Blog do Sarico

Instituto Imaculada de Tapera vai comemorar o seu cinquentenário de escola pública


Neste ano, o Instituto Estadual de Educação Nossa Senhora Imaculada de Tapera (RS) completa 50 anos como escola pública. O educandário, que já se chamou Escola Nossa Senhora Imaculada, pertencente às freiras, tem bem mais do que 50 anos. Na verdade, pela sua história toda tem 91 anos.

Conversei com a diretora do educandário, a professora Luciana Rizzi, para saber se fariam alguma comemoração deste cinquentenário e ela me disse que sim e que me encaminhará em breve toda a programação.

Segundo ela, a Escola vai reunir as suas equipes diretivas destes 50 anos num chá a ser realizado no próximo dia 19 (terça-feira), às 15h, na Padaria Dona Elza. E, pelo que ela me falou, muita gente que passou pela Escola vai estar presente para contar histórias suas e da Escola e ainda dar o seu testemunho do belo trabalho feito aqui em Tapera pelo Imaculada pela Educação. E neste chá ainda, será feito o lançamento das memórias do Imaculada.

Em julho, no dia 05, data dos 50 anos a serem comemorados, a Escola promoverá um jantar em local ainda a ser definido. Também, que tem um projeto de lançamento de um jornal interno e, para isso, promoverão um concurso, também interno, para criação do seu nome e logomarca.

Soube que em 1976, um grupo de estudantes criou o jornal Gazeta Estudantil. E que tem exemplares dele por aí ainda.

Este jornal estará na história da comunicação em Tapera que estou produzindo e está quase pronto para ser publicado.

A título de informação. O Imaculada foi criado em 1933, quando Tapera pertencia a Carazinho, pelas freiras da Congregação Sagrado Coração de Jesus. Em 1974, o Estado encampou a Escola. Esta história eu também contarei depois.

Vamos aguardar as comemorações destes 50 anos de escola pública do instituto imaculada de Tapera que promete.

Só para constar. Eu fui aluno do Imaculada nos anos 1970/1980, assim como meu pai e mãe nos anos 1930/1940, com as freiras.

Mais um acidente na Rui Barbosa


a manhã desta segunda-feira (11/03), estava eu na redação do JEAcontece, quando ouvi o barulho de uma batida na esquina da Igreja. Fui para fora e vi um carro parado e uma moto deitada. O motorista do carro saiu correndo e ajudou a condutora da moto a se levantar. Ao que parecia ela estava bem. Ele então a pegou, colocou no carro, e a levou ao hospital para uma avaliação médica.

O carro invadiu a preferencial, sendo que seu condutor não viu a moto, e a motoqueira não imaginou que o carro poderia avançar a preferencial. Felizmente tudo não passou de um susto e uma despesa que deverá ser bancada por um dos dois condutores nos dois veículos, que deverão se acertar.

Agora, esse cruzamento aqui da Rui Barbosa com a Tiradentes é uma pista de corrida. Só quem trabalha ou mora por aqui sabe do que falo. Do quebra-molas da Loja Melita até o do Hospital, o pessoal pisa fundo e isso é com moto, carro, caminhonete e até caminhão. Até que está demorando para dar uma porcaria grande ali.

E, para piorar, nossas esquinas são um sufoco. Quem quiser entrar na preferencial precisa colocar metade do carro na via para ver se vem carro e só então avançar. Claro, torcendo sempre para quem vem na preferencial não venha distraído ao volante.

Sem falar que alguns da nossa gente não respeita faixa de segurança e não usa o pisca.

Bem complicado trafegar em Tapera, motorizado ou a pé.

Certeza na vida


Da idade não tem como escapar. E ela não demora muito para chegar. Quando você vê você está na terceira idade.

E a certeza da idade avançada é o surgimento de cabelos brancos. Eles chegam aos pouquinhos com um fio, dois fios, três… até que a “cobertura” toda esteja branca e as pessoas, sem o menor constrangimento e com uma pitada de deboche, perguntam: “E esses cabelos brancos aí?”. É, não tem como escapar. Alguns pintam. Até dá certo, mas tem gente que erra na tonalidade da cor e tem ainda aqueles que ficam após com duas e até cores na cabeça.

A pessoa ainda tenta escapar do tempo não estacionando em vagas para idosos nem entrando na fila deles. Mas, não adianta. A coisa é assumir e ponto final e se preocupar com outras coisas que são verdadeiramente mais importantes do que os anos.

E para piorar a coisa é quando as pessoas, mais novas até as mais velhas, te chamam de senhor ou tio. Dói na alma.

Numa noite dessas, fazendo a minha caminhada pela praça central, ao passar pela praça dos brinquedos, uma menininha veio correndo na minha direção e, com um sorriso largo no rosto, me disse: “Oi, vovô”. Foi a pá de cal. Eu fiquei sem reação. No fim acabei rindo com o rosto parecendo a camisa do Inter.

Muitas pessoas não conseguem chegar na terceira idade ficando pelo caminho por causas diversas.

O negócio é torcer para se envelhecer com saúde e cuidando da aparência e ainda torcer para que se possa viver por conta própria o maior tempo possível, por que depender dos outros para coisas básicas deve ser desesperador. Mas, enquanto der sigamos em frente, para o nosso destino.

E se isso consola, lembremo-nos de que envelhecer é uma arte para poucos.

É permitido cães nos mercados?


Numa tarde dessas, entrando num supermercado aqui em Tapera (RS), vi uma mulher, com um cachorro solto, discutindo com uma funcionária. E a mesma, de forma educada, informou a cliente que não é permitido o ingresso de cães no local e a mulher não aceitava isso.

Enfim, cães (e gatos) podem ou não entrar num supermercado, onde são vendidos alimentos?

Segundo a Vigilância Sanitária do Município, é proibido o ingresso deles nestes locais exatamente por venderem alimentos, exceto cães guias (de cegos). É o que diz o decreto 23430/1974 (artigo 435, parágrafo III), e a portaria 799/2023 (itens 3.20 a 3.23), ambos estaduais.

Agora, Será que não daria para deixar o pet em casa ou dentro do carro por aquele curto espaço de tempo?

Outra coisa. Há relatos de cães “marcando território” dentro do supermercado. Aí fica bem complicada a coisa.

Pensamento do Dia


“A vida é um momento, é um sopro. E a gente só leva daqui o amor que deu e recebeu. A alegria, o carinho e mais nada. E a receita é: para os dias bons: sorrisos; para os dias ruins: paciência; e para todos os dias: fé”.

Desconheço a autoria.

Feira do Livro de Tapera será em maio


A Secretaria de Educação e Cultura de Tapera (RS) começou a formatar a 33ª Feira Municipal do Livro.

Em reunião realizada recentemente com o SESC, foram apresentados possíveis escritores e atrações para abrilhantar o evento tão consolidado no município.

A Feira do Livro de Tapera deste ano será de 20 a 24 de maio, no Centro de Eventos.

Vamos aguardar para ver quantos escritores e obras teremos neste ano.

Só para constar. Nestes 69 anos de história como município, Tapera tem 46 escritores, sendo 37 vivos e 9 mortos, que juntos produziram mais de 70 livros. Poderão haver mais, pois neste levantamento não estão as obras dos escritores já falecidos como as mais de 20 de Lydia Mombelli da Fonseca, nossa maior e mais conhecida escritora, e que integrou a Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul.

A Transportadora Ijuí


Essa foto foi postada em um grupo de WhatsApp durante o Carnaval e mostra a preparação da Unidos do Nosso Bloco (acho eu) para entrar no Clube Aliança de Tapera (RS), lá pelo final dos anos 1970 e início dos 1980. Eu não quero falar do bloco, mas da casa que aparece atrás: a Transportadora Ijuí.

Pois, a filial dela ficava nessa casa localizada na Avenida XV de Novembro, onde hoje estão o Sekus Bar e a Moana Store.

Ela era gerenciada pelo já falecido Anápio da Silveira, que começou a trabalhar nela na sua abertura, em 1958, poucos anos após Tapera se tornar município (1955). Ele e sua família moravam em uma casa que ficava nos fundos, de frente para a hoje Avenida José Baggio, que dá na Corsan, STR, Correios e outros.

Segundo o Euclides da Silveira, irmão do Anápio, a filial veio para Tapera em 1958 e se instalou em uma casa onde hoje está o Centro de Eventos, e que pertenceu a Osvaldo Henrich, pai do prefeito Prego. Ela ficava ao lado da antiga Secretaria de Obras, que por sua vez ficava atrás da antiga Prefeitura. Pois, esta casa faz parte da história de Tapera por que foi nela que iniciou a Toca do Coelho, no ano 2000. Mais tarde, a empresa passou para a esquina em questão.

Em 1975, com o fechamento da filial em Tapera, o Anápio se mudou para Carazinho (RS).

Daquela região ali eu lembro que, não havia calçamento, e do outro lado da esquina ficava a Casa das Correias, do Odilon Dias de Castro, pai do Dr. João, que residia na parte de trás. E atrás dela, ainda não havia a Rua Pedro Binni. Tinha ainda um pé de chorão, enorme e bonito, que teve de ser sacrificado anos mais tarde para que a tal rua fosse ligada à Avenida Dionísio Lothário Chassot, passando em frente à casa do Hermes Crestani. Também, que a Corsan não estava no seu atual endereço, mas na esquina das ruas Tiradentes e Rui Barbosa, onde hoje estão a Infotech e a Infosoft.

A propósito da Corsan. A história da água em Tapera está pronta e eu a contarei em breve.

Repare na placa o número do telefone da empresa, 84, mostrando que naquele tempo Tapera tinha poucos aparelhos telefônicos e não havia ainda os sistemas DDD e o DDI, e que as ligações eram feitas via telefonistas que ficavam na telefônica, situada numa casa localizada ao lado da antiga Prefeitura, onde hoje está o Centro de Eventos, na Avenida.

Em breve, também contarei a história da telefonia em Tapera.

Infelizmente a qualidade da foto que me foi enviada não é das melhores, mas é o que tenho para o momento. Ela foi tirada com uma câmera amadora e não dá para se exigir muito dela. Muita gente, porém, vai conseguir se ver nela.

E aí foi mais uma parte da história da nossa Tapera, que no último dia 28 completou 69 anos como município e que de história tem mais de 120 anos.

Pensamento do Dia


“Se for para desistir de algo nesta vida, desista de ser fraco. Precisamos nos manter firmes nestes tempos difíceis”.

Desconheço a autoria.

O futuro das entidades


As entidades em geral começam a se preocupar com o seu futuro, uma vez que as pessoas que dão a sua contribuição voluntária, para o andamento das atividades, aos poucos, “vêm tirando o seu time de campo” – por diversas razões, mas, principalmente, pelo avanço da idade.

É louvável as pessoas idosas se engajando nas mais diversas atividades, mas, também, é compreensível quando elas se afastam, pois chega um momento da vida em que o cuidado consigo mesmo se torna uma prioridade.

Porém, são questões muito preocupantes nesse contexto: quem dará continuidade ao voluntariado, depois que a “velha guarda” se ausentar? Será que as entidades poderão contar com os jovens, para seguir em frente? E o que está sendo feito para atrair novos participantes?

São perguntas difíceis, mas importantes para refletir. Especialmente, levando em consideração que os jovens (e, até mesmo, muitos dos adultos) de hoje em dia possuem interesses e objetivos distintos do pessoal mais antigo que costuma participar das mais diversas entidades.

Tomara que tudo dê certo para a continuidade das entidades e que, com isso, nenhum costume ou manifestação cultural seja perdido, com o passar do tempo.

A palavrinha mágica é RENOVAÇÃO.