Dever de casa
O candidato derrotado Aécio Neves fez tudo certo no Brasil, menos em Minas, seu Estado. Ai não dá, né?
O candidato derrotado Aécio Neves fez tudo certo no Brasil, menos em Minas, seu Estado. Ai não dá, né?
O América/GF/Marasca/Signor está impossível na Copa Lupicínio Rodrigues. O time não para de empilhar vitórias. Na competição, em 09 partidas venceu 08 e empatou só uma. Seu aproveitamento é de 93,3%. Sua última vitória aconteceu no sábado, em casa, frente a Assaf, de Santa Cruz do Sul, por 6 a 0. Foi na base do 3 vira e 6 termina.
O time americano fez o seu dever de casa. E bem. Entrou focado e cuidou de todos os detalhes como alguém que promove uma festa e que precisa pensar em tudo. Foi brilhante.
O América foi bem na defesa e no ataque. No jogo, não deu aqueles vacilos de marcação, passes errados e ineficiência na cara do gol. No sábado, o time foi altamente eficiente e fez por merecer mais uma vitória.
Agora, vem a penúltima parte desta história, a Semifinal, e a equipe pegará a AGSL, de São Luiz Gonzaga, sendo o primeiro jogo nas Missões e o decisivo, em Tapera. E a briga já deve começar neste sábado (01/11).
O América/GF/Marasca/Signor está sendo visto como favorito ao título da CLR e sabe que é o inimigo a ser batido. Neste momento, até os três grandes que estão na Liga, querem vencê-lo. Mas, o foco agora é a AGSL, com quem já mediu forças e lhe complicou a vida várias vezes.
América e AGSL já se enfrentaram três vezes neste ano e a disputa é parelha: 1 vitória, um empate e uma derrota para cada um. O América marcou 12 gols e sofreu 9.
Parabéns ao América por mais esta conquista: a classificação à Semifinal.
Dos candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, o único que visitou Tapera nesta eleição foi José Ivo Sartori (PMDB). E deu sorte.
Sartori, quando veio para cá, veio desconhecido e ele mesmo reconheceu em entrevista. E numa campanha bem estruturada, apesar de alguns tropeços, o gringo levou a melhor e bem.
Mais uma vez o Rio Grande do Sul mostrou que não reelege governador.
Espera-se que o PMDB taperense tenha bom trânsito junto ao novo governo gaúcho e que Sartori não esqueça de que foi muito recebido em Tapera.
Também, que o novo governador faça por Tapera o que Yeda Crusius fez. Ou mais. Esta é a torcida de todos nós, taperenses.
PT e PSDB podem divergir em muitos temas, mas a desaceleração do crescimento parece ter criado um certo consenso de que a economia está em uma encruzilhada.
Como os tucanos costumam enfatizar, a expectativa oficial é que o país cresça só 0,9% este ano e analistas do mercado são ainda mais pessimistas, estimando uma expansão de menos de 0,3%.
Por outro lado, como ressaltam os petistas, o desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos, o que tem evitado que a população seja duramente afetada – embora não esteja claro por quanto tempo esse cenário positivo no mercado de trabalho pode ser mantido sem uma retomada.
Economistas de diversas linhas teóricas concordam que impulsionar a economia depende tanto de uma agenda de curto prazo, que inclui o controle da inflação e ajuste das contas públicas, quanto de uma de longo prazo, ligada a reformas estruturais.
Confira abaixo os cinco desafios que, na opinião deles, o novo governo deve enfrentar na área econômica:
1) Inflação
Boa parte dos brasileiros já sente o peso da alta de preços no bolso e caberá ao próximo governo evitar um descontrole nessa área.
Aécio Neves, do PSDB, diz que perseguirá uma meta de 3% de inflação e a presidente Dilma Rousseff, do PT, garante que será “duríssima” contra o problema.
Espera-se que a alta de preços deste ano fique próxima do teto da meta do Banco Central – de 4,5%, com margem de dois pontos percentuais para cima e para baixo.
Para muitos economistas, porém, a meta só será alcançada com o adiamento dos reajustes de preços administrados (definidos ou influenciados por órgãos públicos).
“Em 2015, será difícil evitar a recomposição de alguns desses preços, o que deve ser um desafio a mais no controle da inflação”, diz o conselheiro senior e ex-vice presidente do Banco Mundial Otaviano Canuto.
Entre os que podem subir estão o preço da energia, as tarifas de ônibus e combustíveis.
Canuto explica que, em 2015, uma possível desvalorização do real também pode ter um impacto inflacionário adicional (em função da alta dos importados).
“Caberá a nova gestão achar uma solução para a questão da inflação, que até pode ser via política monetária. Mas, como os juros já estão relativamente elevados, o ideal seria que se tentasse uma política fiscal mais retraída”, opina.
2) Investimentos
O consumo interno e o estímulo ao crédito estiveram entre os principais motores do crescimento brasileiro nos últimos anos.
Os investimentos, porém, não acompanharam essa expansão (e caíram do patamar de 20% para 17% do PIB), o que contribuiu para a freada.
Economistas veem diferentes razões para tal descompasso.
Alguns culpam a falta de reformas para amenizar problemas como a complexa burocracia do país, as deficiências de infraestrutura e gargalos de mão de obra – que inibiriam investimentos.
Outros criticam o governo por supostos erros de gestão que teriam atrasado projetos importantes (como o pré-sal) e afastado empresários de parcerias na área de infraestrutura.
Há certo consenso de que a falta de investimentos também estaria ligada a “expectativas negativas”.
Para o governo, porém, esse “pessimismo” seria politicamente motivado e intensificado pela crise internacional. Já consultorias econômicas o atribuem a incertezas relacionadas à condução da política econômica.
Sem destravar os investimentos é difícil pensar que a economia possa voltar a crescer no patamar dos 4% da década passada.
“Por isso, impulsionar os investimentos privados na produção e em infraestrutura será um dos principais desafios do novo governo”, diz o economista André Biancarelli, da Unicamp.
3) Contas públicas
Analistas calculam que as contas públicas fecharão 2014 com um “déficit nominal” superior a 4% do PIB – o pior resultado em mais de uma década.
O calculo de tal déficit contabiliza receitas e despesas do governo, além do pagamento dos juros da dívida pública.
O governo se comprometeu a poupar 1,9% do PIB para pagar esses juros, mas há dúvidas sobre se atingirá a meta.
Para Otto Nogami, do Insper, a expansão dos gastos e deterioração das contas públicas têm tido um impacto negativo na inflação, além de abalar a credibilidade do país frente a investidores.
Muitos economistas também vêm denunciando que, em uma tentativa de se aproximar da meta, o governo teria lançado mão de uma “contabilidade criativa” – manobras contábeis que fariam parecer que se estaria economizando recursos, quando isso não ocorreria.
“Para colocar as contas públicas em dia, o novo governo poderia adotar basicamente duas estratégias: aumento de impostos ou corte de gastos”, explica Lourdes Sola, professora da USP especialista em economia política.
A primeira seria extremamente impopular. A segunda precisaria ser planejada com cautela – cortar em gastos sociais e investimentos, por exemplo, poderia ser um “tiro no pé”.
“A questão das metas fiscais é uma discussão de curto prazo, mas não podemos perder de vista seu objetivo de longo prazo, que é tornar o Estado mais eficiente para investir no que interessa”, diz Biancarelli.
4) Inclusão social
O aumento da renda dos trabalhadores, a formalização do trabalho e programas sociais ajudaram milhares de pessoas a cruzar a linha da pobreza nos últimos anos.
Mas se o país se mantiver com um nível de crescimento baixo, em algum momento o emprego pode ser afetado, colocando em risco esses ganhos.
A campanha do PT tem defendido que o partido seria o mais apto a impedir retrocessos – “protegendo o emprego” e investindo no social.
Já a campanha do PSDB acabou na defensiva, repetindo à exaustão que não pretende cortar gastos sociais ou fazer um ajuste drástico, ao custo de uma escalada do desemprego.
Nogami admite que de fato é possível que um ajuste, ainda que gradual, tenha algum efeito sobre o nível de emprego.
“A questão é que ele é inevitável e, ao adiar essas reformas, também podemos estar aumentando seus custos”, opina.
“O grande desafio não é simplesmente crescer, mas sim crescer com estabilidade e emprego”, resume Carlos Melo, cientista político do Insper.
5) Problemas estruturais
Há certo consenso de que, para garantir o crescimento da economia no médio e longo prazo, é preciso atacar os problemas estruturais que afetam a competitividade das empresas no país.
Entre eles estão a complexa burocracia e sistema tributário brasileiro e as deficiências de infraestrutura.
“Trata-se de uma agenda de médio e longo prazo, mas que precisa começar a ser colocada em prática o quanto antes”, diz Canuto.
O objetivo seria ampliar o chamado PIB potencial do país, que leva em consideração a sua capacidade instalada para estimar quanto ele pode crescer sem que sejam criadas pressões inflacionárias (por falta de oferta).
“O próximo governo precisará fazer reformas estruturais para realmente mudar o ambiente de negócios no Brasil, porque só isso lançará as bases para um crescimento sustentado”, diz Canuto.
Vem cá. Vale a pena perder uma (grande e boa) amizade, às vezes de uma vida toda, por causa de política? Ou por futebol?
Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde 2000. O DEM, com 69 cassações, tem o equivalente a 9,02% de todos os políticos cassados no período de apuração, sendo o campeão. Os dados foram computados em 2007 e publicados em 2009.
Veja, abaixo, o ranking da corrupção comprovada em cada partido:
E na República de São Pedro?
Nesta semana, enquanto almoçava, um amigo colocou em cima da mesa em que eu estava um cardápio do ano 2000. Entre uma garfada e outra olhava o cardápio, minuciosamente. Sabendo dos preços praticados hoje, 14 anos depois, e aqueles descritos na publicação, me surpreendi com a abissal diferença monetária. Pedi um cardápio atual para fazer um comparativo. E a diferença dos preços entre os anos 2000 e 2014 é mais ou menos como as cidades de São Paulo e Tapera.
Para não me confundir e lembrar mais tarde, peguei os pratos mais pedidos nos restaurantes. Um filé a parmegiana, que hoje é vendido a R$ 65,00, em 2000 custava R$ 12,00. Um ala minuta custava R$ 5,50 e hoje está em R$ 22,00. Um xis salada custava R$ 3,50 e hoje custa R$ 16,00, uma torrada custava R$ 1,75 e hoje vale R$ 7,00. E a coisa vai além: o quilo do filé mignon em 2000 custava R$ 4,00 e hoje custa R$ 32,50.
Sobre se o dinheiro valia mais ontem do que hoje, as opiniões se dividem. Mas, é inegável que antigamente se precisava de menos dinheiro, apesar da loucura da inflação. Lembram dela? Pois é…
A empresa de laticínios que viria se instalar em Tapera, na ERS 223, está em crise. Não está pagando os produtores de leite e está na Justiça pedindo ajuda para sair do vermelho. A planta não vem mais para Tapera. O trabalho de terraplenagem, que consumiu horas de máquina e combustível, foi em vão. E o proprietário da terra, será que recebeu todo o valor combinado?
Vem cá. A presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam do pagamento de propina na Petrobras? A revista Veja diz que sim. E mostra parte do depoimento do doleiro Alberto Youssef, provando isso.
E a farra neste País não para.