O Terno de Reis, que há mais de 40 anos sai em Tapera na madrugada do dia 06 de janeiro, para levar aos taperenses uma mensagem de paz e amor, não sairá neste ano. Conversei com alguns integrantes do grupo para saber o motivo. O pessoal não fala, mas “em off” dizem que o motivo é a política.
Tomara que ano que vem, com outra atitude, o Terno volte para alegrar os taperenses que ficam esperando anualmente a sua visita.
E neste ano não ouviremos aquela música tradicional deles, que conheço por “Porta aberta, luz acesa”, que tocam na chegada e na saída das casas, e que é muito bonita.
A propósito dessa música. Ao que parece, ela é exclusiva de Tapera, pois procurei na internet e não achei. Ela deveria ser gravada para a eternidade.
Em tempo. A foto, tirada em 1978, no Café Diana, é o começo do Terno de Reis em Tapera. Nela, aparece muita gente que ainda está por aí, enquanto outros já partiram deste plano.
Você reparou que o velório do Senna foi maior do que o de Pelé – ainda que ambos tenham sido as duas maiores estrelas da história do Brasil?
Mas, há uma explicação. Senna morreu no auge de sua carreira e as duas últimas gerações puderam acompanhar as suas corridas, enquanto Pelé parou de jogar há mais de 40 anos, sendo que a maioria dos brasileiros não teve a oportunidade de assisti-lo nos gramados, onde reinava – apesar de todo o mundo saber quem ele era.
Outro ponto que pode ser destacado nesse sentido é o fato de Senna ter falecido de forma trágica, muito jovem, o que pegou de surpresa e abalou o país e o mundo. Ao passo que Pelé vinha enfrentando um câncer e já havia passado por outros sérios problemas de saúde ao longo de sua vida, convivendo com apenas um rim, por exemplo. Se não fosse isso, talvez, ele teria tido a oportunidade de estar vivo aos 100 anos, como sua mãe, Dona Celeste – que, assim como Dona Neyde, mãe de Ayrton, teve de se despedir do filho.
Eu vi o Pelé jogar apenas pela televisão e, nos lances do Canal 100, no cinema do Gentil Batistella, portanto, sei dos seus lances geniais e de suas conquistas.
Já o Senna, eu vi correr todos os domingos e vibrava com ele nas pistas. Quando morreu, abandonei a Fórmula 1, pois ela perdeu a graça sem ele. Não tocavam mais o tema da vitória.
Pelé foi o maior jogador da história do futebol, considerado personalidade mundial do esporte – e, não à toa, era chamado de “Rei do Futebol”. Ele levou o Brasil para o mundo, pois é impossível falar de Brasil, no exterior, e Pelé não ser lembrado.
É uma pena a sua partida, pois, apesar de sua aposentadoria dos campos, ele mantinha vivo o legado das três Copas do Mundo conquistadas pela Seleção Brasileira – das quais participou – além de todos os inéditos feitos de sua carreira.
Tomara que, assim como Senna, Pelé não seja esquecido e que as próximas gerações tenham a oportunidade de conhecer o seu legado. É inegável que o rei das pistas e o dos campos foram gigantes que representaram o Brasil no mundo todo, nos enchendo de orgulho por todas as suas realizações e conquistas.
É incrível como existem pessoas – assim como Pelé e Senna – que nascem com uma estrela, que se tornam gênios naquilo que fazem, conquistam o mundo e viram lendas para serem lembradas pela eternidade.
Em tempo. Quando Maradona morreu, em plena pandemia, mais de 1 milhão de pessoas foram se despedir dele. Aqui, pouco mais de 230 mil pessoas fizeram o mesmo com Pelé. Muitos craques, que representam o Brasil lá fora não foram ao velório. Nem treinadores e clubes. Teve quem disse que o time não o liberou, mas foi desmentido por ele deixando livre quem quisesse viajar ao Brasil para a homenagem final ao melhor de todos os tempos.
“A panelinha que tu participas hoje pode ser a mesma que te cozinhará amanhã”.
Desconheço a autoria.
A eleição acabou e quis a maioria dos brasileiros votantes, com pequena margem de diferença, que Lula retornasse ao Palácio do Planalto, mesmo tendo sido condenado e preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O Judiciário anulou as condenações, mas o crime existiu, juízes confirmaram o fato, e isso jamais será esquecido.
Eu, desde o início, queria uma terceira via, pois não via em Bolsonaro e Lula representatividade alguma. Mas, a ganância dos partidos políticos não permitiu aos que não queriam nem um nem outro ter um representante.
Enfim, Lula chega a Brasília cercado de desconfiança e, por isso, terá de andar na linha e não repetir os escândalos do passado, pois ele sempre estará na iminência de perder o cargo. Lembrem que tiraram o Collor por um carro (Fiat Elba) e a Dilma por uma pedalada fiscal.
O fato é que o Judiciário e o Legislativo estarão fiscalizando o governo e devem obedecer às leis (pelo menos, é o que se espera deles). E, além disso, os opositores estarão de olho em tudo e, obviamente, desde já, anseiam por mudança.
Houveram manifestações por todo o Brasil questionando o resultado do pleito, mas até agora não vieram à tona provas contundentes relacionadas à alegada fraude nas urnas.
Nesse contexto, também não se pode deixar de destacar que os quatro anos de governo do petista não serão nada fáceis, pois o Congresso será majoritariamente conservador, de oposição, e o cenário (principalmente, do ponto de vista econômico) não será o mesmo de 2003 – ano do início do seu primeiro mandato, se bem que Lula é um exímio negociador e não me surpreenderá se em menos de um ano de governo tiver maioria no Congresso Nacional e político brasileiro todos sabemos como são e do quem gostam. A imprensa, pelo que se vê, já está com ele.
E, por fim, deve-se levar em consideração que os cidadãos estão muito mais questionadores e atentos ao que acontece no governo, especialmente, em razão da potência das redes sociais – que começaram a se popularizar, para fins políticos, em meados de 2018.
Em resumo: Luiz Inácio está sentado à beira de um precipício. Se vacilar, cai. Ele não poderá errar. Terá de fazer mais do que fez no passado e não poderá fazer igual ao que fez no passado.
Sinceramente, eu espero que Lula faça um bom governo, pois está na hora do Brasil ser sujeito da sua própria história e mostrar ao mundo todo o seu poder de 6ª economia do planeta.
O Censo 2022 revelou os novos números da população em todo o País e, entre eles, o de Tapera. E, por surpresa, a nossa população aumentou apenas 1% em 12 anos. Hoje, somos 10.570 habitantes. Em 2010, éramos 10.452, e em 2000 10.564. Em 22 anos a população de Tapera cresceu menos de 1%.
E aí fica a pergunta: isso está certo? O que acontece que a nossa população não aumenta apesar de o município dar mostras de crescimento, meio acanhada se comparado a outros municípios da região, mas cresceu.
Essa questão da população mereceria um estudo mais aprofundado para se saber o que acontece aqui. Será que o Censo não é feito corretamente em Tapera? Os taperenses não querem se mostrar? Ou Tapera não é um município atraente? Enfim, o que acontece na terrinha?
A título de informação. Se pegarmos as duas regiões que integram o COMAJA, AMAJA e AMASBI, com 26 municípios, Tapera ocupa o 7º lugar em população. O município mais populoso é Carazinho com 60.983 habitantes e o menor é Lagoa dos Três Cantos com 1.726.
“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio”.
Martin Luther King Jr
Neste sábado (31), último dia do ano, eu e a Rádio Cultura de Tapera estaremos completando 40 anos de comunicação. E eu comecei justamente nela, lá em dezembro de 1982. Me sinto muito feliz e orgulhoso por ter feito parte da história do rádio em Tapera, ainda no tempo da Gazeta.
Nestes 40 anos, muitos profissionais de fundamento passaram pelos seus microfones e outros tantos saíram daqui e estão espalhados por este Brasil a fora.
Nos 20 anos em que fiquei na Gazeta eu conheci muita gente da área e aprendi um pouco com cada um deles. Uma pena que a escola atual não ensina mais. Sem medo de errar, eu pertenço a última leva de profissionais, sendo que há muitos deles ainda por aí. Depois deles eu não sei…
Comecei como operador de áudio e como datilografava bem me colocaram na produção de notícias para os três jornais da emissora. Na sequência, me jogaram um gravador nas mãos e quando eu vi estava comunicando. Mais tarde comandava o jornalismo da rádio. A máquina de escrever sempre fez concorrência com o microfone comigo.
Na universidade, numa turma de 27 acadêmicos, éramos 4 veteranos no meio de 23 jovens, todos com uma vontade louca de fazer carreira na bela profissão de jornalista. Um destes era a Carla Facchin, que trabalhou na RBS. Tinha um professor que sempre me dizia que eu, como comunicava e escrevia com destreza, poderia vir a ser um grande professor universitário, podendo ainda atuar em qualquer veículo de comunicação, menos na frente de uma câmera de TV, brincava ele. Hoje, vejo que comunicar e escrever não é coisa fácil.
Parabéns à nossa rádio e votos de muito sucesso, sempre. E ao pessoal da emissora e os que passaram por ela, um grande abraço a todos e obrigado por juntos termos feito essa história maravilhosa em Tapera.
Eu parei com a bola. Na verdade, foi ela que parou comigo. Lamentável, mas a idade chegou e com ela chegaram alguns problemas que impossibilitam continuar a praticar uma das minhas paixões.
Nesta semana, vi uma pessoa acertar um jogo de futebol (veterano) em questão de segundos, pelo Whatsapp. Seu time havia acertado uma partida e a equipe adversária teve de cancelar o jogo. E, para não perder a data, o camarada pegou o celular e começou a contatar outras equipes. E em menos de 10 minutos conseguiu um jogo para aquela data. Fácil, fácil.
Hoje, os times estão todos em um grupo de WhatsApp e se comunicam quase que diariamente. Acertar e cancelar jogos virou barbada.
Mas, não foi sempre assim. Quando eu comecei no rádio, lá nos anos 1980, não havia celular e poucos tinham telefone à disposição, assim, os convites eram feitos através do rádio, na hora do esporte. E todo mundo ligado ficava com o ouvido colado nele para saber quem queria jogar ou confirmava o jogo. O time mandava um convite para qualquer equipe jogar em tal data e dava como cota uma caixa de cerveja. A equipe que não tinha jogo marcado ligava para a rádio do telefone da sua casa, do seu trabalho ou de um terceiro, ou ainda ia até a emissora, para confirmar o jogo. E o pessoal ia de carro, de lotação e até de caminhão ao local da partida. Os caras jogavam e ficavam em bom número para o almoço aguardando a caixa de cerveja. Conheço muitas dessas histórias.
Depois as coisas foram melhorando, ficando mais fáceis. O telefone invadiu as casas, depois veio a internet com os seus e-mails e por fim o celular e com ele o WhatsApp.
Hoje, para se marcar um jogo ou qualquer outra coisa é quase que instantâneo. Antigamente, se esperava até dois dias para se receber uma confirmação.
Mas, aqueles tempos eram mágicos, talvez pela dificuldade de se fazer as coisas e do envolvimento de todo o grupo.
“Não existe fracasso. Existe somente resultados”.
Anthony Robbins
Na última segunda-feira (26), a Câmara de Vereadores de Tapera realizou a sua última sessão ordinária do ano quando elegeu a sua nova mesa diretora.
E quando todos pensavam que aconteceria uma situação aconteceu exatamente outra. Comentava-se na cidade a possibilidade de Altemir Krapper (MDB), integrante da bancada situacionista e maioria na Casa, ser o presidente, mas quem acabou sendo eleito foi Pipe dos Santos (Progressistas).
Na verdade, o Progressistas ficou com medo das manifestações do vereador na tribuna e fora dela, tendo inclusive atacado a imprensa, e optou por manter o acordo original, firmado no início da legislatura.
Lá no começo, o Progressistas, com 4 vereadores, comunicou o MDB, com 2, que comandaria o Legislativo em 3 dos 4 anos, exatamente por ter o dobro de cadeiras. O MDB chiou, aí foi resolvido que o primeiro ano seria dividido entre os dois partidos, o segundo e o terceiro seriam do Progressistas e o último seria novamente das duas siglas.
Krapper fora comunicado antecipadamente de que não receberia os votos progressistas, mas manteve a candidatura. Com isso, o Progressistas pegou o oposicionista Colares (PTB), deu-lhe a vice-presidência, e levou.
Há quem veja essa aproximação de Colares com o Progressistas como uma forma do mesmo ingressar no partido futuramente. E com ele em suas fileiras, o partido teria 5 cadeiras e o controle do Legislativo.
Claro, isso é uma especulação, mas todos sabemos o quanto a política é volátil.
Vamos ver o que será 2023 na Câmara de Vereadores de Tapera com a situação dividida, ela que comanda o município desde 2008.
E, fazendo uma leitura antecipada para 2024, último ano deste mandato, é impossível prever qualquer coisa hoje.