Blog do Sarico

A grama da praça está morrendo


Neste domingo (22), ao me dirigir à Igreja Matriz de Tapera para a missa dominical, uma senhora me abordou para falar sobre a grama da Praça Central, recém reinaugurada, que estaria morrendo devido aos meninos estarem jogando futebol e vôlei ali. Após a missa fui lá e constatei a veracidade do fato.

Eu não sei o que devem fazer, mas alguma coisa precisa ser feita de modo a proteger nosso patrimônio que foi reformulado para todos nós. Sabemos que os meninos precisam de espaço, só não sei se ali seria o mais indicado.

Por outro lado, fica a questão: será que não estaria faltando espaços para os meninos bater a sua bolinha, os antigos “campinhos”, que haviam por toda parte em Tapera?

Mesmo nestes tempos modernos, de internet, celular, jogos eletrônicos e tantas outras coisas, a bola ainda fascina meninos e também meninas.

Em tempo. Não estaria na hora do poder público taperense começar a utilizar a mídia local, TODA ELA, para realizar campanhas de conscientização da população sobre temas diversos? Sim, por que deve haver verba também para alertar o povo sobre a necessidade dele conservar o local em que habita.

Garrafas quebradas na praça


Neste final de semana, alguém fazendo sua festa na praça central de Tapera quebrou algumas garrafas no chão, bem onde a criançada brinca. Alguns pais se propuseram a recolher os cacos de vidro, para que seus pequenos pudessem brincar lá, soube.

Nós, aqui em Tapera, temos um problema muito sério com o lixo, pois o pessoal não está dando a devida destinação a ele. Além de afetar o meio ambiente, também acaba prejudicando a própria comunidade – nesse caso, as crianças que usufruem da praça.

É importante que a população tenha consciência coletiva, no sentido de contribuir para manter a cidade limpa, principalmente, depositando os resíduos no local correto. Não custa nada e, ainda, gera um ambiente mais agradável para todos.

Nesse sentido, seria interessante que a administração municipal intervisse nessa questão e promovesse campanhas de conscientização ao depósito correto dos resíduos, principalmente nos espaços públicos, bem como que fiscalizasse a conduta das pessoas.

Enfim, é necessário que todos colaborem com a limpeza de nossa cidade, porque o ambiente diz muito sobre as pessoas que nele habitam e sobre quem lhe governa.

Falta de sensibilidade no Centro


Essa eu vivi para ver. Ontem, passado das 18h, estava eu sentado no “pub” do Seko, no Centro de Tapera, com os amigos, colocando a conversa em dia e tomando umas geladas, pois o calor estava intenso, quando sobe a avenida, pela calçada, uma jovem levando consigo seu cão na corrente. Pois, quase na entrada do bar, o cão parou e defecou ali, na frente de várias mesas, sob o olhar atônito de todo mundo e complacente da sua dona. Eu pensei: agora ela cai juntar o excremento e jogá-lo no lixo. Me enganei, ela continuou caminhando tranquilamente como se nada tivesse acontecido. E o pessoal passando pela calçada e desviando daquela sujeira. Pois, o Seko, vendo o movimento, pegou um saco, recolheu o excremento e o jogou no lixo. Tempo depois a mulher desceu pelo mesmo lado na maior normalidade do mundo. O pessoal todo ficou se olhando perplexo.

A jovem essa acha que isso é normal. E não é. Cachorro tem que se “aliviar”, mas seu dono deve recolher o “resultado”. É assim que deve ser feito quando se vive em comunidade.

Olha, para falar a verdade, eu passei vergonha pela jovem e constrangido pelo seu comportamento.

Política em Tapera


O pessoal vem me pedindo sobre a política de Tapera, mesmo estando a dois anos da eleição. Querem saber quem serão os candidatos da coligação, que deverá ter o PP na cabeça e o MDB de vice; se a coligação continuará ou não, em caso contrário quem seriam os nomes dos dois partidos; se haverá oposição e quem seria o candidato, se o Ireneu Orth concorre a um quinto mandato, se o racha da bancada situacionista na eleição da Câmara de Vereadores afetará a coligação, se a investida do MP-RS na Prefeitura investigando possíveis irregularidades respingou na coligação e se haverá reflexos na comunidade, enfim, querem saber o que está acontecendo na política taperense e chegam até mim certamente pela confiança que tem neste escriba, além da liberdade para discorrer sobre o assunto.

Tem muita gente por aí que acha que a informação saindo daqui tem validade, o que me enche de orgulho.

Só que assim, muita água passará por debaixo desta ponte neste e no próximo ano e, dependendo de como vai a coisa e do que pode acontecer neste período, alguma definição teremos somente em 2024, ano da eleição.

Mas, adianto uma coisa. Tem muita gente pensando diferente para 2024.

Mal alimentados


Segundo a FAO, organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura, na América Latina e Caribe, 1 em cada 5 pessoas não se alimenta corretamente.

Falando no Fórum Econômico Mundial na Suíça, a ministra do Meio Ambiente, Marina da Silva, disse que no Brasil, 61 milhões de pessoas não se alimenta corretamente, o que representa mais de 35% da nossa gente.

O estudo não é sobre fome, mas a maneira como as pessoas se alimentam, de forma não saudável, o que é um grande problema.

Outra parte da Tapera antiga


Está foto foi batida nos anos de 1960 e mostra uma parte da Avenida XV de Novembro, no sentido norte/sul, a partir do então Posto Esso, hoje Petrobras, em direção à ERS 223, que não existia na época.

A direita, vê-se o Posto Esso, dos Simon; a casa e consultório do dentista licenciado Pedro Lucca, o Bar Ciprandi, a casa do Heitor Viau e o Supermercado do Bruno, na esquina. Ao atravessar a Rua Guido Mombelli aparecem o prédio da Loja Rotta e ao lado o Cinema Avenida, do Gentil Batistella.

O prédio do Supermercado do Bruno, ao logo dos anos, teve muitos donos e sofreu várias reformas. Antes, foi salão de baile, loja, hotel e sede da primeira Prefeitura e da Câmara de Vereadores. Também serviu de residência.

Segundo o Nadir Crestani, em 1923, Dovilio Nicola instalou o Hotel Riograndense, que funcionou até 1940. Nos primórdios, era possível ver na fachada do prédio o letreiro Fockink Cia Ltda, uma loja grande. E no final foi o Supermercado do Bruno, até ser demolido para dar lugar a um prédio que hoje ali está.

Onde aparecem a casa do Lucca e o Bar Ciprandi estão hoje a Padaria Dona Elza. No lugar da casa dos Viau está o Banco do Brasil e no lugar do supermercado está um prédio com apartamentos e lojas, entre as quais a Utilar e o Banco Bradesco. No lugar do Rotta, há um prédio com residência e lojas, entre as quais a Loja Colombo e a Esportiva Cia do Esporte. E no lugar do cinema há também um prédio de apartamentos e lojas, entre as quais a Loja Andriolli e a Farmácias Associadas.

Lá no alto aparece o prédio dos Maldaner, com morada da família na parte de cima e a loja na de baixo. Hoje ali está a Farmácia São João.

E do outro lado da Avenida, na parte de baixo da foto, aparece parte do Curtume Mombelli, que já foi a maior empresa do município com quase 1.000 empregados e trabalhando em três turnos.

E quem seria o menino atravessando a Avenida com uma sacola de aula? Certamente ele está indo para o Grupo Escolar Barão de Caçapava, onde hoje está a Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Tapera. E onde eu iniciei os meus estudos.

O “Centro” de Tapera no começo


Esta foto mostra parte da antiga Tapera, então distrito de Carazinho, lá pelos anos 1920-1930.

Na imagem, aparece o “centro” da então Vila Tapera, há mais de um século. Pela localização, a “chapa” deve ter sido tirada atrás do hoje Parque Aquático Taperense, e mostra a Avenida XV de Novembro a partir do hoje Auto Posto Tapera indo em direção ao Clube Aliança e ao trevo da ERS 223.

A foto mostra, do lado esquerdo, dois galpões onde iniciou o Curtume Mombelli, que chegou a ser a maior empresa do município. Mais tarde, mudou-se para mais abaixo da avenida. No alto, onde aparece aquele pinheiro solitário, ficava o campo do Sport Clube Jacuí, o primeiro time de futebol de Tapera, localizado na propriedade de José Baggio.

À direita, aparecem a antiga Igreja Matriz, de madeira, com o seu campanário ao lado. A atual Igreja Matriz começou a ser construída em 1932 e foi concluída em 1934.

Mais abaixo, aparece o Hotel Sarturi, o primeiro de Tapera. A história dos hotéis eu contarei outra hora. Tivemos vários aqui.

Abaixo, à esquerda, onde aparece uma seta solitária, em 1940, começou a ser construído o Hospital Nossa Senhora do Rosário, tendo sido inaugurado em 1943. Hoje, funciona no local a Secretaria Municipal de Saúde,

Pela imagem, Tapera não deveria ter mais de 50 casas naquela época. E, pelo que se vê, havia mato por todos os lados aqui.

Eu olho essa foto e tento me imaginar morando ali. Como deveria ser a vida daquele povo naquele tempo, sem as facilidades que temos hoje em dia.

Devemos agradecer (e muito) aos que começaram toda a nossa história por que tiveram de trabalhar muito lá no começo.

A natureza cobra


Esses fenômenos climáticos e ambientais que estão ocorrendo em todo o planeta, como estiagens, incêndios, enchentes e alterações bruscas na temperatura, durante as estações do ano, estão dando o que falar e causam muita preocupação nos ambientalistas, nos países e na sociedade civil em geral.

Tudo isso que vem se desencadeando já acontecia antigamente, contudo, estudos comprovam que a situação climática e ambiental da Terra está se tornando mais crítica a cada ano que passa – e o processo, que, até então, parecia ser lento aos nossos olhos, já está trazendo consequências negativas, sobretudo, à sobrevivência humana.

Falando nesse assunto, não se pode deixar de comentar sobre a Amazônia – patrimônio do Brasil e “pulmão do mundo”. A nossa floresta é essencial ao planeta, do ponto de vista climático, e por isso, os países que tiverem interesse em contribuir com a preservação desse grande bioma, deverão colocar a mão no bolso.

O fato é que a preservação, não só da Amazônia, mas do meio ambiente como um todo, é urgente e imprescindível à sobrevivência humana. O modo de vida da população mundial vem exercendo grande pressão nos recursos naturais (que são esgotáveis), passando a se concretizar aquela antiga ideia de que “a natureza cobra” ou “vem buscar o que é dela”. Inclusive, temos muitos casos que ilustram essa conjuntura, na prática.

Portanto, é necessária a conscientização do poder público e dos cidadãos, para que sejam implementadas medidas de preservação de florestas, rios e animais, afinal, o seguro morreu de velho, não é mesmo?