Ainda sem as câmeras
Na última quarta-feira (26/03), estive em Soledade participando da reunião do Comaja (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Jacuí), do qual seu presidente é o prefeito de Tapera, Ireneu Orth. A reunião aconteceu no Salão Nobre da Prefeitura, às 13h30min.
No encontro de prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais, se falou de vários assuntos de interesse dos 30 municípios que integram o Comaja. E entre eles estava o Projeto de Videomonitoramento, que o Consórcio assinou em parceria com o governo do Estado, com o próprio governador Tarso Genro.
Os prefeitos foram a Soledade para saber qual o posicionamento do Palácio Piratini, após este gelo governamental no projeto. Acontece que estaria na reunião um representante da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) para falar aos mandatários municipais sobre o posicionamento do governo do Estado, que mantem o projeto em Banho Maria, repassando ao Comaja R$ 1,5 milhão, quando acenou, em documento firmado e assinado pelo próprio Tarso, repassar R$ 4,6 milhões. A manifestação do jovem delegado de Polícia Civil foi um balde de água gelada na cabeça dos prefeitos, que esperavam que o Piratini voltasse atrás e cumprisse o que prometeu ainda em 2010 e nos vários encontros mantidos com a presença de secretários do alto escalão.
Os prefeitos e vice-prefeitos presentes não escondiam a sua frustração com a resistência do governo gaúcho em cumprir a promessa feita a eles.
Depois que o delegado saiu da sala e retornou a Porto Alegre, levando junto um pedido de audiência com o governador Tarso Genro, para esta semana, os prefeitos continuaram a falar do projeto. Senti nas várias conversas na sala que o projeto não sairá se o governo não repassar os R$ 4,6 milhões prometidos. O R$ 1,5 milhão inviabiliza o projeto, porque nenhum dos prefeitos mexerá no seu caixa para bancar uma promessa governamental, afinal foi o governo quem propôs a parceria com o Comaja bem como as regras da mesma.
A impressão que se tem é que o governo se arrependeu do que propôs e quer pular fora, mas não sabe como fazer isso, porque assinou uma promessa e porque neste não tem eleição e Tarso Genro concorre à reeleição.
Conversando com alguns prefeitos, tirando 5 ou 6 municípios que estão com dinheiro para bancar o projeto, os demais não tem e não arrumarão recurso para bancar a promessa do governador. E se a maioria dos municípios não entrar no projeto, o mesmo ficará inviabilizado e sepultado de vez. Os prefeitos são claros em seus posicionamentos sobre colocar dinheiro em cima dele.
Para se entender o caso. O Projeto de Videomonitoramento proposto pelo Comaja, foi colocado no papel em 2010 e apresentado ao governador Tarso Genro, que o aprovou e acenou com o repasse de recursos do Estado. Entraria com R$ 4,6 milhões e o restante dos R$ 12 milhões, que é o valor do projeto, viriam da União, que entraria com R$ 1,8 milhão, já repassado ao Consórcio; R$ 2,1 milhões das prefeituras e os restantes R$ 3,5 milhões das empresas, dos municípios. O governo prometeu ainda pagar o valor – R$ 4,6 milhões – em duas parcelas, até 13 de setembro de 1013, e depois, em parcela única, no dia 28 de fevereiro de 2014. A data passou e o dinheiro não entrou no caixa do Consórcio.
Vamos esperar mais este capítulo da novela que se arrasta dede 2010 e que já produziu mais de 50 viagens a Porto Alegre, uma infinidade de telefonemas para secretarias e autarquias, várias reuniões na capital e o gasto de mais de R$ 250 mil com tudo isso. O governo do Estado roeu a corda.
“Antigamente se tinha palavra, que não vale mais. Depois, se tinha bigode, que também não vale mais. E agora, nem com documento assinado se tem garantia de algo”, me disse um dos presentes na reunião de Soledade.
Nesta semana o telefone da sede do Comaja, em Ibirubá, deverá tocar comunicando a data, local e hora da reunião com o governador Tarso Genro para se falar sobre o projeto. Vamos aguardar para ver se ela sai. Por via das dúvidas os prefeitos esperarão sentados.
Vamos esperar sentados pois de pe cansaremos.
OTarso nao gosta muito de cumprir o que promete.
Rio Grande do Sul, a Argentina Brasileira
Como um dos estados mais ricos do Brasil se tornou uma republiqueta de bananas, sem ao menos ter a decência de produzi-las? O RGS é a Argentina brazuca. No passado, quando só tinha gaúcho tomando chimarrão e batendo as botinhas no chão para mostrar toda a macheza, as vacas pastavam calmamente e o estado enriquecia. Mas aí o estado ficou todo serelepe e começou a parir politicos calhordas, autoritários, incompetentes para dar com o pau. O resultado do socialismo gaúcho é conhecido: Decadência, empobrecimento, terceiro mundismo. O Rio Grande do Sul recolheu 89,8 mil doses de vacina contra o HPV após seis meninas apresentarem reações após a aplicação. A Secretaria Estadual da Saúde diz que o lote foi distribuído para todo o estado e representa cerca de um terço das 271 mil doses recebidas pela pasta no início da campanha .
Selva brasilis”……….
Vida longa a Santa Catarina! Para que nos separe dessa pocilga socialista!
Isso merece algum estudo científico sobre a estupidez coletiva.
Mas calma, nada está tão ruim que não pode piorar.
Vejam a estupenda mensagem do stalinista tarso sobre a implantação do bolivorianimo!
Repassando os amigos……
– 31 MAR 2014 – Palestra Pública com Gen Ex. Heleno. .. transmitido ao vivo pelo site abaixo:
GODF promove Palestra Pública com
Gen Ex. Heleno
O Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal,
Eminente Irmão Jafé Torres, e o Grão-Mestre Adjunto,
Poderoso Irmão Lucas Galdeano
CONVIDAM
e
Maçons, familiares e amigos para
Palestra Pública, que será proferida pelo
Gen. Ex. Augusto Heleno B. Pereira
Com o Tema:
“O Movimento de 1964”
O palestrante fará um retrospecto dos fatos históricos que, a partir da revolução russa , liderada por Lenin em 1917, prosseguiu com o projeto expansionista de Josef Stalin, criando o Movimento Comunista Internacional, resultando na implantação do regime comunista em vários países de todos os continentes. E o Brasil não ficou livre da tentativa de comunização, o que provocou uma vigorosa reação, que culminou com o movimento de 31 de março. Mostrará, também, de forma irrefutável, que o país seria literalmente comunizado se não fosse a intervenção providencial das Forças Armadas, com a importante participação do povo, da imprensa e da igreja.
Data: 31/03/2014
Hora: 20h00min
Local:
Templo Nobre do Grande Oriente do Distrito Federal
SQN 415/416 – Área Especial para Templos, Brasília(DF)
Traje:
Maçom
Convidados – Paramentado.
– Esporte.
O evento será transmitido ao vivo pelo site http://www.godf.org.br
O Maior Escândalo do PT Ainda Está por Vir: A Implosão do Banco Nacional da Bandidagem
Soltaram uma notinha no jornal para dizer que o presidente do banco nacional da bandidagem, vulgo BNDES, está em Brasília com o pires na mão, implorando para que o tesouro solte o leitinho das crianças subnutridas que mamam nas tetas do BNDES. Todos o ignoram. Querem dar a impressão de que ele está com o filme político torrefacionado. Nada disso, tolice. O fato é que a fonte dos recursos públicos do BNDES está secando. Quando a mamata acabar essa merda de banco de porta de cadeia vai implodir, deixando um buraco sem fundo, levando a economia brasileira consigo, numa crise sem precedentes. Vai também deixar claro que a carteira do banco reflete o maior esquema de corrupção de que se tem notícia no universo sideral. Vai ter nego fugindo de jangadinha com o dinheiro roubado.
POSTED BY SELVA BRASILIS AT 4:37 PM
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Sarico aruma um nariz mais comprido pro tarso este aí do boneco nem da para as promessas do alto jacui. Vergonhoso este governo. Não sei como os prefeitos tem tanta paciência. Escutei a entrevista do diretor do Comaja. Não sei da onde tirou coragem pra falar isto de um governador mas alguém precisava dizer tudo o que disse, acho que vai sobrar pra ele. Pelo que ouvi foi pior as declarações dele do que o Heinz disse, Vamos esperar deitados.
Ainda não ouvi nenhum prefeito criticar na imprensa esta vergonha do tarso. Por que será. Chego a imaginar que estão torcendo para não sair, pois já estão dizendo que a Ana Amélia no início do próximo ano vai fazer.
Profesoresdedireita…..
Dia 31/03 é dia de se comemorar a memória dos militares mortos pelos assassinos que hoje estão no poder, reinventando a história, contando a história do jeito que bem entendem.
No entanto, as pessoas que possuem idade e memória, todos eles são unânimes e sentir saudade do período militar, da segurança que eles sentiam e do patriotismo que todos eles sentiam. Época em que o professor era autoridade dentro da sala de aula e que os alunos respeitavam essa autoridade. Época em que os alunos aprendiam o conteúdo e saíam da educação pública com capacidade e conhecimento. Havia muito analfabetismo no Brasil? Havia! Assim como muito analfabetismo nos EUA, na Argentina, na Finlândia, em todo o mundo.
Notícia que dá conta de que os Militares nunca foram intrusos na história, mas que assumiram o poder pelo clamor popular:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1432148-os-militares-nunca-foram-intrusos-na-historia-brasileira-diz-general.shtml
Há um artigo muito bom no nosso blog sobre o período militar, destruindo mitos e mostrando a verdade sem influência política alguma:
http://professoresdedireita.blogspot.com.br/2013/05/a-revolucao-comunista-destruindo-mitos.html
Há também dois vídeos de um grande professor de história que narra o período militar com um grande conhecimento de causa, porque esse professor também viveu parte de sua vida no Regime Militar:
Revolução de 1964, a verdade sufocada
https://www.youtube.com/watch?v=UeXIrPc_O8o
Esse vídeo é uma narrativa histórica e verdadeira, com rica fundamentação. Professores que pretendem a verdade sobre 1964 e não considerarem o que está nesse vídeo, com certeza está assumindo um risco de não ensinar, mas de aumentar a ignorância dos seus alunos.
BRASIL, GUERRILHA E TERROR – A Verdade Escondida
https://www.youtube.com/watch?v=-ow8bwE3fhw
Esse vídeo mostra o outro lado. Mostra que os revolucionários perseguidos pelo Regime Militar, foram perseguidos porque realmente eram criminosos. Digo o mesmo com relação a esse vídeo. Foram os revoltosos que deram causa ao AI5. A chamada Ditadura começou de verdade, não por causa de uma arrogância por parte dos militares, mas porque os comunistas não queriam abrir mão do poder sem antes infligir o terror. Isso mostra que os comunistas não se importam com o Brasil, se necessário, eles destroem o Brasil. O que eles querem é o poder pelo poder.
Relação de 119 pessoas inocentes mortas pelos comunistas duurante o Regime Militar. Fala-se muito em truculência dos militares, mas pouco se fala nas vítimas fatais produzidas pelas mãos dos guerrilheiros que tinham como líderes José Dirceu, Lula (vulgo barba), Dilma Rousseff, Minc, Gabeira e diversos outros guerrilheiros assassinos que hoje estão no poder:
https://www.youtube.com/watch?v=KeXmi9sbxDE
Essa postura não é uma questão de voz minoritária, ou versão parcial dos fatos, mas a narrativa o mais próximo da verdade possível, porque não se forma alunos com verdades convenientes ao Governo, ao sistema, ao partido político que está no poder, mas se forma alunos com uma abordagem científica sobre os fatos. Se for para falar de história, então a história ensinada para os alunos deve ser ciência.
Não quero que esse artigo seja a última palavra, no entanto, todo o material aqui compartilhado deve, necessariamente, ser levado em conta por professores e alunos quando forem tratar sobre o Regime militar, não porque os conservadores querem, não porque a Direita Política quer, mas porque não se pode chegar a uma verdade ouvindo apenas um dos lados, uma das versões. Se esses relatos são relatos parciais, uma versão da história, então ela deverá ser confrontada com a outra versão da história, com documentos da época, nunca ser simplesmente ignorada.f
“Cuba necessita de 2 a 2,5 bilhões de dólares anualmente em investimentos diretos estrangeiros, para reforçar o seu modelo sócio-econômico socialista, próspero e sustentável.”
Vice-presidente Marino Murillo, o czar das reformas econômicas dos irmãos Castro.
Como é que é?
Os comunistas cubanos querem que o investimento direto estrangeiro, que deve ser por natureza capitalista, fortaleça o modelo socialista? Ou seria para reforçar a ditadura comunista?
Enfim, sempre existem alguns idiotas iguais a eles, que colocam dinheiro naquela ilha-prisão, “investimento” que provavelmente nunca terá retorno…
Paulo Roberto de Almeida
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Lourival Sant’Anna
O Estado de S.Paulo, 30 de março de 2014
O conflito, que refletia a divisão do mundo entre capitalismo e comunismo, fermentava desde o início da década, ganhou as ruas e teve seu desfecho com a intervenção militar
É quase sempre arbitrária e discutível a definição do momento desencadeador de um acontecimento histórico. A tentação é grande de retroceder um pouco mais na busca do ponto de inflexão, do fato definidor. Com o golpe de 64 não é diferente. Mas talvez não seja possível entender aquele ambiente sem recuar pelo menos até a ascensão de Getúlio Vargas em 1930 e a implantação de seu Estado Novo (1937-45). Naquele período, o ditador populista e autoritário encarnou a figura paterna com que tanto sonham, do Descobrimento até hoje, gerações sucessivas de brasileiros, que se sentem desamparados sem um provedor, seja um senhor de escravos, imperador, marechal, coronel ou governante, ao mesmo tempo implacável, benevolente, poderoso.
Getúlio saiu e voltou. Retomado o ciclo dos governos democráticos, foi antecedido e sucedido por presidentes mais ou menos liberais e carismáticos. Mas seu suicídio em 1954 e sua carta-testamento selaram de forma quase mágica o papel do pai austero e protetor. Ao eleger Juscelino Kubitschek em 1955, os brasileiros buscaram uma resposta mais racional para os seus anseios. JK governava com “planos de meta”, que resultaram na industrialização e na interiorização do País, por meio de rodovias e da construção de Brasília. Mas o apego popular ao getulismo ficou manifesto na eleição do vice, João Goulart, ministro do Trabalho e herdeiro político de Getúlio, que teve mais votos que Juscelino.
Conterrâneo de Getúlio, Jango, como era conhecido, rico fazendeiro de São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, tinha convite, em meados dos anos 40, para entrar para o PSD, o mesmo partido do futuro presidente JK. Foi por intervenção direta de Getúlio, amigo de seu pai, recém-saído da Presidência, que Jango entrou para o PTB gaúcho. São dados biográficos importantes, que compõem o seu perfil futuro, de trabalhista híbrido, líder indeciso, que parecia ter de ser empurrado para o seu destino quase tão trágico quanto o de seu mentor – a desistência não pelo suicídio, mas pela renúncia sem resistência, seguida do exílio.
A posse de Juscelino teve de ser assegurada pelo general Henrique Lott, então ministro da Guerra, contra oficiais que tentaram impedi-la, por considerar a composição PSD-PTB à esquerda demais. Aí o golpe de 64 teve o seu primeiro ensaio, e as duas vertentes doutrinárias do oficialato – a legalista e a linha dura – se explicitaram. Os mandatos eram de cinco anos, sem direito à reeleição do presidente, mas os vices podiam voltar a se candidatar, e sua eleição era separada da do presidente. Em 1960, Jango consolidou sua popularidade, voltando a se eleger vice de Jânio Quadros, da coligação liderada pela UDN, principal partido conservador do País. Se no mandato anterior havia certa convergência entre o PSD e o PTB, e se Juscelino em certo sentido representava o ponto médio entre as correntes liberais e trabalhistas, com sua abordagem “social-democrata” de desenvolvimento, a eleição de 60 lançou o País na rota da divergência ideológica.
Jânio. Precursor do populismo de direita que depois se atualizaria em figuras como Paulo Maluf e Fernando Collor de Mello, Jânio foi o primeiro a dominar com maestria a mensagem dos meios de comunicação de massa. Venceu a eleição empunhando uma “vassourinha” para “varrer a corrupção” e lanchando sanduíches de mortadela nos comícios , para se identificar com os trabalhadores das grandes cidades. Excêntrico, imprevisível e intuitivo, Jânio estava longe de ser um líder liberal no sentido clássico. No seu curto mandato de sete meses, não esboçou uma política econômica coerente. No ambiente internacional envenenado pela Guerra Fria – a disputa por influência entre os Estados Unidos e a União Soviética -, explorou o arraigado sentimento anti-imperialista brasileiro ao condecorar o líder guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara, ícone da Revolução Cubana de dois anos antes, que então começava a alinhar-se com o bloco comunista.
No Comício da Central do Brasil, 18 dias antes do golpe, foto de Getúlio Vargas indica influência de sua visão de Estado intervencionista sobre Jango e líderes sindicais
Essas ambivalências acompanhariam o drama que estava por se desenrolar, e continuariam presentes na visão de Estado paternalista, provedor e autoritário que une grande parte dos brasileiros até hoje. Mesmo que a divisão não fosse clara e linear – e talvez poucas coisas o sejam no Brasil -, havia duas visões, dois modelos, dois rumos para o País, que colidiram na composição Jan-Jan (Jânio-Jango) e nos acontecimentos seguintes.
Em aparente manobra para angariar maior apoio no Congresso, o impulsivo Jânio renunciou em agosto de 1961, denunciando “forças ocultas” nunca vistas à luz da História. Jango recebeu a notícia em Cingapura, depois ter passado pela China comunista, em missão acertada com o presidente, como parte de sua política externa desalinhada com o esquema das duas superpotências – EUA e URSS.
O golpe de 64 teve então o seu segundo – e mais robusto – ensaio. Exército, Marinha e Aeronáutica tinham cada uma seu ministro, que, juntamente com o da Guerra, marechal Odílio Denis, tentaram impedir a posse do vice, pelo fato de ser apoiado pelos partidos Comunista e Socialista Brasileiro (PCB e PSB). A posse foi garantida, mais uma vez, pela corrente legalista, liderada, agora da reserva, pelo marechal Lott, que fora candidato a presidente na chapa de Jango. Assim como em 1955, o general Humberto de Castelo Branco fez parte desse grupo. Dessa vez, no entanto, foi necessário um acordo, pelo qual o presidencialismo deu lugar ao parlamentarismo. Tancredo Neves, do PSD, foi eleito primeiro-ministro.
O incidente abriu espaço para o protagonismo de Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul pelo PTB e cunhado de Jango, que promoveu a “campanha da legalidade”. Um plebiscito em janeiro de 1963 traria de volta o presidencialismo. Jango, no entanto, seguiria com apoio insuficiente no Congresso e nas Forças Armadas, e cada vez mais dependente do respaldo das “massas trabalhadoras”, organizadas pelos sindicatos vinculados ao PTB e crescentemente hipnotizadas pela retórica febril de Brizola, que, já como deputado federal, disputava influência nacional com seu cunhado. Brizola pressionava Jango para adotar “reformas de base”. Sabendo que não havia apoio no Legislativo para elas, falava em Assembleia Constituinte (o que era traduzido por “fechar o Congresso”), e em impô-las “na marra”.
Acuado, sem alternativa de apoio, Jango, de índole conciliadora, pareceu vencer a própria relutância e atropelar a própria natureza no Comício da Central do Brasil, no Rio, no dia 13 de março de 1964, quando adotou a beligerância e a impaciência do cunhado – “vou falar em linguagem que pode ser rude”, desculpou-se. Anunciou que havia assinado o decreto de reforma agrária e a nacionalização de cinco refinarias, criticou a Constituição e citou o “supremo sacrifício” de Getúlio Vargas. Bandeiras comunistas tingiam de vermelho a multidão de 150 mil a 200 mil pessoas.
Comunismo. Em reação ao que era percebido como o risco de “comunização” do Brasil – apesar de trabalhismo e comunismo competirem entre si -, foram organizadas as “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”, com apoio da Igreja e de setores liberais. A Marcha começou em São Paulo, no dia 19, onde reuniu entre 300 mil e 500 mil pessoas, e se espalhou por várias outras cidades, totalizando 1 milhão de manifestantes. Eles defendiam a Constituição, a propriedade e a democracia.
Em 25 de março, cerca de 2 mil marinheiros, sob influência do PCB, desafiaram o ministro da Marinha, Silvio Mota, celebrando o aniversário de uma associação que havia sido declarada ilegal. No dia 30, Jango compareceu a uma reunião de cerca de mil cabos e sargentos no Automóvel Club, no Rio, e pronunciou seu discurso mais virulento, em que falou de “represálias do povo” contra seus adversários, financiados pelo Exterior. Era uma referência ao escândalo de ajuda financeira americana à campanha de deputados. Alarmados com a possibilidade de o Brasil converter-se numa Cuba continental, os Estados Unidos patrocinaram também o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipes), com sede no Rio, que fazia filmes de propaganda anticomunista.
Os dois episódios foram considerados tão provocativos para o oficialato que se especula se não foram estimulados por agentes da linha dura. Eles demoveram a maioria dos legalistas de suas hesitações – a começar por Castelo Branco, chefe do Estado-Maior. A reação foi imediata – e atropelou a cúpula. De prontidão desde o Comício da Central do Brasil, o 10.º Regimento de Infantaria, de Juiz de Fora, pôs-se em marcha às 12h30 do dia 31, rumo ao Rio. Quando entraram em contato com as tropas sublevadas na estrada, as forças supostamente legalistas se congraçaram com os companheiros e aderiram ao golpe.
Seis dias depois, a ‘Marcha da Família com Deus pela Liberdade’, que começou em São Paulo e espalhou-se pelo País, denunciou o ‘risco comunista’
EUA. Os Estados Unidos enviaram uma força-tarefa com um porta-aviões, quatro destróiers, duas escoltas e navios-tanque, para apoiar a intervenção militar. Mas deram meia-volta muito antes de se aproximar da costa brasileira. A rápida adesão dos comandantes levou Goulart a renunciar, partindo para o exílio no Uruguai. Castelo Branco venceu uma surda disputa de poder com o general Artur da Costa e Silva, líder da linha dura, e sagrou-se comandante da “revolução redentora da democracia”, como foi chamada por seus partidários. O Congresso o elegeu presidente, e ele tomou posse no dia 15 de abril.
A intenção dos setores civis que apoiaram o golpe – e aparentemente da ala dos militares legalistas liderados por Castelo – era evitar um possível “autogolpe” de Jango, no qual se presumia que ele fecharia o Congresso e imporia suas reformas de base, inaugurando uma “ditadura do proletariado” tropical, aqui chamada de “república sindicalista”. Entretanto, Costa e Silva liderou o que entrou para a história como o “golpe dentro do golpe”. Numa sequência de decretos paradoxalmente denominados “atos institucionais”, a ditadura militar foi gradualmente se instalando, com o cancelamento da eleição presidencial de 1965, o banimento de partidos, a abolição dos direitos e liberdades. A cada quatro anos, um Congresso subserviente elegeu um general-presidente, escolhido antes pela cúpula das Forças Armadas.
A ditadura durou 21 anos, deixando marcas na sociedade brasileira com a tortura e o desaparecimento de opositores. Na economia, seu legado foi ambivalente: de um lado, a inflação e o endividamento elevados; de outro, a implantação de uma importante infraestrutura no País. Toda essa história é contada em detalhes, em muitos casos inéditos, nas páginas que seguem.
Veja também:
Veja o especial ‘1964’ completo
Brasil definiu em 64 seu alinhamento na Guerra Fria
Propaganda igualava a esquerda a Hitler
Embaixador dos EUA pediu dinheiro, adido militar e armas para apoiar o golpe
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Do aluizio Amorim”……
Depois de ver o triunfo de tantas iniquidades, fico feliz porque posso postar este vídeo com uma matéria bem feita e completa revelando a verdade dos fatos ao público de Santa Catarina, veiculada pela RICTV, de Florianópolis, a capital catarinense. A reportagem mostra o fim da ocupação da reitoria da UFSC e da anarquia produzida por agitadores profissionais a serviço do PT, PSOL, PSTU, PCdoB, e agremiações comunistas correlatas.
Também me anima o fato de ver que a esmagadora maioria dos estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, é contra a barbárie comunista, a desordem, a vagabundagem, o uso e tráfico e drogas dentro do campus, a invasão da Reitoria. Afinal, foi na UFSC que fiz a minha graduação e o mestrado em Direito e tenho um carinho especial pela Universidade.
Gostei muito também de ver os estudantes verdadeiros arrancando bandeira vermelha comunista e recolocando no seu lugar a Bandeira do Brasil ao mesmo tempo em que cantaram o Hino Nacional.
A RICTV, grupo de comunicação catarinense, fez o que devia ser feito. Reportou o evento. E isto é mais uma coisa que me alegra, pois vejo que a patrulha comunista da redação desta feita não pôde impedir que a verdade fosse mostrada aos telespectadores.
O fato de fazer este destaque em relação a esta reportagem é a prova de que os meios de comunicação no Brasil, na sua quase totalidade, servem hoje mais para lavagem cerebral e doutrinação comunista do que para levar à opinião pública os fatos e não o proselitismo esquerdista.
A exceção desta reportagem justifica esta regra que começou a vigorar no Brasil depois que Lula, Dilma e seus sequazes chegaram ao poder. Todavia, há sinais que brotam aqui, ali e acolá, de que a população brasileira e, particularmente, os estudantes, já sentiram o cheiro de carne queimada. Chegaram à conclusão que está na hora de virar esse jogo. Chega de governo do PT, chega de vagabundagem, violência, insegurança pública, mentiras, roubalheiras e destruição das escolas e universidades.
A maioria dos brasileiros quer a lei e a ordem, quer a segurança e a tranquilidade. Os estudantes querem estudar, se formar e seguir a vida adiante.
Parabéns estudantes da UFSC que, com as suas próprias mãos, deram uma lição de responsabilidade, moralidade e patriotismo verdadeiro detonando essa ralé moral que ameaça destruir essa Universidade que já foi um orgulho para Santa Catarina e o Brasil. E acredito, depois de tudo isso, que a UFSC haverá de retomar os seu objetivo, que é o de ser realmente uma universidade e não um centro de vadiagem de maconheiros e palco de proselitismo de dinossauros comunistas.
Prezado sarico sou fã do teu Blog no entanto se você não limitar os comentários ao tema da reportagem fica difícil de acompanhar. Sugiro as pessoas que querem discutir outros assuntos que enviem por email para você e aí sim com o tema postado poderão opinar.Ainda em tempo nada mais de 10 linhas se quero ler livro vou numa livraria e compro. Sinto que teu Blog está perdendo o foco, é uma pena não quero que entre em decadência, mas se você continuar assim vou dissitir de ler.
O ASSUNTO É VIDEOMONITORAMENTO PROMETIDO E NÃO HONRADO PELO TARSO
14:39, concordo plenamente contigo, mas fico entre a cruz e a espada, primeiro porque este espaço é democrático e segundo porque a manifestação não é ofensiva. O que se pode fazer é agir como age uma amiga minha: “Coisa longa eu não leio. Ignoro”. Agora, imagine eu ter de ler tudo isso para que seja publicado. No JEAcontece, com as notícias que chegam, entre 80 e 90 por dia, tenho de lê-las todas. Devo ler um livro de 200 páginas por dia, acredito. Abraço. E continue conosco.
Sarico tb acho que deves limitar os trechos e se ater ao que se refere o tema, credo, quanta gente sem noção, em vez de encher o saco dos outros aqui, que vão para a rua protestar, quem sabe assim sai algo de útil ficar berrando atras de um computador sem atitudes concretas e coisa de desocupado
Pior ainda.
Esse blog está virando um almanaque fascista e não por vontade ou intenção do blogueiro. Está pior que a seção do leitor da revista Veja.
Numa data em que o país inteiro exorta as pessoas a não esquecerem as atrocidades e aberrações cometidas durante o golpe militar, para não repeti-las, um bando de idiotas, felizmente uma minoria, que têm vergonha de assumir suas posições em público, vão na contramão da História e contra o senso mais primitivo de justiça.
Até a Globo e a Igreja já pediram desculpas pelo apoio horroroso a esse movimento truculento e covarde, que agia na calada da noite, nos porões dos quartéis. Nada no mundo justificaria sua volta. Seria como voltar à Inquisição, onde se justiciavam quem pensava diferente com a fogueira.
Felizmente esse tempo passou e nunca se viu como agora, por parte de pessoas inteligentes, intelectuais e imprensa, tanto material publicado denunciando as crueldades cometidas.
Fazem 80 anos que um bando de imbecis anunciam uma suposta ameaça comunista, com vermelhos escondidos debaixo da cama dos incautos, ingênuos e indefesos brasileiros. Tudo para criar um ambiente de medo e terror, para justificar a implantação de um regime de força onde a “ordem” é estabelecida pelo general de plantão.
Alguém conhece algum comunista perigoso aqui em Tapera? Seria interessante que o blogueiro o entrevistasse para sabermos com antecedência suas reais intenções e até, se necessário, tratar de armazenar mantimentos para enfrentar outro golpe incruento que pelas ameaças, está bem próxima de eclodir.
Há que se ter cuidado, esses comunistas são todos serelepes.
Testando o limite de atenção dos que reclamam do tamanho dos textos.
Ao que acha que todo leitor do blog é, necessariamente de Tapera: não, não é.
Ao que acha que falar de BBB é mais proveitoso: problema seu!
Deste tamanho é intelegível???