Hoje de manhã, no Hora1, apresentaram uma reportagem de queda de granizo na Bahia e temperaturas baixas com ventos fortes que causaram prejuízos na referida cidade. E as pedras de gelo eram do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Uma mulher disse nunca ter visto algo assim na cidade que sempre foi quente.
Queda e granizo na Bahia. Alguém tem dúvida de que o clima está mudando? E adivinha quem apertou o “gatilho”?
Não se pode mais duvidar de que o homem está influenciando na mudança climática. E a coisa vai piorar daqui piorar daqui frente.
No próximo dia 31 de dezembro, último dia do ano, o rádio taperense estará em festa isso por que a Rádio Cultura, que já foi Gazeta, estará completando 40 anos. E eu, com muita honra e alegria, faço parte desta bonita história tendo atuado na Gazeta por quase 20 anos.
Junto com o Leo Utteich (gerente e locutor) e o Paulo Heck e a Marisa Oliveira (locutores) fiz parte da primeira equipe da Gazeta, que entrou no ar em 31 de dezembro de 1982, no prédio onde funcionou por vários anos o escritório da Osvaldo Henrich & Filhos Ltda, na ERS 223, onde hoje está a Cotribá.
Lembro que subia diariamente a pé até o estúdio, mas antes ia até a invernada atrás do complexo para ligar o transmissor Bandeirante, a válvulas, do tamanho de um armário de três portas, isso com chuva e até com geada. Hoje, os transmissores cabem numa caixa de sapato e as válvulas deram lugar a transistores.
A primeira unidade móvel da Gazeta foi um Fiat 147, de cor bege.
Minha primeira entrevista foi feita na inauguração da usina de cana de açúcar da Gandespe, no Salto do Jacuí. Naquele dia, o Leo me pediu para pegar um gravador e fazer algumas entrevistas para serem utilizadas durante a semana nos programas de jornalismo. Imagine, um novato com menos de um ano de rádio, fazendo entrevistas. Pois, fui lá e mandei ver.
No dia 02 de junho de 1983, a emissora se transferiu para a Rua Tiradentes, na esquina com a Avenida XV de Novembro, onde hoje está a Laurindo Motos. Em 04 de junho de 1983, ela entrou no ar em caráter definitivo. Em 15 de março de 1997, passou para o controle do Sistema EPU de Comunicações, tornou-se Cultura e transferiu-se para a Avenida XV de Novembro (fundos). E no dia 16 de outubro de 2009, foi para seu atual endereço na esquina das ruas Presidente Vargas e Rui Barbosa.
Eu comecei no rádio como operador de áudio, depois passei para as reportagens (jornalísticas e esportivas) e em seguida fui para a locução, tendo comandado o principal programa de notícias da emissora por quase 8 anos e também a mesma.
O começo da rádio em Tapera foi difícil. Conseguir os primeiros patrocinadores não foi tarefa fácil pois o pessoal desconfiava da emissora e da qualidade da equipe que iniciava a comunicação no município, mas com a chegada de bons nomes ao microfone a “Gazetinha, a caçula do Alto Jacuí”, como dizia o Leo na época, começou a crescer e a ganhar patrocinadores, ouvintes e credibilidade. O fator político foi outro ponto que prejudicou a emissora no começo por anos, isso por que seus proprietários eram ligados a um partido político no município.
Teve uma época em que a Gazeta chegou a ter 25 funcionários, sendo que 11 deles eram locutores. Eu aprendi muito com quem passou pela emissora e muita gente foi formada aqui e saiu por este Brasil a fora para comunicar.
Hoje, o rádio compete com a internet e aos poucos vai migrando para a rede mundial de computadores que é um caminho sem volta. Mas, o rádio continuará sempre sendo o rádio e prestando o seu serviço de sempre.
Soube que a direção da Rádio Cultura pretende promover uma série de eventos para comemorar estes 40 anos, o que é muito justo.
De parabéns Tapera pelos 40 anos da radiodifusão em seu meio e também a quem conseguiu o canal para o município e a quem passou pela emissora ajudando a manter o sonho do rádio aqui.

Pesquisa da Ipespe/XP mostra que a corrida presidencial deste ano está refém da aparente disputa ideológica “direita versus esquerda”.
O instituto quis saber o “posicionamento ideológico” atribuído pelos eleitores aos pré-candidatos à Presidência da República.
Sobre Lula, 65% o veem como alguém de esquerda, 6% como de centro-esquerda, 1% como de centro, 1% como de centro-direita e 7% como de direita; 20% não souberam ou não responderam.
Em relação a Jair Bolsonaro, 63% o consideram de direita, 4% de centro-direita, 3% de centro, 1% de centro-esquerda e 8% de esquerda; 21% não souberam ou não responderam.
Para mim está explícito: Bolsonaro é de direita e Lula de esquerda.
“É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil”.
Nietzsche
Seguidamente, ouço o pessoal escrevendo aqui neste espaço ou falando pessoalmente comigo sobre a dificuldade de encontrar emprego em Tapera e sobre o fato de as pessoas recorrerem a outras cidades para trabalhar.
Nesta semana, encontrei dois empresários, um do setor de alimentação e o outro de uma pequena indústria, que, por outro lado, se queixaram da falta de mão-de-obra em Tapera.
Os dois empresários comentaram que, mesmo não sendo requisitada nenhuma especialização, está difícil de contratar pessoal. Os candidatos até comparecem à entrevista de emprego, mas não retornam, quando chamados a ocupar a vaga.
Em uma outra perspectiva, o diretor de uma indústria local comentou sobre a necessidade de contratar pessoas que, de fato, tenham experiência no serviço, por não haver tempo hábil para efetuar o treinamento dos funcionários antes de começarem a exercer as suas funções. Ou seja: o trabalhador precisa chegar “pronto”, sabendo o que fazer. E aí só depende dele, da sua vontade de se preparar para o trabalho e receber um bom salário.
Esse mesmo diretor também comentou sobre a existências de candidatos interessados em ocupar as vagas oferecidas em sua empresa, mas, em contrapartida, eles se queixam do valor da remuneração oferecida e não aceitam o emprego.
Enfim, o que está acontecendo aqui? Onde está o problema? E qual seria a solução, para contentar ambas as partes (empregador e empregado) e fazer o mercado andar?
Você deve estar acompanhando o que anda acontecendo na Ucrânia, com a Rússia invadido um País soberano, matando civis, estuprando mulheres e destruindo tudo que vê pela frente.
Você já tentou se colocar no lugar daquele povo? Imagine você, que tem sua vida, sua família, sua casa, seu trabalho e, de repente, vê tudo isso desaparecer.
Imagine, por exemplo, a Argentina invadindo o Brasil. Pela lógica, em razão da proximidade territorial, o primeiro Estado a ser alvo dos ataques seria o Rio Grande do Sul. E, com toda a destruição e matança que estaria ocorrendo à sua volta, você teria de deixar a sua cidade, deixar tudo para trás, para se refugiar em algum País vizinho, como Uruguai ou Paraguai.
Para onde você seria alocado? Será que você seria bem recebido? Como você se habituaria com os costumes do novo País e com os novos conterrâneos? Com o que você trabalharia e o que faria para sobreviver?
Dá uma aflição só de imaginar, não? Mas, é o que os habitantes da Ucrânia estão enfrentando. O povo está tendo que fugir da guerra, praticamente, carregando apenas a roupa do corpo – e o maior bem que eles ainda podem levar consigo é a sua família – toda ela.
Pense, especialmente, na situação dos idosos e das crianças, tendo que enfrentar todos esses percalços. Os primeiros, que já viveram os horrores de uma guerra – a mundial de 1939 a 1945, será que imaginaram vivenciar tudo de novo? E os pequenos, com tanto para viver ainda, já estão experienciando uma tragédia humanitária e vendo as perspectivas para o seu futuro se anularem.
O que o Putin está fazendo na Ucrânia é sociopatia, é crueldade, é sadismo puro. Ele critica o nazismo de Hitler e o fascismo de Mussolini que ocorreram nas suas adjacências, na época da 2ª Guerra Mundial, mas está fazendo a mesma coisa. Lamentavelmente, a história é cíclica, ela se repete.
E a pergunta que não quer calar é: como vai ser feito o processo de reconstrução da Ucrânia, depois que essa guerra acabar? E quem vai bancar tudo? Sim, porque os ucranianos vão querer voltar para a sua terra, para retomar a sua cultura, os seus hábitos, a sua vida normal se é que isso será possível. Porque pátria é casa, é reconhecimento, é pertencimento. Mas, para isso, eles vão precisar reconstruir tudo: moradias, escolas, hospitais, supermercados… A vida terá que ser reconstituída.
E será que a Rússia pagará está conta? E o Putin será responsabilizado por todos os crimes contra a humanidade que estão sendo cometidos na Ucrânia? Isso só a história irá nos mostrar.
“A cada bela impressão que causamos, conquistamos um inimigo. Para ser popular é indispensável ser medíocre”.
Oscar Wilde
Na última segunda-feira (09), fazendo uso da tribuna na Câmara de Vereadores de Tapera, o vereador Alcides Maldaner (PDT) falou uma coisa que já escrevi aqui. Ele sugeriu ao governo municipal que quando tiver algo polêmico que vá a público explicar à comunidade que quer saber o que acontece no seu município. Ele se referia a máquina de varrição que veio, não começou a trabalhar e foi embora. Segundo ele, a população taperense merecia uma explicação da sujeira que toma conta da cidade há quase seis meses.
O Alcides está coberto de razão. Quando se vem a público a coisa fica mais transparente, bem como se quer de nossas autoridades constituídas e também do serviço público.
Explicando diretamente à população se evita aqueles comentários paralelos. E também fofoca.
O vereador disse ainda ao governo municipal que é possível fazer bem mais.
E o Alcides foi além. Pediu ao Executivo que invista na área produtiva do município e, aproveitando o gancho, seria interessante que ele, o governo taperense, incentivasse os pequenos produtores locais a permanecer com sua família na sua propriedade produzindo alimentos (animal e vegetal) e gerando renda para si.
Nesta semana, o Ministério Público do Rio de Janeiro foi para cima da Polícia Civil fluminense e prendeu dois delegados que estavam na folha de pagamento de um bicheiro. O fato foi mostrado no Jornal Nacional da última terça-feira (10).
O detalhe é que um dos dois delegados presos é uma delegada que estava afastada de suas atividades e no apartamento da mesma o GAECO encontrou mais de R$ 1,8 milhão em espécie. O valor teve de ser transportado em um carrinho de supermercado. Além disso, as imagens mostraram um apartamento que vale alguns milhões de reais e imagens de muita ostentação da mulher.
E mais uma vez eu ri muito quando os advogados da delegada disseram à reportagem que provarão a inocência da sua cliente.
A Justiça no Brasil é um teatro. Todo mundo sabe que é encenação, mas os envolvidos acreditam ser real. E o povo embarca na “história”.
Hilário isso.
“Não se deixe enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”.
Desconheço a autoria