Blog do Sarico

Pensamento do Dia


“Quando as coisas não acontecem do jeito que a gente quer, é porque vão acontecer melhor do que a gente pensa.”

Desconheço a autoria.

Considerações sobre o Júri em Tapera


Na última quinta-feira (21), aconteceu o primeiro de dois julgamentos populares que serão realizados neste ano em Tapera.

Não quero, aqui, falar sobre a decisão dos jurados, que é sempre soberana. Mas, gostaria de tecer algumas considerações a respeito de alguns fatos que ocorreram durante a sessão e que me chamaram atenção.

O primeiro aspecto que comento é sobre a imprensa, novamente, ter sido proibida de capturar imagens dos réus – o que eu não entendo. Com certeza, faz sentido preservar a imagem dos jurados, no entanto, parece não fazer sentido essa preservação em relação aos réus, que estão ali para serem julgados pelo cometimento de um crime.

Outro ponto que chamou minha atenção foi o fato de a sessão do julgamento ter sido realizada na Câmara de Vereadores – espaço que, ao meu ver, ficou pequeno para essa finalidade. E isso ocorreu porque o Salão do Júri, nas dependências do Fórum, estar passando por problemas de infiltração no telhado e nas paredes – o que é incompreensível, tendo em vista que o prédio passou por reformas há pouco tempo.

O aperto a que me refiro na Câmara é que no júri os jurados ficaram à esquerda e os réus à direita e o espaço entre eles é diminuto para uma foto.

A partir desses dois pontos, penso que será novamente difícil para a imprensa trabalhar no próximo julgamento, que será realizado no próximo dia 28, em função do espaço, além disso, só poderemos capturar imagens dentro do que foi delineado pela presidente da sessão. E meus leitores deverão entender isso.

Fazendo escola


Na última quinta-feira (21), o prefeito de Lagoa dos Três Cantos, Sergio Lasch, recebeu a visita dos prefeitos de Barra Funda e Chapada, Marcos André Piaia e Gelson Miguel Scherer, respectivamente.

Os dois foram até Lagoa para se inteirar do caminho trilhado pela Administração três-cantense na aquisição da pá carregadeira, com preço inferior aos praticados pelo mercado, tendo pago por ela R$ 254.500,00.

Os dois chefes de governo não colocaram Tapera no seu roteiro.

Frase do dia


“Preocupe-se mais com a sua consciência do que com a sua reputação, porque a consciência é o que você é, e a reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam de você, é problema deles”.

Confúcio

A história do doente em tratamento na capital


O taperense Nadir Natal Crestani, que há muitos anos reside em Porto Alegre, assim como eu, é um apaixonado pelas histórias de Tapera e também por fotografias antigas da vila/município e sua gente. E quando ele vem ao município dá uma passada no jornal para saber das notícias e me passar material histórico.

E numa dessas vindas ele me passou um monte de histórias acontecidas na então Vila Tapera, pertencente a Carazinho, e também do recém-criado município. Ele também tem materiais da coleção particular do médico taperense Anildo José Sarturi, que escreveu muito sobre Tapera.

Com tempo vou publicar todas elas.

Pois, lendo uma dessas peças do Nadir, me chamou atenção a história do doente em tratamento na capital, que relato aqui.

“Na década de 1950, um cidadão da Vila Tapera estava muito doente. O tratamento que lhe era aplicado não estava dando resultado e preocupava o médico, assim ele achou por bem encaminhá-lo a Porto Alegre, onde poderia ter um atendimento melhor em um Hospital com maior infraestrutura. E assim foi feito.

Os dias foram passando, a comunicação era precária e as notícias eram poucas. Eis que em determinado dia a telefônica recebe um comunicado vindo de Porto Alegre, dizendo que o doente que estava sendo tratado lá estaria sendo mandado de volta a Tapera.

A notícia foi mal explicada e a família do doente foi comunicada que o corpo do cidadão estaria sendo mandado para o município. Alarme geral na família, parentes e vizinhos. Fulano de tal faleceu e está sendo trazido da capital.

Não dá para esperar. É necessário preparar o velório, pois a qualquer momento o corpo deve chegar. Já havia anoitecido e os vizinhos estavam todos na casa da família esperando a chegada do morto.

O cidadão em questão morava a uma quadra da Avenida XV de Novembro, e naquele tempo em viagens noturnas, não era preciso ir até a Rodoviária. Era só pedir ao motorista que ele parava em local próximo a residência das pessoas que queriam desembarcar.

Vizinhos e parentes estavam todos na casa aguardando a chegada do morto. Eis que em dado momento, os que estavam sentados na área da frente da casa, com a fraca iluminação pública da época, vislumbram uma pessoa vindo, trazendo na mão uma mala. Ao se aproximar, todos veem que era o doente que tendo recebido alta estava chegando em casa.

Não é necessário falar do susto das pessoas e da situação tragicômica que ocorreu.

O cidadão durou anos e muitas vezes teve de contar a história da sua ‘morte’ ”.

Essa eu preciso saber. Quando o Nadir vier a Tapera vou pedir a ele quem era o doente.

E aguarde novas histórias.

A eleição das explicações


A eleição para presidente do ano que vem será bem interessante, porque será a eleição das explicações, pelo menos, por parte dos dois principais expoentes da atual política nacional: Bolsonaro e Lula.

Lula terá de explicar sobre os escândalos em que ele e seu partido se envolveram, e que resultou até em prisão e devolução de dinheiro.

Já Bolsonaro terá de dar explicações sobre questões relacionadas à gestão da pandemia, bem como acerca de assuntos econômicos e das promessas eleitorais não cumpridas.

A Terceira Via, por sua vez, vai de sangue doce, mas também tem o “rabo preso”.

Não será um caminho fácil para a dupla BolsoLula nas ruas, nas visitas, nos palanques e nos debates (se comparecerem).

Bolsonaro, ao que tudo indica, estando mal nas pesquisas, dá sinais de que pretende estourar o teto dos gastos no Auxílio Brasil, o antigo Bolsa Família, com o pretexto de combater a fome. Vai haver benefícios, sim, mas também dará problema à economia no próximo ano.

E Lula, por sua vez, se mostra perverso ao apoiar o estouro deste teto por parte do governo porque sabe que a economia entrará em colapso em 2022.

Só que os dois não sabem que, se houver estouro do teto, quem pagará a pesada conta, mais uma vez, será o povo, principalmente os pobres, coisa costumeira.

Os especialistas em economia, todos eles, não dizem que o País vai bem e as projeções para 2022 não são nada animadoras.

Enfim, vamos ver o que vem por aí. Mas, por via das dúvidas, mantenha a fivela do cinto apertado, porque haverá muita turbulência no ar.

Ainda a máquina aquela


A compra da pá carregadeira pela Prefeitura de Tapera, tendo pago o dobro da mesma adquirida pela Prefeitura de Lagoa dos Três Cantos, continua dando o que falar em Tapera e, inclusive, foi pauta da sessão da Câmara de Vereadores na última segunda-feira (18).

O vereador Aurélio Vicari (PTB), fazendo uso da tribuna e após em vídeo postado na internet, falou sobre o caso.

Não vou entrar em detalhes neste assunto, por que não houve irregularidade nenhuma na operação, que foi explicada pela Administração Municipal de Tapera.

É mais ou menos como aquelas famílias vizinhas que saem de férias juntas, algo programado há bastante tempo. Elas compram seus pacotes de viagem em empresas diferentes e uma delas paga o dobro da outra. Com toda certeza as férias das duas famílias não serão a mesma. Uma delas vai curtir muito o período. Já a outra… talvez os filhos.

Outra. Lembrei daquele programa humorístico da Globo, nos anos 70, o Planeta dos Homens, que tinha o macaco Sócrates. Os mais velhos lembrarão dele que, após fazer uma pergunta a uma pessoa e receber dela a resposta, dizia: “Não precisa explicar… eu só queria entender”.

A vacina ajuda, sim


Levantamento feito pelo Instituto Emílio Ribas, conceituado hospital paulista especializado em infectologia, apontou que a possibilidade de morte em pessoas não imunizadas é cerca de 14 vezes maior.

Nove pacientes a cada dez internados naquele nosocômio não estavam vacinados contra a Covid, segundo seu estudo.

Os dados apontaram ainda que a possibilidade de morte foi 14 vezes maior em pessoas não imunizadas em comparação com quem estava com o esquema vacinal completo.

Eu me vacinei e estou me cuidando e, se tiver uma terceira dose, eu vou lá recebê-la.

Em tempo. Até o momento, mais de 110 milhões de brasileiros, ou seja, mais de 51%, já foram imunizados contra a Covid-19.

Quem não se vacinou, por que não quis, soma 10%, ou seja, mais de 19 milhões.

Os brasileiros querem a vacina, sim.