Blog do Sarico

Pensamento do Dia


“A pessoa que comete erros e não consegue assumi-los e mudar de atitude, faz de sua vida um campo de batalha”.

Roberto Shinyashiki

Tem taperense fazendo bonito em Londres


Fabíola Viero, que há 18 anos reside em Londres, é mais uma taperense que está fazendo bonito longe da sua terra e dos seus familiares.

Ela vem de uma família que tem certa intimidade com a culinária e aprendeu muito cedo com a sua mãe Dolores e sua tia Nica a arte de preparar doces e salgados.

A Fabíola é formada em Gastronomia, tendo sido graduada em Balneário Camboriú (SC) e, em 2015, resolveu ir para a Europa. Lá, com o seu talento, entrou na maior empresa de culinária da Inglaterra, a Baxterstorey.

Ela estudou ainda mais sobre confeitaria na Escola de Westminster e, com sua experiência, pode trabalhar em grandes nomes como NYSE (Bolsa de Valores de Nova York em Londres), VISA e Credit Suisse (banco).

A Baxterstorey, onde Fabíola trabalha há mais de 14 anos, presta serviço de catering, ou de fornecimento de comida preparada, para companhias como Sony, Nike, Mitsubishi, entre outros renomados bancos e escritórios de advocacia.

Em 2022, ela conseguiu entrar em nada mais nada menos do que no escritório central da filial da Amazon, a sexta maior empresa do mundo.

E dentro do quartel general da gigante cuja sede fica nos EUA, Fabíola é pastry chef, ou chefe de confeitaria, responsável por todo setor de doces e sobremesas do setor.

Grandes eventos são realizados no edifício central da filial londrina para os diversos setores da empresa.

Na semana passada, uma das divisões da Amazon, decidiu fazer uma festinha para os funcionários e o tema escolhido foi Wimbledon, já que no final de semana aconteceria o famoso torneio naquele estádio não menos famoso, um dos quatro grandes do tênis mundial, chamado Grand Slam.

E lá estava a Fabíola e sua equipe servindo o convescote aos presentes. E no buffet servido, chamou atenção um doce que mostrava uma quadra de tênis com o gramado verde, as bolinhas amarelas e as bandeirinhas de Winbledom, marca do evento.

A Fabíola também é responsável pelas sobremesas e doces dos almoços e jantares servidos aos executivos da Amazon.

Na cozinha, ela trabalha com mais de 15 profissionais de diversas nacionalidades como chefs da Turquia, Índia, Jamaica, Bulgária entre outros. Ela conta que essa experiência é riquíssima pelo fato de sempre aprender, não apenas novos sabores, mas muito sobre as culturas que Londres é capaz de receber incrivelmente.

Perguntei a ela, se o terceiro homem mais rico do mundo e dono da Amazon, Jeff Besos, já havia provado das suas delícias, Fabíola disse que ainda não, mas que aguarda confiante que ele um dia provará e aprovará as suas especialidades.

Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da taperense ela posta seguidamente fotos no seu Instagram (@fabiola.sweettreats).

A propósito. A Fabíola, casada com o paulista Cesário e mãe do Henry e da Sarah, é filha de Dolores Werlang Viero, e irmã do Rafael, advogado e assessor jurídico da Câmara de Vereadores de Tapera, e da designer Carlota.

O que está havendo com o nosso futebol?


Nos últimos 20 anos 65 treinadores estrangeiros estiveram à frente de clubes brasileiros no Brasileirão. Hoje, dos 20 times que disputam a Primeira Divisão, 11 deles, ou seja, mais da metade, são de fora do País.

Não bastasse isso, a Seleção Brasileira feminina é treinada por uma estrangeira e a Seleção masculina será dirigida no ano que vem por um estrangeiro.

Afinal de contas, o que está acontecendo com o nosso futebol, único pentacampeão mundial e até então considerado o melhor do mundo?

E faz anos que não somos mais um celeiro de craques. Estamos revelando um ou dois jogadores de vez em quando. E olha lá.

Só o Brasil não evoluiu no futebol dentro e fora dos gramados.

Outra coisa. Os jogadores precisam ficar longe da mídia, por que excesso de exposição desvia o foco e arruína.

Pensamento do Dia


Uma vez um sábio disse:
Assuntos difíceis treinam a mente;
Exercícios difíceis treinam o corpo;
Pessoas difíceis treinam o coração;
Tempos difíceis treinam o espírito.

Desconheço a autoria.

Pesquisa habitacional em Tapera


O governo municipal de Tapera, querendo saber qual é a demanda por moradia no município, realizou uma pesquisa no último sábado (15.07), em quatro locais: CRAS e nas escolas dos bairros Brasília e Elisa e também da Vila Paz.

Segundo a secretária da Assistência Social e Cidadania, Mirian Visoto, que está à frente do levantamento, 260 pessoas se apresentaram para responder o questionário.

A Mirian disse ainda que, neste primeiro momento, a ideia é saber o número de pessoas que necessitam de moradia e, após será visto, por bairro, quantos querem moradia, reforma ou ainda construção de banheiro.

Quem não foi responder a pesquisa e quiser casa ou reforma no futuro que vá até a SEMASC o mais rápido possível e se manifeste.

Até o momento não existe nada sobre loteamento em Tapera. Pelo menos, o pessoal está ligado da necessidade.

Feira do Livro de Tapera


A Secretaria de Educação, Cultura, Desporto e Lazer de Tapera já está tratando da 32ª Feira do Livro, que acontecerá de 06 a 10 de novembro.

Mais adiante darei mais informações sobre a festa do livro (e da cultura) de Tapera.

As fotos mais antigas de Tapera


A história de Tapera iniciou em 1897 com a chegada dos primeiros imigrantes italianos e alemães e que se fixaram próximos à água, talvez por isso aqui a Barra do Colorado, onde o rio Colorado encontra o Jacuí, no sudoeste do município, foi escolhida.

É importante lembrar que nesta época Tapera pertencia a Passo Fundo. Em 1931, passou a pertencer a Carazinho até se emancipar, em 1954.

E são raros os registros fotográficos daquela época. Pelo que tenho em meu arquivo de fotos antigas estas duas aí devem ser as mais antigas da história de 126 anos de Tapera. Umas delas é da “sede” e a outra do interior.

A primeira, mostra o “centro” de Tapera nos anos 1910. Esse tempo pode ser comprovado pela igreja de madeira que aparece à direita da foto, construída em 1908 e demolida em 1938 para dar lugar a atual, em alvenaria, e que foi inaugurada em 1940.

A foto deve ter sido tirada entre o campo do América e o antigo Hospital Nossa Senhora do Rosário, hoje o CAIS, que ainda não existiam.

A rua que aparece na imagem é a atual Avenida XV de Novembro, indo em direção a hoje ERS 223.

À esquerda aparece um prédio escuro de madeira, de dois pisos. Ali iniciou o curtume, que mais tarde transferiu-se a Avenida. Lembrando que o curtume iniciou as suas atividades em 1927.

E olhando a foto, de baixo para cima, na primeira casa, pelo seu posicionamento, a mesma foi construida onde ficava a tapera aquela que deu origem ao nome do municipio.

A segunda foto é de uma enchente no povoado da Barra do Colorado, em 1929. A imagem mostra o vilarejo de quem vem de Tapera em direção a Selbach, passando sobre a ponte da foz do rio Colorado. À direita dela, aparecem a casa de comércio de Pedro Simon, a ferraria do Henrique Huber e ao lado dela a igreja.

Esta foi uma das muitas enchentes que o pessoal enfrentou naquela comunidade quando chovia muito com as águas do rio Jacuí invadindo-a.

Se alguém tiver uma ou mais fotos mais antiga do que estas de Tapera que as apresente para que possamos conhecer um pouco mais da história do nosso município.

Mensagem do Dia


“Melhor chegar em casa cansado de trabalhar do que chegar cansado de procurar trabalho. Valorize o seu trabalho pois muitas pessoas queriam ele”.

Desconheço a autoria.

O Maldaner que era Schneider


Nos anos 1970 e 1980 existia um mercado aqui em Tapera que era bastante procurado pelo pessoal dos bairros e também do centro, pelo seu atendimento e preços. Era o Mercado Schneider, de propriedade de Agnello Maldaner, a quem os taperenses chamavam de Schneider. E ele ficava naquele prédio onde funcionou até pouco tempo atras a D&D e onde iniciou a GF Pneus, na Avenida XV de Novembro.

A troca do sobrenome sempre me intrigou e foi uma pergunta que sempre quis fazer ao Seu Agnello: “Por que o pessoal o chamava de Schneider se ele era Maldaner”. Pois, durante uma Toca do Coelho, não lembro o ano, eu o encontrei com a Dona Helena na praça de alimentação e aproveitei para lhe fazer a tal pergunta.

Segundo ele, o Mercado Schneider surgiu devido ao mesmo ser uma filial do que existia na Linha Teutônia, no interior do município.

Conforme eles, o casal se conheceu na década de 1950 e em 1952 casaram. Em 1968, vieram para Tapera, para colocar a filial do mercado do qual era sócio junto com Alfredo e Arthur Schneider. Em 1977, o Agnello o comprou e tocou ele até 1987.

A Dona Helena lembrou do trabalho que tinham para preparar as encomendas que o pessoal vinha buscar pela manhã. Eles fabricavam seus próprios sacos de papel, de 1, 2 e 5 kg, onde eram embalados todos os produtos, pois não havia os sacos plásticos de hoje em dia. E esse trabalho entrava noite a dentro, geralmente até às 23h.

O Seu Agnello lembrou ainda das cadernetas, que o pessoal, a maioria funcionários do Curtume, da Cotrisoja e da Prefeitura, utilizava para comprar e pagar no final do mês. Isso foi um método de comércio muito utilizado naquele tempo. Perguntei a ele ainda se havia problema de crédito, de o pessoal demorar para pagar ou não pagar. Ele me disse que sim, mas que a maioria pagava em dia para manter o crédito. Também, que o poder de compra era bem maior naquela época.

Seu Agnello tinha ainda duas paixões: tocar na banda e cantar em coral. Me contou que entrou na Banda Aurora de Tapera aos 33 anos e que tocou tuba por mais de 35 anos. No canto coral, iniciou aos 12 anos no grupo da Linha Teutônia. No Coral 8 de Maio, da cidade, cantou por mais de 50 anos. Cantou ainda no Coral Ondina Landin Cardoso, de Espumoso, tendo sido homenageado pela Câmara de Vereadores daquele município por isso. Ele foi ainda homenageado duas vezes pela Câmara de Vereadores de Tapera, como cidadão taperense e como idoso.

Estou contando esta história por que o Seu Agnello nos deixou na semana passada e lembrei desta entrevista. Que ele descanse em paz tendo feito a sua parte pelo seu município e pela história que deixou.