Blog do Sarico

Pensamento do Dia


“Arrume a casa todos os dias… Mas, arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela”.

Carlos Drummond de Andrade

Festa centenária em Tapera


Essa fotografia mostra a Vila Tapera, então 8º distrito de Passo Fundo, no longínquo ano de 1925.

A festa é comemorativa ao cinquentenário da colonização italiana no Rio Grande do Sul. E a concentração é na praça central, que anos mais tarde viria a se chamar Olavo Bilac e atualmente Dr. Avelino Steffens. Na oportunidade, foi inaugurado o monumento a Dante Alighieri, que continua ali na Praça Central, há quase 100 anos.

À esquerda, aparece a antiga Igreja Matriz, construída de madeira, em 1908, e o seu campanário. Ao lado, aparece uma casa que não foi possível identificar, e que está no lugar do prédio existente ao lado do Hospital Roque Gonzalez, que já foi residência das freiras na parte de cima e farmácia na de baixo.

Na imagem, vê-se ainda o mato de pinheiros que havia a partir do hoje Instituto Imaculada e que se estendia até o rio Colorado, na divisa com Selbach, que na época também pertencia a Passo Fundo, depois a Carazinho, e mais tarde a Tapera, até se emancipar em 1965.

Repare que a Rua Rui Barbosa não aparece na foto e existe uma rua que passa pelo meio da concentração onde está hoje a praça.

Repare também que o Hospital Roque Gonzalez ainda não havia sido construído. As obras de construção dele tiveram início em 1939, sendo inaugurado em 15 de dezembro de 1941.

No “retrato” ainda, em primeiro plano, há um pano cobrindo algo. Não se sabe se é o busto de Dante Alighieri, que seria inaugurado em seguida. E na sua frente, anos mais tarde, seria aberta a principal avenida de Tapera, que hoje se chama XV de Novembro. Neste pano ainda, o Ângelo Beux projetava filmes (mudo e P&B) para o pessoal do vilarejo.

A propósito. Tenho em mãos a história do cinema em Tapera. Em breve eu a público.

Agora, uma coisa chama atenção é de onde essa fotografia foi tirada, pois não havia nada tão alto na Tapera daquela época. Seria uma árvore? Mas, que tamanho teria ela e quem seria o corajoso de subir tão alto para capturar tal imagem? Pelo visto, ela foi clicada onde hoje está o Centro de Eventos. Também, que o pessoal está todo bem trajado, olhando em direção da câmera.

Já a foto aérea foi tirada pelo Chiquinho Püttow, com seu drone, a quem eu agradeço pela costumeira parceria.

Bonita e diferente


Entre as árvores existentes na Praça Dr. Avelino Steffens, aqui em Tapera, as que ficaram após a revitalização da mesma, uma chama atenção pela sua imponência e beleza. E eu a acho muito bonita. A mais bela de todas. É esse eucalipto australiano que está aí desde muito tempo e que fica localizado entre o quiosque e o busto quase centenário de Dante Alighieri. E fica mais bonita quando floresce.

É um registro de mais uma coisa bela que temos aqui em Tapera.

Em tempo. Árvore nunca é demais.

Adão, o gênio da fotografia


Hoje, 8 de janeiro, é o Dia do Fotógrafo e, aproveitando o ensejo, vou falar sobre um fotógrafo que era um gênio na arte da fotografia numa época em que o profissional tinha de ser bom para criar e eternizar uma imagem sem dispor de tecnologia alguma: Adão Rotta Pezenti. Vou aqui lhe prestar uma pequena homenagem.

Eu gosto muito de fotografia, especialmente as antigas. Dou muito valor a elas por que contam histórias que nos fazem recordar, sonhar e, de certo modo, viver.

Ao longo da minha vida eu conheci bons fotógrafos aqui em Tapera e também fora daqui, inclusive quando na universidade. Mas, sem dúvida alguma, o maior de todos foi o Adão Pezenti, pela qualidade da fotografia, do clique a entrega da foto ao cliente. Com a sua Kodak jurássica e o seu flash manual ele tirava belas fotos.

O Adão tinha a capacidade de analisar o quadro a ser batido com uma câmera com zero de recurso. Ele conseguia ver imperfeições e acerta-las antes de dar o clique. Hoje, com todo este aparato tecnológico a gente ainda apanha para tirar uma boa fotografia. E não é só isso. Na sala escura, ao revelar as fotos, ele conseguia ajeitar as imperfeições sem usar editor de imagens. Tudo no olho.

E ele pedia ao pessoal que ia ser fotografado para se ajeitar e via quem estava com os olhos fechados e com a cabeça mal posicionada, a roupa, as pernas, o cabelo… Quando tudo estava nos conformes ele largava a sua marca registrada: “Olha o passarinhoooo”. Para pegar o melhor ângulo ele subia em qualquer lugar para fazer uma foto.

Em casamentos, ele só não subia no altar, mas nos bancos cansei de vê-lo fazer isso. Afinal, a qualidade precisava ser buscada, sempre.

Eu entrei muitas vezes no estúdio do Adão, na Foto Modelo, que ficava ali na Rua Rui Barbosa, onde hoje, por coincidência, está a redação do JEAcontece, jornal eletrônico do qual sou seu diretor e editor. E peguei muitas dicas com ele. E as mais importantes foram: observar bem o que tem atrás do que será fotografado e a luz certa.

Na entrada, havia dois murais cheios de fotos de pessoas que esqueceram de buscá-las. Na parede, havia vários quadros grandes de pessoas fotografadas, também esquecidas. Havia ainda uma cadeira e duas colunas de madeira daquelas que a gente vê em filmes da Roma ou Grécia antigas que serviam de cenário. O laboratório ficava à esquerda e o escritório na parte de cima do prédio.

Hoje em dia não se revela mais fotografia no quarto escuro, com vasilhames contendo produtos químicos a base de prata e papel. Hoje, se bate a foto e nada mais, ficando tudo armazenada na memória da câmera que faz tudo.

E onde será que foram parar todas aquelas fotos que o Adão tinha em uma caixa no seu escritório? Imagine quanta história tem lá esquecida e desconhecida pelos taperenses.

O Adão Rotta Pezenti, nasceu em Espumoso, no dia 10 de abril de 1936. Em 1943, com 7 anos, veio para Tapera. Em 1948, aos 12 anos, ele já tirava fotografias com uma máquina de pano e às revelava. Ele aprendeu o ofício com Estevão Beux e Ângelo Fernando Pezenti.

Em 1950, aos 14 anos, ele se estabeleceu na Rua Rui Barbosa, na antiga Foto Modelo, onde permaneceu até outubro de 2006.

O Adão foi um dos primeiros a revelar fotografias coloridas na região e acredita-se que no Estado, por que em Passo Fundo ninguém o fazia.

Em 2006, aos 70 anos, ele encerrou as suas atividades fotográficas devido ao uso excessivo de produtos químicos para revelação e também pela concorrência do computador e da internet.

Naquele mesmo ano, ele se transferiu para Paracatu (MG). Em 2011, foi atropelado por uma moto naquela cidade e após quase três meses internados numa UTI, no dia 27 de fevereiro de 2011, aos 75 anos, o Adão faleceu devido a complicações do acidente.

Em 2014, Adão Rotta Pezenti foi agraciado com o título de “Cidadão Taperense” pela Câmara de Vereadores de Tapera. Uma merecida homenagem a quem testemunhou e registrou grande parte da história do município e da sua gente por seis décadas.

Tomógrafo em fase de pré-instalação


O tomógrafo que o Hospital Roque Gonzalez de Tapera adquiriu no final do ano está em fase de pré-montagem. O seu administrador, Luís Carlos Rizzi, o “Kiko”, me contou que o Hospital já recebeu o croqui elétrico para adequar a sala e dar continuidade na instalação do equipamento.

Segundo ele ainda, após a instalação, será necessário a realização de testes radiológicos pela STAFF, empresa especializada de Santa Maria (RS).

Após, com os laudos em mãos, será solicitada a inspeção da estrutura e do tomógrafo junto à Vigilância Sanitária da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), sediada em de Passo Fundo.

Kiko Rizzi acredita que em 120 dias o Hospital deverá ter o alvará sanitário de funcionamento e assim iniciar o atendimento.

Garotos da Rua em Tapera


A casa de shows e boate Moinho, aqui de Tapera (RS), trará ao município a banda gaúcha “Garotos da Rua”, que fez muito, mas muito sucesso, nos anos de 1980. O show será no dia 13 de abril, um sábado.

Essa banda, que eu curti muito na minha juventude, criou belas músicas que eu ouço até hoje e que ainda rodam nas rádios, nos carros e nos eventos: “Você é tudo que eu quero”, “Sabe o que acontece comigo”, “Eu já sei”, “Tô de saco cheio”, “Meu coração não suporta mais”, “Só pra te dar prazer”, “Gurizada medonha”, que eu gosto demais, entre outras.

Só que a banda não terá a sua grande estrela, Bebeco Garcia, no vocal e guitarra, morto em 2010.

Eu tive a oportunidade de assistir um show dessa banda lá nos anos de 1980, no seu começo, em Ibirubá, na antiga Boate Farol, que ficava na parte superior de um prédio na esquina da Avenida General Osório com a Rua Diniz Dias. Na parte de baixo funcionava o Lojão da Família. Depois a boate mudou para onde está hoje a Capital 922.

Vou ter de descolar um convite com o empresário e amigo Chiquinho Püttow, dono da casa, para conferir este showzão e voltar aos meus 20 e poucos anos.

Em 2024 o canal é parcerias


No ano passado, a grande maioria dos municípios aqui da região, realizou uma bela festa de Natal com bons shows que foram viabilizados em parceria com empresas locais e estaduais. O pessoal criou um projeto bem detalhado e atraente e o levou às empresas e ao governo do Estado. Quem pediu levou.

Aliás, em tudo se houver parcerias as coisas fluem, acontecem. Se não sai com uma sairá com outra, pois sempre haverá alguém disposto a colaborar com o seu município e de lambuja mostrar a sua marca e o seu produto.

A palavra para 2024 é: PARCERIAS. Lembrem-se disso.