O Supremo concluiu que o esquema do mensalão foi montado por uma quadrilha organizada para comprar votos no Congresso e condenou mais 10 réus no processo. Na lista dos condenados (por quadrilha) estão, além dos petistas José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares; o publicitário Marcos Valério, seu advogado Rogério Tolentino, seus sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach; sua ex-diretora financeira Simone Vasconcelos; a ex-presidente do Banco Rural, Katia Rabello; e o ex-dirigente da instituição, José Roberto Salgado. Só faltou o capo de tutti capo.
A decisão sobre a quadrilha do mensalão – último item do processo – foi tomada por seis votos a quatro. O voto do revisor, Ricardo Lewandowski, pela absolvição dos 13 réus acusados de quadrilha, foi seguido pelas ministras Rosa Weber, Cármen Lúcia e por Dias Toffoli. Votaram pela condenação Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto (presidente).
O STF conseguiu responder algumas perguntas que os brasileiros se faziam:
1 – Houve desvio de dinheiro público?
SIM. Os ministros concluíram que recursos do Banco do Brasil e da Câmara foram desviados para o esquema.
2 – Houve compra de votos no governo Lula?
SIM. A maioria concluiu que o esquema foi organizado para comprar apoio político no Congresso.
3 – José Dirceu chefiou o esquema?
Os juízes consideraram que o esquema foi comandado pelo ex-ministro da Casa Civil.
Ao dizer que foi julgado pelas urnas, Lula admitiu a existência do mensalão. Ele sempre disse que não sabia e que o mensalão não existiu.
Outra coisa. Conforme se sabe e agora ficou comprovado, o mensalão funcionava na sala ao lado do gabinete do então presidente Lula. Será que ele não sabia mesmo de nada?
Agora, resta saber quais serão as penas, aonde esse pessoal vai cumprir cadeia e se eles devolverão o que “ganharam”.
E se o operador do mensalão, o publicitário Marcos Valério Fernandes, condenado a 11 anos de prisão pelo STF, abrisse o bico?
Marcos Valério pegou 40 anos de cadeia por corrupção ativa, peculato, formação de QUADRILHA e lavagem de dinheiro. Além disso, pagará R$ 2,8 milhões de multa.
A lei prevê que acima de oito anos o réu cumpra a pena em regime fechado. Isso não significa que Valério irá permanecer na cadeia todo o tempo, podendo ter a punição reduzida após um sexto da pena.
Fala Marcos Valério…
Segundo o ex-ministro Paulo Vannuchi, o PT acatará o STF, mas seus integrantes, em caso de prisão, vão se declarar prisioneiros políticos.
Perai. Agora, meter a mão no bolso dos brasileiros, é lutar pela pátria? Não tô entendendo.
A rebeldia da senadora Ana Amélia (PP) causou um estrago imenso no PP de Porto Alegre. Enquanto o partido decidiu apoiar José Fortunati à reeleição, a senadora, num ato de rebeldia e provocação, abraçou o PCdoB, de Manuela D’Avila, e se deu muito mal. As duas naufragaram feio.
O vereador mais votado de Porto Alegre e ex-prefeito Guilherme Socias Vilella, disse que, entre Lasier Martins e Ana Amélia para o governo do Estado em 2014, prefere o primeiro. Aliás, acho que a maioria dos progressistas também irão preferir o careca.
Ana Amélia afrontou, achando ser a dona do PP e pagará um alto preço por isso. Será em 2014.
Em tempo. Lasier Martins, que é ligado ao PDT, aos poucos, vai se desligando da RBS e é outro que será candidato a algum cargo grande daqui dois anos. E vai se eleger fácil. Até bem pouco tempo ele não aceitou concorrer ao senado. será que levaria?
As previsões do governador Tarso Genro, no Congresso da FAMURS (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul), em abril, de que a estiagem não teria qualquer repercussão nos orçamentos municipais, não se confirmaram. Os prefeitos estão de cabelos em pé com a queda brusca e violenta da arrecadação e às voltas com o fechamento das contas no final do exercício e de mandato.
Falando em fechamento de contas. Mais de 90% dos municípios não conseguirão fechar as suas o que acarretará em problema futuro.
Em 1992, o Kings Club, então representante de Tapera no Estadual de Futsal da 1ª Divisão, organizou um concurso para criação de sua bandeira. Os desenhos recebidos foram analisados por um grupo de torcedores e a bandeira escolhida seria revelada em almoço no CTG Piazito Gaudério, no dia 24 de outubro, exatamente na data de aniversário de fundação do Kings. Eu participei do concurso com cinco trabalhos e um deles acabou sendo o escolhido. No almoço daquele 24 de outubro foi apresentada a bandeira oficial da equipe para um bom público presente.
A bandeira que venceu o concurso, toda em cetim, era amarela com detalhes em preto. Depois daquele dia ninguém mais viu a bandeira. Eu, mais ou menos, sei onde ela pode estar.
Como prêmio por vencer o concurso, recebi um bonito troféu de madeira no formato de um leão, o símbolo do Kings.
A matéria do referido concurso foi publicada na página 10 do jornal Expresso Regional, em 31.10.1992.
Em 1991, foi a última aparição do Kings Club no cenário esportivo gaúcho. Em 1995, nasceu o América, que se sagrou campeão da Série Prata do Rio Grande do Sul, em 1996, e foi vice-campeão em 2010 e 2011.
A propósito. Se o Kings Club estivesse vivo, hoje, dia 24 de outubro, ele estaria completando 48 anos. Parabéns a todos os amarelo e preto de Tapera, espalhados por este mundão de Deus.
O empresário Zé Dahmer nasceu na mesma data de fundação do Kings e hoje bate nos 48. Parabéns também a ele.
Leandro Corazza (Sekus Bar) aniversariou no último domingo (21) e comemorou a passagem com um coquetel com os amigos na ultima segunda-feira (22). Ao Seko parabéns por mais um aniversário. Saúde, felicidade e sucesso ao grande amigo.
Em Tapera, o PDT não é grande, mas também não é pequeno, e tem uma grande história. É um partido que tem ampla identificação com seus eleitores. Quem é pedetista gosta de uma negociação e de compor alianças. E vota em massa no 12. Prova disso foi a eleição deste ano, quando deu grande contribuição para a reeleição de Ireneu Orth e ainda elegeu a segunda maior bancada da Câmara, com dois vereadores.
Numa análise geral dos votos recebidos, o PDT é a quinta força política em Tapera com 637 votos, ficando atrás de PTB (1.805), PP (1.449), PMDB (878) e PT (711), mas a frente de PSB (510), PPS (277) e PSDB (202). No meio.
O partido de Brizola colocou nas urnas três nomes e elegeu dois vereadores. Teve um aproveitamento invejável de 66,6%, bem mais do que conseguiram os dois grandes – teoricamente, o PP e o PMDB que, juntos tiveram aproveitamento nas urnas de apenas 10% (PP) e 11,1% (PMDB), elegendo, com muito sofrimento, um vereador cada. Falando em aproveitamento nas urnas: PPS (100%), PSB (33%), PTB (21,4%) e PSDB e PT (0%).
O PDT será o fiel da balança na próxima legislatura que assumirá em 01 de janeiro. O partido integra a Aliança Democrática, junto com PP, PMDB, PSB, PPS e PSDB, cada um com um vereador. O governo novamente terá a maioria na Câmara, apesar de ter perdido uma cadeira. Agora, serão 6 contra 3. Assim, com dois vereadores, o PDT será mesmo decisivo nos próximos quatro anos e será ele quem ditará o rumo e a velocidade da Casa. Se ficar de um lado este terá 6 votos e se pender para o outro, a oposição, esta terá 5 votos. Sempre a maioria. Assim, o governo que se cuide, porque aliado em eleição é questão de ocasião.
Mas, esta situação não é novidade em Tapera. Ela já foi verificada aqui em quatro oportunidades:
7ª legislatura (01.01.1983 a 31.12.1988): O prefeito era Ireneu Orth (PDS), em primeiro mandato, tendo minoria na Câmara. O PMDB tinha 4 vereadores e o PDT 2. A oposição tinha 6 votos contra 3 da situação.
8ª legislatura (01.01.1989 a 31.12.1992): O prefeito era Luiz Antônio Brunori (PMDB), em primeiro mandato, tendo maioria na Câmara. O PMDB tinha 3 vereadores e o PDT 2. A situação tinha 5 vereadores e a oposição – PDS – tinha 4.
10ª legislatura (01.01.1997 a 31.12.2000): O prefeito era Luiz Antônio Brunori (PMDB), em segundo mandato, com maioria na Câmara. O PMDB tinha 4 vereadores e o PDT 1. A situação tinha 5 vereadores e a oposição – PPB – tinha 4 vereadores.
11ª legislatura (01.01.2001 a 31.12.2004): O prefeito era José Nelson Balensiefer (PPB), tendo maioria na Câmara. O seu partido tinha 4 vereadores, o PMDB 2 e o PDT 2. A situação tinha 8 vereadores contra 1 da oposição, do PT.
Mas, fazendo uma análise do resultado das urnas, quem mais ganhou nesta eleição foi o PPS com 100% de aproveitamento para o legislativo. O PTB também ganhou ao fazer 3 vereadores. Por outro lado, quem mais perdeu foi o PT que, com oito candidatos, não conseguiu eleger nenhum vereador e ainda saiu de cena, melancolicamente. O PT está rachado em Tapera.
Esta eleição mostrou que o eleitor taperense preferiu optar por nomes e projetos e não mais em partidos políticos. Agora, senhores dirigentes partidários, comecem a prestar atenção no que acontecerá nas urnas em Tapera a partir de 2012. A eleição deste ano deu seu recado, pois o prefeito e o vice foram eleitos sem que seus partidos tivessem grande expressão nas urnas. Juntos fizeram dois vereadores. Prestem atenção no que foi dito pelo voto e a partir disso tentem prever as (várias) situações que poderão estar vindo ai.
Uma última coisa. Com uma Câmara de Vereadores bem variada, com seis partidos políticos, sendo cinco “parceiros”, como é que o governo pensa em manter o barco navegando, tranquilo, nesta longa viagem?
Comentários que circulam em Tapera dão conta de que três vereadores eleitos correm o risco de não assumir. Vamos acompanhar o desenrolar desta novela.
A eleição em Tapera passou. Agora, bem que a Prefeitura poderia apagar aquela tinta que cobre os nomes dos construtores do Poliesportivo, que foram apagados, por determinação da Justiça, porque o prefeito Ireneu Orth concorria à reeleição. E tomara que ela saia fácil, porque, no sábado à tarde, por ocasião do 2º Enrescredi, que aconteceu em Tapera e que o Poliesportivo sediou jogos, aquilo chamou a atenção do pessoal de fora. Eles não entendiam o porque daquela “mancha” num dos painéis do ginásio. Ao saberem do fato, não acreditaram.
Outra coisa. Os painéis da frente do Poliesportivo, que foram quebrados no temporal do dia 18 de outubro, foram colocados na semana passada. A beleza (e a história) voltou à fachada do Poli.
