Blog do Sarico

Ainda o apito do Curtume


Sobre o texto que escrevi nesta semana do apito do Curtume de Tapera, recebi algumas ligações falando a respeito dele, dando um depoimento ou ainda contando uma história envolvendo ele e a sua família. E uma dessas ligações foi do engenheiro agrônomo taperense Nelson Avozani, nascido e criado na Vila Raspa, localidade encostada aqui na cidade, na estrada para Espumoso, e que hoje reside em Florianópolis (SC).

Pois, o Nelson me lembrou que o apito fazia parte até da meteorologia de Tapera na sua infância e adolescência, pois quando sua família o ouvia lá na Vila Raspa, em três dias chovia. E não falhava uma, segundo ele.

E o Nelson escreveu uma bela crônica sobre o apito, em 1989, e publicada no jornal da Integração. Seria bom que ele republicasse o texto agora na internet para que os taperenses pudessem lê-lo, pois é maravilhoso.

E sobre o apito ainda, sem nenhuma dúvida, ele pautou a vida dos taperenses por décadas, de quem trabalhou ou não no Curtume Mombelli, e também de quem residia no centro e nos bairros.

Frase do dia


“Sem acabar com a corrupção o Brasil nunca vai acabar com a miséria”.

Lucas Mendes, jornalista e âncora do talk show Manhatthan Connection

Era Alighieri e não Bilac


Aqui na Praça Dr. Avelino Steffens, em Tapera, tem um busto de Dante Alighieri (1265-1321), escritor italiano autor de “A divina comédia”, “O inferno de Dante”, “Inferno”, entre outros, e uma placa comemorativa ao cinquentenário da colonização italiana no Rio Grande do Sul.

Desde sempre se pensava que o busto aquele era de Olavo Bilac, antigo nome da nossa praça. A grande maioria dos taperenses sempre soube o mesmo. E somente com o passar dos anos é que fiquei sabendo a verdade. O tal busto não é de Olavo Bilac, mas de Dante Alighieri, e que era uma homenagem do consulado italiano por este cinquentenário, na forma do seu maior escritor e poeta.

Pois, está vindo aí o concurso municipal “Resgate histórico de Dante Alighieri”, promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura, para os alunos, para que saibam quem é aquela figura que ornamenta a nossa praça.

E nesta quarta-feira (10), às 08h30, no Centro de Eventos, haverá um seminário para explicar as regras deste concurso.

Tapera limpa e bonita


Uma sugestão à Administração Municipal de Tapera. Estamos nos aproximando do final do ano. E já estamos entrando na segunda quinzena de novembro e logo ali está dezembro com as suas festas e com o pessoal de fora vindo visitar seus parentes no município, assim seria importante que a cidade estivesse limpa, bonita e ornamentada, principalmente no centro.

É só uma dica.

Agora, com essa pandemia e com tudo que estamos passando nestes 20 meses, que clima será que teremos para o Natal e o Ano Novo? Mas, não podemos esmorecer, por que como dizemos: tudo passa, e sempre haverá um novo dia.

O apito do Curtume


Eu acordo muito cedo todo os dias, de madrugada. É um hábito que tenho desde sempre. E numa dessas acordei com o apito do Curtume. Claro, ele não existe mais há muitos anos, mas aquele som que eu ouvi em grande parte da minha vida me veio à cabeça naquele dia. Pois, confuso, demorei para entender aquilo. Claro, era o meu subconsciente em ação.

O pessoal mais antigo, com toda certeza, lembrará do velho apito do Curtume Mombelli, que tocava a vida na cidade, desde que Tapera era distrito de Carazinho, até virar município, em 1955.

O apito, que fora criado para informar os funcionários da empresa a hora para entrar e sair, de manhã e de tarde, entrou na vida dos taperenses e ele era mais esperado do que os sinos e o relógio da Igreja Matriz, que informavam as horas cheias e as “quebradas” (meia hora).

O apito do Curtume era acionado às 07h15, 07h30, 12h, 13h15, 13h30, 17h45 e 18h.

Às 07h15 e 13h15 era o “primeiro” apito que informava os funcionários que o trabalho começaria em 15 minutos. Às 07h30 e 13h30, o “segundo”, informavam que estavam iniciando os trabalhos. O das 17h45 avisava que as atividades estavam para ser encerradas no dia. E os das 12h e 18h informavam que os trabalhos estavam encerrados naquela data.

Muitas pessoas aqui em Tapera, ao longo dos anos, que espicharam o sono além do tempo, devem ter pedido aos seus pais ou esposa(o) se o apito recém tocado era o primeiro ou o segundo. Se era o primeiro a pessoa só tinha tempo de se arrumar. Mas, se era o segundo, teria problema com o chefe do setor.

Todos em Tapera, todos mesmo, baseavam o seu dia a dia pelo apito do Curtume, confiando muito mais nele do que no relógio ou despertador de sua casa.

Gasosa cara


O litro de gasolina no Brasil bateu nos R$ 7. Um recorde. Enquanto isso, na cambaleante Argentina, bem aqui do lado, ela é vendida a R$ 3. No Paraguai ela custa R$ 5.

Tem algo errado AQUI.

E tem coisas que tem explicação, mas não tem lógica. Nem compreensão.

O que tem mais aqui?


Com vistas à eleição presidencial do ano que vem. O que tem mais no Brasil hoje: Bolsonaristas? Lulistas? Ou Mudancistas (de Odorico Paraguaçu)?

Na eleição nós saberemos.

Hoje tem Grenal


Hoje, às 19h, no Beira-Rio, acontece o Grenal 434, válido pelo Brasileirão. O Inter, na parte de cima da tabela, luta para entrar no grupo da Libertadores, e o Grêmio para fugir do rebaixamento.

O jogo é perigoso e não tem favorito, muito menos barbada, apesar dos dois momentos distintos, pois futebol a gente sabe como é.

O Grêmio não vai deixar barato. E vai que neste jogo comece a escalada para fugir da Série B no ano que vem.

E o meu medo, como Colorado, é que o meu Inter resolva imitar o cara barbudo aquele que mandou o Lázaro sair para fora. O Inter gosta disso.

Vamos ver o que vem por aí. Eu acredito na camisa vermelha, mas o Grêmio também tem uma forte.

Que vença o melhor.

O Finados do caos


O feriado de Fenados aqui em Tapera, na terça-feira (02), foi um caos para toda a população. Pelo que sabemos a falta de energia elétrica e de internet pela cidade toda foi ocasionada pelo acidente acontecido na madrugada, quando uma camionete bateu num poste de luz na Avenida XV de Novembro, derrubando o transformador.

O fato é que quando em algumas partes da cidade tinha luz em outras não tinha. E com a internet aconteceu o mesmo. Partes da cidade tinham conexão e outras não. Muita gente não pode assistir tevê nem navegar obrigando-se a se conectar pelo celular, entre outras coisas que não foi possível fazer.

Foi um caos a terça-feira aqui em Tapera.

Isso que todos nós vimos aqui apenas confirma a dependência que temos da internet. Difícil a vida sem ela, mas sem energia elétrica também é.

E na quarta-feira (03) houve grande procura por respostas de clientes insatisfeitos, tanto na luz como na internet.

Agora, dureza será para quem tiver de arcar com toda a despesa que está vindo por aí.