal que é possível fazer bem mais.

E o Alcides foi além. Pediu ao Executivo que invista na área produtiva do município e, aproveitando o gancho, seria interessante que ele, o governo taperense, incentivasse os pequenos produtores locais a permanecer com sua família na sua propriedade produzindo alimentos (animal e vegetal) e gerando renda para si.