Blog do Sarico

Da série quero entender


Desconfiado 51682536-600x600Se o preço do petróleo está caindo no mundo todo, por que no Brasil os preços dos combustíveis também não caem? Economia é algo bastante simples e fácil, mesmo aqui. Por que insistem em nadar contra a corrente? Não fica um cheiro de incompetência no ar? Ou de outra coisa bastante comum no Brasil atual.

AVECS


aniversario_garfieldNeste domingo (23), estive em Selbach, na sede da Associação dos Veteranos do Canarinho (AVECS) para participar do seu almoço de 25 anos. A AVECS, de quem fui seu 11º presidente e primeiro do século 21, faz parte da minha vida e eu dela, pois fui um dos seus fundadores na longínqua noite gelada de 08 de agosto de 1990, na residência de Neuri Maldaner, falecido, na Linha Cristal. Naquela noite fundamos a equipe, cujo primeiro presidente foi o Lothário Maldaner. Depois de fundada, realizamos uma nova reunião, desta feita no Salão do Dário Muller, para aumentar o número de associados e providenciarmos a construção da sede. Enquanto ela não saia, fazíamos nossas reuniões no “Chatô” do Olavo Muller, também falecido, e que acabou se associando mais tarde.

O terreno onde está a sede hoje foi doado por Willibaldo Müller, pai do Olavo e do Dário. Assumido o terreno começamos a ajeitar a área para receber a sede, que foi construída em três etapas: primeiro a copa e o salão, depois a bocha e por último a parte da frente.

Nosso primeiro jogo foi em Bela Vista, interior de Selbach, contra o Corinthians. Perdemos o jogo, mas anotei o único gol que fizemos e que acabou sendo o primeiro da história da AVECS. O primeiro jogo com o primeiro fardamento foi em Tupanciretã, contra o Palmeira, no campo que fica às margens da BR 158.

Bons tempos aqueles… Mas, neste domingo foi maravilhoso rever bons e queridos amigos, a velha guarda ainda a postos, apesar das marcas do tempo. Tomara que a AVECS, hoje comandada pelo Claudir Kolling, consiga completar mais 25 anos e outros tantos depois. E não me deixem morrer o time, por favor.

Parabéns, AVECS!

Trânsito


(in)Segurança 1O trânsito em Tapera continua uma coisa de louco. E não é preciso esperar muito, nem escolher local. É em todos os lugares, mas principalmente no centro. Aqui o pessoal não sabe que faixa de segurança é do pedestre e que é preciso parar nela e que ela não é passarela de desfile para pedestres. É jogo rápido. O pisca é utilizado para informar aos demais motoristas a manobra a ser executada. E o espelho é para olhar o que vem atrás e não para se olhar e ajeitar cabelo ou outra coisa qualquer.

Esse pessoal que está habilitado, como tirou a sua carteira? Não é todos, claro, mas uma grande parte. O cara embranquece os cabelos vendo a maneira que alguns se comportam no trânsito aqui. Deveria ser filmado.

Economia


cms-image-000332820O problema do Brasil e dos seus estados e municípios, além da corrupção e da impunidade, é que os governos são muito grandes, pesados e lentos e gastam mais do que arrecadam. Não é preciso ser economista para saber disso. Se quiserem economizar por que não começam a gastar menos do que arrecadam e diminuam os gastos com a máquina diminuindo ministérios, secretarias, CCs, diárias e tantas outras coisas? Poderiam cobrar os devedores e apertar a fiscalização interna e nas fronteiras e a destinação do dinheiro público. Será que é tão difícil isso? Numa casa endividada, por mais simples que seja, a família saberá o que deve fazer para sair do buraco: levantar as contas e cortar gastos.

Audiência


tribunalNa segunda-feira (17), estive na primeira audiência do Jairo Paulinho Kolling, autor do homicídio do padre Eduardo Pegoraro, no Fórum de Tapera. Achei que o réu iria falar, para tentar explicar o que fez, porque a comunidade taperense, que gostava muito do seu pároco e também a família dele não entendem o porquê de sua morte. Nenhum motivo justifica tal ato.

Na audiência chamou minha atenção a coragem da Patrícia, ao relatar parte da intimidade do casal que viveu junto por 11 anos e tem dois filhos. Também a defesa, que a gente não sabe que linha tomará, e que, como de praxe, tentará de todas as formas absolver seu cliente ou diminuir sua pena, ao máximo, sempre afastando ele do foco central: o crime.

Outra coisa que chamou minha atenção foi o fato das testemunhas de defesa do Jairo se revezarem abonando sua pessoa, esquecendo o ato praticado, que o Ministério Público, assim como o povo, acredita que foi premeditado. E nenhuma delas disse saber o que foi que o motivou a praticar tal barbárie. Parece que uma ou duas das três testemunhas que faltam ser ouvidas fora do município, falarão sobre ele. Mas, terão de ter provas consistentes em mãos, pois correm o risco de se enrolar com a Justiça. Mas, sendo verdade ou não o tal adultério, não justifica a morte, a abreviatura da vida de uma pessoa carismática e amiga aos 33 anos de idade tendo uma vida toda pela frente?

O Direito é uma coisa de outro mundo, que somente quem trabalha nele sabe como são os seus muitos caminhos. Numa atividade normal existe um começo, um meio e um fim. No Direito é diferente, pois existe um começo, infinitos meios e um fim, que demora a chegar. Um processo parece uma longa escada que precisa ter todos os seus degraus alcançados, não importando o tempo que isso levará. Quem está de fora enlouquece com os vários jeitos e caminhos tomados, dentro e fora dos tribunais.

Ao Jairo, a quem conheço de longa data, peço, assim como todo o povo de Tapera, que reflita sobre o que fez naquela fração de segundos da manhã do último dia 22 de maio e que cumpra a jornada que lhe foi imposta a partir da sua opção. E que ele se prepare para encarar de frente o que vem por aí, os dois tribunais que enfrentará, e que arque com as consequências. E à família do padre Eduardo e à comunidade taperense resta dizer que é preciso continuar a caminhada, pois uma vez na estrada não existe retorno e que vamos em frente com quem estiver ao nosso lado para cumprirmos nossa missão.

Finalizando, me veio à cabeça a palavra futuro. E o que será que ele reserva a cada um de nós?

Monitoramento


monitoramentoFinalmente as câmeras de monitoramento estão sendo instaladas nos municípios do Alto Jacuí, entre os quais Tapera, o que é ótimo para a segurança de todos nós. Mas, e depois? Sabemos que a Brigada Militar controlará a monitoração, mesmo com carência de efetivo. Tomara que o serviço não seja prejudicado por conta disso. O temor é quanto ao número de PMs nos quartéis, sabendo que boa parte dele deixará a corporação no limite do tempo de serviço. E ai?

Greve 1


greve-620x400Está todo mundo entrando em greve no Rio Grande do Sul e no Brasil, para desespero do povo. E que tal se este povo entrasse em greve por tempo indeterminado? O que será que aconteceria?

Brasileiros e gaúchos não estão vendo por que caminho o Brasil e o Estado estão trilhando. Tem um filme da série Jurassic Park em que um grupo vai para uma ilha capturar animais pré-históricos e um filhote de T-Rex vai parar em um motorhome, que é empurrado pelo papai T-Rex para um penhasco e fica pendurado nele por um cabo de aço e a “mocinha” fica sobre o seu para-brisa, que vai trincando com o seu peso. Pois, é assim que estão o RS e o Brasil, estando todos nós em cima do para-brisa. Vamos ver o que acontece quando o vidro ceder.

Greve 2


bracos_cruzados_04A polícia está em greve no Rio Grande do Sul, para desespero da população. Bem que os bandidos poderiam entrar em greve, também. Já não temos policiais suficientes nas ruas e nas DPs e ainda parados… Pobre da gente que mantem a máquina toda funcionando. Afinal, o que aconteceria se o povo entrasse em greve?

Não sou contra a greve, por que toda ela tem um motivo e é justa. Mas, quem pena no final das contas é a população que paga religiosamente seus impostos para ter benefícios simples e essenciais como educação, saúde, segurança, entre outros. Precisa ser assim?

Justiça revoga prisão hospitalar e Jairo Kolling passa a cumprir pena no presídio


TAPERA-–-Realizada-a-primeira-audiência-de-Jairo-Kolling-2Ontem à noite, a juíza Marilene Parizotto Campagna, diretora do Fórum de Tapera, após a primeira audiência de Jairo Paulinho Kolling, autor da morte do padre Eduardo Pegoraro, decidiu revogar sua prisão hospitalar, que estava sendo cumprida no Hospital Annes Dias de Ibirubá e determinou sua remoção para o Presídio Estadual de Espumoso, onde aguardará pelo julgamento, que ainda não tem data definida para ser realizado.

Veja o despacho da juíza Marilene Parizotto Campagna, na íntegra:

136/2.15.0000505-4 (CNJ: 0001188-27.2015.8.21.0136)

Vistos.

Cuida-se de pedido formulado pelo Ministério Público para revogação da prisão domiciliar, em regime hospitalar, concedido a Jairo Paulinho Kolling.

Com razão a representante do Ministério Público.

Hoje, por ocasião da audiência, pude perceber que o réu não está mais se alimentando por sonda, consegue se locomover e falar, normalmente. Embora não possua conhecimentos de medicina, que não os do senso comum, ficou mais do que evidente a todos os que assistiram a solenidade que ele possui condições de dar entrada no sistema prisional.

Além disso, a vítima, novamente, relatou temer por sua segurança, salientando que o réu era uma pessoa tranquila, assim como relatado pelas testemunhas de defesa, mas que acabou “surtando” ao desconfiar que ela possuía um relacionamento com o Padre Eduardo.

No expediente de medidas protetivas em apenso, inclusive, Patrícia relatou ter tomado conhecimento de que o réu teria comentado, após os fatos, que não estava arrependido, sendo que o irmão dele teria afirmado que se fosse com ele faria a mesma coisa ou pior.

É evidente que as declarações prestadas pela vítima, na solenidade de hoje, poderão culminar em outro “surto”. Diante desse contexto, deve o réu ser recolhido ao sistema prisional, para garantia da segurança da vítima e de seus familiares.

Por fim, destaco que foi oportunizado ao réu a realização de interrogatório, nesta data, mas foi recusado pela defesa ao argumento de que há testemunhas de defesa que não foram ouvidas. Ainda, uma das cartas precatórias somente foi expedida nesta data, porque o endereço informado pela defesa não estava correto. Segundo a certidão do Oficial de Justiça (fl. 182) a testemunha arrolada informou (por telefone) residir em Panambi.

Esclareço, ainda, ter informado que caso as testemunhas sejam apenas abonatórias, eu aceitaria e valoraria declarações escritas, mas a defesa assegurou que as duas testemunhas de defesa que restam ser ouvidas possuem conhecimento de fatos relacionados com o mérito.

Diante de tais argumentos, a fim de evitar futuras arguições de nulidade por cerceamento de defesa, embora a expedição de carta precatória não suspenda o processo (art. 222, CPP), deferi o pedido e o interrogatório será realizado após o retorno das cartas precatórias, salvo se sobrevier pedido da defesa para antecipação do ato.

Isso posto, converto a prisão domiciliar, concedida ao réu Jairo Paulinho Kolling, em prisão preventiva, a ser cumprida no Presídio Estadual de Espumoso.

Intimem-se.

Expeça-se mandado de prisão com urgência. Prazo de validade: 20 (vinte) anos.

Após, contate-se com os juízos deprecados, solicitando urgência no cumprimento das cartas precatórias, se possível, em 20 (vinte) dias.

Em 17/08/2015

Marilene Parizotto Campagna
Juíza de Direito

Realizada a primeira audiência de Jairo Kolling


TAPERA-–-Realizada-a-primeira-audiência-de-Jairo-Kolling-1Ontem à tarde, às 14h, no salão do júri do Fórum de Tapera, foi realizada a primeira audiência de Jairo Paulinho Kolling, autor da morte do padre Eduardo Pegoraro, no último dia 22 de maio, na Casa Paroquial de Tapera. Diferente do que se pensou, Jairo compareceu à audiência, na companhia de três advogados. Aparentando estar bem de saúde e muito tranquilo, ele não falou.

As manifestações ficaram por conta de 12 testemunhas, sendo oito de acusação e quatro de defesa. Outras duas de defesa serão ouvidas fora do município. Entre as testemunhas, destaque para Patrícia Kolling, esposa de Jairo e suposta pivô do assassinato. Ela foi a primeira a falar e relatou o que aconteceu no dia dos tiros e no anterior. Também foram ouvidos os dois PMs que prenderam Jairo em flagrante, o policial civil que ouviu o casal no Hospital Roque Gonzalez e a secretária da Paróquia. Pela defesa o destaque foi o prefeito de Selbach, Sergio Ademir Kuhn.

Em seu depoimento, Patrícia Kolling confirmou que Jairo desconfiava que ela tivesse um caso com o padre e que a algum tempo vinha discutindo com ela, em casa, na frente dos filhos. Ela confirmou que sofreu agressão física do marido nos últimos tempos. Disse que jamais esperava que Jairo pudesse atirar contra alguém e não sabia que ele tinha comprado uma arma.

Segundo Patrícia ainda, na noite anterior, ela e Jairo haviam discutido e ficou combinado que na manhã seguinte viriam a Tapera para conversar com o padre Eduardo e tirar tudo a limpo. O casal acordou às 07h, preparou as crianças para ir à escola e vieram a Tapera, no carro dele, para conversar com o pároco. Eles estiveram no Seminário Sagrado Coração de Jesus, onde o padre morava, e depois na Casa Paroquial. Já na secretaria da paróquia eles foram para a sala de trabalho da Casa Paroquial. Jairo teria entrado por último, batido forte a porta e dado um chute em uma cadeira. Neste instante sacou do revólver – calibre 38 – do bolso do casaco e apontado em direção ao padre, que ergueu os braços e pediu que não fizesse nada, e a uma distância de dois metros atirou no padre, que caiu sobre a mesa, vivo. Na sequência, indo mais perto, deu o segundo tiro, que o derrubou. Ai, Jairo se virou para Patrícia e lhe deu um tiro, que passou raspando na sua cabeça. Ela se abaixou e ele atirou novamente contra ela. O tiro pegou nas suas costas, passou por baixo do seio, saindo na frente e se alojando na perna. Por fim, ele se deu um tiro no boca e largou à arma, que caiu no chão. Com Jairo caído e desorientado, ela saiu da sala correndo em direção ao Centro Catequético e indo até a Rua Tiradentes, onde pediu ajuda. Algum tempo depois chegou a Brigada Militar que prendeu Jairo, que confirmou a autoria dos disparos e o motivo, sendo levado ao Hospital Roque Gonzalez, onde Patrícia já se encontrava, e depois para Carazinho e por último para Ibirubá.

Os policiais militares e civil confirmaram que Jairo carregava no bolso cinco cápsulas intactas do revólver.

As testemunhas de defesa se alternaram falando sobre a índole do réu, como marido, pai, amigo e empresário. A cada um deles o advogado assistente da acusação pedia se eles conheciam o padre Eduardo.

No lado de fora do Fórum, um grupo de pessoas da comunidade, portando cartazes e fotos do padre Eduardo, pediam paz e justiça. Na saída da audiência, Jairo foi longamente aplaudido por elas.

Do Fórum, o réu retornou ao Hospital Annes Dias de Ibirubá e no final do dia a juíza Marilene Parizotto Campagna determinou sua prisão e ele foi levado à noite para o Presídio Estadual de Espumoso, onde aguardará pelo julgamento, sem data para acontecer.

TAPERA-–-Realizada-a-primeira-audiência-de-Jairo-Kolling-2 TAPERA-–-Realizada-a-primeira-audiência-de-Jairo-Kolling-4