Blog do Sarico

Mortes no trânsito


imagesAté agora 23 pessoas já morreram nas estradas gaúchas. Até quarta-feira (Cinzas), quantos mais irão morrer? A mistura álcool e volante levará mais gente para longe do Carnaval. Para sempre.

Quem pega a estrada ainda não tem noção de que poderá não voltar para casa. E ainda privar familiares e amigos de fazer o mesmo.

O bom era que, cada motorista, quando pegasse a estrada, tivesse consciência de três coisas: cuidado com a velocidade, com as ultrapassagens e o álcool.

Se todos levassem isso a sério, todos iriam e voltariam. E novos carnavais aconteceriam.

Será que o pessoal se dá conta disso quando sai de casa?

Papa pede para sair


Cinco brasileiros devem participar de eleição do novo PapaO Papa Bento XVI, o alemão Joseph Alois Ratzinger, que assumiu o papado em 19 de abril de 2005, surpreendeu o mundo ao anunciar que deixará o cargo máximo da Igreja Católica no próximo dia 28, alegando o peso da idade e da missão a ele conferida.

Não teria sido melhor o Papa renunciar de imediato? Haverá muita especulação nestes 17 dias, no mundo todo.

O Papa Bento XVI nunca empolgou. Ele até fez força, mas não conseguiu nem se aproximar do seu antecessor Joao Paulo II e de outros papas. Isso deve ter pesado na sua decisão.

Será que o Brasil, maior país católico do mundo terá um papa pela primeira vez? Cinco cardeais brasileiros votarão no próximo chefe do mundo cristão. E um deles é o gaúcho dom Odilo Scherer, 63 anos, arcebispo de São Paulo. Já pensou o Brasil tendo um Papa pela primeira vez e este ser gaúcho?

Já escrevi aqui que dom Odilo Scherer, natural de Cerro Largo, poderá ser um dos papáveis.

Frase do Dia


“Celebrar a vida é somar amigos, experiências e conquistas, dando-lhes sempre algum significado”.

Autor desconhecido

Levanta Rio Grande


A ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil) botou as garras de fora e deu novo impulso à campanha Rio Grande do Sim. Mandou imprimir um folder com as cinco atitudes que podem ajudar o Estado a ir para frente mais rápido:
1 – Parar de ser do contra.
2 – Pensar e agir coletivamente.
3 – Reconhecer diferenças para somá-las.
4 – Parar de ser negativista.
5 – Ter o Rio Grande no coração e o mundo na cabeça.
Será que isso é tudo?

Manipulação


ManipulaçãoCiro Gomes, que concorria a presidente em 2006 de forma muito competitiva, foi convencido por Lula a desistir, pois corria riscos com sua candidatura. Lula venceu Alckmin por 42% a 37% dos votos emitidos.

Em 2009, Lula convenceu a Ciro Gomes a transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo. Cogitava-se uma candidatura de Ciro ao governo de São Paulo com o apoio do PT. CG acreditou e transferiu o domicílio. Ele havia sido em 2006 o deputado federal (Ceará) com a maior votação proporcional no Brasil.

Passado o prazo limite de um ano antes da eleição, não se falou mais nisso e Ciro Gomes ficou sem mandato, chupando o dedo e sem possibilidade de retornar seu titulo para o Ceará, pois seu irmão é governador e ele é inelegível. Um golpe cínico de Lula em Ciro.

Agora, Lula volta à cena. Tenta seduzir o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, com a isca de vice-presidente. Mais uma tentativa ilusionista que até poderia pegar se não houvesse o precedente Ciro Gomes, de seu próprio partido. É evidente que o PMDB não abrirá mão de seu presidente Michel Temer como vice. E agora, comandando o Congresso, nem pensar.

O que quer Lula? Elementar. Quer distrair Eduardo Campos, tirar dele o foco de 2014, eliminá-lo da pré-campanha, para que em 2014 ele descubra que era tudo uma farsa. Mas, aí não dará mais tempo para construir a sua pré-campanha. Depois da farsa com Ciro Gomes, é claro que Eduardo Campos não deverá entrar nessa nova farsa. Ou entrará?

Este tipo de artimanha já aconteceu várias vezes aqui na região. Costumeiramente alguém embarca, envolvido pelo “canto” da sereia.

Política anti-inflacionária de Dilma


Para combater a inflação que está aumentando, lentamente, mas está aumentando, a presidente Dilma já teria um plano montado:

1. Telefona para prefeitos e governadores e pede para segurarem o reajuste anual das tarifas de ônibus, metrô e trens.

2. Liga para o Banco Central e manda comprar uns bilhões para derrubar o dólar e, com isso, baratear as importações.

3. Vai à TV e manda baixar a conta de luz.

4. Passa um e-mail para a presidente da Petrobras e manda aguentar o prejuízo mais um pouquinho e segurar o preço dos combustíveis.

5. Pede ao presidente do Banco Central para não elevar o juro básico mesmo com a inflação passando de 6,5%.

6. As medidas anti-inflacionárias de Dilma seguem rigorosamente a receita da equipe de Cristina Kirchner. Uma exceção: ainda não houve a intervenção no IBGE como foi feita no INDEC argentino.

A história do craque “Enrico Cabrito” que jogaria no Grêmio…


A história do craque Enrico Cabrito que jogaria no Grêmio...A brincadeira que criou o jogador fictício Enrico Cabrito ganhou novos desdobramentos na quarta-feira (6). O jornalista Farid Germano Filho, da Rede Pampa, registrou boletim de ocorrência policial por “uso indevido de minha conta no Twitter por terceiros”.

Na noite de segunda-feira (4), a informação de que o falso atleta seria contratado pelo Grêmio foi postada no microblog de Farid, suscitando manifestações do público e de profissionais da imprensa.“Maldade ou brincadeira, poderiam ter postado algo mais sério. Quero saber o que aconteceu, ir a fundo”, explicou Farid. As informações são do saite Coletiva.

Personagem criado em uma brincadeira por pessoas ainda não identificadas, o suposto craque argentino (ou uruguaio?) Enrico Cabrito virou hit na Internet nesta semana.

Inventado por internautas, o jogador fictício foi noticiado como a nova contratação do Grêmio para substituir Anderson Pico. “Enrico Cabrito, lateral esquerdo argentino, está sendo contratado pelo Grêmio”.

Após a repercussão em torno da mensagem, Farid Germano Filho afirmou que sua conta no microblog havia sido invadida. “Atenção! Fui hackeado! Atenção! Estão publicando informações sem nenhuma autorização minha!” – escreveu Farid.

A partir daí, a história de Cabrito ganhou força e foi reproduzida em manchetes de portais de notícias, alcançou os tópicos mais lidos do Twitter e, em menos de 12 horas, chegou à televisão.

Foi durante o Jornal do Almoço, da RBS TV na terça-feira (5) que o narrador Paulo Brito também noticiou a contratação. “O Grêmio estaria contratando um novo lateral esquerdo. Sabem como é o nome? Cabrito! Já vi que vai sobrar para mim ali adiante. Mas é o lateral uruguaio que o Grêmio está tentando para reforçar seu grupo nas próximas horas”, anunciou.

Na mesma tarde, em resposta aos manifestos de internautas, Paulo Britto publicou em seu Twitter:“Amanhã vou falar no Jornal do Almoço sobre o assunto ‘Cabrito’… afinal falei hoje brincando que sobraria pra mim, foi ou não foi ?”.

Na edição de quarta-feira (6), Britto pediu desculpas aos telespectadores por não ter apurado a informação e garantiu que não repetirá o erro. “Eu caí e dou meus parabéns aos criadores da brincadeira”, admitiu no ar.

A seu turno, Farid avalia se irá seguir com seu perfil no microblog. “Por esse crime virtual, sofri injúria, difamação e calúnia, inclusive de pessoas da minha profissão. Vou buscar o que a lei permite para chegar a um esclarecimento”, sustenta.

Outras notícias falsas

* Há outros casos recentes em que a imprensa gaúcha caiu em uma história falsa disseminada pela internet. Em 2011, emissoras de rádio de Porto Alegre chegaram a noticiar a contratação de outro atleta fictício pelo Grêmio, Bruno Camargo.

* Em 2012, um viral criado por publicitários revelava uma suposta participante do reality show Big Brother Brasil. Na época, a informação chegou à capa de Zerohora.com e figurou na lista das 10 notícias mais lidas de Coletiva.net, em janeiro do ano passado.

A sacanagem real: a criação do Grupo Ivanhoé

(Resumo feito a partir do saite do jornalista Fernando Albrecht)

No início dos anos 70, uma monumental sacanagem contra a empresa Caldas Júnior foi planejada e executada por um grupo de jornalistas, quase todos ainda vivos e trabalhando. (Um dia desses sou capaz de contar o nome de todos os criadores do embrulho).

Ao contrário da lenda urbana, esta foi uma sacanagem real, mas que passou para a história como lenda.

Tudo começou quando se discutia num bar, o Gilberts, na Salgado Filho, o avanço célere da RBS. Houve quem dissesse que isso era fogo de palha, que a Caldas Júnior era imortal, que os Sirotsky não teriam fôlego etc etc. Em contraponto, os que achavam que tudo era uma questão de tempo, diziam que a estrutura editorial da Caldas Júnior era amadora, que qualquer bobagem que se mandasse era publicada pelo Correio do Povo e Folha da Tarde.

Desafio lançado, o grupo partiu para a ação. Na época, os jornais estampavam um anúncio do Grupo Batistella contando como um lenhador virou dono de um conglomerado. Isso serviu de inspiração para criar e divulgar um inexistente super-grupo gaúcho com mais de 20 empresas, o Grupo Ivanhoé, cujo dono seria um tal Pedro Louzada Balaustre, morador de Muçum (RS).

Para provar que o Correio do Povo publicava qualquer abobrinha, a turma de jornalistas pagou um anúncio fúnebre, comunicando o falecimento do “empresário Pedro Louzada Balaustre”, fundador e presidente de um conglomerado de duas dúzias de empresas reunidas sob o nome de Grupo Ivanhoé.

Como um dos integrantes do Comando Balaustre era de Muçum, saiu que lá ele morava e lá havia falecido. Ora, não tinha como ser ignorada a morte de um sujeito dono de todo esse império. A turma tinha certeza que alguém das oficinas do Correio do Povo estranharia e chamaria a atenção da gerência. Pois saiu e ninguém reclamou, pasmem.

Passaram-se alguns dias e como ninguém chiou, passou-se para a segunda parte da sacanagem, para ver se desta vez caia a ficha. Já tinha sido “criada” a família de Balaustre, que teria só uma filha, casada com o pomposo e inacreditável “comendador Aspecyr Umbrella”. Aspecyr, por causa do pecúlio; Umbrella, porque estava no auge uma briga judicial entre a Aplub e o Banco Nacional pelo símbolo das empresas – ambas usavam um guarda-chuva.

Um novo “a pedido” comunicou à praça que o Grupo Balaustre seguiria sua trajetória, agora sob o comando do genro Aspecyr. O título da segunda matéria paga era “Os homens passam, as idéias ficam”.E ninguém chiou.

A essa altura do campeonato, todos os integrantes do Comando Ivanhoé estavam pasmos. Não era possível que uma gaiatice e uma empulhação dessas não tivesse uma só mísera contestação. Então a farra soltou-se de vez. Os jornais da Caldas Júnior tinham uma editoria de necrológio e para lá foi mandada a biografia do ilustre Pedro Louzada Balaustre. Publicaram, falecimento que repercutiu até no vetusto jornal Estadão.

Os deputados Antônio Brezolin (estadual) e Urbano Moraes (federal) pediram um voto de pesar pelo falecimento do ilustre rio-grandense, e por aí afora. Como não tem bem que sempre dure e mal que nunca termine, semanas depois a farsa começou a cair.

Começou com o prefeito de Muçum enviando carta aos jornais negando que Balaustre fosse morador do município. E aí, em uma jogada maior, tentou-se publicar o “balanço” do Grupo Ivanhoé no Jornal do Comércio. O falecido diretor do JC, Homero Guerreiro, estranhou e sentiu que tinha trampa.

O pior foi que a Polícia Federal – estávamos no auge do regime militar e em tempos de guerrilha – achou que isso era comunicação cifrada da guerrilha, porque sabiam que não existia nenhum Balaustre, nem um grupo Ivanhoé.

E os policiais federais foram ao doutor Breno Caldas, exigindo que dessem o nome do responsável dos “a pedidos”. Ele negou, mas após rápida pesquisa o terceiro no comando editorial da casa, Antônio Carlos Ribeiro, finalmente descobriu tudo. “Foi molecagem” teria explicado ao chefe.

E de todo o episódio, que causou gargalhadas e piadas de jornalistas do baixo clero em bares e boates da cidade, fique uma lição para os poderosos de hoje: é fácil, muito fácil, armar um Caso Balaustre. Mais fácil hoje que naquele tempo.

(Espaço Vital)

Contratações


E o Grêmio vá contratar jogador. Pelo plantel que está montando fará bonito em 2013. E pelo que gastou, a pedido do seu comandante – Luxemburgo – deverá ganhar tudo que disputar no ano. Do contrário, com os (altos) investimentos feitos, terá sérios problemas internos. Os azuis vão berrar.

Mas, viu o que é ter nome? Paulo Odone não tinha forças. Já Fábio Koff pode tudo e mais um pouco. Quem disse que nome não ajuda?

Enquanto isso, o Inter continua na mesma. Tomara que esteja errado, mas não vejo grande futuro para os vermelhos em 2013. Tomara que esteja enganado e que morda a língua até o final do ano.

Vamos ver quem irá mais longe neste ano.

Santa Catarina


Será que o governo catarinense não percebeu que está perdendo a guerra para a bandidagem? O governo federal se ofereceu para ajudar, mas SC não quer ajuda e acha que pode resolver a questão sozinha. Não dá mostras disso. Por que não aceita o apoio da Força Nacional? Já vi aqueles caras atuando e eles não são fáceis. Botam medo em quem é do mau.

Vamos ver até onde vai a teimosia dos catarinas. Já foram 85 ônibus queimados até agora. E vão mais ainda.

Copa 2014 no Brasil


download (1)Segundo o jornal Folha de São Paulo o custo da organização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil já atinge a marca de R$ 26,5 bilhões. O número ultrapassa em R$ 2,7 bilhões o valor previsto no primeiro balanço orçamentário da União, feito em janeiro de 2011, e tende a aumentar ainda mais: a expectativa do governo federal é na casa dos R$ 33 bilhões.

Daquilo que foi comprometido até o presente momento, ou seja, R$ 26,5 bilhões, 85,5% vêm dos cofres públicos (56,4% do governo federal e 29,1% dos governos estaduais e municipais), e apenas 14,5% são investimentos da iniciativa privada.

Na construção e reforma de estádios, a disparidade é ainda maior. O investimento direto da iniciativa privada é ínfimo. Em 2008, ano seguinte ao anúncio de que o Brasil sediaria a Copa 2014, o então ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., declarou que não seria gasto “nenhum centavo de dinheiro público” com estádios do Mundial.

Apesar da promessa de que não haveria dinheiro público nos estádios da Copa 2014, as obras nas arenas que receberão o torneio são realizadas com quase 100% de dinheiro governamental: 97,3% são oriundos dos cofres públicos.

Inter e Grêmio não estão neste grupo, felizmente. Ou estão?

Será que a presidente Dilma queria a Copa do Mundo aqui?

Outra coisa. Faltando 16 meses para a Copa do Mundo, quanto o Brasil gastará até a realização do evento? Aguardemos as notícias que virão. E elas virão.