Blog do Sarico

Essa modernidade…


Numa manhã dessas, bem cedo, enquanto publicava a edição do JEAcontece na internet, na Rádio Cultura de Tapera (RS) rodavam músicas gauchescas e sertanejas alternadas, e lembrei do meu tempo de operador de áudio na antiga Rádio Gazeta, lá no início dos anos 80.

E comecei a lembrar de como eram as coisas naquela época. Hoje, é fácil rodar uma música pois estão todas elas, milhares delas, armazenadas no computador, e é só selecionar uma e mandar para o ar. Antigamente, enquanto tocava uma canção em dois grandes toca-discos ou enquanto o locutor comunicava, íamos até a discoteca, que ocupava uma sala inteira com grandes prateleiras no prédio da Rua Tiradentes, onde está a Laurindo Motos, e escolhia alguns álbuns de sucessos para serem rodados. Tirava o vinil da capa, limpava-o e o colocava no prato para em seguida colocar a agulha sobre a faixa escolhida pelo comunicador, o ouvinte ou por mim mesmo, para rodar.

Tinha ainda a mesa de som, que em nada se parece com as atuais. Antigamente se girava grandes botões, hoje se apertam teclas com um simples toque. Os recursos de hoje são ilimitados nas mesmas, enquanto que antigamente havia apenas uma câmara de eco nelas. Demais sons e efeitos eram tudo em cartuchos gravados no estúdio de gravação ou comprados fora do município.

As cartucheiras era onde se colocavam os cartuchos das propagandas para serem veiculadas, semelhantes as fitas cassetes, tudo anotado em planilha de papel. Hoje, tudo isso está no computador, aliás no monitor.

Para se colocar a emissora no ar era preciso ir até o transmissor, que ficava atrás da unidade da Cotribá, na ERS 223. Cansei de ir até lá de madrugada debaixo de temporal e de geada para ligar o equipamento. O transmissor era do tamanho de um armário de três portas, com válvulas do tamanho de uma garrafa térmica. Hoje, ele cabe numa caixa de sapatos.

Hoje em dia, a maioria das coisas que se usou a 20, 30 anos estão obsoletas e encostadas em algum canto, como as máquinas de escrever e as câmeras fotográficas (com filme). E a coisa vai evoluindo cada vez mais. Uma loucura isso.

Confesso que, com quase seis décadas nas costas, me assombro com certas coisas que vejo. E fico imaginando como serão as coisas daqui há 20, 30 anos.

Mourão 2022


O presidente Bolsonaro já assinalou a algumas pessoas próximas a ele que não deseja o general Hamilton Mourão novamente como seu vice, em 2022. Pois, os militares acham que Mourão deve concorrer ao governo do Rio Grande do Sul ou a vaga de senador de Lasier Martins.

Mourão é um baita nome para os dois cargos e já deu mostras de sua capacidade.

Frase do Dia


“Pessoas ricas ficam mais ricas porque agem como se estivessem quebradas. Pessoas pobres ficam ainda mais pobres porque agem como se fossem ricas”.

Desconheço a autoria.

Os prefeitos de Tapera


Tapera (RS), ao longo de sua história de 65 anos, teve 9 homens que a comandaram. E nesta eleição, entre o prefeito Volmar e o ex-prefeito Nestor, um deles ocupará o cargo pela segunda vez. E se der Alvinho, ele será o 10º a integrar a reservada lista de primeiros mandatários do município. Muitos sonharam e sonham com isso sem conseguir concretizá-lo.

Quem vencer entre Volmar e Nestor se igualará a Luiz Antônio Brunori com dois mandatos cada.

Quem vai repetir sua foto na parede aquela, ou colocar a sua lá pela primeira vez? Façam suas apostas.

Todos os prefeitos de Tapera: Ireneu Orth (4), João Batistella (3), Tonho Brunori (2) e Dionísio Chassot, Isi Simon, Nelson Balensiefer, Nestor Arnemann, Romeu Kloeckner e Volmar Kuhn (1).

Bafômetro obrigatório


Tem um Projeto de Lei (1437/20) na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado Bosco Costa (PL-SE), que torna obrigatória a existência em veículos automotores de dispositivo sensível ao consumo de bebida alcoólica a partir da respiração do motorista. O equipamento deverá estar vinculado ao sistema de partida do motor. Que tal?

Se aprovado caberá ao Contran regulamentar a medida, que deverá ser implantada progressivamente no País.

E como isso se dará? O equipamento virá nos carros novos e nos velhos? Será que será mais uma na conta do povo?

O negócio é o pessoal colocar na cabeça que volante e bebida não rola.

Esticada na vida


Verifique sempre: pressão arterial, glicose, triglicérides e colesterol

Reduza ao máximo: sal, açúcar, farináceos e produtos processados

Alimentos necessários: verduras, legumes, feijão, nozes, ovos, óleo de coco, castanhas e frutas

Três coisas que você deve esquecer: sua idade, seu passado e suas queixas

Três coisas essenciais: amigos, pensamentos positivos e casa arrumada e aconchegante

Três coisas fundamentais: sorrir/rir sempre, atividade física e controlar o peso

Sete coisas indispensáveis: não espere ter sede para beber água, não espere ter sono para dormir, não espere se cansar para descansar, não espere ficar doente para fazer exames médicos, não espere receber milagres para confiar em Deus, não espere ter problemas para seguir confiante e não deixe de enviar aos seus amigos estas dicas

Desconheço a autoria disso aí, mas achei sensacional e, por isso, a reproduzo.

Mulher na Câmara


Será que nesta eleição a Câmara de Vereadores de Tapera (RS) terá uma mulher, ou mais de uma, no plenário a partir de janeiro?

Neste pleito, elas são 14, ou 37,8% do total de candidatos. A coligação MDB-Progressistas tem 4 cada um e PDT e PTB três cada um.

Na história taperense, de 65 anos como município, apenas seis mulheres chegaram ao parlamento local: Ana Cassol (2001-2004 e 2005-2008), única mulher que ocupou assento na Casa por duas vezes; Maria Delfina Cerutti (1993-1996), Maria de Lourdes Mombelli (1973-1976), Lucy Rotta (1970-1973), Patrícia Mariani (2005-2008) e Vanessa Kuhn (2005-2008).

Na 13ª legislatura (2005-2008) foi a única vez que Tapera teve duas mulheres no Legislativo.

Vamos ver se neste ano a turma do salto e do batom chega à Câmara. Eu acho que está na hora do mulherio assumir uma cadeira nela, ou mais de uma, para fazer sua parte em prol do nosso município.

Enfim, quem das 14 entrará para a nossa história?

 

Só no Brasil


O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, soltou na semana passada um dos bandidos mais perigosos do País. André do Rap é narcotraficante e líder do PCC, uma quadrilha perigosíssima. Mas, como pode isso?

O cara saiu da prisão e sumiu pelo mundo. Agora a Interpol, a Polícia Internacional, está no seu encalço.

Afinal de contas, essa barbeiragem no Supremo, foi culpa da lei, má interpretação dela ou algo que nós não sabemos?

E a segurança onde fica?

Corrupção


O presidente Bolsonaro quer acabar com a Operação Lava Jato alegando não haver mais corrupção no País. Está enganado. Esquece que é preciso punir quem corrompeu e foi corrompido e garantir que ninguém mais se apodere do dinheiro do contribuinte.

Brasília só funciona com muito dinheiro, não importando de onde venha ou de quem venha, assim é preciso ficar sempre atento a tudo, pois aquela cidade tem o poder de virar a cabeça de quem chega lá para legislar ou trabalhar.

Em tempo. Será que a corrupção acabou de fato no Brasil? Será mesmo?

Comunicação para todos


Antigamente, governantes e políticos em geral, faziam e aconteciam mantendo a imprensa engessada por conta de gordos contratos publicitários e também “molhando” a mão de profissionais da mídia, algo que ainda acontece. E estes só falavam o que eles queriam e o povo não tinha como opinar ou se manifestar. Hoje, em tempos de internet e de redes sociais, isso não acontece mais porque a informação é instantânea (e democrática) e qualquer pessoa pode se manifestar e opinar no momento que achar oportuno e como lhe for conveniente. Não existe mais monopólio, nem enrolação.

Daqui para frente a classe política terá de ser muito cuidadosa na hora em que for falar ou agir, pois, sabe que o povo poderá se manifestar logo em seguida e forçar uma mudança de plano.

Para se ter uma ideia do poder das redes sociais, os três poderes da República prestam muita atenção na reação popular quando pretendem tomar uma decisão. Primeiro, medem a “temperatura” do povo na internet, para só então decidir, temendo a reação das ruas.

Será assim daqui para frente e é bom os políticos irem se acostumando com isso. Já nesta eleição veremos um novo tipo de pleito e de postura do eleitor. Quem garimpa votos deverá se preparar para o novo votante que encontrará. Aquele que antes só ouvia e era obrigado a aceitar tudo não existe mais.