E o Inter chegou lá novamente. Após empatar em 0 na Arena, decidiu o campeonato no Beira-Rio na tarde passada, precisando vencer. E venceu (2×1). O Colorado fez um belíssimo primeiro tempo, sufocando o Grêmio no seu campo. Mas, na segunda etapa, o Tricolor, precisando apenas do empate com gol, foi para cima do Inter e deu um trabalhão aos encarnados. No final a vitória acenou para o Inter, que se sagrou Penta.
O primeiro tempo foi 100% vermelho. Mas, o segundo teve a supremacia azul. E foi um bom jogo de futebol. Só não entendi uma nova briga dentro e fora do estádio, sem falar da depredação nas arquibancada. Daqui a pouco os Grenais serão 100% com torcida mista ou com torcida única, por que assim não dá mais. É um fiasco atrás do outro. E mais uma vez no Beira-Rio.
Na partida gostei do Valdívia, o melhor de todos, e que logo será cheque em branco. Também gostei do Rodrigo Dourado. Aliás, esse guri vai estar na Seleção logo, logo. E o bronquinha Dalessandro, hein? O que foi aquele choro ao final do jogo. O argentino veste a camisa do Inter por debaixo da pele.
No Bom Dia Riogrande desta manhã os caras disseram que o primeiro tempo foi parelho. Acho que assistimos jogos diferentes. O segundo eu até concordaria, em parte, mas o primeiro foi meia linha.
Agora, qual é o verdadeiro Inter? O do primeiro tempo, que marca, domina o meio campo e avança em velocidade, ou o do segundo, que recua demais? O do primeiro joga de igual para igual com qualquer equipe.
Parabéns aos colorados pela conquista, a primeira de 2015. E o que será virá pela frente?
O pelotão da Brigada Militar de Tapera deveria ter em seu quadro mais de 20 homens, entre comandante, sargentos e soldados. Pois, tem pouco mais da metade, o que é lamentável quando a segurança pública nunca esteve tão insegura como agora. E para piorar, nos próximos meses, seis militares deixarão a corporação. Imagine ter menos da metade do efetivo e depois a maioria desta metade saindo. Pobre comunidade.
Mas, esse desfalque deve ser do conhecimento das autoridades taperenses que já devem estar se mexendo no sentido de solucionar um grande problema que está vindo ai, tão certo quanto existe o dia e a noite.
Na semana passada encontrei um sargento no supermercado e pedi a ele como estava a situação no quartel e ele me contou que é critica. Os PMs sabem do problema, mas não podem perder benefícios adquiridos, como a aposentadoria integral, por exemplo, após tantos cortes feitos no seu contracheque. Ele lamenta que os governos não acenam com vantagens que mantenham o pessoal da farda na corporação.
Os PMs se aposentam e ninguém entra em seu lugar e quando entram não querem vir para o interior.
Nós já não conseguimos dormir sossegados em Tapera com a falta de efetivo na Brigada Militar e se metade do que temos ai sair, ninguém mais pregará o olho na cidade.
Tá difícil a coisa por aqui, pessoal. E vai piorar.
Nesta semana, no Jornal do Almoço da RBSTV, foi veiculada matéria sobre uma briga entre duas meninas em uma escola da capital, coisa que está sendo normal nos dias atuais no Brasil todo, o que é lamentável. Lá pelas tantas foi entrevistado um filósofo e escritor paranaense que palestrou em um congresso lá realizado e chamou minha atenção três palavras que ele disse: Disciplina, Diálogo e Responsabilidade, como a forma ideal para se criar um bom cidadão. O que você, que é pai ou mãe, tem feito para cuidar da construção da sua cria ou crias?
O palestrante se queixou que a Escola está sendo cada vez mais responsável pela educação das nossas crianças, o que é completamente errado, segundo ele. Pais e mães precisam entender de uma vez por todas que a Escola escolariza a pessoa que amanhã se tornará um profissional. Já a família educa a pessoa preparando-a para ser um bom cidadão ou uma boa cidadã. Isso é muito claro. Só que isso dispende de renúncias. Mas, para um filho nada é demais.
Quem agride ou negligencia um filho pensa no seu futuro (do pai ou mãe)? Um filho não tem obrigação de cuidar de seus pais na velhice, mas tem o dever de lhes amparar ao final da vida, pois, diferente dos animais, a família é para a vida toda.
Um última coisa. Você já pensou na sua velhice?
“Toda pessoa tem seu valor. Algumas têm até preço.”
Georges Najjar Jr
Na última terça-feira, às 16h, estive na Igreja Matriz de Tapera para rever uma velha amiga minha e de nossa família: Nossa Senhora da Conceição Aparecida, cuja imagem peregrina ficará entre nós até 15 de maio, participando da Festa de Maio, em homenagem à nossa padroeira Nossa Senhora do Rosário da Pompeia. Aparecida, Rosário da Pompeia, Lourdes, Fátima, Salete, Schoenstatt… Não importa, pois são todas a mesma pessoa: Nossa Senhora, a mãe de Jesus e nossa mãe.
Sentado na Igreja, no meu lugar costumeiro, fiquei ouvindo a manifestação dos padres e do prefeito e os cantos entoados e lembrei de minha mãe, Tecla, que nos deixou a dois anos e que era uma devota fervorosa da santa negra, que foi encontrada por pescadores, com uma rede e em dois pedaços, no rio Paraíba do Sul, em 1717. Portanto, daqui há dois anos comemoraremos 300 anos de sua aparição.
Dona Tecla tinha uma relação muito próxima com Nossa Senhora Aparecida, pois a santa a atendida quando solicitada. Impressionante aquilo. Tudo começou em 1985 com uma romaria ao Santuário Nacional de Aparecida, em Aparecida do Norte (SP). Minha irmã, Lizette, falecida há dois anos, vitimada pelo câncer, foi o motivo do início da peregrinação a SP. Sua doença surgiu pela primeira vez em 1984, em dezembro, próximo ao Natal. Após passar longo período em Porto Alegre, morando na casa de minha querida e saudosa madrinha, Maria Anonni, se tratando no Hospital Santa Lúcia da PUC, ela retornou a Tapera curada. Para agradecer a graça alcançada nossa mãe convidou sua amiga Glória Giotto, para ir a São Paulo pagar uma promessa à santa. O professor-doutor da UFSM, Enio Giotto, filho da dona Glória, acompanhou as duas. Eles foram de ônibus, de linha. De Tapera a Carazinho com a Helios, de Carazinho a São Paulo com a Pluma e de São a Paulo a Aparecida com a Pássaro Marrom. Isso aconteceu por quatro anos. No quinto, como a turma havia crescido consideravelmente e havia lista de espera, pediram a Tecla e a Lizette que fretassem um ônibus para que todos pudessem viajar, diretamente. E isso foi feito e o ônibus lotou rapidamente.
Nestes 30 anos de romaria que se completa neste ano, a Tecla e Lizette não foram em 5, sendo que as duas últimas por não estarem mais entre nós. Mas, a romaria continua, assim como continua a alegria e a integração da turma de romeiros que viaja, hoje dirigida pelo Nei Pereira, que por muitos anos foi o motorista da romaria. Eu mesmo fui mais de 20 vezes à Aparecida. A minha filha, Pillar, outra grande devota da “pretinha”, como nossa mãe chamava carinhosamente a sua amiga, é devota como ela.
Em 2005, quando completávamos 20 anos de romaria, dona Tecla estava de aniversário e eu não tinha dado nada a ela de presente. Na viagem ela me disse que gostaria de um dia levar a imagem ao altar no final da missa. Lá chegando, fui falar com os padres redentoristas, me identifiquei e falei com um deles, cujo nome não lembro, explicando-lhe a situação. Gentil e simpático, o padre me disse para levá-la até o altar, antes da missa, e dizer ao guarda que nós iríamos carregar a imagem. Nós sentamos no muro do altar e lá ficamos até que nos pediram para ir buscá-la nos fundos da basílica. Lá chegando, um padre veio até mim, com a imagem na mão e pediu quem de nós levaria a santa ao altar. Eu apontei para a Tecla e ele a entregou. A mãe, com os olhos marejados, pegou a imagem, delicadamente, e a beijou, olhando para ela como velhas amigas que se viam todos os dias. De lá, a levamos ao altar, sendo observados pela imagem original, a encontrada no rio, que fica de frente para o altar, protegendo a todos que estão lá. Ao final, levamos a imagem de volta e podemos tirar fotos com ela. E todos aproveitaram o momento e a graça.
Mas, a relação de Nossa Senhora Aparecida com a nossa família é bem mais antiga. Nos anos 70, nosso pai, caminhoneiro, viajava mensalmente ao Rio de Janeiro e São Paulo e quando na Via Dutra, vindo do Rio, em Aparecida do Norte, entrava a direita e ia até a basílica velha orar, pedir proteção e comprar lembranças da santa para dar aos familiares e amigos. Das imagens que ele nos trouxe tenho a primeira que ganhei dele e que até hoje está ao meu lado.
Essa relação que temos com Nossa Senhora Aparecida tem mais de 40 anos. E de tanto visitá-la, agora é ela quem vem me visitar. Uma pena não poder levá-la até a minha casa, mas não seria necessário pois ela já a conhece há muito tempo.
Seja muito bem vinda a minha cidade, minha santa. E proteja a todos nós, sempre.
O pessoal que recolhe o lixo aqui em Tapera está fazendo a separação para a população. Pelo menos foi essa a conclusão que cheguei ontem. Em casa, tenho uma lixeira plástica para o lixo molhado e ao lado dele um saco de mercado para o lixo seco. Não tem erro. No dia marcado, fecho o que vai embora e o coloco no lugar de recolhimento. Pois, na tarde de ontem fiz isso e coloquei dois sacos com lixo SECO no local. À noite, ao chegar em casa, vi que o pessoal levou o saco maior, o mais pesado, deixando o pequeno. Certamente achando que, pelo peso, era lixo molhado que havia nele. E não era. Acontece que não coube tudo num único saco. O pessoal do lixo está fazendo de fato a separação e pelo peso dos sacos.
Aquilo me indignou. Meu deu vontade de jogar tudo na rua, mas ai o meu anjo interior me disse para não fazer isso e agir como age uma pessoa de bem. Então, recolhi o saco e levei de volta para casa. Para se ter uma ideia, ele está ai na sala, ao lado da televisão, esperando a quinta-feira chegar para ser “despachado”.
E não adianta jogarem a culpa na população na questão lixo, por que boa parte dela está fazendo o correto. Cuidando os dias, os horários e fazendo a separação como lhe foi pedido. Parem de jogar a culpa nela que não é só dela.
Em Tapera foram mudadas as regras do recolhimento do lixo, mas nada mudou.
Nesta quarta-feira, chamou minha atenção nas ocorrências da Brigada Militar de Tapera, o fato de que três delas terem sido de verificação. Eram taperenses vendo carros e pessoas em atitude suspeita e sem nenhum receio ou constrangimento ligaram para a BM que foi até lá para conferir a informação. Ao ver a documentação identificou o pessoal. Felizmente, nenhum deles oferecia perigo à comunidade. Não deu em nada desta vez, mas a Brigada Militar cumpriu o seu papel e a comunidade ficou muito feliz e segura com isso.
A polícia está ai para nos proteger, mas nós precisamos ajudá-la com informações e, principalmente, começando a nos “ligar” ao que acontece à nossa volta. De dia e de noite. Isso ajuda e muito. A todos.
E mais um brasileiro foi executado na Indonésia. Rodrigo Gularte, que entrou no País em 2004, com seis quilos de cocaína na prancha de surf, morreu nesta terça-feira, fuzilado. Não conheço a Indonésia, mas dizem que no aeroporto da capital Jacarta, está escrito numa parede em inglês, em letras garrafais, que é proibido ingressar no País com drogas e que a pena para isso é a morte. O aviso é bem claro.
Bom, se alguém ingressa naquele País com droga está sabendo que está correndo risco de ser preso, julgado e condenado à morte. Quem arrisca está pagando para ver.
A Indonésia tem as suas leis e vive por elas. Se abrir um precedente terá de fazê-lo novamente um dia. E assim…
O governo brasileiro pediu clemência ao governo indonésio e mais uma vez não logrou êxito.
O país asiático, que retomou as execuções em 2013, após cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.
Se estão certos ou errados, não se discute isso, apenas que a lei foi cumprida. E não faltará quem vá berrar por conta disso, mas nosso conterrâneo pagou para ver e perdeu. Que sirva de exemplo a quem for para a Indonésia surfar ou “negociar”.
Na sexta-feira, falando com um amigo sobre lixo, este mostrou toda sua preocupação com o recolhimento dele em Tapera, que seguidamente troca de empresa e o problema continua. Na conversa ele me pediu se Tapera tem necessidade de coletar lixo todos os dias. Analisando a questão, acho que não tem necessidade. Eu, assim como os outros, posso segurar o lixo por um ou dois dias em casa e no dia e hora marcados colocar ele no lugar do recolhimento. Todos temos um quintal, uma árvore, uma lixeira, um galpão, uma lavanderia ou uma garagem para acomodá-lo até o recolhimento, já separado, claro. Com a redução da coleta o município pouparia um bom dinheiro que poderia ser utilizado em outras coisas. E o que o taperense pensa a respeito?
Agora, não adianta a Prefeitura jogar a responsabilidade sobre a comunidade, por que ela também tem a sua parcela de culpa na questão. E essa comunidade precisa se reciclar no tocante ao seu lixo. Não tem mistério. O que tem é ruído na comunicação e falta de esclarecimento. A (boa) vida em comunidade é assim: responsabilidade e direito, em medidas iguais.
O Fantástico deste domingo mostrou matéria com os vereadores mais bem pagos do Brasil. Os bonitos são de Boa Vista, capital do Estado de Roraima, lá no extremo norte do País. O valor passa de R$ 92 mil mensais. E os caras fazem coisas do arco da velha com notas fiscais frias para faturar em cima do seu vencimento. Aquilo é roubo puro. Em plena luz do dia. Não sei como a polícia não invade a Câmara e leva todos presos, algemados. E aquele povo, o que pensa disso tudo? Já pensou uma coisa dessas acontecendo aqui no Rio Grande do Sul?