Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro disse que o ex-juiz Sérgio Moro não aguenta 10 minutos num debate no próximo ano. Olha, quem conhece os dois não tem tanta certeza assim. Moro se mostra bem comedido nas suas colocações e jamais foi visto se excedendo com alguém. Durante depoimentos da Lava Jato, com Lula e seus advogados, ele teve total controle da situação e em nenhum momento mostrou medo, falta de respeito ou excesso. Já Bolsonaro todos conhecemos.
Aliás, Bolsonaro, Lula e Moro terão de ter nervos de aço nos debates por que eles serão apertados do começo ao fim e não poderão fugir das perguntas, que certamente serão pesadas e pontiagudas, abordando corrupção, pandemia, prisão, economia, preços, traição, falhas, família, só para ficar nestes.
Em tempo. Todos os candidatos deverão ir aos debates programados. E encarar a tsunami de frente. Quem fugir ou recuar “dança”.
O Atlético (MG), ao vencer o Brasileirão deste ano, encerrou o maior jejum da história do futebol nacional. O time mineiro conquistou o primeiro Campeonato Nacional, em 1971. Há exatos 50 anos.
E com esta conquista o Galo passa o nefasto cetro para outros dois clubes: Guarani (Campinas, SP), que disputa a série B e que está há 43 anos sem levantar esta taça, e o Inter, na série A, há 42 anos.
Mas, aí tem aquele “desconto” de final de ano. O Colorado venceu a Copa do Brasil de 1992 e outros certames mais por estes anos. Mas, o Brasileirão…
Soube nesta semana que o Café Diana aqui de Tapera poderá estar trocando de mãos. Conversei com o Delmar e a Lúcia Sattler, que estão há 32 anos à frente do mais antigo e tradicional bar da cidade, que não confirmaram a informação, nem a negaram.
Conversando com o casal, amigos de mais de quatro décadas, começamos a falar da história do Café Diana.
O CD existe há mais de 73 anos, quando Tapera ainda era o 4º distrito de Carazinho.
Pelo que ouvi de pessoas mais antigas, o prédio foi construído pela família Bervian, em 1948. O Orlando Bervian foi o primeiro proprietário do Café Diana. Ele morava no andar de cima. Ao lado, onde hoje tem a floricultura, funcionou a primeira rodoviária da Vila Tapera, que era administrada por Otacílio Nicola. E nos fundos, havia um salão de bilhar, com três ou quatro mesas de jogo.
Depois do Orlando o Café passou por muitas mãos: Heitor Viau, Antoninho Henrich, Arno Presser, que marcou época na cidade; Carancho, Verici, Zamboni, até chegar ao Delmar e a Lúcia, em 1989.
Eu conheço o Café Diana desde sempre, da época do Arno Presser, com os seus sorvetes e picolés artesanais. Eles não eram como os industrializados de hoje em dia, carregados de frutas e de sabores, mas na sua simplicidade eles eram muito gostosos e famílias inteiras iam até ele nos sábados à noite e nos domingos à tarde e também à noite para comprar sorvete e picolé e após sentar na praça central, a antiga Olavo Bilac, ainda com seus ciprestes e calçadas internas cobertas com pedras portuguesas para degustá-los e observar o movimento na Avenida, ou ainda ver as vitrines das lojas, um grande programa familiar para aquele tempo quando as novidades demoravam a chegar ao município.
No Café ainda, o pessoal ia após o almoço e à tardinha, após o trabalho, para colocar a conversa em dia, tomar um cafezinho, uma cerveja ou um aperitivo e jogar General (jogo de dados num copo de couro) e Dominó, um hábito cultuado ainda hoje no local.
O Café Diana é a história viva de Tapera, com seu prédio igualmente histórico. Agora, dê uma conferida nas fotos tiradas nos anos 40 e 50.
E a equipe Sub 17 da ADAJ de Tapera está classificada para a semifinal da Liga Estadual Futsal ao passar pela AGE, em jogo realizado no sábado (04), em Guaporé.
No tempo normal, a ADAJ perdeu por 3 a 2. Seus gols foram anotados por Eduardo Pereira e Felipe Ritter. A prorrogação acabou empatada sem abertura de marcador e nas cobranças de pênaltis a ADAJ venceu por 3 a 0.
O adversário da próxima fase será conhecido no decorrer desta semana tendo em vista que ainda há jogos das Quartas-de-Final para serem realizados.
Estou dizendo. É a ADAJ quem anda fazendo história no futsal taperense. Parabéns, gurizada. E mantenham o foco.
Fotos: Vanessa Ritter
Segundo a União Europeia, 1/3 da sua população não se vacinou. E, com a aproximação do inverno, o bicho começa a pegar por lá deixando as autoridades bastante apreensivas.
E quantos europeus virão ao Brasil para o Carnaval, em fevereiro?
É só uma pergunta.
Eu só espero que a gente não reviva este mesmo período do ano passado, com todas aquelas dúvidas e medo.
Nesta semana, iniciou o julgamento dos quatro acusados pelo incêndio na Boate Kiss, que vitimou 242 pessoas e deixou mais de 600 feridos, no dia 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria (RS).
Não se sabe, ao certo, qual será o resultado do júri, mas espera-se que os quatro sejam condenados, dando uma resposta à sociedade – e, principalmente, aos sobreviventes da tragédia e os familiares das vítimas, que estão, há quase nove anos, lutando por justiça.
Agora, será que todos os culpados, efetivamente, estão no banco dos réus? Não estaria faltando outros agentes e instituições nesse processo?
Se uma pessoa pretende abrir um negócio – do mais simples ao mais complexo, como é o caso de uma boate – primeiramente, será necessário que se cumpra o ritual burocrático junto à Prefeitura. Também, é necessária a inspeção do Corpo de Bombeiros, para avaliar questões estruturais relacionadas ao espaço físico desse negócio. Passadas essas etapas, então, só aí é que a Prefeitura libera o alvará para funcionamento.
O que se sabe é que a Boate Kiss estava em pleno funcionamento, operando com inúmeras irregularidades, com a chancela estatal (Prefeitura e Bombeiros). Tudo isso – somado à péssima ideia de se acionar um artefato pirotécnico em um ambiente fechado, recoberto por espumas impróprias, que liberaram gases tóxicos com a combustão ocorrida – foi o cenário que culminou nesse desastre, que jamais será esquecido.
Espera-se que se faça justiça, em Porto Alegre, nos próximos dias, pois os culpados precisam pagar pelas suas ações, negligências e omissões. É assim que as coisas funcionam – ou, pelo menos, deveriam funcionar.
Os sobreviventes e os familiares das vítimas precisam dessa resposta, para amenizar, de alguma forma, parte de suas dores e fazer justiça em nome dos 242 jovens que tiveram a sua vida e os seus sonhos interrompidos.
Em tempo: três das vítimas da Kiss – Luísa Püttow, Paula Gatto e Alex Giacomolli – são filhos de Tapera. Deixo, aqui, a minha solidariedade e o meu abraço aos familiares, nesse momento duro, em que o júri vem trazendo todas as lembranças daquele dia fatídico.
Na noite desta terça-feira (30), eu estive na Câmara de Vereadores de Tapera, participando da audiência pública convocada pela administração municipal para apresentação do estudo que uma empresa contratada realizou na cidade sobre o trânsito.
Ela esteve na cidade e realizou levantamento da situação através de pesquisa, tendo ouvido 82 pessoas e outras 95 on line, num total de 177.
O estudo levantou alguns pontos interessantes: existe um horário para o excesso de veículos no centro, seja para estacionar ou apenas para passar por ele: o horário dos bancos e a saída das escolas; 63% dos carros não ficam mais de meia hora estacionados na Avenida. O aumento de automóveis em Tapera acontece 6% ao ano. Hoje, há um decréscimo na população. Aliás, desde que me conheço por gente Tapera não baixa de 10 mil habitantes e não chega a 11 mil. Hoje, somos 10.448, segundo o IBGE.
Após a explanação da empresa, foi aberto espaço para a comunidade dar sugestões e a maioria quer que a Avenida XV de Novembro permaneça como está, em mão dupla. Também, que o tráfego fique em mão única na Pedro Binni, descendo de sul a norte, e na Rui Barbosa, subindo de norte a sul, entre a Coronel Gervásio e a Duque de Caxias, devido ao estreitamento da via. Também foi solicitado semáforos nas esquinas do Cube Aliança, Café Diana e City Hotel, mas é desnecessário segundo o estudo, pelo tempo de espera e o alto custo de instalação dos equipamentos. Ainda, que tem muitas esquinas dificultando a visão dos motoristas com árvores e carros. Um recuo seria necessário em alguns pontos delas. E cadeirantes se queixam que não tem acesso às lojas.
O estudo da empresa apontou ainda que o canteiro do City Hotel não é uma rotatória e que precisa ser retirado de lá, pois confunde a todos.
As faixas de segurança e as lombadas estão todas em desacordo com a lei, segundo ele.
Da próxima vez que utilizarem a Câmara de Vereadores para um evento que façam uso do sistema de som para que a plateia tenha um melhor acompanhamento do que está sendo tratando no local.
Agora, a empresa montará o projeto e o remeterá à administração municipal para que faça as alterações solicitadas, algo que deverá ser feito aos poucos, para não causar um impacto muito grande na cidade.
E se você tiver uma opinião a dar que melhore o trânsito em Tapera, comunique a Prefeitura o mais rápido possível.
Aos poucos, Tapera vai ficando do jeito como a gente quer. De tijolo em tijolo uma casa se constrói e um sonho se realiza.
Está é mais uma das tantas histórias de Tapera contada pelos mais antigos. E o Nadir Crestani, taperense que reside há muitos anos em Porto Alegre e que conhece muitas delas, confirma a sua veracidade.
Na década de 1950, os filmes mais aguardados no cinema do Ângelo Beux, e que depois foi do João Maximiliano Batistella e por último do Gentil Batistella, eram os faroestes e também os do Zorro. Pois, um rapaz de boa família, vestido de Zorro, num dia qualquer, atravessou a sua caminhonete na Avenida, na subida, saída para Espumoso e, com uma espingarda em mãos, atacou o ônibus da empresa Serrana fazendo-o parar. Ele fez todos os passageiros descer, tendo após mandado todos subir novamente e desejado uma boa viagem a todos.
O fato deve ter dado BO na polícia, mas ninguém nunca soube quem era o mascarado atrevido.
Eu faço ideia de quem seria a figura embuçada.
Você já se deu conta de que estamos em dezembro? Que 2021 está no fim?
Esse ano foi “danado” para todo mundo – pelo menos, para aqueles que não têm “sobra” no terminal bancário. Mas, acredito que tenha sido um ano em que pudemos ter mais esperança, principalmente, em relação à volta à normalidade do “mundo pré-pandêmico”.
Apesar de todos os percalços, estamos tendo acesso à vacinação e, em decorrência disso, a conjuntura tem melhorado, com a retomada da economia, em todos os setores – principalmente, daqueles que foram mais castigados pelas restrições que foram impostas, por conta da pandemia.
O fato é que precisamos nos manter em alerta e não criar muitas expectativas para o próximo ano. Tomara que tenhamos um ciclo mais animador e promissor. E, principalmente, que a tal da nova variante da Covid-19 não seja motivo de preocupação em nosso país, para que continuemos vencendo a batalha contra esse vírus.
Também não podemos esquecer que 2022 é ano eleitoral. Portanto, precisamos escolher os nossos representantes com muita consciência, devendo analisar, ainda, uma série de fatores no momento dessa escolha, pois temos pautas urgentes a serem solucionadas em nosso país e precisamos de alguém com muito comprometimento para concretizá-las.
Segundo a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (PENSSAN), 43,4 milhões de brasileiros não tinham quantidade suficiente de alimentos. O número foi apresentado durante a audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados na última semana por Mauro Del Grossi, conselheiro da rede.
Temos quase 117 milhões de pessoas vivendo algum nível de insegurança alimentar, ou seja, 55% da população. Desses, 24 milhões (11,5%) viviam insegurança moderada, quando os adultos comem menos do que precisam ou do que desejam.
Em um País que produz muito alimento como isso é possível?
O Brasil acabará com a fome no dia que acabar com a corrupção. Mas, não fazendo como estamos fazemos.