Blog do Sarico

Nota fiscal


Eu tenho visto nos mercados aqui em Tapera que poucas pessoas levam junto a sua nota fiscal, apesar dela sair automaticamente do caixa, e raras são as que aceitam colocar o seu CPF nela.

O município sabe que é necessário que o consumidor, ao efetuar uma compra, deve pedir a nota fiscal para que o retorno do ICMS venha para ele. Assim, ao que parece, a campanha que a Prefeitura vem fazendo neste sentido, não deve estar surtindo nenhum efeito.

É só uma observação, pois pode também que nos cofres públicos do município de Tapera esteja sobrando dinheiro.

E no frio como ficarão?


A Ucrânia continua sob fogo pesado da Rússia e as tropas de Putin estão destruindo tudo que veem pela frente, além disso a Rússia está boicotando o fornecimento de gás para o restante da Europa, em retaliação pelas sanções econômicas impostas a ela. Até agora tudo certo, exceto a guerra, as mortes e a destruição, mas daqui a pouco começa a esfriar por lá e o inverno europeu é impiedoso. Enfim, como aquela gente vai fazer sem aquecimento? E boa parte da população estando sem casa para morar?

Como é que aquela gente vai se virar com um frio que chega em média a 10 graus negativos de dia e 15 negativos à noite, e com muita neve por lá?

Agora, com mais de 8 meses de uma guerra insana e absurda não estaria na hora do mundo dar um susto de verdade na Rússia, de dar uma liçãoa ela?

A primeira casa comercial de Tapera


O casarão aí da foto, localizado na esquina das hoje Avenida XV de novembro com Rua Duque de Caxias, na Tapera dos anos 1940/1950, onde hoje estão a Kipresentes, a Relojoaria Palladio, entre outros, foi a primeira casa comercial do então 4º distrito de Carazinho.

Em 1916, Johann Bervian chegou a Tapera com a família. Anos mais tarde, o filho dele, João Bervian Filho, começou a trabalhar como funileiro. As pessoas que procuravam os seus serviços ficavam esperando na residência dele até o pedido ficar pronto. Como precisavam comer, durante a espera, a esposa do João, Maria Delfina, ao ter de providenciar comida em maior quantidade, resolveu organizar uma adega para armazená-la. Como muitos colonos pagavam os serviços da funilaria com galinhas, porcos, entre outros, iniciou-se um sistema de troca-troca, e Maria Delfina, que tinha experiência de comércio, passou a vender produtos agropecuários e, mais tarde, instalou oficialmente uma casa comercial: a Casa Comercial João Bervian Filho.

A primeira casa construída era de madeira e a segunda de alvenaria. Anos mais tarde ela foi demolida para dar lugar a este prédio que está aí encrustado no centro de Tapera, ao lado do Café Diana.

Eu não conheci a casa de alvenaria.

Esta história me foi contada pelo Nadir Crestani.

 

Perigo no quiosque


Durante as feiras que aconteceram aqui em Tapera na semana que passou, fui informado para ir até o quiosque da praça central dar uma olhada na parte elétrica interna dele. E a informação se confirmou. Tem fios soltos e desencapados por toda parte lá e um monte de gambiarra nas tomadas de luz.

A situação do quiosque é perigosa. Além de incêndio, existe risco de choque e até de morte de algum desavisado que não vê o perigo fixado nas paredes.

Não sei o que o poder público taperense pensa fazer com o quiosque, mas aquilo lá precisa ser consertado para ontem.

E como é que deixaram chegar nesta situação um bem público?

Tapera no Piratini


Esta foto é do recorte de algum jornal aqui da região, provavelmente de Carazinho, a quem Tapera pertenceu como distrito (4ºº). A mesma foi tirada entre 1955 e 1959, no governo Ildo Meneghetti.

E nela aparecem o prefeito Dionísio Lothário Chassot mais Rosalino Durigon, no gabinete do governador Meneghetti, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. O primeiro prefeito de Tapera, certamente estava reivindicando pelo novo município. Junto estão os deputados estaduais Romeu Scheibe e Victor Graeff, ambos de Carazinho.

Será que terminam neste ano?


No ritmo que as coisas estão andando, com a equipe trabalhando um tempo e parando outro, mesmo em dias bons, será que a Praça Central de Tapera, que está sendo revitalizada há quatro anos, ficará pronta até o final do ano?

É só uma pergunta que os taperenses começam a se fazer.

A história da revitalização da Praça Dr. Avelino Steffens começou com uma audiência pública, na Câmara de Vereadores, no dia 19 de dezembro de 2018. E aí começaram os trabalhos em 5 etapas: a 1ª em abril de 2019, a 2ª em maio de 2020, a 3ª em julho de 2021 e a 4ª e 5ª em julho de 2022 e continuam em andamento.

Levando a vida…


Um dia desses, conversando com um amigo, este me disse uma coisa que chamou minha atenção: a gente se prepara para a vida durante vinte anos (principalmente, por meio dos estudos); trabalha por mais quarenta; e os restantes vinte anos ou um pouco mais – dependendo das condições de saúde da pessoa – são dedicados a viver e a usufruir daquilo que se conquistou ao longo do caminho, sobretudo, em termos de bens e de economias.

Na teoria, deveria ser assim. Todo mundo deveria desfrutar da dádiva de curtir a sua aposentadoria com bastante saúde e energia, tendo condições de curtir momentos de lazer, viajar e viver bem os “anos derradeiros”. Mas, infelizmente, não é isso o que se vê na prática, pois, hoje em dia, levando em consideração o baixo valor da aposentadoria, grande parte dos aposentados se vê obrigado a continuar trabalhando, para complementar a sua renda e ter condições de sobreviver.

Atualmente, para a maioria das pessoas, está cada vez mais difícil juntar dinheiro para guardar para a velhice – sobretudo, para ser investido na saúde, se for necessário (e, normalmente, é).

Conheço muita gente que deu um duro danado durante toda a sua vida, ganhou bem no seu trabalho, criou seus filhos e os formou, mas não sobrou dinheiro (poupança) para gastar após parar de trabalhar. E não são poucos. A sorte é que, em alguns casos, posteriormente, os filhos conseguem dar retorno aos pais, amparando-os na velhice.

O fato é que, cada vez mais, veremos aposentados ainda trabalhando – não por opção, mas sim, por necessidade. Nesses casos, a “melhor idade”, que deveria ser vivenciada dignamente, com tranquilidade, acaba se tornando um pesadelo, repleto de inseguranças em relação ao amanhã.

Carona nas urnas


Nestas eleições, dos 513 deputados federais eleitos em todo o Brasil, apenas 20 – 5% – se elegeram por seus próprios votos. Os demais 487 entraram pelo Quociente Eleitoral (QE). Na carona.

Para se ter uma ideia, um deputado de Minas Gerais, que conseguiu fazer mais de 1,4 milhão de votos, sendo o mais votado do Brasil, levou com ele mais 6 deputados. E em São Paulo, o mais votado, fez mais de 1 milhão de votos, e entrou levando outros 2.

Já no Rio Grande do Sul, apenas 4 – 12% – dos 31 atingiram o QE: Tenente-coronel Zucco (Republicanos), Marcel van Hattem (NOVO), Paulo Pimenta (PT) e Fernanda Melchionna (PSOL). O resto foi empurrado para dentro.

Em síntese, não é nada fácil fazer voto.

O CÁLCULO – Quociente Eleitoral é o resultado obtido a partir da divisão do total de votos válidos pelo número de vagas em disputa. O cálculo é feito assim: votos válidos divididos pelo número de cadeiras.