Seguido me perguntam sobre o tomógrafo do Hospital Roque Gonzalez de Tapera e me fazem alguns questionamentos.
O equipamento é uma necessidade para o futuro do Hospital e também do município, e isso até as pedras da avenida sabem. Como ele ainda não veio, eu fui atrás para saber o motivo.
Pois bem. Há algum tempo, o ex-prefeito Ireneu Orth, se mobilizou no sentido de obter emendas para a aquisição do tomógrafo conseguindo quatro delas num total de R$ 800 mil, valor suficiente para adquiri-lo.
Acontece, que o Hospital não tinha pronta a sala que receberia o aparelho e por três vezes o projeto da referida sala foi vetado pela Coordenadoria Regional de Saúde. Com isso, a Prefeitura, com anuência da Câmara de Vereadores, utilizou o dinheiro em outras coisas, entre as quais o asfaltamento de algumas ruas na cidade.
Agora, a sala está pronta e apta para receber o tomógrafo, mas não há mais dinheiro para comprá-lo.
Segundo o presidente do HRG, Marcos Gatto, o nosocômio precisa do tomógrafo e irá atrás para adquiri-lo, por ser de fato uma necessidade. De acordo com ele, o Hospital quer ampliar as suas especialidades médicas e médico nenhum virá a Tapera se não tiver um tomógrafo no Hospital. E isso eles deixam bem claro nos contatos mantidos. Só raio X e ultrassom não bastam.
Revelou ainda que, quando os juros baixarem, o Hospital irá atrás de parcerias para adquirir o tomógrafo. Por que compra-lo agora, com esta indefinição na economia, comprometeria a saúde financeira da entidade.
Em valores de hoje, um tomógrafo novo custa mais de R$ 1,5 milhão.
Eu acompanho as sessões da Câmara de Vereadores de Tapera e chama atenção a quantidade de projetos oriundos do executivo municipal contratando pessoas emergencialmente. Na justificativa, as maiores causas são solicitação de aposentadoria, pedido de demissão e pedido de licença, principalmente para tratamento de saúde.
Tirando a aposentadoria e gravidez, as outras certamente tem a ver com salário. Ele afasta o servidor do serviço público e também mexe com a sua saúde.
“Ninguém se importa com a sua vida tanto quanto você acha. Se preocupar com o que os outros pensam é apenas uma coisa: total perda de tempo”.
Desconheço a autoria
A equipe do Operário de Tapera conseguiu três emendas com o deputado federal Bohn Gass. A primeira delas foi direcionada à iluminação do seu estádio, que é municipal, mas que está sendo mantido pelo time. A segunda foi endereçada ao Hospital Roque Gonzalez, e a terceira, também para o Hospital, esta no valor de R$ 150 mil.
Essa última emenda foi endereçada ao Fundo Estadual da Saúde (FES) para garantir que o valor caia diretamente na conta do Hospital.
Todas as emendas para o HRG de Tapera virão através do Fundo Estadual de Saúde.
De parabéns o Operário pela visão de social.
Mas, aonde é que nós vamos parar com o preço da comida? E, como sempre, quem apanha é o assalariado. E se ele mora de aluguel…
Não dá para entender. Com toda essa produção de alimentos que temos no Brasil como pode estar tão cara a comida? Isso vai contra a política de mercado da oferta e procura.
Não estaria na hora do governo resolver isso? Está demais!
“Não é a missa de corpo presente que levará a alma para o céu, mas as atitudes da pessoa em vida”.
Padre Osvaldo, pároco da Igreja Matriz de Tapera, na homilia de domingo
As pessoas passam pela praça central de Tapera e veem o monumento dedicado à Dante Alighieri. Lembro que, quando a praça ainda se chamava Olavo Bilac, a maioria dos taperenses achava que aquele era o seu busto. Não é. Eu mesmo só fui descobrir isso anos mais tarde.
E, ao contrário do que se pensava aqui, o monumento não foi um presente do Consulado da Itália ao município, mas de taperenses descendentes de italianos, em comemoração ao Cinquentenário da imigração italiana ao Rio Grande do Sul, em 1925.
A placa que está no pé do busto, escrita em italiano, traduzido diz: “Comemoração do Cinquentenário da imigração italiana ao Rio Grande do Sul. Os italianos de Tapera relembrando a pátria distante prestam esta homenagem ao seu máximo poeta criado. Honroso altíssimo poeta”.
Dante Alighieri (1265-1321) foi escritor, poeta e político florentino, nascido na atual Itália. É considerado o primeiro e maior poeta da língua italiana, definido como “il sommo poeta” (O supremo poeta). Entre as suas maiores obras destaca-se “A Divina Comédia”, escrita em 1304.
O último evento realizado no Centro de Eventos de Tapera, pelo calor da tarde, foi sofrível, especialmente na parte de cima. Será que o ar condicionado do CET não estaria precisando de uma revisão?
“Beleza não é nada se você tiver uma atitude podre. É como um livro com uma boa capa, mas com a história sem sentido”.
Desconheço a autoria
Tapera se emancipou de Carazinho, do qual era seu 3º distrito, no dia 18 de dezembro de 1954, e a instalação da primeira administração municipal ocorreu em 28 de fevereiro de 1955. O primeiro prefeito foi o dentista Dionísio Lothário Chassot (PSD).
A primeira Prefeitura do novo município foi instalada no prédio onde funcionou por anos o Supermercado do Bruno, ali na esquina da Avenida XV de Novembro com a Rua Guido Mombelli, e onde hoje tem um prédio de apartamentos e lojas como a Utilar, o Banco Bradesco, entre outras.
Naquele prédio também funcionou a Câmara de Vereadores. A primeira legislatura durou 10 meses e dois dias composta pelos seguintes edis: Adolfo Albino Werlang, Artur Graeff, Hugo Germann e Varonil Esmério da Costa (PSD) e Hercílio Lenoir Steffens, João Maximiliano Batistella e Romeu Cláudio Kloeckner (PTB).
No final de 1955, foi feita nova eleição para a escolha de novos vereadores para os primeiros quatros anos e os eleitos foram: Adolfo Albino Werlang, Hermes João Crestani, Hugo José Germann e Varonil Esmério Costa (PSD) e Hercílio Lenoir Steffens, João Maximiliano Batistella e Libório Romildo Kuhn (PTB).
Mais tarde, João Batistella e Romeu Kloeckner foram prefeitos de Tapera.
Hercílio Steffens e Hermes Crestani foram vereadores por várias legislaturas. O Hercílio 8 vezes e o Hermes 5.
Em 1956, a Prefeitura se transferiu para o prédio onde funcionou por anos a Casa Nova, de Vitor Crestani, meu avô, na Avenida XV de Novembro. O prédio, após ser desocupado, foi demolido e no seu lugar está hoje o Centro de Eventos.
A Câmara de Vereadores foi instalada no prédio ao lado, naquela casa que mais tarde foi demolida e reconstruída ao lado do Ministério Público e depois reconstruída novamente na Praça Atanásio Orth, que fica ao lado da Escola Dionísio, e que foi destruída pelo fogo.
Em 1982, a Prefeitura foi para o seu atual endereço, nos altos do bairro Progresso. A obra foi construída pelo prefeito João Maximiliano Batistella no seu terceiro mandato.
A Câmara de Vereadores seguiu junto e ocupa um espaço no mesmo prédio.
Um pouco da nossa história.