Blog do Sarico

Tapera do alto há mais de meio século


Essa foto aérea vem do meu arquivo pessoal tendo sido tirada com outras mais, acredito eu, na segunda metade dos anos 1970 e pelo mago da fotografia Adão Rotta Pezenti. As demais publicarei outra hora.

A partir da Igreja Matriz, à esquerda aparece um prédio branco de dois pisos. Ali, funcionou por muitos anos a Foto Modelo, do Adão Pezenti, e onde hoje está a redação do JEAcontece, do qual sou seu diretor-editor, entre outros.

Na frente, do outro lado da Rua Rui Barbosa, aparece uma casa de madeira. Ali, por muitos anos funcionou o escritório da Corsan. Hoje, tem o prédio onde estão a Infotech, a Infosoft, entre outros.

Na sua frente, a praça então Olavo Bilac, com seu parquinho na esquina e seus vários e inesquecíveis aparelhos. Brinquei muito ali. Repare também o poço da Corsan, o primeiro de Tapera; e o canteiro, que foi construído no lugar de uma pista de patinação que foi pouco utilizada.

Do outro lado da Avenida XV de Novembro, aparece o cachorrão dos Galvagni. Hoje, no seu lugar, tem um prédio de moradia e onde estão a Fotolândia, a Farmácia Agafarma, o Bimba Bazar, entre outros. Na casa ao lado, que aparece apenas o seu telhado, era o Restaurante P’núltimo, “o último que fechava”, e onde mais tarde começou a Toca do Coelho de Tapera, numa pequena peça.

Do lado esquerdo da foto, da Avenida José Baggio, aparece um terreno baldio. Hoje, naquela área tem dois prédios de moradias no local e onde estão a Casa do Instalador, o Escritório Schumaker, o Sekos Bar, entre outros.

Em tempo. Repare que a cidade termina na Rua José Sarturi, aquela que dá direto na Escola Dionísio Lothário Chassot.

Se você olhar atentamente a foto você encontrará mais coisas interessantes da nossa cidade, principalmente se você tiver a certidão de nascimento amarelada igual a minha.

Bem na foto


Na quarta-feira (31.05), estive na inauguração da nova sede do CRAS aqui de Tapera. E, chamou minha atenção, a manifestação da secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Mirian Visoto que, ao falar sobre a história da construção do prédio, disse que a Assistência Social taperense está hoje em um grande complexo social com prédios próprios, quando a maioria dos municípios da região tem a sua AS em prédios alugados e espalhados pela cidade.

Também chamou atenção, momentos antes, em sua manifestação, na “enchida de bola” que o prefeito Volmar deu a ela pelo seu trabalho e dinamismo. Quem estava lá entendeu o recado. A Mirian deverá ser a ungida do MDB para ser a vice do Progressistas no ano que vem.

A propósito. Falando em política de Tapera, andei conversando com um pessoal dos cinco partidos políticos locais sobre a eleição e em breve darei um trailer aqui de como anda a coisa na city.

Dupla sem noção


Duas procuradoras do Estado de Goiás se queixaram recentemente do seu vencimento. Uma delas disse que o que recebe é pouco para tocar a sua vida e a da sua família. A outra disse que o que ganha é menor do que valem suas joias. Detalhe: o salário delas passa de R$ 38 mil e com mais alguns penduricalhos bate na casa dos R$ 50 mil.

Será que essas duas senhoras sabem em que pais elas vivem?

Agora, o que tem de gente sem noção por aí não é fácil.

O campo do América


No domingo (28.05), estive do Estádio do Grêmio Esportivo América, acompanhando as finais do Municipal de Futebol 7 de Tapera. Olha, o estado em que se encontra todo aquele complexo esportivo nem de longe se parece com aquele que tivemos aqui nos áureos tempos em que o América disputava o Amador, sendo uma das grandes forças da região na competição.

A gente sabe que a seca prejudicou demais o gramado que não está bom. Verificou-se nele toceiras, cocorutos e formigueiros, que prejudicaram a condução e o toque de bola das equipes. Teve gente com intimidade com a bola que teve problemas nos jogos, exatamente pelo estado do gramado.

Mas, nada que não possa ser consertado.

Já sem luz natural, a iluminação foi acesa e dos 20 refletores apenas 11 estavam funcionando. Estava escuro o campo.

O pavilhão social está semicoberto, pois em parte dele o madeirame apodreceu e caiu. Uma longa faixa está sem cobertura naquele importante setor.

Acho que está na hora de se encontrar uma solução para o nosso estádio oficial e fazer alguma coisa no sentido de que ele seja reformado e possa ser utilizado pela comunidade. Sabemos que o veterano do América cuida do complexo e responde por ele, mas o campo poderia servir também para as escolas e escolinhas de futebol. Aquela área poderia ser mais utilizada.

Vamos ver. De repente se encontra uma forma de se reformar tudo lá no alto e fazer um melhor uso dele.

O Kings Club foi o grande vencedor do dia ao conquistar dois dos quatro campeonatos em disputa: o Master e o Livre.

Um bom público se fez presente naquele dia no estádio, apesar do clima. E foi sentida a falta de autoridades, especialmente na entrega da premiação.

E a Dengue?


O último boletim da Secretaria de Saúde de Não-Me-Toque informa que foram registrados naquele município, distante de Tapera apenas 27 quilômetros, 728 casos de dengue.

Quantos casos será que temos aqui em Tapera? Sim, por que nós não estamos em uma bolha.

É só uma pergunta.

A propósito. Está todo mundo vistoriando a sua propriedade em busca de água parada? É preciso também que façamos a nossa parte

Em boca fechada…


O Lula é matreiro e extremamente populista, mas pouco inteligente. Na campanha, passou o tempo todo falando em democracia, liberdade e pedindo paz, e ainda criticando seu antecessor por suas ações e a falta delas e também por suas manifestações. Agora eleito, revanchista, quer a cabeça dos que o colocaram na cadeia e ainda recebeu o colega da Venezuela com honras de chefe de Estado, ele que teve uma reeleição obscura e que oprime seus adversários políticos. Não deveria, pois o elemento é um ditador. E o que acontece ali do lado não tem nada de narrativa como Lula falou.

Num discurso, daqueles bem infelizes, o presidente disse que Nicolas Maduro foi eleito democraticamente e que há democracia no seu país quando o mundo todo sabe que não há. Inclusive, os presidentes sul-americanos presentes em Brasília criticaram as colocações do seu anfitrião. Uruguai e Chile deram a letra ao colega brasileiro.

Lula também criticou os embargos econômicos internacionais sobre a Venezuela. Só que estas sanções não estão aí de graça. Tem um porquê. A fuga em massa de venezuelanos do seu país sinaliza para algo muito ruim acontecendo lá. Não há democracia nem liberdade aqui do lado.

E há pouco tempo, em três oportunidades, mesmo que indiretamente, Lula defendeu a Rússia na invasão à Ucrânia, como se isso fosse legal e certo. Após ouvir críticas vindas de todas as partes do mundo ele mudou o discurso. Mas, em momento algum atacou o agressor ou exigiu a sua retirada de uma nação soberana.

Lula, como o antigo inquilino do Planalto, deveria pensar (muito) antes de falar, pois jogar para a torcida é fácil. Difícil é vencer o jogo.

Saídas de Tapera


Dia desses, estando no CAIS, aqui em Tapera, chamou a minha atenção um mapa de atuação das equipes da saúde do município, por região. Nisso, ouvi dois homens falando sobre o roubo do carro de um conhecido de um deles. E, olhando o tal mapa, também chamou minha atenção a quantidade de saídas de Tapera que facilitariam a fuga de alguém que comete algum crime aqui. Pois, para minha surpresa, contei mais de 10.

E aí fica a pergunta: as câmeras de monitoramento instaladas pela cidade captam imagens de todas essas saídas ou, pelo menos das que deem acesso a elas?

E tomara que elas estejam captando imagens dos caminhões que estão trafegando pelo centro.

A Lava Jato parou


O STF, aos poucos, vai inocentando um a um os envolvidos na Operação Lava Jato, aquela criada para combater o maior esquema de corrupção da história do Brasil. Não adianta quererem inocentar pessoas, anular isso e aquilo por que houve o crime, tem provas consistentes e além disso tudo passou pelas mãos de vários juízes e instâncias, sem falar que houve pagamento de propina e muita gente graúda ganhou muito dinheiro no esquema.

Podem falar o que quiser, mas o Lava Jato existiu e os crimes todos também. A Justiça analisa tudo lance a lance esquecendo do principal, o “jogo”.

Que situação vive o Brasil. Até quando vai essa desesperança?

Pensamento do Dia


“Se a vida te tirou de uma mesa onde você costumava se sentar, não sofra, agradeça, talvez você tenha se livrado do veneno que estava sendo servido. Nem tudo que sai da nossa vida é uma perda, às vezes é livramento”.

Desconheço a autoria

Campinhos de futebol


Nesta semana, vi alguns meninos jogando bola na praça aqui em Tapera, pois existem poucos espaços onde se pode bater uma bolinha sossegadamente. E aí lembrei que não existem mais campinhos de futebol. E lembrei também dos muitos que haviam antigamente aqui na cidade.

Um dos mais famosos foi aquele que ficava na Rua Mauá, entre a Delegacia de Polícia e a residência dos juizes da Comarca. O outro ficava na Rua Rui Barbosa, onde hoje estão o edifício Soberano e aquele ainda sem nome. Havia um terceiro, na Rua Pedro Binni, onde hoje está a residência que fica na esquina do Regional Supermercado. Claro, haviam outros nos bairros, mas eu elenquei aqui os que eu joguei.

Nestes campinhos, aconteceram muitos campeonatos, que davam troféus aos destaques. E eles reuniam vários times do centro, bairros e até interior, todos devidamente fardados. E o seu fardamento, pelo menos os da cidade, viam através do “Livro Ouro”, que o pessoal passava pelo comércio, residências e outros em busca de dinheiro para a compra do mesmo e no tal livro era colocado o nome do doador e a quantia dada. E todo mundo ajudava.

Os melhores campeonatos, sem dúvida alguma, aconteceram na “arena” da Rui Barbosa. Lembro de um que iniciou às 10h de um sábado e foi ser decidido passado das 18h, devido ao grande número de times inscritos.

Que tempos aqueles…

Lembro de um time que tínhamos na adolescência, aqui do centro, lá nos anos 1970, e que fizemos circular o Livro Ouro e o primeiro que visitamos foi o prefeito Isi Simon (1973-1976), já falecido, na antiga prefeitura. Ele foi o primeiro a assinar o livro. Lembro também que ele saiu do gabinete dando aquela tradicional gargalhada dele e pediu o que nós queríamos. Explicamos a ele e o homem puxou a carteira do bolso e dela tirou uma nota (Cruzeiro) e nos deu. Não lembro o seu valor, mas sei que era alta para nós pela nossa felicidade. Da “Prefa” saímos grandões para conquistar Tapera após aquela doação e realizar o sonho das nossas camisetas. Infelizmente, não lembro como eram, suas cores, nem onde foram compradas. Sei, que o time durou alguns anos e depois crescemos e novos times e livros ouro foram criados por nós e por outras equipes da cidade.

Jogar bola era uma das diversões da minha geração naquele tempo. Hoje, a juventude não quer mais saber de bola e poucos são os que ainda mantem vivo o maior e melhor esporte. Hoje, suas paixões são outras, especialmente no mundo virtual.

Agora, correr atrás de uma bola no final do dia, na grama ou na terra, era maravilhoso.