Blog do Sarico

Baixaria no Poli


Não estive no Poliesportivo de Tapera na sexta-feira (22), por ocasião da semifinal do Municipal de Futsal. Soube que no último jogo o pau baixou no ginásio e a partida não terminou por falta de segurança.

Me contaram que houve agressão, ameaças e até dano ao patrimônio público, como mostra a foto.

Mas, o que o pessoal anda fazendo que está indo ao ginásio ou estádio para brigar? Gente, nós não podemos levar nossos problemas para estes locais e descarregar tudo em uma ou mais pessoas. Está cheio de mato por aí para isso.

Por outro lado, estive no mesmo Poli na manhã deste domingo (24) nos jogos da mulheres, no quadrangular da 3ª Copa Sul-rio-grandense Nedel de Futsal Feminino, promovido pelo Fenerbach, contando ainda com duas equipes de Erechim e uma de Júlio de Castilhos.

Os seis jogos transcorreram na maior tranquilidade com as meninas fazendo bonito, de como se deve portar dentro e fora da quadra.

Está na hora de parar esses fiascos nos ginásios e estádios. Isso é lamentável e feio, além de um mau exemplo às crianças.

Será que não estaria na hora de se colocar uma câmera de monitoramento de 360 graus no Poli, no alto do círculo central, que pegue todo o ginásio internamente? E quando houver algum problema se busca as imagens e se faz o que se deve fazer em casos de briga e dano.

E chega de fiasco no futebol.

Fuga das urnas


Há alguns dias, conversando com um ex-colega de faculdade, este me disse que está pensando seriamente em não votar no dia 02 de outubro. Ele não quer Bolsonaro nem Lula. Disse que acreditou na terceira via e lamenta que ela não tenha vingado.

Até aí tudo certo, pois é um caso isolado. Mas, comecei a me preocupar, quando duas pessoas aqui de Tapera me disseram a mesma coisa.

Enfim, o que acontecerá se essa decisão for tomada por um número considerável de brasileiros? E é uma possibilidade. Claro, não dará um “rombo” na eleição, mas acenderá o sinal de alerta às autoridades.

E tem muita gente por aí que não quer nenhum dos dois maiores expoentes da política brasileira atual, pois quer algo novo.

Penso que, por enquanto, já que não temos um “rosto novo”, vamos ter que escolher um dos dois “clássicos” disponíveis. Precisamos nos posicionar e pensar que os rumos do país dependem do nosso voto. Não podemos deixar que os outros escolham alguém por nós. E isso não diz respeito, apenas, a não comparecer à urna, mas, também, anular o voto ou votar em branco.

A título de informação. Aumentou o número de pessoas aptas a votar neste ano e as mulheres são maioria, e também aumentou o número de jovens que fizeram o título de eleitor para irem às urnas.

Enfim, a abstenção leva o país à ruína. Precisamos assumir o nosso compromisso enquanto cidadãos, pois o voto, mais do que um direito, é um dever. Pense nisso!

Mensagem do Dia


“A vida às vezes te quebra pra te mostra que o teu lado mais bonito é o de dentro”.

Desconheço a autoria

Prioridade no trânsito


Na manhã desta quinta-feira (21), passando pelo Hospital Roque Gonzalez aqui de Tapera, vi uma das ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde, com o flash ligado, manobrando para entrar no hospital levando alguém com algum problema de saúde. Pois, o motorista teve de parar para que três carros, que subiam a Rui Barbosa, passassem. E essa não é a primeira vez que vejo isso.

Nesta semana, ainda, uma das ambulâncias subia a Avenida XV de Novembro com o flash ligado e, na sua frente, seguia um Gol. A motorista não viu o veículo de emergência atrás dela, a ponto de o condutor da ambulância ter de acionar a sirene para que a mulher liberasse a passagem.
E essas mesmas situações são vistas, com frequência, nas estradas.

Então é o seguinte: ambulância e caminhão dos Bombeiros têm preferência em qualquer lugar. Se você está na frente de um deles, mesmo que não estejam com o flash ou a sirene ligados, dê a preferência a eles, pois estão transportando pessoas que necessitam de algum tipo de atendimento médico.

Segundo a legislação, quando uma ambulância está com a sirene ligada é porque transporta alguém em risco iminente de morrer e precisa de cuidados médicos urgentes. Já o flash indica que o veículo transporta alguém estável momentaneamente, mas que pode vir a piorar seu quadro durante a viagem.

E, quanto ao caminhão dos bombeiros, nem se fala.

Então já sabe. Viu um destes veículos no seu retrovisor, abra para eles.

Um trânsito mais humanitário é preciso. Saibamos disso.

ABIN diz que urnas são seguras


O presidente da União dos Profissionais de Inteligência de Estado (Intelis), da ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), Daniel Almeida de Macedo, deixou o cargo nesta quarta-feira (20), horas após a entidade ter divulgado uma nota em que os servidores da ABIN reafirmaram a segurança das urnas eletrônicas.

Na nota oficial, a Intelis disse que os profissionais da ABIN “têm prestado apoio técnico especializado à Justiça Eleitoral” e que nunca houve um só indício de fraude nas urnas eletrônicas.

Há pouco tempo atrás, a maior universidade do País, a USP, já havia atestado a segurança das urnas e que seus técnicos reviraram o programa utilizado pelo TSE de cabo a rabo e nada encontraram. Acredito que a USP não emprestaria seu nome para algo ilegal.

Acreditando na segurança das urnas ou não, vamos para a eleição.

Pensamento do Dia


“O fracasso é apenas uma oportunidade para recomeçar com mais inteligência”.

HENRY FORD
Empresário norte-americano fundador da Ford

Mudanças no trânsito em Tapera


Tapera se prepara para mudanças de mão no seu trânsito. Serão quatro ruas que sofrerão alteração na mesma. E toda mudança gera certa apreensão por que impacta na vida das pessoas. Assim, é muito importante que o governo taperense faça uma ampla campanha no sentido de informar os motoristas sobre estas mudanças e que para isso utilize TODA a imprensa local de modo que toda população saiba delas. E o pessoal terá de ter calma até que todos saibam das mudanças de mão na cidade e se acostumem com ela. Haverá muita gente na contramão nestas quatro vias, mas com calma tudo se ajeita.

Por outro lado, os comerciantes da Rua Coronel Gervásio estão apreensivos quanto a diminuição do estacionamento em frente de suas empresas. Eles já procuraram a Prefeitura que, pelo que soube, vai estudar melhor a questão de modo que tudo saia a contento de todos.

As mudanças de mão em Tapera são as seguintes:
– Rua Rui Barbosa terá mão única da Rua Coronel Gervásio até a Rua Duque de Caxias, próximo ao hospital e a praça central, no sentido norte-sul;
– Rua Duque de Caxias (a do Café Diana) – da Rui Barbosa a Avenida XV de Novembro;
– Rua Tiradentes (a do Laurindo Motos) – da Avenida XV de Novembro a Rua Rui Barbosa;
– Rua Dom Pedro II (a do Porvenir) – da Rua Rui Barbosa a Avenida XV de Novembro;
– Rua Marechal Floriano (a do Santa Clara) – permanece como está, da Avenida XV de Novembro a Rua Rui Barbosa.

E os alimentos?


O governo brasileiro trabalha no sentido de tentar controlar os preços, mas parece que não está se empenhando em fazer algo para tentar frear o aumento do preço dos alimentos.

Está desesperador ir ao supermercado, ver os itens triplicar de preço. As pessoas não estão dando conta desse aumento, a ponto de se endividarem para conseguir adquirir o básico para a sua subsistência.

Mas, me questiono: por que o povo está calado em relação a isso, não reivindicando providências? Por muito menos, as pessoas já foram às ruas manifestar a sua insatisfação. Será que está todo mundo cansado? Estão indiferentes? Ou perderam a esperança?

Uma última coisa. Você lembra o que você comprava com R$ 100 antes da pandemia e o que você compra agora com o mesmo valor?

Dois “Brasis”


Na semana passada, navegando pela internet, duas notícias chamaram a minha atenção e me colocaram a refletir.

A primeira delas se referia ao fato de uma instituição de ensino, de uma cidadezinha do interior do Nordeste, estar autorizando os seus alunos a levar a merenda escolar para sua casa, para compartilhar com os seus familiares, devido à falta de condições, dessas pessoas, para comprar comida.

E a outra notícia dava conta de uma influenciadora digital que estava dando satisfação aos seus seguidores sobre ter gasto R$ 377 mil, no último mês, em seu cartão de crédito – basicamente, tudo em compras, feitas no exterior.

Esses dois fatos me chocaram e me fizeram pensar na existência de dois “Brasis”: o Brasil da fome e da miséria e o Brasil do luxo e da ostentação. E são dois “Brasis” muito distantes um do outro, especialmente, porque um não sabe (ou, pelo menos, ignora) a existência do outro, permanecendo cada um na sua bolha.

Penso que cada um sabe o que faz com o seu dinheiro – e feliz de quem tem de sobra, afinal, a nossa sobrevivência depende dele – mas, achei totalmente desnecessário e vergonhoso essa influenciadora digital ter exposto a fatura do seu cartão na internet, quando o País se encontra, novamente, no mapa da fome, enfrentando uma tremenda insegurança alimentar, com os preços dos alimentos sendo superelevados e não acompanhando o valor do salário mínimo.

E, por falar em salário mínimo, esse valor soa até díspar em relação aos quase R$ 400 mil gastos pela influenciadora, em uma “simples” viagem. Os R$ 1.200,00 (dos quais milhões de brasileiros dependem para sobreviver) devem ser “troco” para ela. E essa matemática é muito dura de compreender – principalmente, por quem está no Brasil onde a solução é levar a merenda escolar para casa, a fim de que a família tenha o que comer.

Nas redes sociais e nas plataformas dos jornais onde a notícia da influenciadora se destacava, chovia comentários de internautas dizendo que, com o dinheiro gasto por ela em um mês de cartão de crédito, era possível comprar uma casa e quitar dívidas acumuladas.

Enfim, o que eu quero dizer é que essa desigualdade extrema, em que muitos têm tão pouco e que poucos têm muito, é uma situação lamentável e que, infelizmente, se perpetuará – por inúmeros fatores, como história, cultura, política, economia…

Porém, acredito que o primeiro passo, no momento, é sensibilizar-se com a situação daqueles que estão enfrentando dificuldades – principalmente, em termos alimentares – e deixar o egoísmo de lado, auxiliando-os da forma que estiver ao nosso alcance, principalmente, porque sempre tem quem precisa ser ajudado.