Alguns municípios da região, como Selbach, já começaram a se arrumar para as festas de final de ano que estão quase aí. Tomara que Tapera comece logo a se ajeitar e que sua decoração seja bonita para ajudar a levantar o astral da população que anda baixo por aqui, faz tempo.
Em Selbach, o pessoal começou a ornamentação pelo trevo da ERS 223 em direção ao Centro. No caminhódromo, na entrada da cidade, próximo à roda d’água, foi erguida uma árvore natalina artificial. E na praça central ergueram uma de 26 metros, que deverá ser a mais alta do Estado, e que será inaugurada no dia 02 de dezembro.
Vamos embelezar as nossas cidades e assim melhorar o humor do povo que sofreu muito neste ano com a economia, a política e as relações humanas.
Este Natal e Ano Novo deverão ser pesados, mas é preciso tocar em frente e mudar a folhinha do calendário.
O governo municipal de Tapera abriu concorrência pública para a exploração do Quiosque da Praça Dr. Avelino Steffens. A abertura das propostas será no dia 02 de dezembro, às 08h, na Prefeitura.
Conversei com um interessado em assumir o Quiosque, e ele me contou que desistiu tendo em vista o valor pedido e por que tem muita coisa a ser feita lá por apenas 6 meses por ano (verão).
Soube que fecharão a parte de cima do Quiosque para se usar o ano todo, mas deverá haver mudanças na planta para que quem vier da cozinha não tenha de sair por fora para subir, em pleno inverno ou em dias chuvosos.
Vamos esperar até o dia 02 para ver quem será o vencedor da concorrência. Só que assim. Quem assumir o Quiosque terá de trabalhar e não fazer de conta. E quando tiver evento na cidade ou mesmo nos finais de semana e feriado, que o mesmo esteja aberto, e que tenha comida e bom atendimento, também.
Já que o Quiosque está aí que ele seja bem aproveitado e sirva a comunidade e os visitantes. E que não seja apenas mais uma peça no Centro da cidade.
“A maior prova de amor é colocar-se à distância e não querer forçar a entrada”.
Desconheço a autoria.
Ali onde está hoje o Supermercado Santa Clara, aqui em Tapera, entre os anos de 1950 e 1960, funcionou um moinho de propriedade de João Batista Crestani, que por quatro décadas produziu farinha de trigo para toda a região do Alto Jacuí, no norte do Rio Grande do Sul.
Nos anos de 1930, a agricultura começou a receber incentivos do governo federal e a produção de grãos cresceu em toda a região. Com isso, moinhos coloniais, movidos a água, foram surgindo por todos os lados, desempenhando papel fundamental na economia da região e do Estado.
Em 1953, um ano antes de Tapera se emancipar de Carazinho, do qual era seu 4ª distrito, foi inaugurado o Moinho Taperense.
A inauguração, realizada com uma grandiosa festa, contou com a presença do governador Ernesto Dorneles e do secretário de Obras do Estado, Leonel Brizola, que mais tarde viria a ser governador e cuja história todos conhecem, além de políticos de toda a região.
O Moinho Taperense, além de processar trigo e milho, produzia farinha de trigo em máquinas importadas da Itália. Mais tarde, com a instalação de um descascador de arroz, a empresa deu um salto de tecnologia para a época.
Nos anos de 1960, com o surgimento das cooperativas de produção agrícola e com a sua grande capacidade produtiva, os moinhos coloniais acabaram sendo absorvidos por elas ou falindo, devido à concorrência.
Repare no detalhe da sacaria o número do telefone da empresa, de apenas um dígito.
Desse moinho eu lembro muito bem, pois brinquei muito nas sobras (cascas) que ficavam atrás dele quando íamos busca-las para colocar nas áreas dos vários campinhos de futebol que tivemos aqui em Tapera naquela época. Aliás, jogar bola, juntamente com caçar (de bodoque e “aripuca”), pescar, tomar banho de rio (e depois apanhar da mãe se aparecesse em casa com os cabelos e o calção molhados) e andar de bicicleta eram a diversão dos meninos da minha geração.
As fotos são do Adriano Salvadori e as informações do jornalista Luiz Antônio Corazza.
O Castramóvel, que chegou em Tapera via política sem nunca cumprir a sua finalidade, será vendido no leilão que a Prefeitura realizará no próximo dia 29.
O equipamento foi desmontado e o seu equipamento veterinário será vendido em separado. Pelo trailer estão pedindo R$ 95 mil e pelos equipamentos mais R$ 11,2 mil, totalizando R$ 106,2 mil.
A decisão foi tomada pelo Conselho Municipal de Política Animal (COMUPA), no último dia 04, na sua primeira reunião.
Nela, foi ainda decidido que, devido aos empecilhos para o funcionamento do Castramóvel: exigência de veterinário, auxiliar, plantonista, equipamentos…, concluiu-se que é mais barato terceirizar o trabalho, como é feito atualmente, do que mantê-lo no trailer.
Só não se sabe se o problema de cães perambulando pela cidade acabou.
“E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos”.
Gálatas
É muito elogiável a ideia do presidente eleito Lula de tirar os brasileiros da linha da pobreza dando-lhes dinheiro e acabar com a fome, só que isso tem um custo e alguém terá de pagar essa conta. Enfim, concordo em ajudar, mas não para sempre. Este é o meu pensamento, mas respeito os que pensam diferente.
Neste domingo (13), na missa, na primeira leitura, foi lida parte da segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses, que diz: “De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém”. Ainda: “Quem não quer trabalhar também não deve comer”. Está na Bíblia.
Também está na Bíblia, no Velho Testamento, que Deus dá alimentos a todos os pássaros, mas não os joga no ninho. Ele ajuda mas espera que você faça, no mínimo, a sua parte.
É preciso ajudar, sim, aqueles que precisam, mas é preciso também lhes dar trabalho e também vontade para trabalhar e assim comprar o pão para si e sua família.
O novo governo deverá gerar empregos e quem gera empregos é o comércio e a indústria, que deveriam ter os mesmos benefícios que tem a agricultura. Seria justo isso.
O Brasil tem conserto, sim, basta que nossos governantes e políticos trabalhem para isso, que trabalhem para o Brasil e pelo povo e não para a sua lista de eleitores e o seu bolso.
Está mais do que na hora do Brasil ser titular do time, pois está há muito tempo no banco.
No último dia 05, o casal taperense Ivo e Nair Knopf dos Santos comemorou com seus familiares as suas Bodas de Ouro – 50 anos de matrimônio.
E neste ano, por ser uma data muito especial, eles resolveram inovar na comemoração pedindo aos seus convidados que, ao invés de lhes trazer presente, que levassem consigo alimentos não-perecíveis e material de higiene e limpeza. Os convidados estranharam o pedido, mas levaram.
Pois, para surpresa geral, o Ivo e a Nair pegaram os “presentes” recebidos e os repassaram à APAE de Tapera.
Falei com o Ivo, amigo de longa data, e ele me contou que eles não queriam coisas para serem usadas dentro de casa e tiveram a ideia de fazer o bem para agradecer tudo que receberam nestes mais de 50 anos de vida conjugal.
Parabéns ao casal amigo pela ação.
“Tudo que semeamos certamente colheremos”.
Gálatas
Tendo passadas as eleições, dá pra ver que tem muita gente que rompeu relações com familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho, por conta de política.
Esse pleito eleitoral foi muito pesado e os nervos estiveram sempre à flor da pele. Diálogo, simplesmente, não existiu. As pessoas queriam, a todo custo, impor as suas ideias ao próximo, em defesa do seu candidato. E, ao final, como nenhuma das partes se convencia dos argumentos da outra, tudo acabava em brigas, algumas bem acaloradas.
Agora, eu pergunto: adiantou assumir uma paixão em detrimento de relações sólidas de anos, de amor e de amizade? Eu penso que esse tipo de desentendimento não vale a pena, pois “vão-se os anéis e ficam os dedos”.
O final do ano está chegando e, com ele, vem as confraternizações nas empresas, o Natal entre familiares e o Réveillon entre amigos. Qual vai ser o clima nesses eventos? Pais e avós serão os que mais lamentarão.
Será que os brigados se reconciliarão com seus pares ou manterão as suas relações rompidas, colocando a política acima de qualquer coisa?
Tem coisas na vida que vem e que vão, mas tem outras que vem e que ficam para sempre.