Blog do Sarico

Clube Aliança tem nova direção


No último dia 05, um grupo aqui de Tapera (RS), se reuniu para definir a nova diretoria do Clube Aliança para o biênio 2018/2019. A mesma ficou assim constituída:
– Presidente: PREGO HENRICH
– Vice-presidente: THAUANA PRESSER
– 2º Vice-presidente: MÁRIO HÜBNER
– Tesoureiro: RAFAEL NASCIMENTO
– Secretário: IVAN MOESCH.

Os demais cargos dos departamentos serão preenchidos na sequencia.

Segundo o grupo, algumas datas já foram definidas seguindo o Calendário de Eventos do Município e já estão sendo organizados: o Aniversário do Clube, o Baile de Debutantes e, no dia 26/05, o Baile do Quati.

A ideia é “chacoalhar” o CA e seu quadro social.

Foto: Marília Bigaton

O Salão Azul


Na semana passada, em um dos muitos grupos que participo no Whatsapp, apareceu esta foto do antigo Salão Azul de Tapera (RS), que ficava na antiga estação de tratamento do Curtume Mombelli, na esquina das ruas Coronel Gervásio e Adelina Mombelli, no bairro Azul, ao lado do posto Shell, antigo Ipiranga dos Crestani.

O Salão Azul, assim chamado pela pintura de suas paredes da mesma cor, foi um dos primeiros clubes sociais do município. Ele foi construído em uma das propriedades da antiga empresa, que por mais de 70 anos empurrou economicamente o município, para que seus funcionários, seus familiares e a comunidade tivessem um lugar para frequentar e realizar promoções em geral.

Pois foi lá que nasceu o CTG Guido Mombelli, que no dia 12 de agosto estará completando 40 anos. O nome da entidade é uma homenagem ao empresário Guido Mombelli, fundador e proprietário do Curtume.

Eu lembro muito pouco do Salão Azul, pois peguei praticamente o seu final. Na minha adolescência ele já não era mais tão imponente e frequentado como antes, pois já havia o Clube Aliança e o Tenarião e mais tarde o Parque Aquático.

Na foto, aparece o pessoal de “fatiota” (terno), certamente para um evento importante. Pode-se ver também uma bandeira na entrada, a do Brasil, ao que parece; e a cancha de bochas ao lado. E chama atenção o dizer na escrita lateral do prédio de madeira: AZUL PARA TODOS, uma preocupação de Guido Mombelli para que todos pudessem ter um local para ir e se divertir nas suas horas de folga.

Segundo o Serafim Sartori, o Salão Azul recebeu uma figura importante, antes de ficar famosa: José Mendes, que trabalhou em Tapera, na empresa Cobrasul, que construiu o canal subterrâneo que corta a cidade. Nas horas de folga, quando tinha baile no SA, os dois tocavam nas festas lá promovidas. Anos depois, o Zé Mendes estourou com “Para Pedro” e tantas outras músicas gauchescas. Aliás, certa feita, o Serafim me contou que o Zé Mendes se interessou por uma bela morena aqui de Tapera e que teria dado uma rosa vermelha a ela em uma promoção dessas, mas a moçoila, comprometida, educadamente, o dispensou. O Serafim nunca me contou quem era a bela mulher.

O Salão Azul é um fragmento da história de Tapera e que merece sempre ser lembrado.

NR – Um leitor e amigo me ligou para me informar que o CTG Guido Mombelli foi criado no dia 24.10.1962 e que os 40 anos escrito na frente de sua sede social, lá nos altos do bairro 8 de Maio, é da criação da sede própria.

A candidatura de Temer “não é para valer”


Segundo o deputado federal Darcísio Perondi (MDB-RS), falando a Andreza Matais, de o Estadão, a candidatura de Michel Temer não é para valer. “Os movimentos nessa direção visam apenas transformá-lo num cabo eleitoral poderoso para um candidato de centro”. E quem seria este candidato?

Segundo o parlamentar, o bloco governista acabará fechando com Geraldo Alckmin (PSDB). “Ele abandonou o governo nas duas denúncias e foi medroso na questão da Previdência, mas vamos superar as mágoas”, disse.

MDB e PSDB juntos. Pelo poder vale tudo. O MDB não quer largar a teta que segura desde o fim da revolução. E não se surpreendam se, para se manter nele, o partido não vá se atirar nos braços de Jair Bolsonaro.

Diferenças


Os EUA são diferentes em tudo e todos os questionam, mas todo mundo quer ir para lá, inclusive os esquerdistas e até os extremistas. Acontece que lá as coisas funcionam e existe confiança nas instituições. O País pulsa e funciona. E todos têm ótimas oportunidades de trabalho e renda.

Na questão das leis, de Justiça, os norte-americanos dão um banho em nós brasileiros e não adianta dizerem que os sistemas são diferentes por que para mim se os crimes são iguais o combate precisa ser igual, assim…

No caso do esporte, por exemplo. Dias atrás a televisão brasileira mostrou dois fiascos em estádios brasileiros: a briga campal no clássico BA-VI, na Bahia; e a surra que um jogador deu num gandula em jogo no MS. A Justiça desportiva se pronunciou sobre os fatos, mas de maneira dócil, como sempre. No País do jeitinho… Já nos EUA, dois jogadores se estranharam em um jogo de basquete pela NBA e foram às vias de fato. Os dois acabaram expulsos e foram suspensos por 6 partidas e multados em US$ 5 milhões cada, sem direito a apelação. Os brigões aceitaram a pena e pagaram a multa, sem contestação. Lá não existe jeitinho. Aplica-se a lei e ponto final.

Então, se no EUA as coisas de fato acontecem e funcionam, por que o Brasil não copia o que dá certo lá? Ou ao menos que o seu Direito pareça com o deles, por que aqui estamos teimando com uma coisa arcaica e falida que não está dando certo a décadas.

Será que não estaria na hora de o Brasil mudar suas leis? Ou tem alguém se beneficiando com elas?

Desarmamento


Ao invés de desarmar os bons, por que o governo não se empenha em desarmar os bandidos? Afinal, os bons não vão roubar, assaltar, sequestrar e nem traficar. Será que ele, o governo, sabe disso?

Copa Alto Jacuí: sorteio será dia 09, em Ibirubá


O lançamento da IV Copa Alto Jacuí de Futsal será na sexta-feira, 09/03, às 19h30, no restaurante Divino Chapão, em Ibirubá. Na oportunidade, haverá ainda o sorteio dos jogos.

A competição inicia no dia 31/03 e termina no dia 21/04, em Espumoso.

O América é o campeão das três edições da competição e este ano, com time novo, tentará manter a hegemonia na região.

O time americano será apresentado à torcida, patrocinadores e imprensa no dia 08, no Clube Aliança.

A Liga Futsal Gaúcha inicia no dia 28/04.

Fora de sintonia


A grandiosa Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de tantos serviços relevantes prestados à nação, colocou-se contrária à Operação Lava Jato e anda batendo forte no Judiciário. Quem diria… A OAB andando na contramão da história. Deve ser partidarismo ou ciúmes, afinal tem advogados que ficaram milionários da noite para o dia defendendo “inocentes” que estão envoltos com a lei, na cadeia ou aguardando cela.

Outra entidade que eu achava séria e que confiava e que também está perdendo o trem da história é a Federação Nacional dos jornalistas (FENAJ). Os caras se atiraram de corpo em alma em um certo partido político. Que coisa!

Pelo visto a OAB e a FENAJ duvidam de que algo ruim tenha acontecido no Brasil nos últimos anos.

Goleada


Segundo O Globo, dados inéditos obtidos do Sistema de Informações sobre Mortalidade, o Brasil teve mais de um milhão de assassinatos em 20 anos. diz que 13% dos assassinatos, cerca de 137 mil, ocorreram só no Estado do Rio. Em São Paulo, foram 202 mil pessoas, e em Pernambuco, 84 mil.

Alguém ainda tem dúvida de que o Estado perde a guerra para a bandidagem? E de goleada.

30 anos de um tiroteio


Ontem, 01/03, completou 30 anos de uma ação policial, a maior que já se viu aqui no Alto Jacuí, região norte do Rio Grande do Sul, quando as policias Militar, Civil e Rodoviária Estadual de toda a região perseguiram, trocaram tiros e prenderam a maioria dos integrantes de uma das quadrilhas mais perigosas de assalto a bancos do Estado, quando estes eram o “filé mignon” dos bandidos por estas bandas.

Vinha eu, de Selbach, por volta de 07h, pela ERS 223, com a unidade móvel da então Rádio Gazeta de Tapera, um Gol quadrado branco, e em frente à CVale, antiga Marasca Cereais, dois PMs, de arma em punho, me pararam e pediram se não tinha visto alguém suspeito caminhando pela rodovia. Respondi que não e pedi o que estava havendo. Eles me disse que uma quadrilha de Porto Alegre havia invadido uma casa, no bairro Progresso, aqui em Tapera (RS), para roubar o carro da família para fugir, após uma ação errada na região, e acabou surpreendida por uma guarnição da BM, teria havido troca de tiros e que teriam fugido com o carro. Pedi ainda onde estavam concentradas as buscas e eles me disseram que era no mato do antigo Curtume Mombelli, na Vila Raspa, na ERS 332, em direção a Espumoso. Peguei o Gol e fui direto para lá. Quando cheguei no local vi um montão de soldados e policiais armados fazendo uma varredura na área. E havia muito mais pela redondeza pois a polícia estava disposta a prender os cinco elementos, todos com extensa ficha criminal, de alta periculosidade e com muitos anos de prisão a serem cumpridos.

Na entrada do mato encontrei um tenente que me colocou ao par do que estava acontecendo e quais seriam os próximos passos da ação. Fiquei boa parte do tempo transmitindo tudo ao vivo. E pude ver a coragem dos policiais, portando revólveres .38 e alguns com fuzis da Segunda Guerra Mundial, contra pistolas automáticas, com grande poder de fogo, e farta munição dos bandidos. A polícia levava vantagem apenas no número de homens, por que no armamento e na munição…

Aquilo foi o dia todo e a polícia conseguiu prender os quatro elementos, sendo que o chefe era um dos homens mais procurados pela polícia gaúcha naquele tempo. Eu vi os quatro na DP taperense.

Da ação lembro de duas passagens que me marcaram. Uma diz respeito ao hoje sargento Barbosa, que deu voz de prisão a um dos homens, pois o cara se virou e ao tentar atirar com sua pistola, o Barbosa, de arma em punho, mais rápido, atirou contra ele três vezes e todas três falharam. Aí o sujeito, já em fuga, disparou contra o PM, que felizmente o tiro raspou sua cabeça. Eu não vi a cena, mas ela foi contada depois, na DP, pelos colegas do Barbosa que viram tudo. Alguns dias depois alguém, sem se identificar, ligou para a rádio e me fez uma série de perguntas sobre o fato. Acho que era do alto comando da BM, e nunca mais se falou sobre o assunto.

A outra foi na DP taperense, quando um dos presos disse que o “velhinho” que estava lá na frente estava na mira de sua pistola e que poderia tê-lo “apagado”, se quisesse. O “velhinho” em questão era o falecido inspetor Nelson Edi da Silva, que estava sobre ele e não o viu, pois o bandido estava em uma valeta tapado por folhas de coqueiro. Depois alguém pediu a ele por que não atirou no policial e o mesmo respondeu: “Com toda essa polícia junta? Eu sou vagabundo, mas não sou louco”.

Alguns dias fui chamado no Fórum para reconhecer os quatro presos e, ao entrar na sala de audiências, dei de cara com o chefe da quadrilha, algemado e bem escoltado, que olhou para mim e sorriu. Eu, num amarelo desesperador, devolvi o sorriso. Aí o juiz pediu-me que identificasse os presos e quem era o líder do grupo e pediu que me virasse para reconhece-los. Ao fazê-lo, novamente dei de cara com o chefão, que, novamente sorriu para mim. Acho que ele simpatizou comigo. Eu gelei naquele momento. Mas, confirmei: “É o de camisa da Adidas, branca”. E fui dispensado.

Parece brincadeira, mas faz 30 anos desta passagem que eu testemunhei. Quando escrever o meu livro de vida, com toda certeza, este episódio estará junto, quando um repórter, que iniciava suas atividades no rádio, cumpriu papel de correspondente de guerra e saiu-se dele com louvor. Como a nossa polícia.