Por que a diferença do total de público nas manifestações por todo o País foi levada na ponta da faca e provocou tanto bate-boca? O que é mais importante: o número exato ou a mensagem dada?
A Polícia Militar, de todo o País, e o Datafolha, pisaram feio na bola. Hoje, com o uso do satélite, em fração de segundos é possível saber com exatidão quantas pessoas tem em um local. E contra fotos e números exatos não tem questionamento.
Independente do número exato de pessoas, o recado foi dado. O governo federal que faça o mea-culpa e os ajustes que precisam ser feitos, além de dar um basta na corrupção que virou uma endemia sem fim neste País.
O ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e alguns setores do PT, minimizaram a mobilização em todo o Brasil. No fundo, estão preocupados com a dimensão que a coisa tomou. Assim, ele – o governo – que se espiche por que o Brasil acordou e está querendo levantar e caminhar e tem pressa. E quem não ajudar será convidado a ficar de lado.
E no dia 12 de abril haverá o segundo “turno” desta mobilização contra a corrupção e pedindo mudanças para o Brasil. E vamos ver o tamanho do novo recado.
Três coisas chamaram minha atenção nas manifestações de domingo: não vi bandeira de partido, não havia militância paga – R$ 35 por cabeça – e não houve distribuição de sanduíches nem ajuda de custo.
A Avenida Dionísio Lothário Chassot, aqui em Tapera, está a duas noites sem movimento nenhum. Nestas duas noites raros foram os carros que trafegaram por ela. Deu até para ouvir o apito do guarda noturno que, certamente, também deve ter estranhado. Até os vizinhos estão estranhando. Que será que houve que cessou a correria naquela importante via da cidade, principalmente nas madrugadas?
Nesta manhã, trancaram a Rua Rui Barbosa, aqui em Tapera, para que um caminhão guincho pudesse colocar duas caixas d’água no alto de um prédio de oito andares que está sendo edificado naquela via.
Este é também um indício de que Tapera está de fato crescendo. Tenho 54 anos e jamais havia visto uma cena assim aqui.
A popularidade da presidente Dilma caiu para 62% (contrários). Será que esses 62% da população são os coxinhas, a maioria?
Como pode alguém estar preso e mesmo assim dar consultoria para empresas e faturar milhões com elas? Isso só acontece neste país que vive de fato um novo momento. E onde o apetite é enorme.
Agora, solto, o cara aquele vai faturar muito mais. Será mais um que vai sair milionário ao final da história.
E o ex-ministro José Dirceu está novamente sob as luzes da mídia. Não consegue ficar longe de confusão (rentável) desde a assunção de seu partido ao poder. Segundo a 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, Zé Dirceu ganhou das empresas da Lava-Jato, ao menos, R$ 7,5 milhões. Além disso, sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria, faturou em nove anos R$ 29 milhões com assessoria a 50 clientes.
Tráfego de influência opera milagres neste País.
A popularidade da presidente Dilma está em queda: 62%, segundo o Datafolha. É o reflexo da situação do País, que não está bem, e as manifestação de domingo em todo o Brasil. Collor, quando caiu, estava com 68%, mas era um outro momento.
O governo federal sabe que precisa mudar. Ele entendeu o recado das ruas, sim. E este recado não tem cor, classe social, nem endereço.
A demora em ajeitar a economia (e a casa) está desgastando a presidente Dilma e o PT. Você não acha? E você não está com uma sensação de que foi enganado? Fala sério.
Essa ação da Polícia Civil de Tapera, que contou com a ajuda de colegas de DPS de Passo Fundo, Carazinho e Cruz Alta, na Operação Barão, realizada na madrugada de hoje, foi muito boa e elevou a moral da polícia junto à população. Durante todo o dia só se ouviu elogios ao pessoal da DP. E, claro, teve gente que ficou arrepiada o dia todo por conta da mobilização que é bastante costumeira em grandes centros. Parabéns ao delegado Marino Franceschi e seu pessoal e colegas, pelo êxito da operação desencadeada. É a Polícia Civil servindo e protegendo a comunidade, de verdade. Parabéns!
Na segunda-feira, estive no Fórum, acompanhando a posse da nova diretora da Comarca de Tapera, Marilene Parizotto Campagna. Não consegui conversar com ela, mas pelo que vi e ouvi na solenidade, pelo seu sorriso e manifestação, me pareceu ser uma pessoa de fácil trato, simples e que realizará um belo trabalho em Tapera. A juíza Marilene chega, em sua segunda comarca, pegando uma tranquila, sem grandes problemas. Seja bem vinda, magistrada, e sucesso aqui entre nós. Somos uma cidade pequena, mas com um povo trabalhador e bastante tranquilo. Quando falou em prevenção e onde focaria seu trabalho me assegurou que fará grande trabalho em Tapera.