Blog do Sarico

Reunião com os CTGs não saiu


A reunião que o governo municipal de Tapera faria com os patrões das duas maiores entidades tradicionalistas do município, o CTG Guido Mombelli e o Grupo Folclórico Piazito Gaudério, que aconteceria na terça-feira (21), para tratar da possível unificação de ambas, não saiu. O motivo, pelo que soube, foi a repercussão negativa gerada na cidade. O pessoal berrou e berrou bem alto e o governo recuou diante da polêmica instalada. Na verdade, tentar juntar duas forças é utopia e não vai acontecer, assim como querer que uma delas mude a sua sede social de lugar após tantos anos onde está.

O governo municipal tentou, mas quando viu o imbróglio criado recuou. Foi sábio, por que o “barulho” seria grande na cidade e traria consequências.

Que se unifique um evento, no caso o rodeio, mas não as entidades, afinal as duas atuam de forma forte na artística e também na campeira.

Outra coisa. Se os terrenos são do Estado e este solicitou a sua devolução que a administração municipal vá até ele e explique o problema social que isso causará no município. Certamente, outros municípios gaúchos tiveram o mesmo problema com áreas estaduais em seu território, e foram a Porto Alegre e conseguiram reverter a questão. Basta ter vontade.

Lojas chegando em Tapera


Soube que a loja Lebes está vindo para Tapera. Também, que a Colombo, do mesmo segmento, também estaria interessada em nosso município.

São duas lojas de peso e que, se escolheram Tapera, é por que devem ter visto nela grande potencial, o que é muito bom, pois diversidade é ótimo, principalmente na hora de se fechar uma compra.

Que estas duas grandes lojas venham para gerar mais empregos, pois emprego nunca é demais. E também dar mais opções aos taperenses.

Emprego tem, mas…


Ainda falando sobre o mercado de trabalho aqui em Tapera. Nesta semana, uma empresária se queixou que está tendo dificuldade para contratar gente para trabalhar. A sua empresa está aquecida, com muitos pedidos, mas não está conseguindo cumprir prazos, em função da falta de trabalhadores.

Ela disse que não dá para entender, que muito se fala em desemprego, mas, ao mesmo tempo, as empresas não estão conseguindo captar funcionários. Comentou que falta qualificação e, principalmente, disponibilidade para trabalhar, para cumprir horário.

“A impressão que se tem é que o pessoal quer trabalhar onde quiser, ganhar quanto quiser e não ter de cumprir horário. Será que nós – empresários – é que estamos errados?”, indagou ela.

Afinal de contas, tem ou não tem vagas de emprego em Tapera? Os empresários dizem que tem – e bastante – mas o pessoal se queixa do salário pago, que é pouco, segundo eles. Mas, será que ficar sem emprego, até encontrar algum serviço que esteja totalmente dentro de suas expectativas, é melhor? Até porque viver tem um custo – e bem alto, diga-se de passagem, principalmente, em tempos de hiperinflação.

Já outro empresário alega que o problema é a falta de vontade, por parte dos jovens entre 18 e 25 anos, de trabalhar. “Eles só querem ser for sem compromisso de horário e para ganhar bem”, disse. Talvez, isso seja um sintoma da chamada “geração nem-nem: nem estuda, nem trabalha”, que afeta o Brasil.

Os jovens de hoje têm outra mentalidade, muito diferente à da minha geração, por exemplo. Parece que, atualmente, essa gurizada quer estar imune a tudo: compromisso, estresse, dificuldades… Querem viver uma vida de sonhos que não existe. E não encaram os desafios da vida, porque sabem que os pais vão estar sempre lhes amparando. Mas, e quando eles se forem?

Penso que não é assim que as coisas funcionam, porque essa juventude de hoje vai ser o nosso amanhã. E, sem comprometimento da parte dela, o que vai ser do país, daqui a alguns anos? Porque precisamos de mão-de-obra para suprir as demandas básicas da sociedade, não é mesmo?

Eu até compreendo que, talvez, as relações de trabalho estejam se modificando, com o passar do tempo. Mas, isso é algo que requer uma harmonização entre quem contrata e quem será empregado, porque, diante desse desequilíbrio nas contratações (muita oferta de emprego e baixa aceitabilidade por parte dos candidatos às vagas), quem sai perdendo é a comunidade como um todo, que deixa de produzir e de gerar receitas.

Pedido de informações


Na segunda-feira (20), na 19ª sessão ordinária do ano da Câmara de Vereadores de Tapera, o suplente Jacson Lauxen (PDT), fazendo uso da tribuna, comunicou que solicitará à Casa o envio ao Executivo Municipal de pedido de informações sobre alguns temas de interesse da coletividade:

PRAÇA – Quanto custou a revitalização da Praça Dr. Avelino Steffens e quanto falta gastar até o seu final; e quando a mesma estará concluída.

LIMPEZA – Como anda a questão da compra da máquina de varrição, que foi comprada errada, que chegou em Tapera, não foi utilizada e foi devolvida, e se a Prefeitura já comprou outro equipamento ou se irá comprar e quando começará a limpeza da cidade que está suja há mais de seis meses.

CAMPO – Qual a destinação do campo do Guarani, no Bairro Elisa, que foi desapropriado pelo município, se sairá um loteamento lá e quando começará a instalação do mesmo.

SEDE – A nova sede do Parque de Exposições está disponível para aluguel da comunidade e como ela deve proceder para utilizá-lo.

CONCURSO – Há quanto tempo o município não realiza concurso público e se ele pensar em realizar algum futuramente.

CTGs – Qual a intenção da Prefeitura querendo a unificação das duas maiores entidades tradicionalistas do município: CTG Guido Mombelli e Grupo Folclórico Piazito Gaudério.

TOMÓGRAFO – Se a Prefeitura tem dinheiro para comprar o tomógrafo para o Hospital Roque Gonzalez, que fora prometido, mas cujo dinheiro para sua compra foi direcionado para o asfaltamento na cidade.

Amizade de verdade


Nesta semana, soube que um amigo de longa data está em um quadro grave de depressão – o que vem se tornando cada vez mais comum na atualidade, sendo uma doença que independe da classe social da pessoa. Uma prova, por exemplo, de que o dinheiro nem sempre resolve todos os nossos problemas ou nos traz satisfação plena, na vida.

Mas, não é esse o ponto que pretendo abordar. E, sim, o fato de a esposa desse amigo ter comentado que, após a manifestação da doença, a maioria dos amigos dele sumiu de sua volta. A depressão é resultado de uma grave crise financeira que a família enfrenta.

E isso me fez pensar em como existem amizades por conveniência, por interesse. No momento em que a pessoa está em uma fase boa na vida e tem algo de atrativo a oferecer aos amigos, todos estão à sua volta, para se aproveitar. Mas, é só aparecer um problema, que ninguém está disposto a lhe estender a mão – porque amizade é reciprocidade, ela é uma via de mão dupla, ela precisa ser agradável para ambas as partes envolvidas.

E brigas, desentendimentos e “puxões de orelha” também fazem parte da relação, porque amizade também é alertar, é aconselhar, é querer o bem do outro.

Ou seja: amigos de verdade, aqueles com os quais a gente pode contar, “na boa e na ruim”, são poucos – e, normalmente, o número não preenche uma mão cheia.

Além disso, penso que, para evitar decepções nesse sentido, é preciso que as pessoas entendam a diferença entre “amigo” e “colega”, porque o coleguismo, a convivência diária – principalmente, em se tratando de relações de trabalho ou aquelas “companhias de festa” ou de lazer – não necessariamente, pressupõe a existência de uma amizade sólida.

E, por fim, outro ponto a destacar é o seguinte: que saibamos valorizar os amigos de longa data, que estão com a gente desde sempre, pois eles nos conhecem, nos compreendem e, dificilmente, nos deixarão desamparados nos momentos difíceis.

Assim questionou Ernest Hemingway:
– Quem estará nas trincheiras ao teu lado?
‐ E isso importa?
‐ Mais do que a própria guerra.

Tópicos da reunião da ACIT


A ACIT realizou a sua reunião-jantar mensal na última segunda-feira (13), na Afuco, e vários assuntos importantes foram tratados na oportunidade. Vou elencar aqui os mais importantes:

GAP – Graças a ele e o apoio das empresas taperenses, o grupo está realizando um belo trabalho em Tapera. Segundo o presidente Lisandro Lauxen, municípios do Estado estão vindo para cá para saber como o GAP trabalha em favor da segurança pública. Também, segundo ele, a segurança pública em Tapera está muito bem o que é atestado pela comunidade.

EMPREGO – Emprego tem em Tapera, mas as empresas estão tendo dificuldade para contratar gente disposta a trabalhar.

CAMPANHAS – ACIT e Prefeitura fazem campanhas de premiação paralelas por que a Associação exige que o consumidor, para participar dela, esteja com o seu CPF “limpo”. Já a Prefeitura não pode exigir o mesmo.

IDEIAS – A ACIT está pedindo ideias aos empresários taperenses e também aos seus associados para que possa realizar um melhor trabalho em favor de Tapera. Quem tiver ideais que possam melhorar o município está convidado a apresentá-las.

VIDEO – Para comemorar seus 65 anos a ACIT está produzindo um vídeo em que mostrará todo o potencial de Tapera.

SITE – A ACIT está com novo site: https://acitapera.com.br/ .

ASSOCIADOS – A ACIT possui hoje 102 empresas associadas.

NOVA DIREÇÃO – José Teodoro Kunzler (Zé) e Jaimir de Lazzari (Bídio), como presidente e vice-presidente, respectivamente, passam a comandar a ACIT a partir de agora.

Fake news tradicionalista


Circulou nesta semana nas redes sociais que estariam entrando na Câmara de Vereadores de Tapera com projeto de lei para terminar com o CTG Guido Mombelli e o Grupo Folclórico Piazito Gaudério, transformando-os em uma única entidade. Não é verdade. É mais uma fake news que infesta a internet provocando desconforto em todo mundo, principalmente nos associados das duas entidades.

A bem da verdade, o governo municipal de Tapera vai conversar na terça-feira (21) com os patrões para ver se existe a possibilidade de uma fusão. Quer medir a “temperatura” deles e, por consequência, das entidades.

O CTG Guido Mombelli emitiu nota dizendo que irá à reunião para ouvir o governo, mas que a decisão cabe única e exclusivamente ao quadro social, em assembleia.

E pelo que se ouve em Tapera, creio que a ideia não vingará. Uma fusão no rodeio até é possível, mas unificar os dois galpões é muito difícil. Quem sabe um dia.

Tapera do alto da Igreja Matriz


Em 2017, uma equipe pintou a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário da Pompeia aqui de Tapera, e a fotógrafa Rose Galvagni, da Fotolândia Digital, sem medo algum, aproveitou o andaime que servia os trabalhadores e se foi para o alto de uma das torres para clicar a cidade de todos os ângulos.

As fotos, que a Rose havia repassado a mim, foram colocadas em outro arquivo e somente agora encontradas.

Veja as belas imagens da cidade de Tapera: