Blog do Sarico

Vai ter torneio de bodoque em Tapera


Será realizado aqui em Tapera o 1º Torneiro Municipal de Bodoque. Vai ser no dia 05 de agosto, no Parque de Exposições José e Rosalina Koehler.

O evento é beneficente e a inscrição será 2kg de alimentos não perecíveis.

E que vontade de fazer um bodoque e participar da competição. Eu brinquei muito com eles nos tempos de piá e, modéstia à parte, era bom com um nas mãos.

No meu tempo, bodoque era feito com uma boa forquilha natural, de preferência de pitangueira, borracha que não fosse “cansada” e couro duro para acomodar bem a pedra, bolinha de barro ou bolita e tiras fortes para prender a borracha à forquilha.

Mais tarde, descobri as borrachas dos vidros de soro nos hospitais. E aí as coisas melhoraram consideravelmente, pois espichavam bem mais que a borracha de pneus.

Minha mãe não gostava de bodoque pelas “artes” que eu aprontava com eles. E deu sumiço em muitos deles. Assim, eu os escondia fora de casa, junto com a sacolinha de pano em que levava a “munição”.

Hoje em dia, os bodoques ou estilingues são completamente diferentes, feitos com ferro, carbono e até com materiais que parecem ter vindo do futuro. Certo dia peguei um que nem sei que material era, muito leve, e tinha até suporte para o braço e, acredite, mira. Bodoque com mira…

Eu sou pelo tradicional e nem sei quando foi a última vez que peguei um bodoque e também nem sei se conseguiria ter a mesma mira de antes.

Aposto que vai ter muito marmanjo se inscrevendo ou apenas acompanhando o evento no Parque, junto com seus filhos e netos e, certamente, se lembrará de alguma “arte” feita no passado.

Tem jogão neste sábado no Poli


A Sercesa, de Carazinho, enfrentará a Uruguaianense, pela Série A, neste sábado (15), às 20h, no Ginásio Poliesportivo de Tapera.

A equipe carazinhense realizou treinamento de reconhecimento da quadra do Poli na tarde desta quinta-feira (13).

E na última segunda-feira (10), a equipe jogou contra o Magnus Futsal (SP) pela Copa do Brasil Futsal, na Arena Comercial de Passo Fundo, e venceu por 2 a 1. Este jogo foi cogitado ser realizado no Ginásio Poliesportivo de Tapera.

Segundo o coordenador técnico da Sercesa, Jarico, a troca aconteceu devido ao regulamento da competição que determina que toda mudança de local de jogo deve ser feita até 10 dias antes da partida. Assim, a Liga Nacional Futsal (LNF) determinou a mudança de local e a Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) autorizou o jogo em Passo Fundo.

Parece que vamos ter novamente grandes jogos no Poli, mas com um time de fora.

Encontro de dinossauros do rádio


Nesta segunda-feira (10), estive na Rádio Cultura de Tapera fazendo uma visita aos amigos e encontrei dois ex-colegas de rádio, do tempo da saudosa Gazeta: o Zé Luiz Ortiz e o Arlei Zamboni.

E, sempre que a gente se encontra, lembramos dos bons tempos da rádio e das histórias vividas na mesma, pois sempre surge uma nova vinda da lembrança de alguém.

O Zé Luiz continua no rádio, tendo seu programa, o “Buteco do Zé”, todas as tardes, na Amizade FM de Ibirubá. Ele ainda narra jogos de futebol. Na Gazeta, ele narrava e fazia o programa musical da tarde.

O Arlei, largou o rádio e hoje tem a sua banda musical, a “Exclusiva”, cantando ao lado da filha Vitória. Na Gazeta, ele fazia os programas musicais da manhã e também da tarde.

Eu, larguei o rádio, mas não o jornalismo, e estou aí com 40 anos de “estrada”, agora na mídia escrita. E por incrível que pareça, tendo largado o rádio há quase 30 anos, ainda hoje encontro pessoas que me perguntam se ainda estou no rádio.

Que tempos bons aqueles, época de muito aprendizado. Muito do que aprendi na comunicação e no jornalismo, tendo começado cedo, levei para as minhas mídias eletrônicas.

Limpeza e eleição na Câmara


Na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, realizada na segunda-feira (10.07), dois assuntos chamaram atenção quando levantados na tribuna: a máquina da limpeza pública e a intenção do PDT para 2024.

O vereador Aurélio Vicari (PTB) cobrou da administração municipal o paradeiro da máquina de varrição que não foi mais vista na cidade. Ele queria saber o que aconteceu com ela.

Segundo o secretário de Infraestrutura Claudio Schultz, a máquina não está quebrada, apenas a equipe necessária para realizar o trabalho não está completa e estará em breve com a contratação de um operador para o trator. Mesmo assim, segundo ele, a limpeza na cidade não parou.

A propósito da máquina varredora. Um entendido em mecânica, me disse que ela é uma carregadeira e não seria a ideal para o trabalho de varrição.

Já o Alcides Maldaner (PDT), falou que o seu partido realizará a sua convenção nesta quarta-feira (12.07), no Piazito Gaudério, e que a sigla está aberta a conversações com os partidos locais com vistas a eleição municipal do ano que vem.

Pelo que deu a entender, o PDT quer coligar. Sua pretensão é se juntar à coligação Progressistas/MDB, ou com um dos dois ou ainda com os partidos de esquerda com os quais se alinha.

A eleição 2024 vai aos poucos se alinhando em Tapera.

Viagem ao inferno


Nesta segunda-feira (10), o Jornal Nacional veiculou matéria sobre o estado de conservação da BR 319, que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO), numa extensão de 891 km. A repórter entrou num ônibus na capital amazonense para mostrar como é a viagem nesta época do ano naquela parte do Brasil.

A época agora é de chuvas na região norte brasileiro e as estradas não asfaltadas viram um inferno para trafegar. Para se ter uma ideia, essa viagem mostrada, que normalmente é feita em 13 horas, levou 3 dias e o ônibus atolou 18 vezes. Os passageiros, inclusive a repórter, tiveram de descer e ajudar a desatolar o coletivo.

Agora, imagina a situação daquela gente naquele barral e da falta de onde tomar banho e trocar de roupa. A reportagem não mostrou, mas certamente deve haver cidades ao longo daquele trecho para que as pessoas possam se banhar e trocar de roupa.

Coisas de Brasil.

A história dos postos de saúde de Tapera


Dia desses, encontrei uma foto minha quando criança com um presente que ganhei da minha irmã, Lizette, comprado com o seu primeiro salário da Secretaria de Saúde de Tapera. E, vendo a imagem, me veio à mente a história dos postos de saúde do município. Conversando com algumas pessoas, consegui levantar ela.

O primeiro Posto de Saúde (PS) de Tapera ficava na Rua João Bervian Filho, na subida do América. Quem passar por ali, verá uma casa verde de madeira, à esquerda, no começo da subida. Pois ali funcionou por algum tempo a unidade de saúde do recém-criado município. Na metade dos anos 1960, o PS se transferiu para a Rua Rui Barbosa, no prédio onde estão hoje a Flor de Café e o Espaço Mulher, e onde foi a primeira sede do JEAcontece, jornal eletrônico do qual sou fundador e diretor-editor.

Ali trabalharam os médicos Hercílio Steffens e Arli Henrich e o dentista Leonir Setti.

Em 1972, o PS foi para a Rua Duque de Caxias, no prédio onde hoje está a EMATER.

E em 2003, o mesmo foi para o CAIS, no antigo Hospital Nossa Senhora do Rosário, onde está até hoje.

Mais tarde foram construídas as Unidades Básicas da Saúde da cidade: Zona Sul (Bairro Progresso) e Dona Borja (Bairro Brasília).

Nos anos 1970 e 1980, além de vacinas e consultas médicas e odontológicas, o Posto de Saúde fornecia leite em pó às famílias, fornecida pelo Estado.

Fim do amor


Nesta manhã (10), por volta de 10h, trafegava eu pela Perimetral Leste (ERS 332), aqui em Tapera, quando após passar a curva que vai a Linha Glória e indo em direção ao trevo que vai a Lagoa dos Três Cantos, vi um carro branco saindo em alta velocidade do acostamento próximo aqueles eucaliptos plantados na baixada. Ao chegar perto vi um cachorro desesperado correndo a minha frente. Eu diminuí a velocidade para não o atropelar, e passei ao lado dele.

Pelo que vi, a pessoa que dirigia aquele carro branco abandonou o seu pet na estrada. E o bichinho era de raça.

Agora, quem andar pelas nossas rodovias verá muitos cães circulando por elas, tendo sido abandonados pelos seus donos. E quando vemos um morto na pista de rolagem ou no acostamento, com toda certeza o mesmo, por ter sido criado dentro de casa, não sabe os perigos de uma estrada e acaba parando debaixo de uma roda.

Eu não tenho pet, mas acho que o amor a um amigo não pode terminar com a velhice. Estou errado?

Pensamento do Dia


“Cada vez que você mente, mesmo uma pequena mentira inofensiva, existem fortes forças empurrando você em direção ao fracasso”.

Joseph Sugarman

Taperense empresta seu nome ao Autódromo Internacional de Cascavel (PR)


Tendo parentes na cidade paranaense de Cascavel, conheço lá o Estádio Olímpico Regional e o Autódromo Internacional. E, acompanhando o noticiário e corridas pela tevê e internet, seguidamente lia e ouvia o nome Autódromo Internacional Zilmar Beux de Cascavel, um dos grandes circuitos brasileiros fora de uma capital e reconhecido internacionalmente. Mas, nunca imaginei que aquele nome teria ligação com a cidade de Tapera, aqui no Rio Grande do Sul.

Pois, conversando com o Nadir Natal Crestani, taperense que hoje reside em Porto Alegre e que seguidamente me auxilia com informações sobre o nosso município, ele me contou que o Zilmar nasceu em Tapera, quando esta era distrito de Carazinho, e que inclusive conheceu a família dele.

Os irmãos Ângelo e Estevão Beux residiram aqui no então distrito nos anos de 1930 a 1950. O Ângelo, inclusive, pai do Zilmar, instalou o primeiro cinema da vila e também a luz. Essas duas histórias eu contarei numa outra oportunidade.

Em 1957, o mecânico Zilmar, mais a esposa Olinda e os filhos Eliane, Elizete e Marcos, se muda para Cascavel, numa época em que grande número de gaúchos migrou para aquele Estado em busca de novas oportunidades.

Já em Cascavel, município emancipado no mesmo ano que Tapera (1954), nos anos 1964, Zilmar e um grupo de aficionados por corridas tendo levado do Rio Grande do Sul a paixão pelo esporte, começaram a correr com seus Jepp, DKW, Gordini e Fusca pelas ruas empoeiradas da cidade, num percurso de 2,7 km. Pois, a coisa foi crescendo com o aumento de corredores e por uma questão de segurança para pilotos e espectadores, o pessoal decidiu adquirir uma área de 40 alqueires para construir uma pista de corridas lá, longe da cidade.

Em 1972, o grupo, tendo à frente Zilmar e mais algumas pessoas, criou uma empresa: a Autódromo Cascavel SA Empreendimentos Esportivos para arrecadar recursos para construir a pista, asfaltá-la e fazer as melhorias necessárias para se correr. Zilmar, que deu a ideia da pista, projetou o traçado e o asfaltou, ainda botou dinheiro seu no projeto e fez mudanças nele, foi eleito seu presidente.

Em 1973, no dia 22 de abril, foi inaugurado o autódromo de Cascavel, o quinto do Brasil e o único no interior, com 3.032 metros de pista. Naquele ano ainda começaram a corridas de várias categorias.

Também naquele ano, antes da inauguração, o jornal A Gazeta do Povo, de Curitiba, um dos mais importantes do Paraná, noticiou o fato creditando tudo ao então prefeito e também piloto, sem citar o nome de Zilmar. Ali começava a política entrando no jogo, na verdade na corrida, e dividindo os apaixonados pela velocidade. Os jornais de fora de Cascavel diziam uma coisa e a imprensa local, sabedora da verdade, dizia outra citando Zilmar Beux como o “pai” do autódromo.

Em 1974, decepcionado com a entrada da política na questão e a traição de alguns “amigos”, Zilmar abandona a SA e desmancha o seu Simca Chambord. E deixa Cascavel para se estabelecer no Mato Grosso com oficina e fazenda de gado.

No dia 20 de novembro de 1975 a Prefeitura desapropria o autódromo, mas no ano seguinte o novo prefeito revoga o decreto de seu antecessor.

Em 2003, Zilmar foi diagnosticado com leucemia vindo a falecer em 26 de outubro de 2005, aos 75 anos.

Em 2008, 35 anos após a sua inauguração, o autódromo recebeu o nome de Autódromo Internacional Zilmar Beux, em homenagem (merecida) a quem sempre esteve à frente de tudo, às vezes deixando o seu negócio de lado e ainda colocou dinheiro seu no projeto, desde a compra da área até a conclusão da obra.

Em 2011, após muitas idas e vindas, por conta da “paternidade” do autódromo, a SA doou-o à Prefeitura de Cascavel que o administra até hoje.

Hoje, o autódromo de Cascavel recebe grandes competições nacionais, como a Stock Car, a Fórmula Truck, entre outras.

Zilmar Antônio Beux, que nasceu em 04 de junho de 1930, é mais um taperense que saiu de Tapera para fazer bonito longe da sua terra.

Agradeço imensamente a colaboração do empresário e piloto Miguel Beux, filho do Zilmar, que me enviou farto material para que eu pudesse contar a bela história do seu pai e do nosso ilustre conterrâneo, um ícone do automobilismo brasileiro.

A importância do Brasil para o mundo


Neste final de semana, estava eu procurando músicas no YouTube, quando chamou a minha atenção um clipe da banda norueguesa A-ha, em Berlim, na Alemanha. Não sei qual o ano de lançamento dele, mas duas coisas chamaram minha atenção: o público presente na praça onde ocorria o show e uma bandeira do Brasil lá no fundo, misturada a outras tantas. E ela foi mostrada várias vezes, dando para perceber que lhe era dado um destaque.

Eu não quero falar do show, mas sim da importância que o Brasil tem no cenário mundial atual. Lembro que, há alguns anos, o mundo todo pensava que o Brasil era só selva e que Buenos Aires era a nossa capital. Imagina… Hoje, o Brasil é convidado para qualquer evento, em qualquer lugar. E o mundo está reconhecendo a sua importância, cada dia mais, em todos os setores, principalmente, na produção de alimentos e na questão do meio ambiente – duas coisas que acendem a luz vermelha, no planeta todo, levando em consideração as perspectivas futuras, de escassez de alimentos e de consequências relativas à degradação ambiental.

O Brasil é um paraíso, repleto de riquezas – e nem sempre damos a ele o valor merecido. Entretanto, o nosso maior problema são os políticos, que, na maioria das vezes, atuam em benefício próprio, sem pensar nas reais necessidades do nosso país, o que acaba entravando o nosso progresso.

Eu tenho muita esperança de que o Brasil consiga um maior destaque no cenário internacional a curto prazo, tendo a possibilidade de “ditar as regras do jogo”, porque nós merecemos.