Essa foto, que chegou até mim não sei de onde nem por quem, mostra um acidente de trânsito ocorrido na Tapera no começo dos anos 1950/1960.
A “batida” aconteceu na esquina da Avenida XV de Novembro com a Rua Duque de Caxias, bem em frente ao Café Diana, e mostra um Chevrolet carregado com colchões, ao que parece, e um Mercedes Benz tanque para transporte de combustíveis. Felizmente não ocorreu algo pior com o choque de ambos.
Como o acidente está registrado em quatro fotos, vou tentar “reconstruir” a cidade a partir de cada uma delas:
Na primeira foto, vê-se do lado direito o Café Diana, segundo prédio de alvenaria mais antigo construído na cidade, por Orlando Bervian, em 1948, quando ainda éramos distrito de Carazinho.
O toldo que aparece do lado do Café era a estação rodoviária, a primeira que anos depois mudou-se para o prédio do City Hotel e depois para o seu atual endereço, na Avenida XV de Novembro. Hoje, no local está a Floricultura Criativa.
Já no lado esquerdo está o então Taperinha Hotel, inaugurado em 1960, por João Claudius Bervian. Hoje, no lugar existe uma série de lojas, como a Hering, a Sorveteria do Guto, o Escritório Iora, entre outros.
E do lado do hotel aparece o Cine Avenida, que foi dos Beux, do João Batistella e por último do Gentil Batistella.
Na segunda foto, aparece o prédio da Alfaiataria América e da Estofaria Vizotto. O mesmo foi demolido para ser construído outro onde hoje estão a Ki Presentes e outros. Ao no fundo, aparece o telhado do casarão que foi residência de Vitório Crestani, meu avô, e mais tarde a Câmara de Vereadores.
Na terceira foto, é possível ver no lado esquerdo uma pequena parte da Praça Central, ainda com seus muitos arcos de cipreste; o Hospital Roque Gonzalez; e o antigo Colégio Imaculada, o das freiras. O atual foi construído na frente dele.
Também é possível ver no lado direito da foto, ao fundo, na esquina das ruas Duque de Caxias com Rui Barbosa, o Hotel dos Viajantes, do José Sarturi, onde hoje está a loja Quero Mais Doces; ao lado está o prédio do Avelino Würzius, o picador de carnes dele, e na frente, na esquina, a casa de Carlito Schaker.
Essa casa da esquina, de frente para a Praça e o Café Diana, era a casa de Carlito Schaker, que tinha uma pequena loja e, periodicamente, ia a São Paulo comprar roupas para vender. Mais tarde ela se transformou na sapataria do Pilar.
O Avelino Würzius tinha uma casinha pequena de madeira e quando ganhou o milhão na loteria, construiu a primeira casa de alvenaria de Tapera, com dois pisos, onde hoje funciona o Escritório Ritter e onde por muitos anos funcionou o Tapera Bureau. Detalhe: aquele prédio, por ser o primeiro de Tapera, é histórico.
Também pode-se ver o ônibus da Rainha da Serra, do Emílio Theis, que fazia Passo Fundo a Cruz Alta, estacionado ao lado da praça.
E na quarta foto, repare que na esquina do Café ainda não havia sido construído o prédio onde estão hoje a Ki Presentes e outros.
Pode-se ver a Loja Renner, que anos mais tarde passou para o prédio que foi construído no terreno vazio ao lado. Aliás, naquele prédio anos mais tarde funcionou a Boate Diana, uma churrascaria e hoje está a Loja da Lúcia Sattler.
Repare ainda que a Rua Duque de Caxias ainda não havia sido pavimentada.
E quem seria a menininha da foto 4 atravessando a Avenida, de vestidinho e com o dedo na boca, toda encabulada? E os dois caminhões a quem pertenciam?
Estive ontem à tarde em Selbach na assembleia da AMAJA e na abertura da Blumenfest, que iniciou ontem e se estenderá até domingo. E na entrada da cidade já chama atenção as flores, por sua beleza e quantidade, a pintura dos meios-fios e a limpeza da cidade.
De parabéns o prefeito Michael Kuhn e toda equipe da Prefeitura por deixar a vizinha cidade tão bonita.
E parabéns também pelos shows trazidos para a Feira, bons e gratuitos.
O presidente Lula mudou muito desde que assumiu a presidência, em seu primeiro mandato, lá em 2003 – após ter perdido três eleições. Ele, que veio de uma vida sofrida no Nordeste, depois que entrou na política e ganhou dinheiro e poder, aos poucos, foi mudando o seu padrão de vida. Assim como qualquer pessoa, ele pegou gosto pelo dinheiro e pelas benesses que ele proporciona.
Lula, que usa roupas de grife e come e bebe só do melhor, estava em busca de um avião, para as suas intermináveis viagens. Dentre os requisitos da aeronave, estavam uma suíte e um gabinete privativo, custando a bagatela de R$ 400 milhões.
Entretanto, a ideia acabou sendo descartada, pois uma decisão judicial da Justiça Federal de Brasília havia dado um prazo de cinco dias para que o governo federal se manifestasse sobre o interesse em comprar um novo avião presidencial. A decisão foi tomada após deputados da oposição moverem uma ação judicial parar barrar preventivamente a aquisição de uma nova aeronave.
Lembrando que o avião presidencial deve servir apenas para o único fim a que se destina: como meio de locomoção, não devendo, portanto, ser objeto de luxo do chefe de Estado, que é um ocupante de cargo público como qualquer outro – e que está sujeito à fiscalização, pelo povo.
E na ONU, controverso, Lula bateu forte no capitalismo e não criticou a Rússia pela invasão à Ucrânia. Foi aplaudido sete vezes, por uma parte da plateia.
O vereador Alcides Maldaner (PDT), fazendo uso da tribuna na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, na segunda-feira (18), cobrou explicações da administração municipal sobre dois assuntos. Um deles diz respeito a duas câmeras de monitoramento na cidade que não estariam funcionando. Segundo ele, pessoas que precisaram de imagens das mesmas, foram informadas de que as câmeras em questão estão com defeito. O outro, seria a não realização do Municipal Intercomunidades de Futsal, realizado anualmente, por contenção e despesa. Segundo ele, três comunidades se queixaram a ele sobre isso.
Na próxima sessão, a ser realizada na segunda-feira (25), a administração municipal deverá se manifestar a respeito.
Esta minirreforma eleitoral que está sendo votada no Congresso Nacional vai acabar com a ficha limpa, que tira político sujo do “jogo”, o que é lamentável.
Daqui a pouco aquela turma de Brasília vai liberar tudo e nada mais será proibido neste País.
E a culpa de tudo isso é nossa que elegemos pessoas comprometidas só com os interesses delas.
Essa leva gigantesca de imigração que anda ocorrendo na Europa é mais ou menos o que ela fez ao longo de séculos quando invadiu e dominou a África. O pessoal está agora fazendo o caminho inverso. Sem ocupar, nem atirar. Só querendo espaço seguro para viver e criar os seus filhos.
E como os países europeus, que tem população contada, lidarão com essa chegada em massa de estrangeiros?
Ao longo dos seus 126 anos de história, primeiro como distrito de Passo Fundo e mais tarde de Carazinho e depois como município, Tapera teve três fábricas de implementos agrícolas, mostrando desde cedo a sua vocação para a agricultura.
A primeira delas foi a Huber & Cia Ltda, criada em 1925, na Barra do Colorado, interior do município. Mais tarde ela veio para a cidade e permanece aí até os dias atuais.
A segunda foi a Mansueto Corazza & Cia Ltda, que iniciou em 1970, e se estendeu até 1990, quando encerrou as suas atividades.
E a terceira delas, era a Almiro Simon, que iniciou como carpintaria, em 1964, na Linha Coronel Gervásio, no interior do município. Inicialmente, construía carrocerias, pipas, aberturas e grades de cerveja. Em 05 de junho de 1971, com os negócios indo bem, a empresa se transferiu para a ERS 223, onde está até hoje.
Nesta nova etapa, com a agricultura em franco crescimento na região, começou a produzir sulcadores, pés-de-pato e capinadeiras com a marca Avante. A produção era feita em baixa escala, sendo 5 implementos por mês, com três funcionários.
Segundo o Délcio Simon, que trabalhou com o pai na empresa e dele foi seu sócio mais tarde, a indústria encerrou as suas atividades em 1980, por que não havia como competir com as grandes empresas da região produzindo em larga escala e com pronta entrega.
Hoje, a empresa se chama Délcio Simon & Cia Ltda e está no ramo de consertos de implementos agrícolas realizando ainda serviço de pintura e solda.
Segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) o RS tem 13 vezes mais cidades no vermelho do que há um ano.
Em um ano, subiu de 34 para 457 o número de municípios gaúchos com déficits primários, ou seja, quando as despesas básicas (saúde, educação e servidores) consomem mais do que o município arrecada. Hoje, o Estado tem 92,5% dos seus municípios no vermelho.
De acordo com o levantamento da CNM, que resultou num estudo com mais de 50 páginas, o comprometimento das cidades pequenas no País subiu de 79% para 91%.
Bicho feio vindo aí. Esse ano as contas deverão ser fechadas por alguns municípios, mas ano que vem, no apagar das luzes do atual mandato…
Prevê-se muito ranger de dentes num futuro não muito distante.
Aqui na região, a chiadeira dos prefeitos é grande devido à queda da arrecadação federal e estadual e até municipal.
Perguntei ao presidente da AMAJA (Associação dos Municípios do Alto Jacuí) e prefeito de Lagoa dos Três Cantos, Sérgio Antônio Lasch, como estão os nossos municípios. Segundo ele, quem economizou nos primeiros dois anos, 2021 e 2022, está aparentemente tranquilo com o fechamento das contas ao final do ano, apesar de a cada dia a arrecadação diminuir consideravelmente.
“E não sabemos o que está vindo logo ali na frente”, enfatizou.
“Não confunda sonho com meta. Sonho você imagina, meta você corre atras”.
Desconheço a autoria.
Esta foto aérea de Tapera, tirada no começo dos anos 1970 pela Cinerama de Carazinho, mostra no primeiro plano o antigo Curtume Mombelli, que por 70 anos foi a maior empresa do município.
Vamos, agora, fazer um novo “tour” pelo passado da nossa cidade através da foto.
Partindo do então Curtume Mombelli, à direita dele, vemos o Salão Azul, que pertencia à empresa e que era uma espécie de clube para os seus funcionários e os familiares destes. Do lado, está a oficina do Élio Crestani, e na esquina o Posto Ipiranga, do Azir Crestani, atual Auto Posto Tapera. À direita, no alto, vemos o Hospital Nossa Senhora do Rosário e sua terceira ala sendo construída. Hoje, estão lá a Secretaria Municipal de Saúde e o CAIS. Do lado dele, está a antiga residência do médico Avelino Steffens, um pioneiro e que dá nome à praça central e ao estádio do América. Na esquina, está o Tapera City Hotel. Repare que tem um ônibus parado em frente à estação rodoviária, que funcionou ali por vários anos. Ainda, naquele prédio funcionou também por muitos anos o Banco do Brasil. E do lado dele o antigo Hotel Pastório, do Vitório. E lá adiante, a antiga pedreira, que ficava próxima ao acesso do hoje Bairro Elisa.
Voltando em direção à avenida, tem a residência do ex-prefeito João Maximiliano Batistella, onde hoje tem um prédio de moradias e lojas, e do lado, a revenda de bebidas dos Cerutti, e que mais tarde recebeu o Cinema do Gentil Batistella. Hoje ali tem a JP Materiais de Construção.
De volta à avenida, vemos o antigo Posto Petrobras, do Isi Simon, e ao seu lado a residência e consultório dentário do Pedro Lucca, e em seguida o antigo Bar Ciprandi, do Fiorindo. Acima dele está a residência do Heitor Viau, que foi juiz de menor, e o Supermercado do Bruno Elsenbach. Ao lado estão, a loja dos “turcos”, a Eletrônica do Jacó e na esquina a residência do Joaquim Pilar, que hoje abriga um prédio de residências e empresas.
E a foto mostra ainda a grande transformação ocorrida nestes anos todos naquela quadra que fica entre a Avenida e as ruas Coronel Gervásio, Rui Barbosa e Guido Mombelli. Hoje ali, estão a Padaria Dona Elza, Banco do Brasil, Relojoaria Aliança, Utilar, Bradesco, Escritório Kunzler, Imobiliária Inovare, entre outros.
Os bairros América e Elisa, que ficam hoje atrás do City Hotel e do antigo Hospital do Rosário, ainda não existiam. O estádio do América está lá no alto, mas não aparece na imagem.
Se alguém ver algo a mais interessante na foto, por favor, identifique.