Blog do Sarico

Roubada


images (1)Na última terça-feira (21/01), uma passageira, que embarcou em um ônibus em Passo Fundo (RS), ao chegar a Selbach (RS), ouviu o motorista dizer a outra passageira que o veículo estava sem freios e que estava utilizando o freio motor. A mulher me disse que seus cabelos ficaram em pé, quando o motorista lhe disse que há dias vem falando do problema dos freios para a empresa, sem sucesso. É ou não é para ficar louco? E se acontecer algum problema, uma tragédia, por exemplo, quem se responsabilizará? O pobre do motora, claro. Será que não daria para evitar isso, agindo de forma séria e profissional?

Justiça


Justiça 1Por que a nossa Justiça funciona para uns e para outros não? Por que ela é ágil algumas vezes e não é na maioria delas? Por quê?

Sem ação


download (2)Na manifestação realizada nesta semana em Porto Alegre, onde a maioria apenas protestou e uma minoria, mascarada, depredou, a Brigada Militar viu os mascarados infiltrados no meio. Por que não isolou essa gente e a retirou do local?

Aliás, nestas manifestações que estão acontecendo seguidamente em todo o Brasil, não se sabe quem é quem na história, pois todos estão se passando bem além da conta.

(Des)apoio


(Des)apoio 1Segundo levantamento do jornal O Estado de São Paulo, no segundo semestre de 2013, o governo da presidente Dilma Rousseff sofreu 11 derrotas em 37 votações na Câmara dos Deputados. Em 2011, foram só 3 derrotas; 5 em 2012; e outras 5 no primeiro semestre de 2013. Este resultado no Congresso é consequência da redução do núcleo de deputados mais fiéis ao governo – aqueles que votaram 90% das vezes nas propostas do Planalto.

A perda de apoio vem de há algum tempo. No primeiro ano do governo Dilma eram 306 deputados. Em 2012, foram 134. No ano passado, o número caiu para 123 parlamentares, dos quais, 72% deles do PT.

Nas 11 derrotas, os partidos da base aliada que mais traíram Dilma foram PSD e PSB, este último já em fase de afastamento em razão da candidatura presidencial de Eduardo Campos (PSB). Newton Cardoso (PMDB-MG), que apoiou o governo em apenas 47% das votações, diz que não abaixa “a cabeça para o que o governo quer”.

E este ano tem eleição e a grande maioria dos partidos políticos seguirá o trio elétrico comandado pelo PT, indiscutivelmente o mais forte de todos. Dúvidas? Quem estará na cabeça? E quem colocará o vice na chapa?

Cigarro mata cowboy da Marlboro


Cigarro mata cowboy da Marlboro 1Quem tem mais de 40 anos lembra dos comerciais dos cigarros Marlboro na televisão. Para a época, eles com suas paisagens e frases de efeito, era um charme, assim como era charmoso fumar. Portar um cigarro entre os dedos em público ou em lugares fechados era o máximo. Imagine…

Pois no último dia 10, Eric Lawson, 72 anos, o cowboy da Marlboro morreu de insuficiência respiratória, provocada pelo tabagismo.

O charme e o glamour custou a vida ao ator. E quantas pessoas no mundo todo acompanharam Lawson no sonho da boa vida e também na doença?

Felizmente, hoje em dia, as pessoas fumam escondidas e ninguém assume que fuma. São os novos tempos.

Faz 29 anos que parei de fumar. Fumei por 11 anos e ainda tenho vontade de pitar. Que praga que é o cigarro. E o que incomoda quem não fuma. A fumaça parece que procura quem não se relaciona com o fumo.

Kiss: um ano do incêndio


Kiss um ano do incêndio 1Nesta segunda-feira (27), completa um ano do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou 242 pessoas e feriu outras 116, naquilo que foi seguramente a maior tragédia da história do Brasil. E entre as vítimas, três taperenses conhecidos e queridos: as primas Luísa Batistella Püttow e Paula Batistella Gatto e Alex Giacomolli, três universitários que se preparavam para a vida e que dela foram arrancados de forma brutal. As meninas foram rainhas do Clube Aliança. A Luísa em 2004 e a Paula em 2008.

Daquele dia de horror, infelizmente, lembro bem. Como faço todo domingo pela manhã, fui cedo para o jornal para ver as notícias e atualizar o JEAcontece. Iria viajar, mas por motivos de saúde na família, a viagem foi cancelada. Parecia que eu tinha de estar em Tapera naquele dia. Estava na antiga sede do jornal quando tocou o celular. Do outro lado um amigo me pediu se sabia do incêndio numa boate em Santa Maria. Disse que não sabia de nada, pois não havia ligado o computador ainda. Ele me contou que havia morrido cerca de 30 pessoas e que poderia haver mais, inclusive taperenses. Não imaginávamos que o pior estava apenas começando.

Eu, o Donatti e a Pillar fomos atrás de informações pelo telefone, Facebook e televisão. O trabalho que iniciou às 08h17min terminou depois das 21h30min. Fiquei mais de 13 horas evolvido com a notícia do incêndio. Que dia foi aquele…

Ai lembrei da Andrea Ortiz, minha sobrinha de Selbach que cursa jornalismo na UFSM. Liguei para seus pais pedindo por ela e me informaram que ela não havia ido à boate. Aquilo me aliviou, por instantes.

Ao colocar o telefone sobre a mesa ele voltou a tocar. Era um amigo que estuda em Santa Maria e me disse que havia quatro taperenses na boate e que poderiam estar mortos. De cara ele citou os nomes da Luísa e da Paula, e não sabia os nomes dos outros dois. Já prevendo o pior, liguei para uma pessoa daqui de Tapera, ligada às famílias, que confirmou que as gurias estavam mesmo na boate e que estavam mortas. Aqueles segundos demoraram a passar. Fiquei muito mal e como pai, tentei me colocar no lugar dos pais delas, mas não consegui, porque uma dor muito forte tomou conta do meu peito. Imagino o filme que deve ter passado nas cabeças dos pais dos três, depois de tudo que foi vivido nestes anos todos, o que foi planejado, as férias, natais e ano novo, aniversários, os sonhos que tiveram… Tudo abortado em questão de minutos numa noite de puro horror.

Quando escrevia a matéria, meio mal devido a alteração na pressão, o telefone tocou novamente e o amigo me contou que o terceiro taperense morto era o Alex Giacomolli e que os taperenses mortos eram três. Agora, era informar o ocorrido e esperar pela reação da comunidade que já esperava pelo pior, pois em cidade pequena se fica sabendo das coisas rapidamente.

Também lembro do Tenarião, que abriu as suas portas para a despedida dos três, ele que deu tantas alegrias aos taperenses nestes quase 50 anos. Naquele dia quente, o mais antigo ginásio de esportes e de eventos da região, e onde são realizados os maiores eventos de Tapera, estava calado. E até ele chorou.

Nesta sexta-feira (24/01), estive em Santa Maria e passei pela Rua dos Andradas. Ao parar na sinaleira, olho para minha esquerda e vejo o prédio da Boate Kiss, repleto de flores e fotografias. Na frente, vários cones na rua evitando o estacionamento de veículos e a passagem de pessoas. Um frio correu pela minha espinha ao ver todas aquelas fotos em tamanho grande nas paredes.

Do incêndio, além da perda de nossas crianças, me revoltou a atuação da imprensa em geral no episódio. As perguntas feitas foram lamentáveis. Jornalistas, de todo o Brasil querendo saber mais que todo mundo e querendo aparecer mais do que todo mundo. Teve uma jornalista gaúcha que conseguiu ser inconveniente duas vezes numa mesma entrevista, ao vivo. Saí da frente da televisão naquele momento, de vergonha e raiva. Houve uma charge que ilustrou muito bem aquilo tudo. Nela aparece uma mãe ajoelhada sobre um caixão e um repórter de televisão lhe perguntando qual o sentimento nesta hora. Teve gente que ficou chocada e braba com a charge, mas ela retratou muito bem o que não se deve fazer na cobertura de um evento com aquela proporção, com tantos mortos.

Teve profissional que fazia uma pergunta e quando o entrevistado estava explicando, faziam outra em cima, desconcertando-o e também quem estava do outro lado da telinha, agoniado, querendo informações e respostas. Foi um festival de porcarias.

Quem está na imprensa deve saber que ninguém é maior do que a notícia e que ela deve ser dada de forma séria, imparcial e impessoal. Agora, o ego das pessoas é uma coisa impressionante.

O que se viu nas transmissões do incêndio da Kiss e nos dias subsequentes deveria ser abordado nas faculdades de jornalismo para jamais ser repetido. E claro que teve profissionais que atuaram de forma brilhante no caso. Mas, o que ficou mais evidenciado foram os erros, lamentavelmente.

Neste primeiro aniversário do incêndio da Kiss, quero aqui me dirigir ao Betinho e a Márcia, pela perda da Luísa; e também ao Zé e a Simone pela da Paula, e a Glaci, pela do Alex. Falar qualquer coisa, tentando aliviar o sofrimento de vocês, é desnecessário. Então, fica aqui a minha torcida para que vocês assimilem a partida prematura de suas crianças e pensem que se isso aconteceu é porque deve haver um motivo para isso, por que Deus, na sua infinita sabedoria e bondade, não faz nada por acaso. Algo estava reservado a vocês, pais e filhos. Este é o meu desejo e o de todos os seus amigos, parentes e colegas. A dor continua, mas as lembranças dos bons momentos vividos deverão lhes dar forças para seguir em frente para cumprir a sua missão, nesta nossa rápida caminhada por este plano.

E por fim, um questionamento: onde estão a Justiça e os culpados (todos eles)?

Fiquem em paz e bem.

Cachorros na praça de brinquedos


Cachorros estão também na praça de brinquedos 1Esta foto foi tirada com um celular por um pai taperense, na manhã do último sábado (18/01). Segundo ele, quando caminhava pela cidade, como faz todas as manhãs, por volta de 07h30min, passou em frente à Praça Central e viu os animais dentro do parquinho.

“Sarico, a gente leva nossos filhos para brincar na pracinha de brinquedos e na areia (que não tem mais), mas como é que vamos fazer isso se aquele lugar também é ocupado pelos cachorros? Isso não é uma questão de saúde pública? Acho que se colocassem um portão com mola naquele local resolveria o problema”, disse o homem por e-mail. “A questão dos cachorros em Tapera é coisa muito séria”, concluiu.

Entorno


Entorno 1Preste bastante atenção nesta palavra, pois ela pautará a Copa do Mundo do Brasil, neste ano. Se nossas 12 cidades sedes estiveram com sua infraestrutura pronta, o que é duvidoso em se tratando de Brasil, não deverá acontecer o mesmo com o entorno dos estádios de futebol, que não param de consumir altas somas de dinheiro público. Que Copa será essa?

O balanço de tudo isso, com vitória ou não do Brasil, gastos efetuados e situação das obras solicitadas e prometidas, será feito após a sua realização. Bem ou mal, vamos falar muito da 20ª Copa do Mundo da FIFA, a segunda no Brasil. Ela será histórica, pois nosso País está em fase de afirmação.

Seriedade


Seriedade 1O presidente do Barcelona, uma das maiores potencias do futebol mundial, Sandro Rosell, renunciou ao mandato depois que o jornal Mundo Deportivo, de Barcelona, denunciou irregularidades na contratação de Neymar junto ao Santos. Segundo o periódico ainda, o dirigente teria “simulado” o contrato para que houvesse desvio de dinheiro. Em outras palavras: corrupção (e da grossa). Algo muito comum no Brasil.

Neymar custou a “bagatela” de R$ 303 milhões aos cofres do clube catalão.

Mas, o quero falar é sobre a seriedade das pessoas. Na Espanha, ou em qualquer País sério e livre, quem apronta com dinheiro que não é seu ou patrimônio, sai de cena e fica aguardando as duras mãos da lei, que funciona. Enquanto isso aqui. Bem, aqui no Brasil não acontece nada. E ninguém faz nada. O pessoal mete a mão no bolso do povo, não é preso, não é condenado, não devolve e não se torna exemplo.

Agora, justamente o Barcelona, time politicamente correto que já chegou a levar o escudo da ONU no peito. É duro.

Forlan


Forlan 1Esse avião sobrevoou Porto Alegre por 18 meses e não aterrissou. O melhor jogador da última Copa do Mundo passou em branco pelo Estado.

Agora, é torcer para que a direção colorada pare de cometer loucura e apostas erradas. O Inter não pode mais errar. E nem gastar mais do que pode.