Blog do Sarico

Crise


O Brasil está enfrentando, talvez, a maior recessão de sua história de 517 anos e agora todo mundo culpa todo mundo por ela. Mas, será que estes problemas todos são resultados de um ano? Ou de mais anos? Não interessa quem foi governo, interessa, sim, é que governo nenhum pode gastar mais do que ganha e gastar mal. E se adonar do dinheiro público nem se fala.

O outro Brasil


As pesquisas dizem que os brasileiros querem renovar a classe política.

Mas, no Amazonas, vão para o segundo turno Amazonino Mendes e Eduardo Braga, que têm cada um apenas 40 anos de carreira.

Esse é o outro Brasil.

Olha, não é bairrismo, mas coisas assim não se criam no Rio Grande do Sul. Por que será que se criam em outros estados da Federação?

Antigas regras do futebol da turma


Antigas regras do futebol 1Essa chegou até mim por um grupo no WhatsApp e achei o máximo, pois era bem assim, mesmo. Aí dei uma “melhorada” para ficar mais legal. Quem já foi piá e podia ir para a rua ou nos “campinhos” jogar bola com a turma sabe do que estou falando. Veja aí se você se acha.

Os jogos eram entre bairros e havia ainda os torneios nos “campinhos” de terra, coisa que hoje não existem mais e nem sei se os meninos de agora sabem o que é isso, afinal futebol não faz mais parte da sua vida. E ainda tinha premiação: taça, medalhas ou animais (ovelha ou porco).

As goleiras, na rua, eram feitas com os tênis de alguém, pedras ou outra coisa qualquer. A bola podia ter passado a 20 metros de altura que o chutador e seu time gritavam GOL! Onde já se viu traves com mais de 2,44 metros de altura? Mas, naquele tempo haviam. E elas eram bem altas, mesmo.

Os dois melhores jogadores não podiam estar do mesmo lado, assim eles tiravam par ou ímpar e escolhiam os times. E a escolha era em ordem decrescente: dos melhores aos piores.

Ser o último era a maior humilhação, mas entre amigos tudo estava bem, pois a graça dos ruins era fazer gol e dar “ferro” (drible) no craque do time adversário ou num dos bons deles. E a turma se “encarnava” depois. E quem era ruim não se importava, pois, a ideia era participar, estar junto com a galera. Quem era ruim na bola não se importava com isso pois sabia que era bom em outras coisas.

E novamente no par ou ímpar se escolhia que lado tirava a camisa. Era um com camisa e o outro sem.

O pior de cada time virava goleiro, a não ser que tinha alguém que gostava de atacar. Felizmente, antigamente, havia muitos e bons goleiros por aqui.

Se ninguém aceitava ir para o gol e não havia goleiro, adotava-se um rodízio: a cada gol sofrido era trocado o “guarda-metas”. E o que se dava de “migué”… Uma bola defensável virava uma indefensável e os caras viravam de costas para o lance, tentando proteger o rosto. Todo mundo fazia isso. Será que ali começou o que estamos vendo hoje na política nacional?

Os piores de cada lado ficavam na zaga e os bons jogavam do meio para frente. A consciência tática era bem outra naquela época. Futebol arte, tá ligado?

Quando havia um pênalti contra, saia o goleiro ruim e entrava um bom em seu lugar, só para tentar pegar a cobrança.

O dono da bola jogava no mesmo time do craque, que o escolhia. Era uma “proteção” desgraçada aquilo. E quem era ruim de bola ficava “P” da vida com aquilo, mas o jogo tinha de acontecer.

Não havia juiz e as faltas eram marcadas no “grito”. Se o cara era atingido, gritava como se tivesse quebrado uma perna, e ganhava a falta. E ainda dava um migué dizendo que a lesão era grave. Muita dor…

Lances polêmicos eram resolvidos no grito ou, em último caso, no empurra-empurra. Era o “calor” do jogo.

Se o cara estava no lance e a bola saia pela lateral, cada um gritava “é nossa” e pegava a bola o mais rápido possível para fazer a cobrança. No escanteio acontecia a mesma coisa. Quem gritava mais alto e pegava a bola antes levava o arremesso.

Lesões, como arrancar a tampa do dedão do pé, ralar o joelho, sangrar o nariz e outras coisas mais era normal. E quando o cara chegava em casa “quebrado”, mancando ou sangrando a mãe não dizia nada, pois tudo aquilo era absolutamente normal. E diário. Fazia parte da vida de todo mundo.

Quem chutava a bola para longe tinha de ir buscá-la. O diabo era o que havia depois do campo: estrada, morro, potreiro com vaca braba, banhado e rio. E de vez em quando um vizinho brabo.

A partida acabava quando todos estavam cansados, quando anoitecia ou quando a mãe do dono da bola o chamava para ir para casa. “Venha, que tá na hora”. Também, quando alguém se lembrava que, chegando em casa já escuro, apanhava do pai ou da mãe.

Se chovesse ou estava esfriando tinha jogo igual. Chegar em casa todo embarrado era um convite para o “laço”. Roupa suja ou rasgada… Fico até hoje pensando se os pais batiam na gente com vontade ou se era para nos educar, algo que não acontece hoje em dia. O educar.

Podia estar 15 a 0 o jogo, e a partida só acabava com o “quem faz o último ganha”. Era o medo de chegar em casa já escuro. Aí o pessoal esquecia até o placar.

Era ou não era assim? E se você passou por isso saiba que fostes uma criança absolutamente normal. E todos sobrevivemos. Tudo sem leis e sem frescuras. Tempos maravilhosos aqueles que, infelizmente, não voltam mais.

Hoje, tem muita frescura e limite.

A história em movimento


A história em movimento 1A casa de madeira que pertenceu ao casal João e Marieta Crestani, na esquina da Avenida Dionísio Lothário Chassot com a Rua Pedro Binni, em Tapera, foi demolida. Em seu lugar deverá ser construído uma nova e moderna ou um prédio, algo bastante comum hoje na cidade.

A derrubada daquela velha casa leva consigo parte da história do município de 62 anos, mas que deve estar próximo do centenário da então Vila Tapera, ex-4º distrito de Carazinho.

Com a retirada desta morada, na Dionísio, hoje existem apenas duas delas, que, coincidentemente, fizeram parte da minha família. A casa de “material”, pertencente hoje a Décio Wagner, na esquina da Avenida Dionísio com a Rua Almirante Barroso, e que pertenceu aos meus avós paternos, e que se aproxima dos 100 anos, e a de meus pais, que continua na mesma esquina, porém do outro lado, beirando os 70 anos. Existem outras tantas na cidade.

É, aos poucos Tapera vai mudando sua paisagem e sua história. Muito em breve outras residências antigas, inclusive as que foram testemunhas de nossa história, como a de dois pisos que pertenceu ao médico Avelino Steffens, na Avenida XV de Novembro, ao lado do CAIS, deixarão de existir e em seu lugar outras moradas ou prédios se erguerão. É da vida, pois infelizmente aqui nada é para sempre. Tudo passa…

Como o juiz decide


Como o juiz decide 1O juiz Sérgio Moro, em entrevista à Folha de São Paulo, sobre a análise de provas para a condenação de Lula e as constantes investidas de que não existem provas contra ele:

“Sobre a sentença do ex-presidente, tudo o que eu queria dizer já está na sentença, e não vou fazer comentários. Teoricamente, uma classificação do processo penal é a da prova direta e da prova indireta, que é a tal da prova indiciária. Para ficar num exemplo clássico: uma testemunha que viu um homicídio. É uma prova direta.

Uma prova indireta é alguém que não viu o homicídio, mas viu alguém deixando o local do crime com uma arma fumegando. Ele não presenciou o fato, mas viu algo do qual se infere que a pessoa é culpada. Quando o juiz decide, avalia as provas diretas e as indiretas. Não é nada extraordinário em relação ao que acontece no cotidiano das varas criminais.

Não podia ter sido mais claro.

Que País é este?


palhacoUm presidente da República sendo investigado por corrupção e os deputados votam pelo sim e pelo não para investigá-lo. Isso é correto? Mas, se ele infringiu a lei não deveria ser investigado e julgado? Sim, por que a lei, que deveria ser igual para todos, diz isso.

Acompanhando a votação de ontem pela televisão, quase morri de vergonha. Por ser brasileiro, pelos nossos representantes no parlamento e por sua cara de pau. E quem elegeu aquela gente deve estar muito orgulhoso.

Teve gente lá que levou uma grana legal e se posicionou de anjo em plenário. Seus eleitores também devem ter ficado muito orgulhosos deles. Ri muito quando um chamava o outro de ladrão e seu partido de quadrilha, sabendo que todos ali foram eleitos juntos na última eleição. São todos do mesmo grupo.

A presidente Dilma, por ter praticado “pedaladas” foi tirada do poder de forma dura. Michel Temer, com envolvimento em atos escusos, continua no jogo. Mas, este País é mesmo uma coisa, assim como seu povo. Nós não podemos ser grandes por que somos pequenos de inteligência e de caráter.

Fico imaginando países como EUA, Alemanha, Inglaterra, França e Japão, só para citar estes, com seus governos chegando numa situação dessas. Será que chegariam? Com a justiça que eles possuem eu acho que não. Talvez em filme. A sangria seria estancada no ato. Leis e judiciário fortes, entende?

E em menos de um ano julgar um presidente da República pela segunda vez é coisa de doido, para não dizer outra coisa.

Por outro lado, tirar o Temer agora será que seria certo? O Brasil ficaria melhor? Eu acho que não. Acho que devem deixar o homem lá e que ele termine seu mandato e possa tapar o buraco que ele e sua turma abriram. Depois a justiça fala com ele.

E para se manter no poder o presidente gastou uma fortuna legal com agrados a parlamentares contrários a ele. Muitos municípios e contas bancárias terão um sensível aporte a partir de hoje. E será mais uma conta salgada que o Brasil terá de pagar e que será tirado dos brasileiros.

Que Pais é este, meu?

Consulta Popular em Tapera


GD_20160704194857consulta_popularHoje pela manhã, sai do jornal para dar uma refrescada na cabeça, e fui ao Sicredi, Correios e ao Café tomar um “pingado”, e depois passei por duas lojas para conversar com amigos e, neste trajeto, ninguém falou sobre a Consulta Popular que inicia hoje e se estende até quinta-feira (03). Como ninguém falou a respeito eu indagava o pessoal que encontrava e ninguém sabia de nada. Ai, descendo a Avenida encontrei o Lisandro Lauxen, presidente do GAP de Tapera, que me pediu se sabia da Consulta. Eu lhe disse que sim, mas que não havia chegado nada dele até mim. Aí ele me pediu se me mandasse algo eu publicaria no JEAcontece. Disse que sim e imediatamente a ACIT me mandou material, que já foi publicado pela manhã e à tarde e que irá novamente ser publicado nestes dois próximos dias.

Não sei de quem era a obrigação de divulgar a Consulta Popular em Tapera, mas não foi feito força para que isso acontecesse.

Assim, pelo GAP e pela ACIT, que me mandaram material, segue os locais de votação em Tapera: ACIT, Acople, Cotrisoja, CVale, Escola 8 de Maio, Escola Imaculada, Fepol, GF Pneus, Grandespe Sementes, Lisandro Automóveis, Signor Concretos e Technorodas ou pelo site http://www.consultapopular.rs.gov.br , com o título de eleitor na mão.

Tapera está fazendo força no item 4, da Segurança Pública. E o município precisa de, no mínimo, 550 votos para receber sua parcela do governo do Estado, em 2018.

Vamos ajudar a nossa segurança e a nós mesmos. Partiu votar, gente.

Ações na Justiça


ori_4abfa89cb8b6cd10d48cda878dae531bO vereador Buxa Teodoro (PT) vem falando na Câmara de Vereadores de Tapera sobre a enxurrada de ações que a Prefeitura vem sofrendo na Justiça, de servidores ativos e inativos em busca de direitos. E, até o presente momento, pelo que se sabe, ela tem perdido todas.

As duas últimas dizem respeito a insalubridade do pessoal ligado à Educação e cujo valor poderá passar de R$ 1 milhão e que poderá ainda aumentar. E agora, apareceu uma aposentadoria questionada que resulta em R$ 280 mil e que poderá baixar para R$ 200 mil com uma possível negociação. Quer dizer. Por duas ações o município terá de desembolsar mais de R$ 1,2 milhão na Justiça em indenizações. E neste momento por que passa…

Na última sessão, os vereadores passaram uma espécie de procuração ao município para tratar de negociações futuras na Justiça. A oposição se manifestou contrária e expôs seu motivo, mas foi vencida pela situação que possui maioria na Casa. No entendimento dos vereadores contrários, a Prefeitura deveria esgotar todos os caminhos na Justiça e que em Brasília, na última instância, a maioria das ações são reformadas. Abriu-se um perigoso precedente neste sentido e que poderá estourar mais de uma vez futuramente e que poderão abalar a saúde financeira da municipalidade.

Não vou entrar no mérito da questão, mas uma coisa é preciso saber. Por mais técnico e do mais alto gabarito que seja uma Administração Municipal, ninguém poderá estar na frente, atrás ou ao lado da lei. É preciso estar sobre ela. NINGUÉM pode mais do que a lei. Nem quem acha que sabe tudo. E no serviço público essas coisas só acontecem por que a despesa sai dos cofres públicos, de um dono que não está na Prefeitura: o povo. Agora, se fosse no serviço privado ações como estas resultariam em punição exemplar: demissão por justa causa.

Vamos ver o que vem mais por aí. E virá.

Expotapera


carteira-vazia2Conversando com alguém ligado à ACIT, esta me contou que com R$ 50 mil a entidade realizaria a 10ª Expotapera, em outubro, e ainda sobraria dinheiro.

Na reunião da ACIT, no Clube Aliança, o prefeito Volmar Kuhn acenou que o evento sairia, mas em um formato diferente devido ao momento econômico atual. Depois, em duas reuniões do gabinete da Prefeitura, ele voltou atrás e disse que a Administração Municipal não bancaria mais a Feira devido a despesas que não estavam programadas.

Esta mesma pessoa me confidenciou que a ACIT teria dinheiro para bancar a Expotapera sozinha, mas que não gastará tal valor por que pretende investi-lo na aquisição da peça que ocupa no prédio do City Hotel. E mais. A ACIT, querendo ajudar seus associados a vender, pretende, em outubro, fazer uma espécie de feirão ou brique no município para que as empresas possam mostrar seus produtos e comercializá-los e, consequentemente, faturar.

E o que seria R$ 50 mil em um universo de R$ 36,5 milhões que é a previsão de orçamento do município para este ano? Mas, por isso aí é possível ter uma ideia de como anda a saúde financeira de Tapera cuja arrecadação caiu e as previsões não são nada coloridas.

Tem gente na cidade querendo a Expotapera 2017, mas somente levará se encontrar dinheiro disponível.

Ninguém ganha de Moro


Ninguém ganha de Moro 1O juiz Sergio Moro é mesmo “felomenal”.

O “juizeco”, como o chamam, é atacado todos os dias por Lula e pela imprensa. Mas, sua popularidade permanece inabalável. 64% dos brasileiros o apoiam. Um mês atrás eram 63%. Enquanto isso, Lula tem apoio de 29% e é reprovado por 68%.

Nesta semana, conversei com alguém que esteve recentemente na Alemanha e me disse que ficou apavorado com o alto conhecimento que os alemães têm do Brasil e da sua situação econômica e política atual. Deve ser por causa do grande número de empresas germânicas que atuam aqui. E todos torcem pelo fim da corrupção e da impunidade e pela prisão dos envolvidos em todos os escândalos levantados pela Justiça.

O envolvimento do ex-presidente Lula nos escândalos, um homem muito bem visto no mundo todo, é uma decepção para eles, segundo este amigo. E se o Brasil precisar de dinheiro para acabar com a corrupção e a impunidade os alemães mandariam a quantia que fosse necessário para isso, afinal nosso País é um grande parceiro da Alemanha e os alemães gostam demais daqui e de nós. Será que é por causa dos 7 a 1 da Copa de 2014?