Já há algum tempo venho escrevendo aqui que Tapera, pela cultura que produz e por ser a “Cidade Cultura” da região, já deveria ter a sua Academia de Letras (ATL).
Para se ter uma ideia, só na área literária, Tapera possui 44 autores, sendo que destes 36 estão vivos, espalhados por este mundão de Deus, e 8 já deixaram este plano. Lembrando que existem obras com dois e três autores, mas não deixam de serem autores. Para um município de menos de 10,5 mil habitantes o número de escritores é considerável, convenhamos, e cabe bem a Academia.
Tem municípios por aí, bem maiores do que Tapera, que não possuem nem a metade de autores que temos aqui. Em Tapera, livro é objeto de consumo, como mostrou a recente Feira do Livro, em sua 32ª edição.
O Jairo Ferreira, escritor, radialista e membro da Academia Soledadense de Letras, que passou um bom período em Tapera, lançou na Feira, o seu 10º livro de crônicas, e provocou o município a criar a sua Academia Taperense de Obras e Artes, afinal, segundo ele, Tapera é “Cidade Cultura” e por isso é justificável que tenha uma.
No último dia 14, o Marcelo Haag, no seu programa diário na Rádio Cultura, destacou a necessidade de Tapera ter a sua Academia de Letras.
A ATL não teria apenas escritores, mas toda pessoa que, de uma forma ou de outra, produz cultura e arte em geral. E aqui em Tapera se produz muito disso. A vereadora Vanize Rutzen, na última sessão da Câmara de Vereadores, fazendo uso da tribuna, disse que Tapera possui um grande potencial artístico não devendo nada a ninguém e que precisa deixar os limites do município. Concordo com ela.
Enfim, a ATL está caindo de madura.
“Para corromper o indivíduo basta ensiná-lo a chamar ‘direitos’ os seus desejos pessoais e ‘abusos’ os direitos alheios”.
Nicolás Gomez D’ávila
Na quinta-feira (10.11), eu estive no Centro de Eventos aqui em Tapera, onde acontecia a 32ª Feira do Livro, no lançamento de três obras de autores taperenses, o Angelino Dias e a Márcia Kurz, e o adotado Jairo Ferreira.
O escritor, radialista e membro da Academia Soledadense de Letras (ASL), Jairo Ferreira, lançou o seu 10º livro de crônicas: “Águas revoltas do cais”, escrito durante a pandemia. E o “imortal” provocou Tapera para ter a sua Academia Taperense de Obras e Artes, afinal nós somos a “Cidade Cultura” e é imperioso que tenhamos uma. Eu já escrevi aqui sobre isso.
O Angelino Martins Dias, lançou o seu 5º livro de poesias e histórias familiares: “De passo a passo pelo Rio Grande”. Ele falou da importância da educação recebida em casa e do respeito para com pais e os outros.
E a assistente social Márcia Kurz, lançou o seu primeiro livro: “Bisa Rita”, uma literatura infantil. A Márcia, que está há mais de 20 anos trabalhando com envelhecimento, alertou que é preciso que as pessoas respeitem as que tem 60 mais, por que elas não são descartáveis e ainda tem muito a ensinar.
Naquela noite, duas coisas me alegraram o dia. A primeira, foram as sugestões que recebi para a recuperação de histórias de entidades e pessoas aqui de Tapera. E a segunda, o pessoal me pedindo quando vou publicar o meu livro, tendo em vista o farto material que possuo. Sobre o livro, respondo que estou pensando a respeito. A minha filha, que conhece o material que tenho em mãos, acha que eu já deveria ter publicado pelo menos um livro.
Quem sabe algum dia eu não faça parte do panteão dos “imortais” de Tapera junto com 44 pessoas que deixaram os seus nomes para a eternidade.
Será que as cidades estão preparadas para todos estes estragos provocados pelo clima em todo o planeta? E conseguirão elas se recuperarem de forma rápida?
Este é um problema que está sendo observado no mundo todo. Existe muita preocupação com os gastos na reconstrução e com a perda de vidas.
Os países terão de encontrar uma solução rápida pois pelo que parece essas loucuras do tempo, com todos os seus estragos e mortes, serão uma constante doravante. No planeta todo.
“Ter paz não é ausência de conflitos, é saber administrar os conflitos em paz”.
Desconheço a autoria
A eleição 2024 em Tapera já começou. No sábado (11), foram vistas equipes pela cidade, realizando pesquisa de intenção de votos para prefeito e também para medir a aceitação da coligação que administra o município há 15 anos. Eu, mais uma vez, não fui pesquisado, mas segundo uma pessoa idônea que foi abordada por um grupo de fora da cidade, em frente ao Supermercado Santa Clara, ela me disse que lhe fizeram três perguntas: 1 – Em quem você votaria, dando-lhe quatro nomes. 2 – Em quem você não votaria e 3 – Como você está vendo a coligação hoje.
Nos nomes sugeridos na pesquisa eram o do ex-prefeito Ireneu Orth (Progressistas) e dos vereadores Alcides Maldaner (PDT), Aurélio Vicari (PTB) e Marcio Paulus (Progressistas).
Quando soube da pesquisa fui em busca de informações para saber a sua autoria, sem sucesso. Normal! Os números reais de uma só se ficam sabendo se ela é positiva e decisiva e autorizada. E pode ainda, depois de concluída, ser maquiada por quem a encomendou. Este tipo de pesquisa serve apenas para “consumo interno”.
Pelo que foi perguntado nesta pesquisa, com a sugestão dos nomes, presumo que ela tenha sido encomendada pela oposição que deseja saber da possibilidade da seguinte situação em outubro do próximo ano: Ireneu e Márcio e Vicari e Alcides. Chama atenção ainda nela que não foram sugeridos nomes de gente ligada aos demais partidos em Tapera, o MDB e o PT.
Por outro lado, estou curioso para saber o resultado da pesquisa para ver como estão os nomes e a coligação na “foto”, pois o cenário para 2024 está criado em Tapera e somente um abalo muito grande poderá alterá-lo.
Muitas coisas movem a economia de uma nação, mas nenhuma delas supera uma guerra. Os países gastam bilhões em armamento, vendendo ou doando, e depois recuperam tudo na reconstrução de cidades. Não existe negócio mais rentável para uma economia do que uma guerra. Infelizmente.
E por que depois dos bancos a indústria armamentista é a que mais gasta numa eleição presidencial? Por que será?
“Um dia o coração perguntou ao tempo:
– Tempo, porque você seca as minhas lágrimas e não tira de mim o motivo que me faz chorar?
E o tempo respondeu:
– Eu consigo secar as suas lágrimas porque você as joga para fora, mas o que você guarda dentro de si, nem o tempo é capaz de apagar”.
Desconheço a autoria.
A Praça de Tapera caiu mesmo no agrado dos taperenses. O pessoal se reúne nela de dia e de noite levando consigo cadeiras, chimarrão ou tererê e bebidas em geral, e até pipoca, para colocar a conversa em dia, rever amigos e ver o movimento agitado do centro, principalmente nos domingos a tarde de sol e calor.
Mas, vendo a praça, num destes domingos à tarde, foi bonito de ver o vai e vem que tem nela, a vida que existe lá. Num dia desses, eu ri muito ao ver a criançada pra lá e pra cá e os seus pais desesperados atrás dos mais pequenos. Eu vi uma menina de patins, dando os seus primeiros passos com eles, sendo amparada pela irmã mais velha; vi um menino andando com sua bicicleta com rodinhas, tendo a sua mãe ao seu lado garantindo a sua segurança; vi um menino, começando a andar, sair em disparada em direção à rua e sua mãe desesperada atrás dele com a cuia na mão; vi meninos e meninas correndo de um lado para o outro com um cachorro e fazendo muita gritaria; e também vi meninos jogando bola na grama.
Por outro lado, ser pai ou mãe, até gastar a “bateria” das crias, não é uma tarefa fácil, principalmente se um dos deles for veterano. Mas, no final das contas, vale apena pois elas crescem rápido demais e logo terão a sua turminha.
Enfim, quem passar pela praça e observar vai ver ela pulsando cheia de vida, o que é maravilhoso, principalmente num mundo como este que estamos vivendo.
As pessoas que frequentam a praça o fazem de duas maneiras. De dia, elas ficam na parte de cima, próximas ao Sekus Bar, na sombra; e à noite, na parte de baixo, próximas ao Skina Lanches, onde o espaço é mais aberto.
Quem anda pela Praça Central de Tapera vai ver cartazes espalhados por toda parte, em postes de iluminação e em bancos, pedindo proteção aos animais. Os desenhos, certamente criados por alunos do ensino primário que participam da 32ª Feira do Livro, que está acontecendo no Centro de Eventos, além de pedir proteção pede cuidado com os bichos e ajuda às entidades que cuidam deles no município.
Nos desenhos, os pequeninos ainda agradecem quem leu os cartazes.
O recado está dado.