Blog do Sarico

Falcatruas


Falcatruas 1Até agora o Brasil já se deparou com “saques” feitos contra o Banco do Brasil (Mensalão) e contra a Petrobras (Petrolão). Ainda falta abrir a caixa preta da Caixa Econômica Federal e do BNDES, de onde deverão sair cobras e lagartos. E depois, quem será o próximo da fila? Quero ver o fim disso. E um dia ele virá.

Seriedade


Seriedade 1No Japão, o poder do imperador é limitado ao cerimonial, ficando o Estado sob o comando do primeiro-ministro. E este, em setembro, nomeou cinco mulheres para ocupar cinco ministérios. Agora, menos de 30 dias, as ministras da Indústria e da Justiça pediram demissão por uso indevido de dinheiro público em beneficio próprio. A imprensa – sem a ajuda da revista Veja – denunciou o escândalo. O primeiro-ministro nem precisou chamar as duas para pedir que saíssem. Elas mesmo pediram, visivelmente envergonhadas. O governo chamou a imprensa e pediu desculpas ao povo japonês, com o premier inclinando-se frente às câmeras de televisão. Tudo que nem no Brasil.

O que me surpreende é que nos países sérios, naqueles onde o “jeitinho” não acontece, as coisas andam, funcionam. Aqui, elas são acobertadas, o Supremo Tribunal Federal é questionado e os envolvidos tratados como heróis da nação. Pelo menos até a revista Veja descobrir os “rolos” e botar a boca no mundo.

O que será que o Japão (e o mundo) fala de tudo isso que vem acontecendo no Brasil?

Inter


Inter 1Falar o que do Inter, depois daquele jogo contra o “Corintia”? Tudo que disser será repetitivo, por que está acontecendo desde o começo do campeonato. Joguei a toalha. A parte de trás do time, com exceção do goleiro Alisson, é um bando de pernas de pau. E a direção só viu que o time precisava de um atacante na reta final da competição. E o meio campo, a melhor parte do time, não é regular. Parece que falta comando, dentro e fora do campo. O Inter não vai a lugar nenhum com este time e jogando desta maneira e, se bobear, ficará fora da Libertadores, sonho maior de consumo de colorados e gremistas, que odeiam o Brasileiro. E o título mais ainda.

Ai os colorados se defendem – o time – dizendo que o Inter jogou bem. Concordo, mas o jogo terminou quanto? Quem levou os 3 pontos? O que jogou melhor? 2 + 2 não são 5. Nem aqui nem na outra vida.

Calado


Calado 1Por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-deputado Roberto Jefferson está proibido de falar sobre política com a imprensa. Toda ela. No entendimento do ministro, alguém com direitos políticos cassados “não pode participar da vida política”.

A decisão viola o maior direito do ser humano: a liberdade de pensamento e de expressão.

Roberto Jeferson foi quem denunciou o esquema do mensalão, que colocou na cadeia grandes nomes da política brasileira e que foi manchete da imprensa internacional por vários meses.

Em crescimento


Em crescimento 1Na semana passada, enquanto o pessoal da empresa contratada para asfaltar algumas ruas de Tapera realizava seu trabalho, dei uma subida nos altos da Rua Dom Pedro II, que está recebendo o pavimento, para ver como a coisa estava ficando. E parado lá no alto, puxei da minha câmera para registar o crescimento da cidade. Reparem na foto que, além do asfalto, existem dois grandes prédios em construção. É, queiram ou não, Tapera é outra, e está crescendo a olhos vistos.

Velocidade


Velocidade 1Andando por Tapera e vendo todo este asfalto tomando conta da cidade, lembrei dos tempos de piá, quando andava de carrinho de lomba pelas poucas ruas existentes aqui. A Avenida Dionísio Lothário Chassot, que antes chamava Rua Dom Pedro II, foi uma das primeiras por onde andei. Aliás, hoje, com o asfalto, pode-se andar em vários lugares na cidade. Um melhor que o outro, com a ajuda da topografia.

Quando criança, fazíamos carrinhos e nos aventurávamos pelas poucas ruas existentes em Tapera, ao menos onde era possível andar com eles, no meio de muito pó, barro e buracos. Lembro quando o calçamento chegou especialmente na Dom Pedro II. Primeiro, nossos carrinhos tinham rodas de madeira. Depois avançamos, diminuímos elas de tamanho até chegar aos rolamentos (ou rolimãs, como chamávamos) e a velocidade aumentou, assim como os estragos nos joelhos e cotovelos e também nas roupas e nas Kichutes, os “Nike” da época. E quase todo dia voltávamos para casa esfolados, com os joelhos em carne viva devido às quedas. Com o uso dos rolamentos a velocidade aumentou e nos obrigamos a melhorar nosso sistema de “freio”, que passaram do manual traseiro para o pedal dianteiro. Com os carrinhos ninguém mais queria saber de deslizar nos gramados com papelões das embalagens de geladeira, outra novidade da época, buscados na então Loja Maldaner e liberados pelo gerente Renato Pletsch. Tínhamos ainda o futebol, a caça, a pesca e os banhos de rios. Não tínhamos muito que fazer aqui naquele tempo, mas dávamos um jeito de nos divertir e passar o dia.

Com o passar dos anos a cidade começou a ser pavimentada (paralelepípedos) e os passeios públicos foram recebendo lajes. Só que havia um problema: os rolamentos provocavam barulho que irritava o pessoal. Levamos muitos corridões do pessoal por conta disso. E rolamento no paralelepípedo não dava. As mulheres quando vinham um carrinho surtavam.

Hoje, olhando todo esse asfalto na cidade fico imaginando como seria andar de carrinho de lomba em Tapera. Outra coisa que penso é, se essa gurizada que está aí, com toda essa tecnologia à disposição, coisa que nem sonhávamos em nossa época, andaria com um carrinho pelas ruas e avenidas. Acredito que não.

Já pensaram em Tapera um campeonato de carrinho de lomba? Poderiam criar um e premiar os destaques: mais bonito, mais original, mais rápido e mais lento e também o piloto mais rápido, mais jovem, mais velho e mais lento.

Todo este asfalto também poderia ser melhor aproveitado pelas pessoas e não somente pelos veículos.

Que vontade de pegar um carrinho e dar umas voltas nestas ruas e avenidas asfaltadas. Quem andou com um sabe do que falo. Cada vez que passo pela Rua Arno Presser, a que passa do lado do Posto de Saúde da Zona Sul, lembro deles.

Inexplicável


Inexplicável 1Como é que pode uma grande empresa ser vítima de um golpe de R$ 10 bilhões e sua direção não ficar sabendo dele, nem o seu maior acionista? Afinal R$ 10 bi não é R$ 1 mil. São muitos zeros…

Economia


Economia 1Nesta semana, conversando com um amigo sobre política, este me disse que se o Aécio ganhar a eleição o Armínio Fraga seria seu ministro da Economia, o que não é confirmado por ninguém. Ai perguntei se, na hipótese da saída de Guido Mantega do governo, que é dada como certa, quem seria o homem forte da economia da Dilma, se ela vencesse. Sem o menor constrangimento, ele me disse que gostaria de ver no cargo o ex-ministro José Dirceu, preso por participação no mensalão. “Seria uma maneira de o partido e o Brasil pedirem desculpas a ele pelo que lhe fizeram”. Mas, será que a culpa do mensalão é do Brasil e dos brasileiros?

Pela nossa amizade, antiga, mudei de assunto, também, sem nenhum constrangimento.

Frase do Dia


Que a gente se livre dos pensamentos ruins, das escolhas erradas, das feridas que não fecham, das pessoas amargas e dos tormentos da alma 1“Que a gente se livre dos pensamentos ruins, das escolhas erradas, das feridas que não fecham, das pessoas amargas e dos tormentos da alma”.

Clarissa Corrêa

Apelação


Apelação 1Mas, o que virou a propaganda política neste ano? A apelação é total. Tem um lado que perdeu o rumo. Lá e aqui.