Blog do Sarico

Combustíveis fora de controle


E os combustíveis não param de aumentar. O povo chia pelos constantes aumentos e o governo ameaça baixar mas não consegue.

O preço dos combustíveis é montado em cima de uma série de fatores que envolvem produtores de petróleo, transportadores (navios e caminhões), distribuidores e revendedores, e ainda tem os governos federal e estaduais (impostos) que também tiram a sua lasca, que não é pequena, diga-se de passagem. E, como em tudo, eles estouram no consumidor que apenas tem de pagar ou encontrar outro meio de locomoção.

E com essa guerra louca do Putin na Europa, não se assuste se a gasolina bater daqui a pouco nos R$ 10 o litro.

Aliás, falando em guerra, eu só quero ver quando esta conta chegar quem vai pagá-la e se ela for paga. A Rússia é que não pagará por que está todo mundo se borrando de medo daquele maluco que habita o Kremlin.

Algumas de Tapera


No final da manhã da última segunda-feira (07), encontrei ao lado do Clube Aliança, o secretário de Administração de Tapera, Stefano Simon, e aproveitei para lhe pedir algumas coisas relativas à cidade.

FEIRA DO PRODUTOR – A Feira, que será transferida para o antigo bolão do Clube Aliança, deverá ser inaugurada nos próximos dias. Falta ainda a instalação da parte elétrica no local e o conserto da calçada, que está em péssimo estado. Segundo Simon, a nova Feira terá quatro estandes para atendimento ao público pelos feirantes.

PLACA DE SINALIZAÇÃO – A placa indicando a faixa de segurança na esquina da Avenida XV de Novembro com a Rua Marechal Floriano, foi mudada e agora está sinalizando a mesma corretamente.

LIMPEZA – Sobre a limpeza da cidade, que está sendo objeto de muita reclamação da comunidade, Stefano Simon me disse que a máquina adquirida e que quebrou na fase de testes, estando na garantia, está para chegar nesta semana ao município, e tão logo chegue será colocada no trabalho de limpeza da cidade.

ASFALTO – Segundo o secretário de Infraestrutura, Claudio Schultz, o asfalto até linha São Pedro, que iniciou nesta semana, irá até a parada de ônibus na entrada daquela comunidade. E na segunda etapa irá até a igreja.

Sessão inédita em Tapera


Na segunda-feira (07), a Câmara de Vereadores de Tapera realizou uma sessão ordinária histórica no município com a presença de cinco mulheres em plenário – maioria na Casa, numa justa homenagem às elas pelo seu dia, que transcorreria no outro dia (08).

Os três vereadores de oposição – Alcides Maldaner (PDT), Aurélio Vicari (PTB) e Joel Alves dos Santos (PTB) – cederam sua cadeira para as suplentes Maria Inês Ritter, Gelma Nodari e Iara Pereira, respectivamente.

Na tribuna, os vereadores Márcio Paulus (Progressistas) e Maria Inês Ritter (PTB) falaram sobre a questão do lixo na cidade. Segundo eles, em alguns lugares dela o descarte não está feito corretamente, nem sendo obedecido o horário de recolhimento. A suplente de vereador sugeriu que comércio e residências tenham contêineres diferenciados. Ela ainda cobrou médicos na Saúde, especialmente pediatra.

A propósito. A Maria Inês se saiu muito bem para quem debutou na tribuna. Fez cobranças ao executivo em alto nível. A “Brasa” tem uma boa representante.

Já o vereador Pipe (Progressistas) criticou o desrespeito que anda ocorrendo nas lives na internet com agressões pessoais.

Ao final, o presidente Márcio ordenou à secretaria da Casa que enviasse correspondência ao JEAcontece pela passagem dos seus 10 anos, transcorrido no último dia 05.

O Dia Internacional da Mulher pelos olhos de uma mulher


Hoje, 8 de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher, que foi oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, no intuito de recordar as suas conquistas políticas e sociais, ao longo dos anos.

No final de semana passado, conversando com a minha filha Pillar, jovem advogada e pesquisadora, ela me fez refletir sobre uma série de questões que envolve o direito das mulheres, para as quais eu nunca havia me atentado.

Segundo ela, a história das mulheres, no mundo, é marcada pela luta em torno da igualdade e do respeito aos seus direitos – o que ainda não é uma batalha vencida, tendo em vista que, infelizmente, ainda existem inúmeras pautas pendentes de serem conquistadas.

Como sempre digo: ser mulher não deve ser fácil. Elas são o nosso meio de chegada ao mundo e vivenciam todos os desafios inerentes aos nove meses de gestação, além das dores do parto e das dificuldades do puerpério.

E a Pillar me lembrou de algo bem evidente: que o cuidado majoritário para com os filhos fica a cargo das mães – isso quando elas não são abandonadas pelos seus companheiros, tendo que criar, sozinhas, os seus rebentos, encarregando-se do afeto, da educação e da assistência financeira.

Ela também comentou que, em geral, as mulheres possuem uma licença-maternidade de apenas 120 dias, tendo, portanto, que se afastar dos filhos, ainda muito pequenos, para voltar ao trabalho – o que deve ser um processo extremamente doloroso, principalmente, do ponto de vista emocional e afetivo.

E, quando as mulheres optam por não terem filhos, objetivando priorizar a sua carreira profissional – tendo em vista que o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, tomando mais tempo da vida das pessoas – elas acabam sendo julgadas e desencorajadas, sob a ameaça de que, se não experienciarem a maternidade, se tornarão “incompletas” ou “infelizes”, no futuro.

E, por falar em trabalho, sabe-se que, lamentavelmente, existem empresas que evitam contratar mulheres que manifestam a intenção de ter filhos ou que estão em idade fértil, pois estas acabam sendo muito onerosas às corporações – haja vista a necessidade de se ausentarem do trabalho para prestar assistência aos filhos, principalmente, nos primeiros anos de vida da criança.

Além disso, sabe-se, também, que existe preconceito em relação à idade das mulheres: ou são muito jovens ou são “velhas” demais para exercer determinados empregos, sob a justificativa de não terem a capacidade suficiente para desempenhar as atividades exigidas em determinadas vagas – o que é um total desprestígio às potencialidades femininas.

Ou seja: as mulheres sempre acabam sendo discriminadas de alguma forma: jovens demais, “velhas” demais, incapacitadas… E tudo isso também se reflete na questão da desigualdade salarial, pois um fato notório é que homens ganham bem mais do que as mulheres, além de terem acesso a oportunidades melhores – tudo isso por inúmeras razões estruturais que fazem parte de nossa sociedade.

E, além de todos esses fatores, a minha filha também me lembrou de algo que sempre comento por aqui, em meus escritos: as mulheres também estão suscetíveis à violência em seus relacionamentos, o que, infelizmente, muitas vezes, acaba culminando na ocorrência do feminicídio – cujos índices são alarmantes, no Brasil.

Portanto, diante de tudo isso que expus, podemos concluir que o dia de hoje – além de comemoração por tudo o que as mulheres já conquistaram (direito ao voto; ao exercício de atividades laborais; ao divórcio; dentre tantos outros exemplos igualmente relevantes) – também deve servir de reflexão, para que não nos esqueçamos de que as mulheres ainda têm muito a alcançar e merecem a devida valorização, por tudo o que representam em nossa sociedade.

Parabéns, mulheres, pelo seu dia! Deixo a vocês toda a minha admiração e todo o meu reconhecimento. Também, aproveito para manifestar o meu desejo de que vocês sejam tratadas, todos os dias, como estão sendo tratadas no dia de hoje. E que o mundo seja mais generoso e justo para todas.

JEAcontece – Ano X


Hoje, 05 de março, o Jornal Eletrônico Acontece ou JEAcontece completa 10 anos de atuação em Tapera e em mais 28 municípios das regiões do Alto Jacuí e do Alto da Serra do Botucaraí, no Norte gaúcho.

Ele foi uma grande novidade, pois foi o primeiro veículo de comunicação digital da região, que nasceu ainda em uma época em que as redes sociais recém estavam se popularizando e, consequentemente, a imprensa ainda não tinha colonizado o ambiente virtual, tal como ocorre hoje.

O tempo passou tão rápido, que parece ter sido ontem, quando, às 07h daquele dia, a primeira notícia foi ao ar, inaugurando uma era de informações diárias, com um trabalho pautado na confiabilidade, na transparência e no compromisso com a comunidade.

Para nós, o mais importante é oferecer, aos nossos leitores, um conteúdo de qualidade, que possa fazer a diferença na vida das pessoas, pois entendemos que “informação é poder”. Nesse sentido, o nosso grande objetivo é levar, aos leitores, seja por meio da tela do seu computador ou de seu celular, as principais notícias da região, bem como os destaques estaduais, nacionais e mundiais.

Nesses 10 anos, noticiamos uma série de fatos importantes – alguns felizes, outros nem tanto. É interessante fazer essa retrospectiva e relembrar tudo o que se passou em uma década e todas as transformações que ocorreram do outro lado do mundo, mas, também, as que ocorreram na rua de nossas casas.

Junto dessas mudanças, também vivenciamos a popularização das fake news no meio digital e a ocorrência de ataques intolerantes e odiosos à imprensa, a nível mundial – situações que só vêm a desvalorizar o jornalismo de qualidade, como o nosso.

Além disso, também estamos cientes de que não agradamos a todo o público, mas, entendemos que as críticas e reprovações fazem parte da sociedade livre e democrática na qual vivemos. Apesar disso, trabalhamos diariamente para entregarmos a nossa melhor versão, estando sempre dispostos a retificar nossos erros, de forma justa e transparente.

Por fim, destacamos que a nossa maior missão é conquistar o maior público possível, para que a comunidade como um todo possa desfrutar da “primeira e melhor informação” – que sempre foi o nosso maior propósito.

E, também, não podemos deixar de honrar e agradecer aos nossos colaboradores, que contribuem para fazer o jornal acontecer; aos nossos parceiros, que apostam na qualidade e na seriedade do nosso trabalho para divulgar o seu negócio; e aos nossos leitores, que são a razão maior da nossa existência.

Contem sempre conosco! Vamos, juntos, construir a próxima década, com muita parceria, novas histórias e crescimento constante.

Um fraterno abraço!

Jornalista FÁBIO DAVID CRESTANI
Diretor/Editor do JEAcontece

N.R.: A imagem foi criada pela publicitaria Júlia Sipp, que foi nossa colega por muitos anos.

Taperense integra a equipe feminina multicampeã de vôlei da UPF


A taperense Laura Machiavelli Santos, 19 anos, cursando o quinto nível de Educação Física na Universidade de Passo Fundo (UPF), integra a sua equipe multicampeã de vôlei.

A Laura, que é filha da professora Liamara Machiavelli e do João Ressoli Santos, o “Dunga”, conhecido boleiro da região, começou seus estudos no Instituto Imaculada de Tapera e, com 10 anos, começou a jogar voleibol nos projetos do município. Aos 12, fez teste no time do Colégio Notre Dame de Passo Fundo. Foi aprovada e ficou jogando naquele educandário até os 18. Ela conta que ia uma vez por semana treinar em Passo Fundo e quando tinha campeonato ia duas vezes por semana.

Quando terminou o ensino médio, Laura foi chamada para fazer parte da equipe da BSBIOS/UPF e poder fazer uma faculdade na UPF, escolhendo Educação Física.

A camisa 2 da BSBIOS/UPF se sente orgulhosa por jogar na equipe profissional conhecida em todo o Estado, atuando nela como ponteira, tendo em vista que a mesma participa de diversos campeonatos estaduais, Copa RS e torneios da Liga Gaúcha, e tendo conquistado vários títulos importantes. Para se ter uma ideia, nos três anos que atua na equipe a Laura já conquistou 05 campeonatos importantes.

“E para este ano a gente quer mais”, disse ela.

Todo o sucesso do mundo à Laura.

Placa virada


Tem uma placa de trânsito aqui em Tapera que me intriga quando passo por ela, e eu a vejo quase todos os dias. É aquela que indica a presença da faixa de segurança na esquina da Clínica Ciso, na Avenida XV de Novembro com a Rua Marechal Floriano, aqui em Tapera.

Não sei se o pessoal já se deu por conta, mas ela está virada. Ao invés de informar a faixa aos motoristas que trafegam pela avenida, no sentido centro-bairro, ela informa quem a atravessa, da Becker para o Santa Clara.

Um morador próximo dali me contou que, na época, avisou do equívoco a equipe que estava colocando-a ao que um deles lhe disse que apenas seguiam o projeto. E ficou por isso.

Certamente o pessoal do trânsito consertará o erro.

Não é fácil sair juiz(a)


Recentemente, a ZH publicou matéria sobre a falta de Juízes de Direito em algumas comarcas do RS, dentre as quais estão incluídas as cidades de Não-Me-Toque, Santa Barbara do Sul e Tapera, aqui na região.

A profissão de juiz é muito almejada pelos indivíduos da área do Direito, pela importância do cargo e, também, pelo status que ela proporciona, além, é claro, dos ganhos – tendo em vista que, aqui no Rio Grande do Sul, por exemplo, o salário inicial é de R$ 25.851,96.

Entretanto, o caminho para chegar até a posse do cargo não é fácil, pelo nível de exigência do processo seletivo e, também, pela ampla concorrência. Além disso, normalmente, é necessário que o aspirante ao cargo estude por longos anos, o que dispende tempo e dinheiro, tendo em vista que os materiais de preparação (cursinhos e apostilas) não são nada baratos.

Para se ter uma ideia, no último concurso realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (Justiça Estadual), houve a inscrição de 13.297 candidatos, sendo que apenas 686 (5,1%) passaram para a segunda etapa. Concluídas as fases eliminatórias, 20 meses após a primeira prova, apenas 26 deles (0,1%) foram nomeados.

Como é o concurso:
1ª etapa: prova objetiva seletiva, de caráter eliminatório e classificatório;
2ª etapa: duas provas escritas, de caráter eliminatório e classificatório;
3ª etapa: sindicância da vida pregressa e investigação social, exame de sanidade física e mental e exame psicotécnico, tudo com caráter eliminatório;
4ª etapa: prova oral, de caráter eliminatório e classificatório;
5ª etapa: avaliação de títulos, de caráter classificatório.

Realmente, ser Juiz de Direito é um projeto de vida, sendo necessário, além de estudo e da vocação, um bom preparo mental para enfrentar todas essas etapas (às vezes, por mais de uma vez, até). Mas, o importante é não desistir do sonho, independentemente, do tempo em que ele levará para ser concretizado.