Blog do Sarico

Coberto de razão


Na redação do JEAcontece, do qual sou seu diretor e editor, recebo diariamente matérias de Prefeituras e de Câmaras de Vereadores de grande parte da região, e chama minha atenção que neles são realizadas ações que aqui em Tapera não podem.

Pois, nesta segunda-feira (17), o vice-presidente do legislativo taperense, Joel Alves dos Santos (PTB), o “Colares”, fazendo uso da tribuna, ao falar sobre o pagamento de vale alimentação a uma classe do funcionalismo local que não o recebe, mas que é pago em outros municípios, disparou: “Por que nos outros municípios as coisas podem ser feitas e aqui em Tapera não?”.

Acontece que aqui em Tapera se criou uma cultura da economia, o que é muito bom, diga-se de passagem, só que ela, na grande maioria das vezes, tranca coisas importantes que poderiam melhorar o município e a qualidade de vida da sua população. Isso quando não colocam um monte de empecilhos para não fazer.

Afinal de contas, será que só Tapera cumpre a lei?

Educação financeira


Numa noite dessas, pilotando o controle remoto do meu televisor, me deparei com um economista falando sobre educação financeira. Segundo ele, nós não sabemos lidar com o nosso dinheiro, pois levamos mais em conta o valor da prestação a ser paga do que o total a ser pago no final, e que na maioria das vezes compromete o orçamento da pessoa. Também disse que, a maioria delas toma empréstimo sem necessidade.

Outro ponto que chamou a minha atenção na entrevista é que as pessoas compram sem ter necessidade, comprando por comprar, preferindo consumir a poupar.

“Não é para se levar uma vida monástica, mas viver bem, sabendo utilizar bem o seu dinheiro é preciso”, disse o homem.

O casarão da XV


Eu tenho em meus arquivos um bom número de fotografias antigas de Tapera, de antes e depois dela se transformar em município. E, em algumas delas, aparece o casarão aquele que foi, entre outras coisas, o Supermercado do Bruno, e que ficava ali na esquina da Avenida XV de Novembro com a Rua Guido Mombelli. O mesmo foi construindo nos anos 1920/1930, não se sabe ao certo, quando Tapera ainda era um distrito.

Pois, aquele grande prédio de madeira de dois pisos, que teve vários proprietários e reformas, teve de tudo nele: salão de baile, loja, hotel, residências, sede da primeira Prefeitura e da primeira Câmara de Vereadores e, por último, o Supermercado do Bruno, até ser demolido.

Em 1923, Dovilio Nicola instalou nele, na parte de cima, o Hotel Riograndense, que funcionou até 1940. Mais tarde, na parte debaixo, serviu de sede para uma grande loja de secos e molhados, a Fockink Cia Ltda, que vendia de tudo para a época. No final dos anos 1950 e começo dos 1960, ali funcionou a Prefeitura do recém emancipado município e também a Câmara de Vereadores. E no final foi o Supermercado do Bruno, até ser demolido para dar lugar a um prédio que hoje ali está com apartamentos e lojas, entre os quais a Utilar e o Banco Bradesco.

Agora, quem não lembra do Bruno e da Vilma Helsenbach e também do Harri, irmão do Bruno? Pessoas maravilhosas. Lembro também do escritório do Harri e da sua “organização”, com aquela montoeira de notas fiscais, pedidos, moedas, entre outras coisas sobre a mesa? E do supermercado em si? Lá tinha de tudo, mas de tudo mesmo. O padrão de mercado era completamente diferente dos atuais.

Naquela época não havia embalagens como hoje, se bem que não havia produtos como os atuais. Assim, tudo era vendido a granel, em grandes tulhas onde o pessoal as abrias pegava o que queria com uma concha metálica e calculava a quantidade a ser levada até a balança, que ficava na frente. Também lembro que, com pouco dinheiro se comprava muito naquele tempo.

No alto do prédio, haviam dois “apartamentos” onde moravam os Helsenbach e os Benedetti.

A casa que aparece à direita do prédio era a residência do Heitor Viau, que era uma espécie de juiz de menor. Hoje, no lugar, está o Banco do Brasil.

Na área que aparece à esquerda do casarão, era a residência dos Di Domênico. Mais tarde, a Dona Nelsi Di Domênico, mãe do Necão, abriu a sua loja de roupas, sendo minha cliente nos tempos da Rádio Gazeta, lá nos anos 1980/1990.

Não aparece na foto, mas no lado esquerdo, mais tarde foi construído um prédio que foi endereço de uma loja de confecções, a Casa Paulistana, se não me engano, de propriedade de uma família de libaneses, cujo patriarca, Abdes Samie Musa Dawud Ismail, ficava bravo quando chamavam eles de “Turco”. Acontece que, segundo ele, para entrarem no Brasil eles tinham passaporte turco, da Turquia, pois o Líbano não tinha acordo diplomático com o Brasil naquele tempo. Os quatro filhos do “Turco” nem davam bola para isso.

A propósito. Nesta loja nós comprávamos os tecidos para a confecção das fantasias do Sacks Block, para o Carnaval no Clube Aliança e também na rua. “Olha o bloco dos sujos que não tem fantasia, mas que traz alegria…”.

Agora, repare a Avenida XV de Novembro sem calçamento e canteiros, bem como a hoje Rua Guido Mombelli, que ainda não havia sido aberta.

Mudos


Eu achava que o Bolsonaro tinha de ser mudo pelas bobagens que falava. Agora, acho que o Lula também deveria sê-lo. Está na hora do presidente fechar a boca, parar de ser teimoso e trabalhar.

E, Brasil pra frente.

Pensamento do Dia


“O mundo não é dos espertos. É das pessoas honestas e verdadeiras. A esperteza um dia é descoberta e vira vergonha. A honestidade se transforma em exemplo para as próximas gerações. Uma corrompe a vida; a outra enobrece a alma”.

Chico Xavier

Dê o seu recado também


Algumas pessoas, quando, por exemplo, têm alguma queixa da administração municipal de Tapera, vêm até mim para que eu faça algum comentário a respeito de determinada situação que gera insatisfação na comunidade, intercedendo, assim, por eles(as).

Eu não me importo em contribuir com as causas comuns, visando a melhorias em Tapera, pois sou filho dessa terra e quero vê-la sempre progredindo. Mas, para que eu não seja o “maldito” da cidade, fiquei pensando que todos os munícipes têm o direito de expor a sua opinião sem medo, principalmente, no âmbito das redes sociais.

Cada um pode fazer uso de seus próprios perfis para escrever sobre o que pensa e, se for o caso, cobrar as autoridades ou dar uma sugestão a elas. Com toda certeza, o seu recado será recebido pelo destinatário, pois, no mundo da internet, as postagens são acessadas por um número inimaginável de pessoas (por quem é seu amigo/seguidor ou não).

Certo dia, uma amiga me disse que não publica as suas insatisfações nas redes sociais, pois não se sente à vontade e, também, por receio de não se fazer compreendida e por não se dar bem com a escrita. Então, eu disse a ela que isso não é um problema, pois o importante é dar o recado a quem se deseja. E o recado, não importa de que forma é feito, será recebido.

E outro ponto interessante é que os amigos/seguidores vão comentar na sua manifestação, gerando um debate. Alguns serão contrários a ela, mas outros serão favoráveis. E, de uma maneira ou outra, a sua postagem será passada adiante, até chegar no destino desejado.

Então, se tiver algo a reclamar ou sugerir: escreva, da maneira que você souber e não se importe com eventuais inconsistências, porque a internet é uma ferramenta democrática e informal, então, não são necessárias “perfumarias”. Qualquer recado se faz entendido.

E viva a liberdade de expressão que a lei nos concede e, também, a internet, que revolucionou a forma como nos comunicamos. Mas, não podemos esquecer de um ponto muito importante: as manifestações devem ser feitas sem ofensas ou agressões, pois a nossa liberdade termina onde começa o direito do outro.

Só quero dizer é que todos possuem condições de se expressar (criticar, cobrar, sugerir, elogiar), pois somos todos cidadãos, com direitos e deveres, em uma mesma comunidade.

IPTU


Está chegando a época de pagar o IPTU. E muitas pessoas tem o costume de pagá-lo à vista, outros preferem parcelá-lo e tem também os que não pagam deixando para fazê-lo mais tarde aguardando as prefeituras dar aquele desconto generoso que penaliza o bom pagador.

Ora, dar desconto para quem não pagou o seu imposto no momento certo é justo? Isso deixa o bom pagador com cara de idiota. Mas, claro, falta de dinheiro é justificável.

E tem muita prefeitura que aguarda com ansiedade o dinheiro do IPTU para poder respirar, pagar as contas e cobrir a folha de pagamento, algumas delas bem pesada.

Agora, já pensou se o pessoal resolvesse parcelar o tributo ou deixar para paga-lo mais tarde, esperando o desconto aquele? O caixa municipal gemeria.

Segurança nas escolas taperenses


Nesta segunda-feira (10), na sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, a segurança das instituições de ensino do município foi a pauta principal no plenário, com vereadores e pais da comunidade presentes, preocupados com a segurança das crianças, após os acontecimentos de Blumenau (SC), com a morte de alunos de uma escola, por um homem armado, e de São Paulo, com a morte de uma professora, por um aluno.

Antes, pela manhã, o governo municipal havia se reunido com a Brigada Militar e alguns vereadores para tratar do assunto. E neste encontro foram elencadas algumas possibilidades de ações que deverão garantir a segurança nos educandários: botão de emergência; controle do acesso local; ampliação do número de câmeras de monitoramento; contratação de porteiro; entre outros.

E, à noite, na Câmara, então, as ideias de possíveis medidas a serem adotadas nesse sentido também incluíram a instalação de detectores de metal; guardas armados; e construção de muros e grades.

Todos esses tópicos elencados são extremamente necessários e, sem dúvidas, contribuiriam para coibir práticas violentas, dentro das escolas, garantindo, assim, a segurança dos alunos. Mas, infelizmente, eles esbarram na questão financeira, ou seja: será que o Município e também o Estado teriam condições de arcar com os custos dessas medidas, tendo em vista que alguns deles são permanentes, como a contratação de porteiro e de efetivo policial, por exemplo?

O fato é que, diante dos últimos acontecimentos, acendeu-se o alerta vermelho para a questão da segurança no ambiente escolar – que precisa ser reforçada – mas, é uma situação que depende de muitos fatores externos e complexos, que perpassam a questão financeira, como dito anteriormente.

Nessa perspectiva, acredito que um fator muito importante para preservar a segurança das crianças é o controle parental, ou seja, os pais precisam estar atentos aos conteúdos que seus filhos consomem na internet e saber com quem eles se relacionam, principalmente, nas salas de jogos virtuais perigosos – os quais, muitas vezes, estimulam a prática de comportamentos violentos, como esses que vêm repercutindo na mídia, nos últimos dias,

Penso que também é necessário que os pais participem, de forma ativa, da vida de seus filhos, orientando-os sobre o futuro e os perigos do mundo. E, principalmente, que estejam atentos a mudanças de comportamento nas crianças e adolescentes, evitando que eles reproduzam comportamentos violentos e extremistas. E, também, que dialoguem com seus filhos sobre a questão do bullying – muito comum no ambiente escolar – que também pode acabar sendo um gatilho para a prática de condutas perigosas e/ou ilícitas.

Diante disso, tenho de concordar com as manifestações das vereadoras Solange e Vanize, na última sessão da câmara. A Solange falou que é preciso acabar com os discursos de ódio e começar a produzir amor, construindo pontes e não muros. A Vanize, por sua vez, disse que a nossa sociedade está doente e que essa situação piorou após a pandemia. Disse, ainda, que é preciso melhorar as nossas relações sociais em casa, nas escolas, no trabalho, na comunidade…

Enfim, são muitas as lições que podemos depreender dessas falas.

No mais, em termos concretos, tomara que o poder público consiga efetivar as medidas discutidas, para promover a segurança de nossas crianças e adolescentes, que são seres especiais, que merecem total proteção, em todos os âmbitos de sua vida.