Pensamento do dia
“Se não planejo a minha vida, corro o risco de virar parte do planejamento de alguém: patrão, parentes, governo e tantos outros que estão de plantão para cuidar da vida dos que a deixa correr ao acaso”.
Desconheço a autoria
“Se não planejo a minha vida, corro o risco de virar parte do planejamento de alguém: patrão, parentes, governo e tantos outros que estão de plantão para cuidar da vida dos que a deixa correr ao acaso”.
Desconheço a autoria
A comunidade taperense quer saber o que aconteceu com a máquina de varrer que a Prefeitura adquiriu em dezembro de 2021 e que nem chegou a ser operacionalizada – o que vem contribuindo para que a cidade esteja suja há mais de 4 meses.
Eu conversei nesta semana com o secretário de Administração, Stefano Simon, para saber a respeito e dar uma resposta à população, afinal este é o papel de um profissional da comunicação.
Segundo ele, a máquina, uma mini carregadeira multifunção, com capacidade para realizar diversos serviços, entre os quais a varrição, chegou em Tapera no final do ano passado e imediatamente entrou em testes para verificar o seu desempenho.
Acontece que, com 20 horas de uso, o motor superaqueceu e os testes foram paralisados. O equipamento foi devolvido à empresa, em São Paulo, que tentou de todas as formas consertá-lo, sem lograr êxito. Diante disso, a Prefeitura oficiou a fornecedora para que apontasse uma solução imediata para o município. A empresa respondeu que não conseguiria realizar o conserto e que estaria disposta a cancelar o contrato, receber a máquina de volta e ainda devolver o dinheiro, corrigido monetariamente.
Stefano Simon disse que, tão logo o valor seja devolvido, a Administração Municipal comprará, o mais breve possível, um novo equipamento – que seja compatível com a demanda de serviços da cidade, pois, pelo visto, a máquina anterior não era adequada às necessidades locais – pois tem ciência do problema no município e pretende logo resolvê-lo.
Seria interessante se a Prefeitura já tivesse se manifestado a respeito dessa questão da (ausência de) limpeza da cidade – que, há tempos, vem deixando muitos taperenses indignados, fazendo com que eles acabem recorrendo à imprensa para expressar a sua insatisfação e cobrar um posicionamento da Administração Municipal. O fato é que a ocorrência de mais este episódio só reforça a ideia de que comunicação e transparência devem ser o elo entre o serviço público e os cidadãos. Que se pense nisso.
Comunicação é preciso.
A Toca do Coelho realizada neste ano, após dois anos de hiato, por conta da pandemia, foi um grande sucesso. E uma das novidades desta edição foi o novo local: ao invés de acontecer no Tenarião, teve todas as suas atividades ocorrendo no Centro de Eventos de Tapera – o que teve uma boa aprovação por parte da comunidade e dos visitantes. A gratuidade do ingresso foi outro ponto positivo.
Devido às opiniões positivas do pessoal, cogita-se que as próximas edições da Toca continuem sendo realizadas no Centro de Eventos, que é um espaço amplo, agradável e que merece ser utilizado pelos taperenses. Além disso, o que contribui para que esse seja um local favorável é a proximidade com a avenida principal e a praça central – espaços, esses, que também podem continuar sendo ocupados pelos visitantes da Toca.
Entretanto, é necessário que se tenha uma infraestrutura externa adequada para servir o público, em termos de alimentação e de recreação. Digo isso porque, naquele final de semana, recebi inúmeras queixas do pessoal (daqui e de fora), relatando que, na tarde do feriado da Sexta-Feira Santa, havendo mais de mil pessoas na praça, e alguns estabelecimentos estavam fechados.
Então, caso a Toca do Coelho continue sendo realizada no Centro de Eventos nos próximos anos, seria interessante se, ao longo da praça, fossem instalados food trucks ou outros, com várias opções de alimentação, para que seja possível atender e contentar a todos os visitantes do evento que faz parte da identidade de Tapera, sendo seu maior evento e também da região e que está inserido no calendário de eventos do Rio Grande do Sul.
Mas, para a próxima Toca poderá haver alterações na criação, montagem e execução dela. Eu conversei com duas pessoas que fazem parte da equipe que faz a Toca acontecer, que me disseram que cansaram de deixar as suas famílias e o seu descanso e lazer para trabalhar nela gratuitamente, o que é injusto, afinal ninguém trabalha de graça. Chega um dia que o trabalho, mesmo voluntário, cansa.
E, se esse pessoal, resolver não mais participar espontaneamente o que acontecerá? E se isso acontecer quem entrará no seu lugar para produzir e montar tudo? A Toca seria terceirizada?
A presidente Liciene Ciprandi, da ACIT, adiantou na última reunião-jantar da entidade, que para a próxima edição algumas coisas terão de ser revistas.
Uma última coisa. Tomara que para 2023 a Praça Central esteja concluída para que possa ser toda ela aproveitada como foi nestes 17 dias de Toca.
O grupo teatral de Tapera, que se apresentou no último dia 13, no Centro de Eventos, por ocasião da 21ª Toca do Coelho, é composto por 200 pessoas, entre atores/atrizes, figurantes, cantores, professores, maquiadores, roupeiros, suporte e som e luz.
O grupo é 100% taperense, com muitos talentos como se pode ver naquela noite.
Aliás, a encenação, apesar de conhecida, sempre emociona o público.
Parabéns pelo espetáculo que neste ano teve um acréscimo considerável: um telão de LED, que deu outra dimensão à apresentação.
“Não chega primeiro quem vai mais depressa, mas quem sabe para onde vai”.
Sêneca
Na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, realizada no dia (11), dois assuntos foram abordados na tribuna que chamaram a minha atenção por sua importância coletiva.
Um deles é o aumento de baratas e ratos na cidade que tem provocado desconforto na população. Foi solicitado à administração municipal que faça algo para combater as duas pragas que causam medo e horror.
Os ratos têm aparecido próximo a terrenos sujos e mau cuidados. E é normal vê-los circulando pelas ruas na maior tranquilidade. E onde tem alimento, água e segurança o rato prolifera de forma assustadora.
Quanto as baratas é só caminhar pela cidade à noite, próximo a bocas de lobo, para vê-las em desfile.
O outro, falou sobre a falta de médicos, remédios e exames no sistema municipal de saúde. Também foi solicitado a intervenção da administração municipal no sentido de melhorar o serviço e tranquilizar a comunidade.
Sobre limpeza. A propaganda oficial fala que é preciso manter a cidade limpa, o que não está acontecendo há vários meses. E aí se pergunta onde está a máquina de varrição que foi comprada com preço bem salgado e que saiu para conserto e ainda não retornou. A propósito. A máquina ainda está na garantia?
Outra coisa. O sistema de saúde taperense é bom e reconhecido por sua excelência, mas precisa funcionar.
Nesta semana, encontrei o piloto taperense Diogo Anghinoni no supermercado aqui em Tapera, ele que seguidamente sobrevoa a barragem do Passo Real, e quis saber dele como estava o nível da água na mesma. E ele me contou que nesta semana sobrevoou novamente o “Alague”, de Fortaleza dos Valos a Espumoso, onde tem sua base, e que havia tirado belas fotos do alagado.
Mesmo com as últimas chuvas a barragem continua com pouco volume de água conforme mostram as fotos do Diogo.
As Forças Armadas do Brasil adquiriram no ano passado 35 mil unidades de Viagra ao custo de R$ 3,5 milhões. Segundo o Ministério da Defesa, a compra foi para combater hipertensão arterial e doenças reumatológicas.
Não sei, mas o sildenafila (Viagra) foi inventado para outra finalidade.
As Forças Armadas também adquiriram no ano passado 60 próteses penianas no valor de R$ 3,5 milhões.
Vem cá, o que anda acontecendo com os nossos militares?
Nesta semana, em que os Cristãos celebram a morte e a ressurreição de Jesus, recebi uma mensagem que me fez refletir sobre o momento. Sim, porque Páscoa é momento de reflexão, de pensar no propósito de estarmos aqui e no legado que deixaremos a este mundo, assim como Cristo o fez.
No tempo de Jesus, as pessoas eram crucificadas e mortas para serem esquecidas. Só que, passados mais de 2 mil anos, o Salvador segue sendo lembrado e reverenciado, pelos seus feitos, em sua época, e pelos ensinamentos que deixou à humanidade, a exemplo do amor e da fraternidade.
O homem de Nazaré foi morto por ser considerado uma ameaça, um perigo à Roma. Isso porque, naquela época, os imperadores romanos se consideravam representantes de Deus na Terra. E Jesus falava na construção do seu próprio reino – mas, de um reino que “não era deste mundo”, ou seja, o reino de Deus. A partir disso, ele passou a ser, injustamente, perseguido pelos romanos e, apesar de ter sido crucificado e morto, o projeto que ele planejava deu certo e sobrevive até hoje.
Resumindo a história: Cristo foi condenado à morte por motivos políticos. Afinal, o agitador, o “outsider”, com seus ideais e ensinamentos diferenciados para a época, passou a ser motivo de “inveja” e de preocupação ao poderoso e terrível Império Romano.
Hoje, a cada Páscoa, nossa atenção se volta à memória do julgamento injusto, da crucificação, morte e ressurreição do homem mais popular da História e que mudou o mundo.
Que sigamos dando continuidade ao projeto de Jesus e que o seu legado norteie a nossa vida em busca de um mundo melhor.
Uma Feliz Páscoa a todos.
Nesta semana, vi uma reportagem em um canal de TV, mostrando uma entrevista feita com um portador de AIDS, no começo dos anos 90, e uma outra com a filha dele, entrevistada recentemente, falando sobre a condição do seu pai à época.
A partir disso, imediatamente, me lembrei de um trabalho de faculdade, sobre essa mesma temática, que fizemos eu, então acadêmico de Jornalismo, e o Adriano Knop, acadêmico de Publicidade e Propaganda, em 1997, no Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, há 25 anos.
A cadeira era Antropologia Cultural e o tema: pessoas excluídas. O nome da professora infelizmente eu não lembro.
Recordo que nós entramos em contato com o hospital, o qual, somente após três tentativas, nos autorizou a entrevistar alguns pacientes da ala destinada ao tratamento de portadores de AIDS, que ficava em um porão, em uma ala isolada do restante daquela casa de saúde. Para que a nossa entrevista fosse possível foi preciso obter a autorização dos pacientes e sem fotografias.
Tudo isso porque, naquela época, ainda não havia estudos suficientes a respeito da doença, então, se considerava que o vírus da AIDS (HIV) era transmitido também pelo ar. Além disso, naquele tempo, havia muito medo em torno da doença, além de toda a estigmatização e do preconceito envolvendo os pacientes – sentimentos, esses, que eram muito mais intensos do que hoje.
Prosseguindo na minha narrativa, então, ingressamos na unidade em uma tarde, acompanhados por uma enfermeira, que supervisionou a nossa entrevista durante todo o tempo em que lá estivemos. Eram 11 pacientes, sendo 06 mulheres e 05 homens, que recebiam o tratamento necessário para amenizar os sintomas da doença, que, naquela época, infelizmente, possuía um alto índice de mortalidade.
Fizemos inúmeras perguntas aos entrevistados, aos que autorizaram, sendo que nem todas foram respondidas. Era visível o constrangimento deles – mas o intuito de nossa entrevista era, justamente, dar voz a essas pessoas que acabavam se tornando invisibilizadas pela nossa sociedade e alguns também por familiares seus. Além disso, era perceptível o medo em seus olhos, pois eles já sabiam qual seria o seu destino, em um futuro bem próximo.
E, infelizmente, assim aconteceu: em menos de um ano de nossa visita ao hospital, tivemos a triste notícia de que os 11 pacientes haviam falecido.
De lá para cá, a Ciência evoluiu e, hoje, existem inúmeros medicamentos que conferem uma melhor qualidade de vida aos pacientes, possibilitando-lhes viver normalmente, além de prolongar a sua expectativa de vida – o que, de forma alguma, exclui a necessidade de a doença ser encarada com seriedade.
Outro ponto crucial, nesse contexto, é que, com o avanço da Ciência, automaticamente, passamos a ter mais informações sobre toda a conjuntura envolvendo a AIDS, especialmente, as formas de transmissão e os métodos de prevenção, com a adoção de campanhas de conscientização – a exemplo do “Dezembro Vermelho” – as quais devem se tornar permanentes, ao longo do ano todo, para que a população não seja lembrada de se proteger apenas em ocasiões específicas, como é o caso do Carnaval.
Infelizmente, ainda não houve a erradicação do HIV, pois ainda não foi descoberta uma terapia capaz de barrar o vírus – muito provavelmente, por conta dos interesses da indústria farmacêutica, a qual lucra bilhões com os fármacos destinados ao tratamento da AIDS.
Por enquanto, então, é necessário que os cuidados sejam mantidos, principalmente, com o uso de preservativo. E isso é importante não apenas para evitar a AIDS, mas tantas outras doenças e infecções sexualmente transmissíveis, que podem causar inúmeros danos à saúde, para a vida toda.
E esses cuidados devem ser reforçados, especialmente, pelos jovens – que são “peritos” em adotar comportamentos de risco e não pensar nas consequências que os seus atos podem trazer ao seu futuro.