Blog do Sarico

A obrigação da informação correta


Eu participo de uma porção de grupos no WhatsApp, com profissionais da comunicação de toda a região e também do Estado, ex-colegas e ex-professores de faculdade, amigos, familiares, entre outros. E, seguidamente, me surpreendo com colegas de profissão repassando conteúdos que não correspondem à verdade dos fatos, sejam eles no âmbito regional, estadual, nacional ou internacional.

Dito isso, penso que não podemos esquecer de uma regra básica do jornalismo declaratório, expressa de forma bastante didática por Jonathan Foster, professor do curso de Jornalismo da Universidade de Sheffield (Inglaterra): “Se uma pessoa diz que está chovendo e outra diz que não está, o trabalho do jornalista não é simplesmente publicar as aspas de ambos. É botar a cabeça para fora da janela e descobrir quem está falando a verdade”. Não existem duas verdades.

Ou seja: a checagem de fatos é imprescindível na profissão, pois não se pode repassar para o público um conteúdo duvidoso – ou, pior ainda, enganoso! Isso é muito grave e macula a imagem do profissional.

Então, o jornalista (seja ele repórter ou redator) deve ter o compromisso em relatar sempre a verdade, mesmo que o conteúdo seja contrário às suas ideias, crenças e visões de mundo.

Jornalismo é informação, não desinformação. E, em tempos de “fake news”, está cada vez mais difícil competir com as mentiras que circulam por aí.

Mudou a banda. A festa é a mesma


O governo Lula prometeu desde o ano passado derrubar os sigilos de Jair Bolsonaro, mas já tem um segredo para chamar só de seu: o Ministério das Relações Exteriores impediu a divulgação dos convidados e do valor gasto na recepção feita durante a posse, em 01 de janeiro. A festa foi para uns 3,5 mil convidados. O sigilo é para quatro anos.

Faça o que digo e não faça o que eu faço.

Assim fica difícil.

Visita ao vice-prefeito Prego


Na manhã desta quarta-feira (25), fui até a Prefeitura de Tapera para fazer uma visita de cortesia ao vice-prefeito Osvaldo Henrich Filho, o “Prego”, que ficará no comando do município até 20 de fevereiro, durante as férias do prefeito Volmar. E, no gabinete, encontrei os presidentes da Câmara de Vereadores, Pipe dos Santos, e do Progressistas de Tapera, vereador Márcio Paulus.

Pensamento do Dia


“O sorriso e o silêncio são duas poderosas ferramentas: o sorriso te ajuda a resolver muitos problemas, e o silêncio, a evitá-los”.

 

Desconheço a autoria

O pessoal quer saber da Operação em Tapera


O pessoal vem me pedindo para falar sobre a Operação Compostagem, deflagrada pelo MP-RS, e que envolve também a Prefeitura de Tapera, com o objetivo de apurar uma suposta prática de crimes licitatórios e de corrupção, que teriam causado prejuízo ao município, em torno de R$ 500 mil.

Por enquanto, tudo o que se fala a respeito desse episódio, principalmente nas redes sociais, são apenas especulações. E é preciso ter muita cautela nos comentários, pois, como diz o ditado: “em boca fechada, não entra mosca”.

A propósito: a cópia do documento que está circulando pelas redes sociais, em Tapera, que deveria sigiloso, não se trata da denúncia do MP. É o pedido direcionado ao Judiciário para a abertura das investigações e sugerindo a ele a adoção de algumas medidas, sendo que algumas delas não foram aceitas pelo desembargador designado.

Assim sendo, prossegue a fase investigativa. Só depois é que o MP encaminhará a denúncia ao Judiciário e ele analisará se aceita ela ou não.

Se o Judiciário aceitar a denúncia, os investigados passam à condição de réus e, portanto, deverão se defender no processo aberto.

O fato é que essa “novela”, certamente, terá muitos “capítulos”, principalmente, levando em consideração a morosidade da justiça brasileira. E, nesse tempo, todos ficam na expectativa: os envolvidos no caso e a comunidade.

Eu não sou advogado, nem tenho procuração de ninguém, mas é preciso fazer este esclarecimento em nome da verdade e do profissionalismo sério.

Apartidário


Tem gente aqui em Tapera achando que virei petista e alguns, inclusive, torceram o nariz para mim. Quem me conhece sabe que sempre fui de direita – e isso até as pedras do calçamento da cidade sabem. Mas, não ortodoxo.

Na eleição passada, eu não votei no Bolsonaro e também não votei no Lula, pois sempre fui a favor de uma terceira via, pois não via representatividade alguma nos dois principais candidatos.

Não votei em um por causa da sua boca grande e não votei no outro pela sua conduta pretérita.

Pois, a partir de agora, voto em ideias – e não mais abraçado a uma sigla partidária ou a um “líder supremo”.

No caminhar da vida a gente aprende a olhar para todos os lados.

Os Hermanos estão por toda parte


Recentemente, tirei umas férias e me fui com um grupo de amigos para Florianópolis (SC), curtir as praias de lá, afinal, eu também sou filho de Deus, e merecia dar uma parada, após um ano para lá de turbulento.

E, no Estado vizinho, chamou minha atenção a quantidade de argentinos nas praias. E eles estão por toda parte. Aí, a gente se questiona: como pode esse pessoal “invadir” o Brasil, estando com a sua economia em frangalhos, há anos?

Eu sempre achei que quem vinha ao Brasil veranear eram os ricos, os profissionais liberais e os funcionários públicos de alto escalão. Ledo engano! Conversando com um argentino e sua esposa e com um corretor de imóveis brasileiro, soube que a história é bem outra.

A Argentina pode estar com sua economia esmigalhada, mas o país vai seguindo em frente do jeito que dá, com os preços dos produtos e serviços nas alturas, mas torcendo para que a controlem, de uma vez por todas. Eles jamais perdem a esperança, disseram.

O Hermano me falou que lá é muito forte essa cultura de viajar e o que possibilita isso é a poupança que eles fazem, economizando o ano todo para tirar 15, 20 ou 30 dias de férias no Brasil, já que as suas praias são frias e não têm a beleza do litoral brasileiro.

O corretor me disse que cansou de ver argentinos quebrando cofrinhos onde as crianças guardam moedas e notas de pequeno valor. Até elas contribuem com a família na poupança para as férias, evitando gastos supérfluos durante o ano, para que possam vir ao Brasil, se instalar bem, comer bem e se divertir.

Outra impressão que eu sempre tive é que as praias brasileiras eram escolhidas de acordo com o poder aquisitivo dos argentinos. Não é. Quem opta por ficar no Rio Grande do Sul, por exemplo, é porque não quer viajar por uma longa distância, pois seu período de férias é mais curto, de no máximo duas semanas, independente do tamanho da sua carteira. Já aqueles que optam por ir a Santa Catarina são os que tiram 30 dias de férias ou mais, então, podem se aventurar mais tempo na estrada. Muitos viajam em grupo para baratear a viagem.

Mas, o casal com quem conversei não nega que, por outro lado, os conterrâneos com maior poder aquisitivo aproveitam para tirar férias em outros países e, quando optam por vir ao Brasil, preferem as praias do Nordeste, viajando de avião, obviamente. E tem os que optam pelas praias do norte de Floripa, como Jurerê e Canasvieiras, pela sua noite.

O fato é que, independentemente da classe social e do momento da economia do país, os Hermanos não abrem mão do descanso e do lazer, principalmente em família. E a economia do litoral brasileiro agradece a visita dos vizinhos, pois eles são ótimos fregue$e$, o que é assegurado pelo corretor brasileiro.

Em tempo. Não é só argentino que tem nas praias catarinenses. Tem também uruguaios, paraguaios e até chilenos.