Essa revolta que a torcida corintiana está tendo pela situação do seu time no Paulistão, tem explicação, apesar de não ser correta (com agressão). O pessoal pensa que seu time, no caso os jogadores, que ganham uma fortuna por mês, deveriam jogar mais e bem sempre por conta disso. Pois, jogador de futebol, apesar da discrepância dos valores recebidos no contracheque e nas transferências, é pessoa comum, com altos e baixos. Isso deve ser entendido pelo pessoal da arquibancada. Mas, por outro lado, esse pessoal parece que está enchendo o saco pelos altos valores que o esporte mais popular do mundo movimenta mais e mais a cada ano. Quem sabe as pessoas estão querendo dizer um não ao futebol-lucro e está fazendo desta forma. Pode ser um aviso.
Certo ou errado, o que os corintianos estão pedindo é um basta nesta fantasia que se transformou o futebol nas últimas décadas. É irreal isso tudo. Uma ilusão.
O Governo Federal disse que não haveria apagão no Brasil. E aconteceu novamente. Ai culparam a falta de chuva que assola boa parte do País. Mas, e os investimentos no setor? E o planejamento?
No Brasil o governo gasta como bem entende o dinheiro público e ninguém berra. Na Inglaterra, a Rainha, que é figura decorativa num regime que é parlamentarista, gastou além da conta e seus súditos berraram. Resultado: vai devolver o que passou da conta. Seriedade é como chamam isso.
A mobilidade urbana que a FIFA e o Governo Federal tanto falam, para a Copa do Mundo no Brasil, é somente entre aeroportos e estádios? Mas, e o resto das cidades como fica?
Em janeiro do ano passado, o argentino pediu para ser liberado pelo Inter, pois queria voltar ao Paraguai, ao Libertad. O volante ficou em Assunção até julho, quando se transferiu para o Vasco. Em cinco meses, Guiñazu se machucou e viu sua equipe ser rebaixada. E deve ter tido problema de salário, porque no Brasil, para a maioria dos clubes o ano não tem 12 meses como aqui no RS. Em síntese. Ele pediu para voltar. O Inter agradeceu o interesse, os serviços prestados ao clube e os títulos, mas disse não. Fez bem.
Neste domingo, no Bairro Brasília, acompanhei parte dos jogos da rodada do Taperense de Futsete e me chamou atenção a quantidade de bons jogadores que estão surgindo ai. Parecia que a “fábrica” tinha fechado, mas não fechou. Vendo essa gurizada lembrei logo do América. Que tal a direção começar a olhar essa piazada e ver se alguns deles têm condições de integrar o grupo, para aprender, se aprimorar, queimar vícios (do futebol) e ainda aumentar o elenco americano para treinar?
Dois jogadores chamaram minha atenção no domingo: o João de Souza Júnior, da Comil/Linha Santana; e o Guilherme Staudt, do Audax/Zoom Max. Aliás, o Guilherme saiu na reserva e quando entrou tomou conta do jogo. E o menino joga nas categorias de base do América. Quem sabe o pessoal não olha essa garotada.
Alguma coisa me diz que equipes da região ainda virão a Tapera buscar esses garotos para jogar o Estadual. Agora é a hora deles se “criar”.
Fiquem atentos, pois ainda somos um celeiro de boleiros. O problema é o aprimoramento, a continuidade e o aproveitamento, porque o talento está aqui. Sempre esteve.
E se esse pai que morreu no domingo no Tio Hugo, levando consigo o seu filho, estivesse trafegando a uma velocidade bem inferior aos 190 Km/h em que estava? Talvez hoje ele e o seu menino estivessem vivos e vivendo suas vidas normalmente, com o pai trabalhando e o jovem aproveitando os últimos dias de férias. Junto com eles estavam três meninos que se machucaram e seu estado é delicado. Por que a 190 por hora?
Podem falar em fatalidade ou destino, mas essa desgraça poderia ser evitada se o carro trafegasse com a velocidade estabelecida na rodovia.
E antes que os críticos contumazes me crucifiquem, já vou adiantando que não estou culpando ninguém pela tragédia, apenas dizendo que se não houvesse excesso de velocidade nada disso teria acontecido.
No sábado (01/02), às 11h30min, um Corsa, com placas de Tapera, estacionou na esquina da Avenida XV de Novembro, próximo ao Café Diana, em cima da faixa de segurança. A mulher desceu do carro sem perceber que estava cometendo uma infração grave que dá 5 pontos na CNH.
Subindo a Avenida, vi a mesma cena na esquina da Laurindo Motos, com um Focus.
Mas, o que os nossos motoristas tem que seguidamente cometem infrações de trânsito? Se são novos, colocaria a culpa em quem lhes ensinou, mas quando a infração é cometida por veterano, ai são outros quinhentos.
Agora, o que se vê nesta cidade, no trânsito, é de deixar os cabelos em pé.
Nesta segunda-feira, no Jornal do Almoço, a Cristina Ranzolin emparedou o secretário de Estado da Segurança, Airton Michels. Tão logo terminou a entrevista e o programa, quando os créditos começaram a subir, o secretário cumprimentou a jornalista e saiu correndo. Babando de raiva. A Cristina fez o seu papel que é o de questionar os governos que recebem e não oferecem a contrapartida na forma de serviços bons e eficientes.
Agora, essa greve dos ônibus em Porto Alegre já está enchendo o saco. Não está? E esta ainda apertando o trabalhador, quem não tem nada com isso, no bolso.
E se os governos estadual e municipal não conseguem resolver o problema e fica um empurrando para o outro, quem paga o pato – de novo – é o pato, digo o povo, que vota.
Aliás, falando em votar. Por que o trabalhador porto alegrense, que está tendo prejuízo duplo, no bolso e no trabalho, não lembra desta birra na hora de votar, em outubro? Esta na hora de o povo mostrar quem é que manda. De quem é o chefe.
Por que o Brasil perdoa dívida de países e não perdoa a de seus estados? E os governadores, eternos submissos do Palácio do Planalto, já perceberam isso? E nem vamos falar dos municípios.