Lamentavelmente, as fake news estão afetando até mesmo o cenário das enchentes ocorridas no Vale Taquari (RS). São inúmeras as notícias falsas, que circulam por meio de áudios e vídeos de teor sensacionalista, “semeando o caos”, principalmente, por meio do WhatsApp.
As narrativas dessas desinformações são muitas: que as enchentes foram ocasionadas pela abertura intencional das comportas de algumas hidrelétricas; que atores foram levados para a região para simular as pessoas afetadas pela tragédia, sendo orientados a gravar vídeos para postar nas redes sociais; que o Exército e as forças policiais não estão cumprindo o seu papel nos locais atingidos; que as doações foram retidas, para favorecer políticos; dentre outras.
Esse tipo de conteúdo é produzido de forma intencional, normalmente, com o propósito de atacar adversários; criar “cortinas de fumaça”; e, também, para causar instabilidade e comoção social. Só que, a depender do teor das informações divulgadas, isso pode configurar uma conduta criminosa.
Além disso, a disseminação de conteúdos enganosos coloca em dúvida a gravidade da situação do Vale do Taquari; a credibilidade das instituições que lá estão atuando; e as necessidades dos locais atingidos. E, consequentemente, isso atrapalha todo o trabalho de reconstrução e de arrecadação de donativos que está sendo feito nas comunidades afetadas pelo desastre natural ocorrido, prejudicando as vítimas – que precisam muito de ajuda.
Por isso, não podemos nos deixar levar por narrativas conspiratórias, assim como também precisamos deixar as paixões e tensões políticas de lado, nesse momento tão triste e comovente da história do nosso estado.
Precisamos focar na prioridade, que é tentar, de alguma forma, reconstruir a vida das pessoas que perderam absolutamente tudo: lar, trabalho, escola, espaços de lazer – isso sem contar os familiares, amigos e conhecidos que se foram, os quais, infelizmente, não têm volta.
Como já comentei em outra oportunidade, o povo gaúcho é diferenciado. E a rede de solidariedade que está sendo vista, nos últimos dias, é prova disso. E é essa solidariedade que precisa continuar sendo o nosso foco, para além dos recursos públicos que estão sendo prometidos, para ajudar a recuperar a dignidade dos nossos irmãos do Vale do Taquari.
Por isso, antes de passar adiante qualquer informação a respeito dessa tragédia, questione-se sobre a veracidade do conteúdo. Lembre-se que uma informação equivocada, tendenciosa ou conspiratória pode acabar impedindo a destinação de doações para quem mais precisa.
“Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”.
Parte da música “Quase sem querer”, da Legião Urbana, de 1986.
O taperense Eduardo Maldaner Hübner, 17 anos, sagrou-se campeão estadual em sua categoria, a Mens Physique Juvenil, na Batalha dos Pampas de Fisiculturismo, promovida pela IFBB/RS. O evento foi realizado no domingo (10), no Theatro Guarani, em Pelotas.
Eduardo, o “Dudu”, que estreou no campeonato, também se inscreveu na categoria Mens Physique, acima de 1,75 de altura, ficando com o vice-campeonato. Nesta categoria participaram atletas experientes em campeonatos e o taperense recebeu muitos elogios dos árbitros e até do presidente da IFBB/RS.
Eduardo Maldaner Hubner, que é treinado por Alex Lopes, é filho do presidente do STR de Tapera, Vilson Hübner, e da contadora Tertuliana Hübner.
O que aconteceu na semana passada em sete cidades no Vale do Taquari aqui no Rio Grande do Sul é mais ou menos o que acontece numa cidade destruída pela guerra: não sobra nada e muitas vidas são ceifadas.
Você já tentou se colocar no lugar daquela gente? Eu já e, sinceramente, não desejo isso a ninguém, mas a ninguém mesmo.
Imagine você, aí na sua cidade, sem casa, sem roupas, sem suas coisinhas, sem seu trabalho, sem seu carro, sem supermercado, sem farmácia, sem loja, sem vizinhos, sem clube, sem internet, sem luz, sem água, sem lugar para onde ir. E, não obstante a isso, você terá de reconstruir a sua casa, começando a sua vida do zero. Ainda, sem saber como será a sua nova cidade e também o temor de que tudo isso aconteça novamente um dia. Sim, por que a natureza está aí e fora de controle.
Não dá para se pensar muito sob pena de se ficar maluco.
Em se tratando aqui da minha cidade, Tapera, construída num “buraco”, o que aconteceria se chovesse aqui 450 milímetros? Não causaria destruição, mas a água iria até onde?
“Pare de pensar que os mares vão se acalmar. Aprenda a velejar com ventos fortes”.
Desconheço a autoria.
Essa catástrofe que se abateu sobre o Vale do Taquari, aqui no Rio Grande do Sul, deu mostras de quem é o povo gaúcho e do que ele é capaz de fazer quando chamado. Cidades inteiras foram devastadas pela força das águas e o Estado inteiro se uniu para ajudar os atingidos e a reconstruir as mesmas. Isso é um exemplo para o Brasil.
Não adianta, o gaúcho é diferenciado e tudo que ele faz é bem feito. Dá umas vaciladas de vez em quando, mas é diferenciado.
A Operação Lava Jato, que combateu o maior caso de corrupção da história do Brasil, está chegando ao seu final. Na verdade, ela já morreu, só falta ser sepultada.
Com os últimos acontecimentos no país, tudo que foi levantado antes está agora sendo colocado em xeque e, fatalmente, acabará em anulação. O ministro Toffoli, do Supremo, disse que tudo foi armação, sendo a maior da nossa história, com o propósito de ganhar uma eleição (2018).
Então, não houve corrupção alguma no Brasil nestes últimos tempos e tudo foi invenção? Policia Federal, procuradores e juízes de várias instâncias não sabiam o que faziam? É sério isso?
E os prejuízos causados à Petrobras, que ela mesmo confirmou com documentos, também foi armação? A delação premiada de altos executivos das empreitaras também o foi?
Daqui a pouco, o STF vai dizer que a Lava Jato foi articulada pela Petrobras, o ex-juiz Sérgio Moro, o procurador Dallagnol, e outros.
Alguém ainda tem dúvida de que tudo isso aí é revanche? É o resultado de quem brigou com todos o tempo todo.
“Nada cai do céu. O sucesso é como o amanhecer, há quem o espera dormindo e há quem acorda cedo para encontrá-lo”.
Desconheço a autoria.
No dia 10 de maio, eu publiquei aqui, um acidente ocorrido na Avenida XV de Novembro, no centro de Tapera, nos anos 1970, envolvendo um Fusca e uma motocicleta. Pois, nesta semana, passando pelo Hospital Roque Gonzalez, um homem me abordou e perguntou se eu havia publicado tal notícia. Eu disse que sim, e ele me falou que o motoqueiro em questão era ele. E, para provar, me mostrou outras fotos do acidente.
O motoqueiro é Ari Antônio Gabriel, 74 anos, com 20 na época. Segundo ele, o acidente ocorreu no dia 17 de novembro de 1968, num domingo, próximo ao meio dia. Ele desceu da Cotrisoja, onde trabalhava, para almoçar, quando em frente ao Cine Avenida foi colhido pelo Fusca, que descia a avenida, e dobrou à esquerda para ir ao Taperinha Hotel, provavelmente para almoçar. O motorista lhe contou que não o viu. Ele ainda ajudou o Ari, que teve um corte no queixo, e pagou o conserto da sua moto.
Mas, além do acidente, podemos ver como era o centro de Tapera em 1968, há 55 anos.
E lá vamos nós de novo. Na foto em que aparece o Fusca e a moto em primeiro plano, aparecem três prédios. No da esquerda, era a Livraria da Celita. No do meio, a Relojoaria do Alexius e o Bar do Setti, que residia nos fundos dele. E no da direita está a antiga loja dos “turcos”, que não lembro o nome. Hoje, no prédio da direita existe um novo, maior, com moradias e lojas como a Napolitá, a Carla Angelli e a Casa das Massas. O do centro permanece o mesmo agora com o Sérgio Cabeleireiro e a CB Store. E no da direita, reformado, está a Farmácia do Magrão.
As lojas estão fechadas por ser uma manhã de domingo.
Agora as duas fotos. Do lado esquerdo, aparece o cinema, que foi do Ângelo Beux, do João Maximiliano Batistella e, por último, do Gentil Batistella, até mudar ele para a Rua Rui Barbosa, e ser demolido em seguida. Ali, hoje, tem um prédio de apartamentos e lojas, como a Andriolli e a Farmácia Essência. Ainda, no velho casarão aparece a barbearia do Lothari Junges, na segunda porta. Ao lado, está a Loja Rotta, onde hoje está a Colombo e a Esportiva. Do outro lado da Rua Guido Mombelli, aparece o casarão do Supermercado do Bruno. Na parte de cima, como já escrevi em outra publicação, foi sede de muitas coisas. Do lado, aparece o Bar Ciprandi, onde hoje está a Padaria Dona Elza, depois a casa do Pedro Lucca (dentista licenciado) e o Posto Esso, do Isi Simon. E por fim, do outro lado da Rua Coronel Gervásio, o Tapera City Hotel e algumas de suas empresas da época.
Do outro lado da Rua Guido Mombelli, aparece o Curtume Mombelli, que marcou época em Tapera por mais de 70 anos.
Na do lado direito, à esquerda, aparece a residência do Dionísio Lothário Chassot, o primeiro prefeito de Tapera, e que ainda está lá; e ao lado dele o Café Diana. Repare que o prédio dos Muller, que já foi a Loja Müller, da Ledi e do Vitor, e onde hoje estão várias empresas, não havia sido construído ainda, entre a casa e o bar. Ao lado, está a casa de comércio dos Bervian, do lado a Prefeitura velha e o antigo casarão que foi morada do Vitório Crestani, meu avô. Do outro lado da avenida, à direita, está o prédio do Taperinha Hotel e onde hoje estão a Espaço Hering, a Iora Advogados, entre outros. Do lado, aparece o terreno onde hoje está o prédio que abriga a Uzzinna e várias moradias, e a sapataria do professor Joaquim Fernandes do Pilar. Do lado ainda, aparece a então Praça Olavo Bilac e lá adiante a Loja Maldaner, onde hoje está a Farmácia São João.
Esta era a Tapera de 1968.

A ausência do presidente Lula está sendo sentida neste momento de muita dor aqui no Rio Grande do Sul.
O homem, que adora um avião e que viajou novamente para o exterior, bem que poderia antes ter pego um e vir ao Estado para ver como estão as coisas por aqui.