PENSAMENTO DO DIA
“E quando você pensar em desistir, lembre-se dos motivos que te fizeram aguentar até agora”.
Desconheço autor.
“E quando você pensar em desistir, lembre-se dos motivos que te fizeram aguentar até agora”.
Desconheço autor.
Certa vez, alguém me perguntou qual era a empresa mais antiga de Tapera e conhecendo um pouco da história do nosso município, a primeira que me veio à cabeça foi a Mombelli & Cia, o curtume, fundada em 1927 e que não mais existe, mas que deixou uma marca nesta mesma história. Só que ela não é a mais antiga. A empresa mais antiga de Tapera mudou de atividade, mas continua viva no mesmo segmento, e prestes a completar seu centenário: a Huber & Cia Ltda.
A Huber foi fundada em 1925, pelo funileiro Henrique Manoel Huber, lá na Barra do Colorado, exatamente onde o rio Colorado desagua no Jacuí e onde, segundo os mais antigos, deveria ser a cidade de Tapera pela população, quantidade de moradias, comércio e igreja que haviam no povoado. Neste tempo Tapera pertencia a Passo Fundo.
A empresa, destacada na fotografia, ficava entre a igreja e uma “forte” casa de negócios como chamavam na época, de propriedade de Pedro Simon.
Ela começou fabricando tachos, prensas, copos, baldes e canos. Tinha ainda uma ferraria onde fabricavam equipamentos para a agricultura como arados de tração animal, carroças, diligências, aranhas, enxadas, espremedores de favos de mel, entre outros. Naquele tempo ninguém sonhava com o agronegócio, muito menos com soja.
Um detalhe interessante. Quando havia um casamento na localidade era comum os pais da noiva encomendar da empresa o “enxoval” e neste vinha o material para a nova morada como tachos, baldes, copos, enxadas, pás e outros.
Nos anos 1930, em plena revolução e o município agora pertencendo a Carazinho, a empresa consertava armas de fogo da época (fuzis e mosquetões) para o exército gaúcho pelear contra a política café com leite de São Paulo e Minas Gerais.
Com os negócios crescendo, em 1958, três anos após a emancipação do município, Henrique Manoel Huber adquiriu quatro terrenos na cidade e transferiu a empresa para lá, instalando-se na esquina das ruas Tiradentes com Permião José Tosetto, onde hoje está a Oficina Prime. Inicialmente em um prédio de madeira e após, em 1968, num de alvenaria.
Com a agricultura crescendo a passos largos, a empresa mudou o foco e começou a produzir arados, capinadeiras e outros implementos. Só que com a chegada do plantio direto ela começou a adaptar plantadeiras atividade que realiza até hoje na sua nova sede, na ERS 223, próxima a Polícia Rodoviária, inaugurada em 2007.
Hoje, a empresa está sendo tocada por Paulo Leonir Huber, o “Tupeta”, neto do Henrique, e seu filho Manuel, estando ela na quarta geração. Perguntado por que a família não tocou o seu negócio, este disse que duas coisas não permitiram isso: a economia e o avanço das grandes empresas que vinham atuando com produção em série e com muitos empregados e máquinas.
Em 2025, a Huber & Cia Ltda estará completando 100 anos e Tapera terá uma empresa centenária na sua história, ainda em atividade.
A propósito. Nesta história, chama atenção a fotografia da Barra do Colorado, batida no ano de 1929. Naquele dia, a localidade enfrentava mais uma grande enchente provocada pelas águas do Jacuí devido a fortes chuvas que caíram na região. Repare que tem um pessoal sobre uma canoa.
E esta é, talvez, a foto mais antiga de Tapera, mesmo do interior.
Os EUA também não são lá tudo isso. Eles, assim como outras nações do mundo, do primeiro mundo, estão enfrentando sérios problemas econômicos e sociais e não tem nada a ver com direita ou esquerda no poder. O “bicho” está pegando parelho em todo o globo.
Recentemente, enquanto tomava café, na televisão passava uma reportagem sobre a realidade do melhor País do mundo para se viver, morar e ganhar dinheiro: os EUA. E ela mostrava o aumento das pessoas que estão deixando as suas casas e apartamentos, por não ter dinheiro para pagar a sua prestação ou o aluguel e partindo para trailers. E já existe uma porção de “condomínios de latas” espalhados de costa a costa. Imagine isso acontecendo no País que todo mundo quer ir.
Lá, como aqui ou em qualquer lugar do planeta, quem tem muito continua ganhando muito e quem não tem continua não tendo.
Agora, como aquele pessoal faz para viver num trailer, sem água encanada e esgoto eu não sei. Os caras podem ter o maior conforto do mundo na sua casa de lata móvel, mas ela nunca será o “castelo” de uma família.
E a tendência, pelo que se vê, é a coisa piorar em todos os lugares do globo. EUA, China, Rússia, Inglaterra e Alemanha, só para ficar nestes, a economia está balançando e provocando apreensão no povo que quer melhoria para si. Lá, seja esquerda ou direita no governo, o povo sabe como cobrar, diferente de nós aqui.
“Para egos inflamados, a vida reserva grandes agulhas”.
Desconheço a autoria.
Na última reunião-jantar da ACIT, realizada no dia 29, na Afuco, foi lançado o Festival da Primavera, a ser realizado no mês de outubro em Tapera. O pessoal não deu muita informação sobre o evento que promete agitar o município naquele mês. Foi dito apenas que ele terá gastronomia, música, cultura, lazer, brinquedos, mateada, passeio ciclístico, Culturândia, agricultura familiar, entre outros. Até eventos no Moinho e na Trinity.
A ideia é colocar no calendário de eventos de Tapera e região outra marca. E o pessoal pensa em criar um selo nas embalagens produzidas.
Em breve eu conto mais.
Na semana passada, estive em três eventos importantes aqui em Tapera: a reunião mensal da ACIT, no dia 29, na AFUCO; a palestra com a vice-presidente da AL-RS, Delegada Nadine, no Centro de Eventos, no dia 30; e a abertura da Semana da Pátria, também no Centro de Eventos, no dia 01. E, nas manifestações das autoridades, algumas frases foram ditas que eu achei importante publicá-las aqui:
“A venda é um processo emocional que fica melhor no contato direto com o cliente, coisa que a internet não possibilita”.
“Use a internet a seu favor, fazendo diferente”.
Palestrante Simone Luz, na reunião da ACIT;
– “Mulheres sejam arrojadas e se arrisquem para conquistarem o seu espaço, por que vocês podem estar aonde vocês quiserem”.
– “Mulheres, parem de competir entre si e se unam para se fortalecer”
Deputada estadual Nadine Anflor, em sua palestra no Centro de Eventos.
– “Hoje eu escolho acreditar em mim”.
Promotora Marisaura Fior, antes da palestra da Delegada Nadine, falando sobre a violência contra a mulher.
– “O Brasil não vai melhorar com A, B ou C, mas com o seu povo com cada um fazendo a sua parte e pensando unicamente no Brasil”.
Advogada Oricy Brenner, presidente do Grupo de Escoteiros Cônego Bento, na abertura da Semana da Pátria.
Nesta foto, algumas pessoas verão sujeira no passeio público, já outras verão a beleza da natureza presente em todas as estações do ano.
Está é, pois, a visão que nós temos do mundo. E isso está em tudo.
A propósito. Este ipê roxo fica na frente da Xmaster, na Avenida XV de Novembro, aqui em Tapera. E todo ano, após uma chuva, nos presenteia com essa beleza natural.
Tapera, como vila, distrito e município, teve vários hotéis, pousadas e pensão ao longo da sua história de mais de 126 anos.
Vou aqui resgatar uma parte desta nossa história. É possível que algum estabelecimento venha a ficar de fora tendo em vista que não há nenhuma pessoa viva que acompanhou os primórdios do nosso município para dar o seu testemunho. E muitas famílias passaram por aqui no começo de tudo e depois foram embora, como você poderá conferir a seguir.
O primeiro hotel da ainda Vila Tapera, foi o dos Viajantes, de José Sarturi, que ficava ali onde está hoje a loja Quero Mais Doces, na esquina das ruas Rui Barbosa e Duque de Caxias, em frente à praça central. Ele foi construído em 1907, de madeira, por Ernesto Camperin. Anos depois, José Sarturi o comprou e o demoliu, e construiu um novo, novamente de madeira, mas desta vez com dois pisos. Mais tarde, a sua direção passou para José Paulino Simon. O prédio foi demolido nos anos 1970 e no seu lugar construído uma casa e anos mais tarde o que está aí.
O segundo foi o Hotel Riograndense, de Dovílio Nicola. Ele foi construído em 1923, no prédio onde funcionou por muitos anos o Supermercado do Bruno e que hoje no local tem um prédio de alvenaria com moradias e lojas, entre as quais a Utilar, o Bradesco, entre outros.
O terceiro foi o Hotel Central, de Júlio Henrich, construído em 1926. O mesmo funcionou em um prédio de madeira localizado onde hoje está o de alvenaria que abriga o City Bar, a ACIT, entre outros.
O quarto foi o Hotel do Ruschel, de um irmão do farmacêutico Osvaldo Ruschel, cuja farmácia ficava onde hoje está o CAIS, e que funcionou onde hoje está o Auto Posto Tapera, na Avenida XV de Novembro. Inicialmente no lugar funcionava o salão de baile do Franzel.
O quinto hotel, que o pessoal não lembra o nome, foi construído em 1960 por Danilo Steffens. Mais tarde, ele foi vendido para os irmãos Desidério e Armelindo Pastório. Anos depois, Vitório Pastório assumiu o mesmo e mudou o seu nome para Hotel Pastório. Ele ficava ali onde estão hoje a Comark, o Mercado da Fruta, entre outros. E dele lembro das jantas que serviam, dos bifes enormes na chapa do fogão a lenha e do buchinho (mondongo) nas noites frias de inverno.
O sexto foi o Taperinha Hotel, construído em 1960, por João Claudius Bervian e Dionísio Lothário Chassot, este o primeiro prefeito de Tapera (1955-1959). Anos depois, Bervian ficou sozinho no negócio. O Taperinha foi desativado em 1977.
O sétimo foi o Tapera City Hotel construído em 1962 por um grupo de pessoas locais em sistema de cotas. Nos anos 1990 o mesmo encerrou as suas atividades e ficou inativo por longos anos. Nos mais de 30 anos de hotel o City foi administrado por várias pessoas, entre os quais o Ilmo Linné e Nino Corazza.
O interior também tinha hospedagem:
Na Vila Raspa, havia a Pousada Viero. Quando chovia muito e não dava para atravessar o rio Jacuí os tropeiros ficavam nesta pousada que tinha uma vasta área de pasto onde podiam acomodar o gado.
E na Barra do Colorado, onde Tapera começou, na Casa Comercial Simon, havia também uma pousada que ainda servia almoço.
Hoje, Tapera tem cinco hotéis: Imperial, Walença, Vanguarda e o City Hotel, que foi reativado, além do Primavera, na Linha Teutônia.
Nesta recuperação de parte da nossa história tive a colaboração do Nadir Crestani, do Lothari Junges e da Kati Simon.
As pontes sobre os rios Jacuí, na divisa com Espumoso, e Colorado, na estrada velha para Selbach, são muito antigas. Como será que estão as suas estruturas? Será que não estaria na hora de se fazer uma análise estrutural das mesmas? Por garantia, pois ambas são bem movimentadas diariamente.
Não custa dar uma conferida.
Você já reparou na quantidade de sites de apostas que tem por aí, principalmente no futebol? E tem para tudo, mas para tudo, mesmo. E eles estão na televisão, nos estádios e até na camisa de clubes. Tomaram conta do esporte.
E se tem tantos assim e porque tem procura. Muita procura. Imagina os valores que rondam tudo isso. Verdadeiras fortunas.
E aí fico me perguntado. Se rola tanto dinheiro assim no futebol, há quanto tempo isso está acontecendo? E quem garante que resultados de jogos não foram ajeitados por determinado valor neste tempo todo.
Jamais vou esquecer o Brasileirão de 2005 e toda a sua reviravolta, especialmente o jogo Corinthians e Inter, em São Paulo. Aquilo doeu muito.