O Tribunal de Contas da União (TCU) há 10 anos vem alertando o Governo Federal sobre irregularidades cometidas no Pronaf no Rio Grande do Sul. E agora a coisa estourou. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), que também entrou no caso – depois do estouro, o Governo Federal repassa o dinheiro e não cobra nada, muito menos fiscaliza os valores por ele repassado. Neste caso, como em tantos outros, é na base do toma cá e faça como quiser, bem ao estilo casa da mãe Joana. Os responsáveis precisam ser responsabilizados exemplarmente, como fazem as nações sérias.
E, certamente, não faltará quem defenderá os corruptos, os larápios.
A propósito. Quando falo em corrupção não é de um partido só. É de todos eles. O Brasil precisa avançar e sem os maus. Está na hora. Não se pode dar a volta ao mundo com uma bicicleta.
Na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, o vereador Joel Alves dos Santos, o “Colares” (PTB), um dos opositores ferrenhos do governo municipal, ocupando a tribuna, parabenizou-o e também o Governo Federal por deixarem a cidade de Tapera bonita. Colares elogiou a presidente Dilma, que venceu a eleição em Tapera, único município do Alto Jacuí onde isso aconteceu, pelos recursos destinados ao município, e também o prefeito Ireneu Orth, pela sua reeleição e trabalho que vem realizando frente ao Executivo. Teve quem torceu o bico por isso, mas o vereador foi sincero.
Vai ver que foi por isso o temporal da última quinta-feira. Brincadeira à parte, o Colares faz belo trabalho, dentro e fora da Câmara, como a mobilização por doação de sangue com taperenses. Parabéns, vereador.
A presidente Dilma disse que quer trégua com a imprensa. E tem toda razão em pedir e deve ser correspondida. Só não vale mentir. Esta relação precisa ser clara, como deve ser uma grande amizade. E isso vale para os dois lados.
Tomara que o que vimos e ouvimos na campanha eleitoral deste ano, para presidente e governador, de todos os lados, nunca mais se repita. Nós, brasileiros, não merecemos isso e todo o excesso praticado não ajudou em nada o processo democrático e de consolidação de uma nação que esta às portas do primeiro mundo. Os candidatos e seus partidos perderam grande oportunidade de mostrar que estão de fato preocupados com o Brasil e sua gente. Aliás, as propostas foram acanhadíssimas. De todos os lados.
O Paraná já passou o Rio Grande do Sul faz tempo e agora é Santa Catarina quem cola na gente. Não vou entrar em maiores detalhes, apenas no futebol. Enquanto o RS tem dois times na Série A – Inter e Grêmio, SC tem três – Chapecoense, Criciúma e Figueirense. E mais dois na Série B – Avaí e Joinville, no G4 e às portas da Série A. Se não bobearem colocarão 5 times na Série A. Isso se o Criciúma não cair. Mesmo assim SC terá o dobro de clubes do RS.
O campeonato catarinense é melhor do que o gaúcho e, pelo visto, os clubes de lá são bem mais estruturados que os daqui.
Não estou falando em história ou títulos, por que nisso o RS dá um “vareio” em SC, mas em outros quesitos…
Nesta manhã, o Bom Dia Rio Grande mostrou matéria sobre prisões que a Brigada Militar vem efetuando em Porto Alegre, ajudada pelas câmeras de monitoramento. E as prisões ocorrem em menos de cinco minutos, no ato ou logo na sequencia.
A matéria mostrou dois malucos tentando quebrar uma câmera, com uma barra de ferro. Pois, enquanto o “bonito” tentava faze-lo foi pego em flagrante por uma guarnição da BM. Bonito foi ver a cara de indignação do bandido ao ser pego no ato pelos policiais.
Além de termos a Brigada Militar circulando em nossos municípios, ficaríamos bem melhor tendo câmeras de vídeo espalhadas pelas cidades, testando a paciência da bandidagem. Câmera apavora mal intencionado, que não gosta de surpresa. Muito menos de curioso bisbilhotando seu “trampo”.
Nesta segunda-feira, a Justiça italiana negou o pedido de extradição – feito pelo governo brasileiro – do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão por lavagem de dinheiro e peculato no processo do mensalão.
A Itália apenas deu o troco ao Brasil quando este não extraditou o terrorista Cesare Battisti, condenado por assassinato, amparado pelo governo brasileiro e cujo ministro da Justiça na época era o governador do RS, Tarso Genro.
Não que o Brasil achou que a Itália iria abrir as pernas para ele? Mas, que bobinho.
Quem sabe o governo brasileiro não faz como nos filmes de ação onde os governos enviam soldados altamente treinados para recuperar pessoa em território estrangeiro e hostil.
Mais uma coisa. O Pizzolato, em liberdade, deve estar com dor de barriga de tanto rir de nós, trouxas.
O primeiro-ministro da Espanha pediu desculpas ao povo espanhol por ter 50 integrantes do alto escalão do seu gabinete envolvidos em corrupção. Nada como um País sério. Que nem aqui no Brasil.
E quando o Supremo Tribunal Federal condena algumas autoridades envolvidas no maior crime de corrupção da história do Brasil, o mensalão, caíram com pedras em cima dele, questionando seu trabalho e decisão. Na Espanha, o governo deu o exemplo. E a Justiça, também.
A Espanha, assim como o Japão, devem estar errados. Nós é que estamos certos.
Nesta segunda-feira (27/10), vendo uma ocorrência registrada na Delegacia de Polícia de Tapera, chamou minha atenção a sua numeração: 1.100. Para um município com pouco mais de 10,5 mil habitantes, não é meio que demais este número?
Se pegarmos tal número e o dividirmos por 10 (meses), dará 110 registros em um mês. E se continuarmos a dividi-lo, desta feita por 30 (dias), tirando sábados e domingos, o número chega a 4,5 registros por dia. É muita ocorrência.
E destes 1.100 registros policiais, quantos são verdadeiramente crimes, excessos ou busca por direito? E quantos poderiam ser resolvidos com uma boa e franca conversa? Seguramente, a maioria deles. Talvez seja por isso que o Judiciário esteja engessado e não ande. Sua lentidão tem um motivo.
Não se surpreendam se algum dia o Tiririca for eleito presidente do Brasil. E nada de reclamação, afinal terá sido a vontade da maioria. E seja o que Deus quiser.