Faltando pouco mais de um mês para o Natal, é perceptível que as tradicionais decorações natalinas ainda estão um pouco acanhadas aqui em Tapera, seja nas casas e lojas ou nos espaços públicos.
Não sei se o pessoal perdeu a empolgação em relação à data ou se a rotina está tão corrida, que não sobra tempo (e dinheiro) para pensar e investir em ornamentações externas… Existe ornamentação interna, mas bem simples.
Lembro que, há alguns bons anos, Tapera era reconhecida por ter uma vasta programação natalina, na qual o ponto alto era o evento da chegada do Papai Noel à cidade. Um dos grandes atrativos era a praça, que ficava toda iluminada, à noite, com as luzinhas, além de espaços como o presépio e a casa do “bom velhinho”.
Outro ponto interessante é o fato de as residências também contribuírem com a decoração da cidade – e, se não me engano, havia um concurso que premiava a casa que possuía a decoração natalina mais bonita. E era uma ornamentação mais linda e criativa que a outra.
Lembro que minha mãe e minha irmã, que eram grandes entusiastas do Natal, adoravam passear pela cidade com a minha filha, quando criança, para apreciar as belezas natalinas de Tapera. Também, era a oportunidade de a pequena olhar as vitrines e aproveitar para escolher os presentes que seriam trazidos pelo Papai Noel, na noite do dia 24/12.
São vários os registros fotográficos dessa época que foram eternizados pela saudosa Kodak que tínhamos, com filme de 24 poses e flash acoplado à ela, e que, seguidamente, são revisitados por mim e por minha filha, que adoramos rever as memórias antigas.
Por isso, fiquei pensando que uma ornamentação de Natal – seja nos espaços públicos, seja nos privados – não é apenas um item decorativo: é cultura, lazer e a oportunidade de criar memórias afetivas.
Que as crianças de hoje tenham a oportunidade de desfrutarem da “época mais mágica do ano” em sua cidade, para terem boas lembranças desse tempo, no futuro.
E, a propósito: qual será a programação de Natal neste ano em Tapera?
Quem anda por Tapera, não tem como não notar a quantidade de fios pendurados por toda a cidade. Na esquina da Avenida XV de Novembro com a Rua João Bervian Filho, na subida do América, existe um fio caído e nele está amarrado um saco de supermercado alertando o pessoal sobre o perigo. É muito estranho ver aquele “enfeite” na avenida.
O vereador Marcio Paulus entrou com proposição na Câmara, aprovada pelos colegas, solicitando ao executivo municipal que entre em contato com as empresas de energia, internet e telefonia para darem uma olhada nesta questão e retirar tudo aquilo que não está sendo utilizado.
Essa fiação dá um ar de desleixo na cidade, sem falar na falta de respeito para com ela e sua gente.
E as manifestações da natureza não param de surpreender no Brasil. E no mundo também. Chuvas em excesso no Sul com alagamentos, desmoronamentos e desabamentos; seca extrema no Norte, a ponto de secar rios que jamais secaram; e ondas de calor no Centro do país. Isso é normal? Quem mora nestes estados afetados e possuem uma certa idade, como mostraram as reportagens na televisão, dizem que essas loucuras do tempo já ocorriam, mas não com tamanha intensidade. E com tanto estrago e mortes assim.
E aqui no Sul não existem relatos de tanta chuva e estragos como agora.
Todos sabemos que sempre tivemos os fenômenos El Niño e La Niña e que tudo está sendo mostrado agora com comunicação total e em tempo real, mas alguma coisa está errada com o clima. E, segundo os especialistas, vai piorar.
Vamos rezar para que tudo acabe apenas em susto.
A eleição para presidente e demais membros da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Tapera para o próximo ano será realizada na última sessão de 2023, no dia 26 de dezembro, terça-feira, um dia depois do Natal.
Apesar de o mês de novembro estar indo para o seu final, ainda é cedo para dizer quem comandará o Legislativo taperense no último ano do atual mandato.
As conversações seguem em andamento.
Mas, esta eleição será diferenciada tendo em vista que ano que vem tem eleição municipal.
Na missa de domingo (19), padre Osvaldo falou sobre os talentos. Segundo ele, os talentos não pertencem a nós, mas a Deus que os entrega a quem Ele bem quiser.
E eu concordo com o sacerdote, por que talento você recebe e não consegue repassá-lo. Conheço muitas pessoas talentosas que não conseguiram repassar o seu talento a seus filhos e esses seguem outros caminhos para lamentação de seus pais.
Tem gente que acha que por que o filho continua uma caminhada ele é talentoso. Na verdade, o oficio lhe foi ensinado e é só tocá-lo.
O talento cai onde a gente menos espera, e ele não escolhe cidade, endereço e nem o tamanho da conta bancária. Ele simplesmente nasce, floresce e acontece.
Veja por aí e pelo mundo todo, quantas pessoas apareceram para brilhar em determinada área sem que esta faça parte da sua família.
“Muitos querem sinceridade, mas quando o sincero fala, todos se ofendem”.
Andando pela cidade de Tapera impressiona a quantidade de contêineres de lixo danificados, quebrados ou sem uma ou mais rodas, sem a tampa ou a barra de ergue-la. E não são poucos, diga-se de passagem. E não interessa quem os danificou, se foi antes ou se foi depois, o fato é que muitos deles terão de ser trocados, para que pelo menos fiquem em pé e cobertos e possam cumprir a sua função, e esse recurso sairá dos cofres públicos que estão para lá de minguados.
Eu recebi um vídeo mostrando o recolhimento de um container que impressiona pela “delicadeza” como o equipamento é recolocado no chão pelo pessoal encarregado do trabalho.
Nem sendo de aço o problema dos danos será resolvido aqui.
E a questão do lixo não muda aqui.
Segundo pesquisei, no Norte do Rio Grande do Sul, chove anualmente entre 1.500 e 1.800 milímetros. No Alto Jacuí, na região de Tapera, anualmente chove, em média, 1.600 milímetros/ano.
Para se ter ideia do que já choveu aqui nos últimos 70 dias, vieram do alto mais de 2.600 milímetros de chuva. É muita água. E ainda há previsão de mais.
Infelizmente, junto com a água vem a destruição de casas, lojas, prédios e outros e também mortes.
Estamos em El Niño e as previsões são de que ele se prolongue 2024 a dentro. Vem mais dor de cabeça por aí.
“Não é necessário mostrar beleza aos cegos, nem dizer verdade aos surdos. Mas, não minta para quem te escuta e nem decepcione os olhos de quem te admira”.
Desconheço a autoria.
Seguidamente eu mostro aqui, através de fotografias, a transformação que Tapera vem sofrendo ao longo do tempo. E impressiona como a cidade muda com o passar dos anos. Pois, o que acontece aqui acontece em todas as cidades do mundo, com o novo dando lugar ao velho.
Andando por Tapera a gente observa que ela está em constante mudança, principalmente nas casas que vão dando lugar a prédios ou casas mais modernas ou casarões. Quem passa pela Avenida XV de Novembro, verá que duas casas antigas foram demolidas para dar lugar a prédios para moradias e comércio. Me refiro as residências do Arlindo Brenner, onde na frente havia a sua alfaiataria, e que mais tarde virou sorveteria, cabeleireiro e hotel; e a do Afonso Hansen, onde anos mais tarde funcionou o salão de beleza da Amábile Hansen.
E assim vai a coisa. As pessoas vão constituindo família e com o passar do tempo os filhos vão crescendo e em seguida vão cuidar de suas vidas em outro endereço ou em outros lugares ficando os pais sozinhos na moradia. E quando o casal morre, a casa passa para outras pessoas e a mudança acontece. E acontecerá novamente um dia quando a história for se repetir.
Aliás, com a construção de prédios, as pessoas estão trocando as casas grandes, que dão trabalho para mantê-las e circular por elas, por um apartamento que é menor e mais funcional. Hoje, em Tapera, existe uma porção de casas grandes sem moradores e a tendência é que este número aumente.
A cidade ainda tem casas e prédios antigos e históricos que ainda estão por aí, mas sem garantia de que continuarão aí, pois quem compra um terreno tem planos para ele.
Este é, pois, o ciclo da vida, carregado de mudanças.