No vermelho
Se o governador do RJ, Sérgio Cabral, disse que o Rio fica inviável sem os royalties do petróleo, isso significa que os demais Estados são inviáveis há muito tempo. Ou não?
Se o governador do RJ, Sérgio Cabral, disse que o Rio fica inviável sem os royalties do petróleo, isso significa que os demais Estados são inviáveis há muito tempo. Ou não?
O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará na segunda-feira (12), por volta das 18h, R$ 1,3 trilhão em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos os brasileiros desde 1º de janeiro deste ano.
Na comparação com o ano passado, o Impostômetro registrará a marca de R$ 1,3 trilhão com nove dias de antecedência.
O pessoal me cobra a divulgação dos números das pesquisas da eleição que foram mencionadas aqui. Disse à época que sabia o resultado dos dois lados, mas que, devido à lei, não poderia divulgá-los naquele momento porque as mesmas não eram oficiais, sendo apenas para “consumo” interno das coligações. Agora, que a eleição passou, é possível revelar seus números. Ao menos o que me foi passado.
Antes, é preciso dizer que o número de pesquisas realizadas e seus resultados podem ser verdadeiros, como podem não ser. Pelo que soube, a Aliança Democrática – PP, PMDB, PDT, PSB, PPS e PSDB – teria realizado sete pesquisas e elas ficaram entre 15% e 20% a favor de Ireneu Orth. As sete confirmaram a preferência do eleitor, mas não o percentual dado nas urnas, já que o mesmo, no final, foi de 4,5% dos votos válidos.
A coligação PTB-PT, por sua vez, teria feito três pesquisas, mas depois soube que foram duas e que as mesmas também colocavam Orth na frente.
Na pesquisa que fiz com os meus contatos (e-mail), o Ireneu venceu com 61% da preferência. O Nestor ficou com 31%. Brancos e nulos somaram 8%. Dos e-mails que enviei, 35% retornaram. A maioria – 65% – preferiu não se manifestar.
Eleição é eleição e de verdade existe apenas o que as urnas registraram. Mais do que isso (ou menos) é pura especulação, já que pode haver a manipulação dos números por parte de quem fez a pesquisa e de quem a contratou. Esta manipulação, que acontece na hora de repassar os números para os internos – candidatos e equipe de trabalho – e para a comunidade, se dá por dois motivos: para manter o grupo unido e ativo ou para diminuir a diferença de votos.
Uma pesquisa reflete um momento que, segundo os especialistas, é identificado por dias e nos muitos que antecedem um pleito a intenção de voto pode ser alterada. Mas, reconhecem que dificilmente esta intenção muda nas últimas semanas, salvo um acontecimento bombástico. Em duas semanas antes da eleição não existe mais eleitor indeciso. E se houver, não chega a 2%. Isso é fato.
Uma pesquisa bem feita deve primeiro esquadrinhar o município por setores. E em cada setor deve-se identificar o voto por idade, escolaridade, sexo, essas coisas, sem falar na identificação do entrevistado com número de documento e assinatura. Depois disso, é preciso ver a quantidade de eleitores que deverão ser ouvidos em cada setor para se ter uma ideia do porcentual a ser levantado. Tendo estes dados todos em mãos, com um número significativo de eleitores, é possível traçar um mapa da opção de voto no município, com margem mínima de erro. E esta margem não poderá ultrapassar 5%, para mais ou para menos. Assim deve ser feita uma pesquisa. Fora disso é “chute”. Outro problema é a forma como as empresas executoras trabalham. E será que elas cumprem o “regulamento”? Na eleição de 2008 foi dado um número e nas urnas deu outro. Agora, aconteceu de novo. Elas acertaram o nome, mas não o percentual. E os motivos dado para a queda da diferença, não convenceram.
Pesquisa falha e elas falharam feio nesta eleição em todo o Brasil. E foram vários os exemplos. Em Curitiba o prefeito não foi para o segundo turno. Em Salvador, ACM Neto venceu. Em Vitória, o ex-prefeito perdeu no primeiro turno. Em São Paulo, Russomano ficou fora e Serra teve muito mais votos do que o apontado. Em Manaus, o empate técnico de Arthur Virgílio virou vitória com 21 pontos de vantagem. Em Florianópolis, os comunistas ficaram fora do segundo turno. E em Porto Alegre, a bela Manuela foi um fiasco do tamanho que os institutos sequer sonharam.
Tanto em 2008 como agora, as pesquisas apontaram em Tapera uma tendência que não se confirmou nas urnas. Naquele ano, 2 mil votos se transformaram em 115, e agora, 1 mil votos viraram 328. Pesquisa é bom, dá uma ideia do contexto, mas não pode ser seguida às cegas. Ela mostra variações que precisam ser bem interpretadas. A “leitura” precisa ser feita de todas as formas e de todos os “ângulos”. Muito cuidado com elas – as pesquisas, porque elas mostram um quadro que não é visto. Ajudam, mas podem fazer uma confusão danada na hora de explicar, principalmente uma derrota. Ou uma vitória apertada.
Uma última coisa. Numa eleição ninguém conta tudo.
O pessoal anda me cobrando que estou postando pouca notícia no Blog e deixando muita coisa importante de fora. Preciso dizer que, o Blog do Sarico voltará a ser o que sempre foi: um simples Blog, onde se fala sobre tudo e onde as pessoas têm um espaço para se manifestar sobre tudo, a hora que quiser. De participar. As notícias, que sempre me foram pedidas, poderão ser vistas no JEAcontece (www.jeacontece.com.br), o nosso jornal eletrônico.
Antes, me pediam para transformar o Blog em um jornal eletrônico e agora, que tenho um, ele está à disposição de todos.
Os assuntos polêmicos de Tapera, de qualquer área, terão cadeira cativa aqui novamente. Vamos colocar o “canhão” novamente em alerta, afinal 2013 está ai e promete.
A campanha RIO GRANDE DO SIM, proposta pela ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil) RS para tentar alavancar o Estado, vem com este objetivo ou é uma campanha de marketing para alavancar o governador Tarso Genro? A agência que a criou é a mesma que cuida da imagem do governador. Vamos esperar mais um tempo para ver que bicho dará.
É importante que se diga que, o Rio Grande todo deve caminhar pelo mesmo caminho e destino, coisa que não acontece aqui faz séculos. O Estado não está na situação em que se encontra por nada. É coisa de muitos, mas muitos anos.
O RS precisa esquecer seu passado e começar a mirar seu futuro, como os outros Estados estão fazendo. Quem vive de passado é museu e museu, por si só, é empoeirado e solitário. E parar de reclamar.
A propósito. Será que não estaria na hora de um empresário, gente que conhece administração, tocar o Rio Grande do Sul? Os políticos não estão conseguindo fazê-lo.
Conforme Samy Dana, professor da Escola de Economia da FGV, de São Paulo, a poupança é um péssimo negócio. Segundo ele, a poupança está pagando 5,1% ao ano. O índice é menor do que o da inflação do período. “A poupança não rende ganhos, mas apenas perdas para o aplicador”, disse.
Isso deve valer para o grande poupador, mas e o pequeno?
Esta deu no O Globo. Condenado pelo STF por formação de quadrilha e corrupção ativa, o ex-ministro José Dirceu escreveu no blog que a regulação da mídia é uma das prioridades do PT em 2013. Outra é “desconstituir a farsa do mensalão”.
Então tá! Não houve nada. E vamos acorrentar a imprensa.
Integrantes do PPS e do PSDB entregaram documento assinado à Procuradoria-Geral da República pedindo que abra novo inquérito para investigar se o ex-presidente Lula atuou no esquema do mensalão.
O texto diz que as recentes afirmações de Marcos Valério, operador do esquema, justificam a abertura de nova investigação que tenha Lula como foco.
A ver…
Este é o mais novo site revelador dos atos de corrupção existentes no Brasil: http://nupps.usp.br/corrupteca/
O serviço resultou de um acordo inédito entre a USP e o jornal O Estado de São Paulo. Fruto de parceria inédita entre a Universidade de São Paulo e o jornal, a partir de hoje todo cidadão brasileiro com acesso à internet poderá frequentar a Corrupteca – traduzindo, a maior biblioteca digital especializada em corrupção do mundo. E não só: ao ingressar, via online na biblioteca, o usuário poderá acessar tudo o que foi publicado sobre o tema corrupção no Estado desde a fundação do jornal, em 1875.
Além da parceria entre universidade e o jornal, o terceiro pilar deste acervo documental é a Open Archives Initiative (OAI), entidade que se dedica a interligar conteúdos digitais do meio acadêmico, subvencionada por instituições americanas como a Andrew W. Mellon Foundation, a Coalition for Networked Information, a Digital Library Federation e a National Science Foundation.
Promessa de campanha de Dilma, projeto está para entrar na pauta de votações da Câmara. O nome mais provável para a pasta é o de Gilberto Kassab (PSD), prefeito de São Paulo. (Brasil Econômico)