Blog do Sarico

Política em Lagoa


Política em Lagoa 1Um leitor e amigo de Lagoa dos Três Cantos me contou que sua preferência para a eleição de outubro não deverá se concretizar. Ele torcia pela dobradinha Dionísio Wagner (PP) e a vice-prefeita Juliane Kempf (PMDB). Segundo ele, tem muita gente que não quer a dupla junta. E, por conta disso, acha que o Dionísio e a “Juli” disputarão a Prefeitura em lados opostos. Só não se sabe quem serão seus vices, pois tem muita gente querendo o cargo.

Minha fonte acha também que não haverá uma terceira via na eleição, polarizando entre Dionísio e Juliane. São duas pessoas maravilhosas e sérias e os três-cantenses saberão escolher bem.

Lava Jato


Lava Jato 1Saiu o PT e sua turma de cena e as atenções se voltaram contra o PMDB e a turma dele. Desconfio que a Lava Jato, além de estar focada em quem está no comando do País, tenha tantas coisas e nomes nas mãos que o pessoal envolvido está fazendo seu trabalho à conta gotas, para não deixar escapar nada. E ainda tem muito para vir a tona. E os que estavam há pouco no Planalto continuam com seus nomes no rol aquele. Não foram esquecidos, não. O Moro tem boa memória. E o Janot, também.

A coisa atingiu um nível no Brasil que não tem mais conserto. Só uma eleição geral para ajeitar a Casa. Mas, com os mesmos políticos? E com essa mesma visão de voto? Pobre Brasil.

Novos tempos…


Discurso 1Neste domingo (19), fui à Igreja Matriz de Tapera para ver o encontro de corais promovido pelo Grupo de Canto Rosinha Erpen, que completa 5 anos neste ano e marcou a data com um encontro com corais amigos. Chamou minha atenção a presença dos corais luterano e evangélico de Tapera que fizeram belíssima apresentação em uma integração maravilhosa. O homem preso à cruz deve ter adorado tudo, principalmente a boa música entre irmãos na sua casa.

Falar sobre este assunto poderá não parecer muito importante nos dias atuais, mas sou de um tempo em que católicos e luteranos não podiam namorar. Imagine casar. E trocar de religião era um sacrilégio punível até com expulsão de casa. Católicos e “protestantes” se viam como inimigos por conta de suas crenças direcionadas ao mesmo ser, mas com algumas diferenças. Imagine… E há algumas décadas se via encrenca também entre católicos e evangélicos, por conta da adoração de imagens pelos primeiros. No domingo, vi protestantes e “crentes” em perfeita harmonia com os católicos entre as imagens dos seus santos como se estivessem em casa. Tudo muito natural, tranquilo. Muito bonito aquilo.

Aliás, as apresentações dos grupos foram belíssimas. Todos os corais foram maravilhosos, mas chamou minha atenção o coral de Lagoa dos Três Cantos (Canta Comigo), com jovens e adolescentes na sua maioria, em perfeita sintonia com os ”experientes”. E o coral dos evangélicos (UMADETAP), composto por crianças e adolescentes, que foi aplaudido em pé pelos presentes na sua primeira canção. Os dois corais marcaram por suas músicas, performance e vozes. Parabéns para todo mundo.

Enquanto eu vejo pessoas bem intencionadas deixando o passado para trás em nome da amizade e da música, não importando nada mais, lembro que tem gente matando em nome do mesmo Deus. Não entendo isso. Juro que não. E não posso imaginar que tenha um deus que prega a morte como forma de punição pelos males do mundo que são criados pelas pessoas, longe dos seus olhos. Essas pessoas bem que poderiam largar as armas e as bombas e começar a cantar, juntos, seja em uma igreja, um templo ou mesmo em uma mesquita.

Fiscalização


Fiscalização 1Na segunda-feira (13), na sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, a maioria dos vereadores rejeitou o polêmico projeto 003/16, que regulamentava o comércio ambulante no município. O Executivo esperava a sua aprovação o que não aconteceu. Na discussão que se teve e que foi longa e acalorada, ficou claro que está faltando fiscalização no município de Tapera. Uma fiscalização que atue além das 07 horas diárias e de segunda a segunda.

Agora, aqui para nós. Que época para se enviar à Câmara um projeto polêmico desses, não? Tem uma eleição logo ali.

Geadas


Geadas 1Nesta segunda-feira (20) iniciou o inverno no hemisfério sul e a estação do frio e do gelo nos apresentou até agora 11 geadas, segundo um leitor e amigo atento. Fazia anos que não via tanta geada em um só ano, principalmente antes do inverno. Para quem gosta de frio, bom proveito.

Mas, aquele calorzinho de verão…

Sangria


Sangria 1O Rio Grande do Sul contraiu uma dívida com a União de R$ 9 bilhões. Já pagou R$ 24 bi e ainda lhe deve R$ 54 bi. Como é isso? Essa conta nem os computadores do MIT e de Harvard conseguem decifrar. Dá nó na cabeça da gente.

Consenso


Consenso 1Nesta semana, um amigo, ligado à política, me perguntou o que eu achava do consenso em Tapera. Respondi-lhe que sou favorável a ele e citei as muitas vantagens que se tem em um, a começar pelo fim das tradicionais “mordidas”, a diminuição do alto custo de uma campanha eleitoral e o fim das ofensas e dos ataques pessoais e familiares. Tem muita vantagem em um consenso. Mas, também lhe disse que o consenso só funciona com TODOS os partidos políticos do município em torno de um (bom) nome. Se um só deles ficar de fora não é consenso. Mas, uma coligação partidária.

Hoje, como estão as coisas em Tapera, praticamente definidas com relação a nomes para prefeito, faltando apenas sacramentá-los na forma da lei e saber quem estará ao seu lado (partidos), fica difícil tirar de cena quem já está na “estrada”. É aquela história: “Palavra dada é palavra honrada”, frase que não combina muito com a política no Brasil, mas que precisa ser resgatada.

Quando se propõe um consenso é importante que se analise profundamente duas coisas, por que a ideia surge a cada eleição por dois motivos. Ou o proponente está de fato querendo o bem do município e da população ou está querendo outra coisa.

Sou favorável ao consenso, sim, a um bom nome e este bom nome deverá ter TODOS os partidos políticos locais a sua volta com um único objetivo: o município, o todo, o amanhã. Sem raposice ou segundas intenções.

 

Independência


Independência  1Nesta segunda-feira (20), a representante regional da ONG Movimento O Sul é o Meu País, Gislene Damiani da Paixão, estará na Câmara de Vereadores de Tapera, onde na tribuna livre, durante 15 minutos, falará sobre os objetivos do movimento que visa separar os três Estados do Sul do Brasil.

Além de falar sobre os objetivos do movimento, Gislene da Paixão falará sobre o plebiscito consultivo que acontecerá no dia 02 de outubro, paralelo às eleições municipais, quando as populações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná dirão, através do voto, se desejam ou não a separação do País.

O artigo 1º da Constituição Federal de 1988 diz que: “A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal…” Mas, toda lei pode ser mudada se houver vontade para isso. Muitos países se formaram no mundo ao longo da história. E alguns deles num período bem recente.

Falando em movimento separatista lembrei que nos anos de 1990, um gaúcho, Irton Marx, de Santa Cruz do Sul, começou um desses. E a coisa cresceu a tal ponto que obrigou o governo federal a colocar a Polícia Federal em cima dele. Os federais estiveram em sua casa e trabalho e apreenderam todo o material de propaganda do movimento. Irton, na época, foi execrado por muitas pessoas por sua intenção. Pois ele ingressou na Justiça, pedindo reparação, e ganhou todas as questões. Inclusive, ele foi inocentado de todos os processos que fora acusado. Seus advogados na época provaram, no STF, que em um País livre e democrático pode haver a liberdade de expressão pacífica. Depois disso nunca mais ouvi falar do homem e do seu movimento. Até agora.

É bom que se diga que esse movimento, que nasceu com a Revolução Farroupilha, mas agora com outros motivos, quer mostrar que existem muitas diferenças entre o sul e o resto do País.

O tema é bem interessante (e polêmico) e divide gaúchos, catarinenses e paranaenses e o restante do Brasil.

Nesta segunda-feira estarei na Câmara de Vereadores taperense para ouvir o que a mulher tem a dizer sobre este movimento separatista. E serei todo ouvidos.

Olimpíada a perigo


Olimpíada a perigo 1O Estado do Rio de Janeiro, literalmente, abriu as pernas. Sem dinheiro para nada, decretou estado de calamidade pública. E a Olimpíada, que acontecerá na cidade do Rio e que inicia daqui a 40 e poucos dias, corre sérios riscos. E daqui a pouco as delegações começarão a chegar ao Brasil. E aí? O medo de um fiasco é grande.

Mas, essa situação só foi percebida agora pelo palácio Guanabara? O governo estadual não percebeu que se encaminhava para o precipício? E a imagem do País? Pobre Brasil.

Suco de quentão


Suco de quentão 1Gosto das festas juninas pelo pinhão cozinhado na água e o quentão. Sempre que posso dou uma conferida nelas para matar as “bichas”. Na sexta-feira fui ao Tenarião, para participar de uma dessas festa de uma escola taperense. E lá dentro fui direto para o quentão, pois estava frio e o clima pedia uma bebida quente. Comprei a ficha e fui para o balcão, onde pedi um copo. Peguei-o e fui para o meio do povo, para falar com o pessoal. Quando provei a bebida a minha decepção. O quentão era feito com suco de uva e ai lembrei da proibição da comercialização de bebida alcoólica nestas festas que envolvem crianças. Ciente da lei, tomei a bebida e foi só aquela. Muitos adultos que estavam do meu lado e na altura dos meus olhos, não bebiam nada. Mas, estavam lá para prestigiar seus filhos e sua escola.

Não questiono lei nem uma determinação judicial. “Dura lex, sed lex” (a lei é dura, porém é a lei”. Apesar de não concordar com elas, às vezes, é preciso obedecê-las. Agora, em época de vacas magras, onde as escolas penam por falta de recursos que não chegam do Estado, que momento este de uma festa junina para se fazer um caixa extra, não?

Festa junina sem quentão é igual a picolé de xuxu.

Lembro de quando era pequeno, todo mundo tomava quentão de vinho nas festas juninas e era uma alegria só. As escolas faziam um bom caixa e todo mundo saia feliz e bem das festas. Será que a coisa mudou tanto assim nestas últimas décadas? Também lembro que o pai e a mãe controlavam os filhos só com o olhar. Hoje, se olharem de uma forma mais dura a eles, correm o risco de darem explicação às autoridades. A vida anda dura por que a gente não tem, “balanço” e responsabilidade.