Na última quinta-feira (15/02), o escritor taperense Mateus André Sattler, de 20 anos, que assina com o pseudônimo de Karim Sattler, lançou o seu segundo livro: “As f(r)ases da morte”.
O livro fala sobre a jornada do autor na depressão, sobre o cotidiano que muitas vezes é cansativo; sobre a morte, que vem muitas vezes, como uma esperança de um dia renascer.
Mateus ou Karim Sattler já tem um livro publicado: “Syzygy”.
Parabéns Mateus pelos dois livros e que novas obras venham das suas mãos (e mente) e que você sirva de inspiração para que novos escritores saiam das sombras e se lancem no mundo literário, afinal um livro é para sempre.
A propósito. É considerável o número de escritores e de obras que Tapera possui.

Na manhã deste domingo, enquanto tomava o meu café, na Globo passava o programa “Pequenas Empresas Grandes Negócios” mostrando um cozinheiro camaronês que instalou em São Paulo um restaurante com comidas africanas, algumas de dar água na boca pela beleza e o colorido do prato, e o sucesso que ele vem fazendo. Pois, muitas comidas deles tem características com as nossas, certamente trazidas pelos escravos, a base de frango, ovos, banana, mandioca, peixes (de água doce), legumes e frutas, que eu lembrei.
Aí no final do programa o repórter perguntou ao cozinheiro qual a melhor comida brasileira que ele mais gostava e, sem pestanejar, ele cravou, num português afrancesado: churrasco com cervejinha.
É, não tem. Churrasco é churrasco.
“Fique esperto por que a alegria de hoje pode se transformar em vergonha amanhã”.
Desconheço a autoria.
Eu conheço várias histórias de Tapera e a que vou contar agora envolve o Café Diana, o bar mais antigo e tradicional de Tapera, com mais de 75 anos de existência. E essa me foi contada pelo advogado e amigo Paulodir José Zanette, então garçom do Café, lá no longínquo ano de 1961, ano em que este escriba nasceu.
Contou o Paulodir que certo dia, estava se preparando para fechar o Café, por volta de 22h, quando chegou no local um grupo de amigos, vindo da galeteria que o Arno Presser, que anos mais tarde comandaria o próprio Café, tinha em uma das peças do prédio do City Hotel. Aquele pessoal jantou e rumou para o Café para tomar chope e cantar, certamente comemorando alguma coisa. O Paulodir não lembra o que. Chegando lá, intimaram ele a encostar duas mesas para que o grupo se acomodasse. Com eles havia um bandoneon, um saxofone, um violão e muita alegria e também sede, segundo o jovem garçom.
E entre um chope e outro e entre uma música e outra, o grupo foi espichando a festa. Passava das 04h quando o barril “roncou” e depois de um monte de chope, o grupo, que havia entrado pela porta da frente, deixou o local pela porta lateral, a que dá acesso à Rua Duque de Caxias. Lá fora, tocaram uma música de despedida, conversaram um pouco e resolveram retornar. Um deles, um conhecido empresário da cidade, pediu ao Paulodir para que providenciasse novas mesas e um novo barril de chope, pois a festa continuaria.
A certa altura da manhã, o empresário chamou o Paulodir e lhe disse que enquanto as “bolachas”, aqueles suportes para copo, não chegassem na altura do copo eles não iriam embora de lá. E a sede não parava e nem o chope e a música.
Às 07h15, quando o Curtume Mombelli apitou a primeira vez, alguns dos presentes se levantaram para ir trabalhar enquanto que outros ficaram mais um pouco. E a sede continuava e o coitado do Paulodir, que havia iniciado a sua jornada de trabalho no começo da tarde anterior, não se aguentava mais de sono e teve de ciceronear os festeiros por mais de 20 horas. No final das contas, passado das 08h, o Paulodir foi para casa, mas levou uma boa gorjeta do empresário, contou-me ele.
O engraçado, segundo o Paulodir, é que o dono do Café Diana, que residia na parte superior do prédio, quando chegou para trabalhar, se disse surpreso pois não havia ouvido nada do que ocorreu na noite anterior no seu estabelecimento.
Pedi ao Paulodir Zanette se ele sabia a origem do nome Café Diana e ele também não sabe. Está difícil de saber a origem dele. Muitas pessoas me perguntam, mas ninguém sabe.
Hoje, 16 de fevereiro, é o Dia do Repórter. E o repórter é uma figura muito importante por que é a ponta da notícia sendo ele quem levanta os fatos sendo os olhos e ouvidos de sua empresa de comunicação.
Eu, apesar de jornalista (formado), não deixo de ser repórter, algo que faço há mais de 41 anos. A profissão cansa e machuca, mas não enjoa. Levantar um fato ou contar ele bem contado não tem preço.
Parabéns a todos os colegas pelo belo e essencial trabalho que realizam em sua comunidade.
“A vida não é só feita de vitórias, temos que aprender a aguentar a tempestade”.
Desconheço a autoria.
O prefeito de Tapera, Volmar Helmut Kuhn (MDB), renunciou ao cargo na manhã desta quarta-feira de cinzas (14/02). O comunicado foi feito no gabinete da Prefeitura, para o secretariado e para a imprensa local. A notícia pegou boa parte da população de surpresa, mas já havia rumores de sua saída, na cidade.
Assim sendo, o vice-prefeito, Osvaldo Henrich Filho, o “Prego” (Progressistas), é quem assume o município agora, até o final do ano e do mandato, já que, em outubro, ocorrem as eleições municipais.
Como motivo da renúncia histórica, nesses quase 69 anos de município, Volmar Kuhn alegou a sua saúde, que necessita de tratamento médico, e também os investimentos que a sua família possui no interior do município, os quais estão em fase de expansão e necessitam da sua presença.
Outro motivo apontado por ele foi conceder uma oportunidade ao vice, Prego, de ser prefeito, tendo em vista a sua lealdade ao longo do seu mandato.
Entretanto, também se conjectura a hipótese de que um dos motivos da renúncia de Volmar é o seu envolvimento no escândalo da coleta de lixo (Operação Compostagem), o que, certamente, vem lhe ocasionando uma grande pressão.
Apesar disso, Volmar também disse que, mesmo estando fora da Prefeitura, não sairá do cenário político e que, em outubro, pretende se candidatar a vereador pelo MDB.
A renúncia pegou de surpresa a coligação MDB-Progressistas, especialmente, a Câmara de Vereadores, que possui maioria, com seis das nove cadeiras. Os vereadores situacionistas consideram que poderiam ter sido comunicados antecipadamente a respeito do ocorrido, também para poderem dar uma satisfação ao eleitorado, que não esperava por tal acontecimento.
Conversei com o Prego, após o anúncio, e ele me disse que dará continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido no município e que pretende finalizar as obras que estão sendo executadas. Ele destacou a conclusão do complexo esportivo do Ginásio Poliesportivo, bem como o asfaltamento de ruas e de avenidas na cidade.
Sobre a situação financeira do município, o prefeito comentou que ela é favorável, tendo em vista que a Prefeitura fechou as contas de 2023 e possui dinheiro em caixa para este ano.
A respeito do secretariado, Prego disse que os mesmos nomes serão mantidos, pois a formação das pastas contou com a sua participação, na época.
Há que se destacar que, com a elevação de Osvaldo Henrich Filho ao cargo de prefeito, em caso de ausência ou impedimento, quem assume o município será o presidente da Câmara de Vereadores, Joel Alves dos Santos, o “Colares” (PTB), que é da oposição. Aliás, a boa conduta do Colares na Câmara, nestes três anos, lhe garantiu ser o segundo nome na hierarquia municipal.
Vamos ver o que vem por aí. O Prego terá que tocar o município nestes mais de 10 meses e, ainda, tentar dar continuidade à coligação – ele, que não esconde a sua preferência pela sua manutenção, por considerar que ela está dando certo em Tapera e que houveram muitos avanços nestes mais de 15 anos.
Desejo todo o sucesso ao Prego – “Osvaldinho”, como é conhecido por algumas pessoas mais próximas dele – que, agora, senta na cadeira mais importante do município e tem nas mãos o poder da caneta.
No próximo dia 01 de março, haverá um grande show na Praça Central de Tapera em comemoração aos seus 69 anos, e um número considerável de pessoas deverá se fazer presente para acompanhar “Os Serranos”, um dos maiores conjuntos tradicionalistas do Rio Grande do Sul. E essas pessoas irão consumir comida e bebida no dia e a certa altura dele precisarão ir ao banheiro. Que tal a Administração Municipal começar a instalar banheiros químicos (alugados) nas imediações da praça, como fazem alguns municípios quando realizam uma programação em local aberto?
E estes banheiros químicos pouparão os presentes de caminhadas para procurar um banheiro e ainda darão uma aliviada nos estabelecimentos abertos que circundam a praça central e cujos banheiros são costumeiramente utilizados.
Fica a dica.
Nesta terça-feira, 13 de fevereiro, foi comemorado o Dia Mundial do Rádio. Eu aqui, como um ex-radialista, parabenizo todos os ex-colegas pela passagem e desejando a eles todas as alegrias na atividade, apesar de todos os pesares que rondam a nobre profissão de informar e divertir.
Eu trabalhei em rádio por mais de 20 anos e aprendi muito com gente gabaritada na antiga Gazeta, hoje Cultura. Mas, chegou um ponto na vida que a escrita falou mais alto que a voz para mim.
Parabéns, galera da “latinha”, pela data. E saibam que vocês são muito importantes para a sua comunidade.
“Alimente a sua motivação e os seus medos morrerão de fome”.
Desconheço a autoria.