Blog do Sarico

Um acidente no passado


Neste final de semana, dando uma olhada no meu arquivo de fotos antigas, encontrei esta perola aí. Ela mostra parte do centro de Tapera lá pelos anos 1970.

E ela mostra um acidente ocorrido na Avenida XV de Novembro, bem em frente ao então Cine Avenida, do Gentil Batistella. Um Fusca, um dos poucos modelos da época, e um motociclo, como chamavam as motos antigamente, se enroscaram em pleno centro da cidade. Não sei quem eram os donos dos veículos, se algum deles se machucou e de quem teria sido a culpa. A ideia aqui é mostrar parte da cidade de como era lá no seu começo, lembrando que nos tornamos município em 1955.

Do lado esquerdo, aparece o cinema, que foi dos Beux, do João Batistella e, por último do Gentil Batistella, até se mudar para a Rua Rui Barbosa, e o casarão ser demolido. Ali, hoje, tem um prédio de apartamentos e lojas, como a Andriolli e Farmácia Essência. Ainda, no velho casarão aparece a barbearia do Lothari Junges, na segunda porta. Ao lado, está a Loja Rotta, onde hoje está a Colombo e a Esportiva. Do outro lado da Rua Guido Mombelli, aparece o casarão do Supermercado do Bruno. Na parte de cima, como já escrevi em outra publicação, foi sede de muita coisa. Do lado, aparece o Bar Ciprandi, onde hoje está a Padaria Dona Elza, depois a casa do Lucca (dentista licenciado) e o Posto Esso, dos Simon. E por fim, do outro lado da Rua Coronel Gervásio, o Tapera City Hotel, com todas as suas empresas na parte debaixo.

Já do lado direito, estão o bar do Setti e a Livraria Rizzi. Hoje, estão ali o Sérgio Cabeleireiro e a Casa das Massas e a Napolitá e a Carla Angelli. E do outro lado da Rua Guido Mombelli, aparece o Curtume Mombelli, que marcou época em Tapera por mais de 70 anos.

A propósito. De quem seriam o Fusca e o motociclo da foto? E será que o condutor do ciclomotor se feriu?

Acabou a pandemia


A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência da Covid 19 no mundo, após 34 longos e penosos meses.

Segundo a OMS, morreram 7 milhões de pessoas no mundo todo, mas este número pode ser bem maior, algo em torno de 20 milhões. Os casos confirmados superaram os 622 milhões. Só no Brasil mais de 700 mil sucumbiram à Covid e os casos confirmados ultrapassam os 40 milhões.

A Organização pediu ainda aos países que não relaxem no controle da doença e que continuem com as medidas protetivas, por garantia.

Segundo a OMS, a vacina ajudou e muito no controle da doença.

Agora, o mundo está preparado para uma nova doença? E se ela for infecciosa como o Ebola e outras, por exemplo?

E não pensemos que outras doenças não chegarão até nós até o final de nossos dias.

Pensamento do Dia


“Dói mais sorrir na frente dos outros do que chorar sozinha, mas não devo levar a vida tão a sério porque ninguém sai dela vivo”.

Rita Lee

A genial e debochada Rainha do Rock no Brasil se foi nesta semana.

Gostava muito dela e também das suas músicas pelas letras cabeça e irreverentes. O pessoal com a certidão de nascimento amarelada, como a minha, que gosta do bom e velho rock, conheceu as músicas da rebelde cantora. Ela se foi, mas ficam as suas canções, um montão delas e a maioria de grandes sucessos.

Para se ter uma ideia de quem foi Rita Lee, pesquisem para ver a quantia de músicas dela que a Globo utilizou em suas novelas e, ficar quase um ano inteiro na maior emissora do País, definitivamente não é para qualquer um. E mais de 40 minutos no maior jornal do País, o JN, ontem, também não é para qualquer um.

Taperense é campeão europeu de futsal


Jogando hoje em casa, em Mallorca, Espanha, o Palma Futsal sagrou-se campeão da League Futsal da UEFA ao vencer o Sporting, de Lisboa, Portugal, nos pênaltis por 5 a 4 após empatar em 1 gol no tempo normal.

O Palma Mallorca Futsal é o time do taperense Cainan de Matos.

A UEFA é a liga europeia de futebol.

Um olhar sobre o “PL das Fake News” *


O Projeto de Lei nº 2.630, conhecido como “PL das Fake News”, é uma proposição legislativa de 2020 e está tramitando na Câmara dos Deputados há três anos, sofrendo constantes atualizações em seu texto. Ele institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet, “destinada a estabelecer normas e mecanismos de transparência para provedores de redes sociais, ferramentas de busca, serviços de mensageria instantânea, assim como diretrizes para seu uso”.

A ideia inicial era a de que o Projeto de Lei (PL) fosse um instrumento para coibir a desinformação na internet, mas, com as emendas feitas em seu texto, ele passou a abarcar a ideia de regulamentação das plataformas digitais, com o objetivo de responsabilizá-las por hospedar conteúdos ilícitos em seu domínio.

Esse PL voltou à tona, agora em abril, após a série de ameaças e de ataques violentos que vinha ocorrendo em escolas brasileiras. Isso porque todos esses atos foram planejados e incentivados por meio das redes sociais. Então, o Legislativo viu a necessidade de regulamentar essa questão, pois as plataformas digitais não estavam removendo esses conteúdos violentos da rede, fazendo com que mais internautas – principalmente, crianças e adolescentes – tivessem acesso a eles, aumentando, assim, as chances de novas tragédias acontecerem.

* Eu sei que esse PL gerou polarização na sociedade – como sempre – mas fui atrás, pesquisei e conversei com especialistas no assunto, que me fizeram entender como funciona a lógica das plataformas digitais. Talvez, esse texto que você está lendo fique um pouco longo, então, se você não tiver interesse/paciência de lê-lo, fique à vontade para ignorá-lo.

Então, é o seguinte: as grandes empresas de tecnologia (as chamadas “big techs”), como o Google (que é dona do YouTube) e a Meta (que é dona do Facebook, do Instagram, do WhatsApp e do Messenger) lucram bilhões com os dados de seus usuários, que são coletados em suas plataformas e vendidos para anunciantes. Nós não pagamos financeiramente para utilizar as redes sociais, mas, em contrapartida, cedemos os nossos dados pessoais e de navegação, que são utilizados para as empresas direcionarem anúncios para os internautas.

Quanto mais dados os sites e os aplicativos coletam da gente, mais eles nos conhecem e, portanto, maiores são as chances de nos direcionarem anúncios personalizados, incentivando-nos ao consumo. Ou seja, essas plataformas possuem tantas informações ao nosso respeito, as quais são cedidas involuntariamente por nós, quando utilizamos as redes sociais (ou até mesmo sites de compras), que elas são capazes de conhecer a nós, mais do que a nós mesmos.

Por conta disso, o objetivo das big techs é o seguinte: que fiquemos o maior tempo possível em suas plataformas, porque, assim, elas vão coletando os nossos dados e lucrando em cima deles. E as redes sociais são projetadas para disponibilizarem conteúdos de forma infinita, para que passemos horas e horas usufruindo delas. Enquanto isso, as empresas vão fazendo o seu trabalho, sem que percebamos…

Então, por essa lógica, as big techs lucram com conteúdos que possuem alto engajamento (que tenham inúmeras curtidas, comentários, visualizações, compartilhamentos). Assim sendo, elas não possuem interesse em remover da rede um conteúdo que esteja lhe rendendo lucro, certo?

E é exatamente isso o que acontece com conteúdos ilícitos, violentos, impróprios e violadores de direitos de terceiros: eles não são tirados de circulação, nas redes sociais, porque eles rendem “monetização” (lucro) às big techs.

Nessa perspectiva, não posso deixar de destacar um ponto importante: sabe os termos de serviço das redes sociais, com os quais concordamos quando registramos nossa conta nelas? A maioria deles prevê a proibição de os usuários postarem conteúdos ilícitos, violentos, impróprios (como terrorismo, assassinato, tráfico de drogas, etc.), havendo a possibilidade de as próprias plataformas removerem ou reduzirem o alcance desses posts, por conta própria e sem dar qualquer satisfação aos seus usuários.

Isso faz parte da chamada “moderação de conteúdos”, que, em tese, existe para deixar o ambiente digital mais agradável e atrativo aos seus usuários, porque ninguém merece ficar se deparando com postagens sensíveis, que nos despertam medo, nojo ou qualquer tipo de gatilho emocional.

Só que, normalmente, isso não é feito. É como se esses termos de uso fossem uma “fachada”, para que as plataformas demonstrem estar preocupadas com a proteção dos direitos de seus “clientes”, criando um ambiente agradável para eles usufruírem – quando, na verdade, o que elas querem é, tão somente, lucro.

Então, que fique claro: as próprias plataformas possuem a legitimidade para remover ou reduzir o alcance de postagens de qualquer usuário, com base em seus termos de uso, porque elas são empresas privadas e conduzem o seu negócio da melhor maneira que entenderem. Ou seja: elas próprias se regulam e decidem as regras e dinâmicas internas – que são pouco transparentes; os usuários não têm conhecimento de como isso tudo ocorre, na prática.

A partir dessa conduta opaca das big techs, em não demonstrar como funciona a dinâmica da moderação das postagens dos usuários de suas plataformas, e sabendo que isso afeta os direitos das pessoas, Estados Unidos e Alemanha adotaram leis para regulamentar a atuação dessas gigantes da tecnologia, em seu território, exigindo maior transparência em sua atuação e proteção aos direitos de seus internautas.

E é justamente isso que o Legislativo brasileiro está propondo, com o PL 2.630/2020: regulamentar a atuação das plataformas digitais aqui no país, para que elas se comprometam em ser mais transparentes e fiéis aos seus mecanismos de moderação de conteúdos, removendo ou reduzindo o alcance de postagens que possam vir a representar algum risco à sociedade – como foi o caso dos conteúdos envolvendo o planejamento dos ataques, nas escolas brasileiras.

Portanto, o PL não prevê a intervenção do Estado (Executivo e Judiciário, principalmente) nas dinâmicas internas de moderação de conteúdos das plataformas. Se aprovada, a lei apenas irá prever sanções às big techs, quando não tomarem medidas para proteger os direitos das pessoas (sobretudo, de crianças e adolescentes), mantendo em seu domínio, por exemplo, postagens hostis e ilícitas.

Logo, entendo que o PL não se trata do “PL da censura”, como estão dizendo por aí, porque não haverá intervenção do Estado nas redes sociais – e só podemos falar em censura quando o Estado impede, direta e previamente, algum tipo de expressão.

Entendo, portanto, que não há o que temer com o PL, pois as big techs não podem lucrar às custas de nossos direitos, “pintando e bordando”, sem qualquer tipo de regulamentação.

E, assim como no mundo real, a internet não é uma terra sem lei, em que se pode agir de forma inconsequente, sem qualquer tipo de responsabilidade. Nem nós, nem as gigantes da tecnologia – que tanto influenciam os rumos da nossa sociedade.

Pensamento do Dia


“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo”.

Fernando Pessoa

GF do Brasil


No último sábado (29), estive presente na solenidade de inauguração do Centro de Distribuição (CD) da GF Pneus, em Ilhota (SC), junto com vários taperenses.

E ouvindo o prefeito de Ilhota, deu para se ter uma ideia do que é a GF Pneus hoje, com unidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas com vendas para todo o Brasil. E também com a manifestação do Gerson Frighetto, confirmou-se que a sua empresa é um orgulho para Tapera, sendo uma das maiores importadoras e distribuidoras de pneus do País.

No seu pronunciamento, o Gerson disse que, ele e sua equipe, pretendem dobrar o faturamento da GF Pneus até 2025, e abrir novas filiais pelo Brasil, para ser de fato uma das grandes do ramo no País.

O CD da GF possui 11 mil m2 em uma área de 30 mil m2, estando distante apenas 25 quilômetros do Porto de Itajaí, por onde chegam os importados da empresa.

Parabéns Gerson e Luiz pelo sucesso de uma ideia pensada há 30 anos, saída de uma minúscula peça em Tapera para ganhar o Brasil. A marca GF Pneus orgulha e muito o nosso município.

E parabéns, “Gé” e “Cigano”, pela recepção de sábado, e votos de muito sucesso a vocês. Aliás, merecido para quem os conhece desde sempre.

Moradias em Tapera


Um dos assuntos que vem sendo pautado seguidamente na Câmara de Vereadores de Tapera é habitação, devido a carência na cidade. No ano passado, o vereador Alcides Maldaner (PDT) entrou com uma proposição sugerindo ao executivo municipal que construísse um loteamento no Bairro Elisa, no campo do antigo Guarani. A sua ideia era construir blocos de apartamentos em toda aquela área, que está sob judice. Os vereadores de situação rejeitaram a matéria, alegando haver um projeto pronto na Prefeitura. A oposição duvida da existência do mesmo.

O campo do Guarany foi desapropriado pelo município, que depositou um valor em juízo. Acontece, que pessoas com ligação com o antigo clube acham que a área vale mais do que foi depositado. Enfim, caberá à Justiça decidir a pendenga.

Mas, se não for no Bairro Elisa, que seja em outro local, mas que se construa casas em Tapera, sonho de todas as pessoas. E o governo federal tem projetos neste sentido. É só se adequar.

Por outro lado, qual seria a demanda por moradia hoje em Tapera? O governo municipal teria esse número?

Em tempo. Aquele projeto do Alcides, o do “pombal”, deveria ter sido aprovado, independente da ação posterior do governo municipal. A oposição vai lembrar disso na campanha do ano que vem com toda certeza.

Inflação hermana


A inflação na Argentina ultrapassou a casa dos 100% ao mês e nossos vizinhos estão vivendo o inferno lá por conta disso. O caos ali do lado perdura desde 2007. O governo imprimiu uma nota de 100 pesos, que já perdeu o seu valor de compra. Agora, a de 1 mil pesos começa a definhar. Ninguém sabe o que virá depois.

Para tentar controlar sua economia o governo argentino vai pagar as suas compras externas com moeda chinesa, o Yuan. Tem quem ache temeroso isso.

O que está acontecendo hoje na Argentina aconteceu aqui no Brasil nos anos 1980/1990. E eu testemunhei aquele período tenebroso.

Nos anos 1980, a inflação no Brasil ultrapassou a casa dos 90% ao mês e os preços aumentavam todos os dias. A gente entrava nos supermercados e o barulho que se ouvia lá dentro era o das máquinas remarcando preços. Aquele tlec, tlec, tlec incomodava uma barbaridade.

O 100 Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo, novamente Cruzeiro e Cruzeiro Real, que ganhávamos no dia primeiro do mês, ao final dele, valia 10. Ou menos. Com a chegada do Real, em 1993, a “casa” foi ajeitada, mas aos poucos a coisa está fugindo ao controle com o aumento constante da inflação. Claro, não é aquele digito de antes, mas temos inflação, sim, e isso precisa ser controlado, com calma, conhecimento e sem nenhuma loucura.

Para se ter uma ideia, nós já tivemos notas de 10 mil Cruzados (1989-1990) e de 500 mil Cruzeiros (1990-1993). Por esta quantia de zeros é possível perceber o tamanho da inflação no Brasil.

O Brasil penou para sair daquele período funesto e a Argentina terá de seguir o mesmo caminho. Terá de cortar fundo na carne, se quiser sobreviver.