Blog do Sarico

Pensamento do dia


“Nem toda tempestade vem para bagunçar a sua vida. Algumas vem para limpar o seu caminho”.

Desconheço a autoria.

Interpretação de texto em crise


Hoje em dia, lamentavelmente, as pessoas estão tendo muita dificuldade em interpretar informações, sejam elas escritas ou faladas. Não sei o que está acontecendo com o povo, se é falta de atenção ou qualquer outro motivo.

Sei que a comunicação está cada vez mais difícil – e isso gera consequências negativas, a exemplo do “telefone sem-fio”, em que a pessoa capta uma informação de maneira errada e passa ela adiante, gerando uma “bola de neve” de equívocos.

Acredito, também, que, entre as crianças e os adolescentes, a capacidade de interpretação de informações esteja cada vez mais deficitária, especialmente, em razão da falta de atenção e da ansiedade provocadas pelo uso das redes sociais, onde tudo é imediato e requer pressa, fazendo com que os internautas não foquem a sua atenção em um conteúdo por muito tempo.

Isso sem falar nas novas tecnologias de inteligência artificial, como o Chat GPT, que respondem a todos os questionamentos feitos pelos humanos. Ou seja: em uma tarefa escolar, os estudantes podem jogar as perguntas na plataforma e ela concede todas as respostas, em instantes, fazendo com que os pupilos não precisem mais “queimar os neurônios” pensando nos cálculos de Matemática ou nas questões de interpretação de texto de Língua Portuguesa.

Quem é professor deve estar apavorado com essas tecnologias, porque, aos poucos, os alunos estão perdendo a capacidade de pensar e, consequentemente, de interpretar informações. Isso é muito grave, porque vai impactar diretamente o nosso futuro: o que será da sociedade com indivíduos que não sabem concatenar ideias?

Imagina, por exemplo, consultar com um médico que não presta atenção nos detalhes contados pelo seu paciente, a respeito de seus sintomas. Como confiar em um diagnóstico correto? Ou em um advogado que não consegue compreender adequadamente qual o problema de seu cliente, para dar a melhor solução para o seu caso?

Por fim, penso que uma boa solução para todas essas questões possa iniciar pela recuperação do hábito da leitura (que acabou se perdendo, com a internet e as novas tecnologias) e pelo exercício da atenção e da paciência, que também acabaram sendo muito afetados, na nossa sociedade imediatista.

O assassinato do Dr. Nunes


Após a criação do 8º distrito de Passo Fundo, em 1920, o “doutor” Nunes (Manoel de Oliveira Nunes) foi nomeado subintendente de Tapera. Não havia médico formado no novo distrito e o curandeiro “doutor” Nunes ficou assim conhecido porque, além dos dois cargos que exercia, receitava remédios de ervas, tisanas, fazia curativos, pequenas suturas, abria abcessos, assistia partos e outras pequenas cirurgias, mantendo, simultaneamente, ao movimentado consultório, o gabinete administrativo do distrito.

No local chamado Barra do Colorado, residia um agricultor de nome Eduardo (nome fictício), com fama de mau elemento, desordeiro e perigoso, já processado por tentativa de homicídio. Por estar continuamente perturbando a ordem pública, o “doutor” Nunes solicitou auxílio da Delegacia de Polícia de Passo Fundo, sendo enviada uma escolta de dois soldados para efetuar a prisão do transgressor da lei. Certa manhã, à frente desses dois policiais, o subdelegado seguiu à casa do referido colono, mas não o encontrou. Ficou sabendo por vizinho que o mesmo havia fugido para o mato.

Na tarde de 15 de março de 1924, num belo domingo cheio de sol de início de outono, houve eleição municipal. Concluída a votação, à tarde, seguiu para Selbach, que nesta data pertencia ao distrito de Tapera, o “doutor” Nunes acompanhado de seu filho Elpídio, dirigindo a sua baratinha amarela. Chegando lá, estacionou em frente ao salão do clube onde havia sido realizada a eleição. A missão do “doutor” e subintendente era fiscalizar o pleito e manter a ordem pública. Ao chegar, justamente no momento em que o “doutor” ia abrir a porta direita do carro, foi covardemente alvejado a bala pelo truculento bandido da Barra do Colorado. O assassino encontrava-se encostado à porta de entrada do casarão de madeira do clube, comia um pedaço de pão e salame e mantinha na mão direita um revólver, com o qual desferiu dois tiros, um dos quais atingiu a cabeça do “doutor” Nunes. O criminoso foi preso por populares e conduzido à cadeia.

Preocupado com o ferimento do pai, Elpídio voltou rapidamente ao carro onde ele se encontrava desfalecido sobre o assento, sangrando muito e articulando com dificuldade algumas palavras.

Temendo conduzi-lo neste estado de volta a Tapera, Elpídio mandou chamar com urgência o médico Avelino Steffens, que estava começando a clinicar na vila. Após um exame minucioso ele aconselhou Elpidio, já que estava de carro, a conduzir seu pai a Cruz Alta, onde trabalhava um cirurgião com prática em ferimentos e operações de crânio. Pouco depois, chegava mais uma filha e outro filho do “doutor” Nunes. Decidiram juntos que conduziriam o pai de volta a Tapera na manhã do dia seguinte, uma segunda-feira.

Durante a noite de domingo, um grupo de amigos do “doutor” tentou linchar o bandido, tendo o comissário evitado mais uma vez a consumação do ato.

Em Tapera, novamente foi atendido pelo Dr. Steffens, médico recém formado, que acabara de abrir consultório no vilarejo. Porém, nada podia fazer face à gravidade do ferimento intracraniano e suas consequências. A conselho deste médico, o paciente foi conduzido, poucos dias depois a Cruz Alta. O cirurgião do Exército, após prolongado exame, não quis intervir alegando que o doente podia morrer na mesa de cirurgia. De volta a Tapera, agravava-se cada dia mais o estado de saúde do “doutor” Nunes. Como derradeiro recurso, a família resolveu conduzi-lo a Não-Me-Toque, onde renomado médico alemão Dr. Schmidt, com larga experiência em cirurgião na Primeira Guerra Mundial, resolveu operá-lo, vindo realmente a falecer durante o ato operatório.

O “doutor” Nunes, primeiro subintendente de Tapera, acha-se sepultado no cemitério de Não-Me-Toque. Em seu jazigo está também gravado o nome do seu assassino.

Está é mais uma história do médico taperense Anildo Sarturi, que residiu em Porto Alegre, quando ainda em vida, publicou uma série delas relatando passagens acontecidas em Tapera que foram por ele testemunhadas.

Pensamento do Dia


“Liberte-se das bagagens que você não precisa carregar: medo, culpa, passado, decepções…”.

Desconheço a autoria.

O momento político em Tapera


Em menos de um ano, nós taperenses saberemos quem será o nosso 17º prefeito. Em 68 anos como município, oito pessoas o comandaram, assim poderemos ter um nono nome, ou não.

A coisa continua relativamente calma na coligação MDB-PP. Existem ruídos nela que ecoam na comunidade, e o pessoal está agindo no sentido de acertar afim de que ela continue por mais um período, ela que fechará no próximo ano 16 anos no poder.

O bom é que os dois lados sabem que existem problemas que precisam ser resolvidos imediatamente se essa for a vontade para a manutenção da coligação.

Uma pesquisa foi feita aqui em Tapera. Eu não a vi, mas soube de alguns números e opiniões seus. Agora, esses números, aceitação/rejeição e nomes, não fecham com o que se vê e ouve por aí, especialmente a aceitação do atual governo municipal, de aproximadamente 70%, como foi dito recentemente na Câmara de Vereadores.

Além do mais, quem tem uma mínima noção de estatística sabe como interpretar opiniões. Pesquisa serve para incentivar a militância a continuar um trabalho exitoso, mas também para dar sobrevida a algo perdido. Sem falar que dados podem ser manipulados. A pesquisa dá uma informação de momento e momento muda a todo instante no decorrer dos dias por palavras e ações ou a falta de ambos. Algo bastante comum na política.

A coligação em Tapera será mantida se os dois partidos acertarem o que está errado bem como as condições impostas de cada um. Se houver entendimento a parceria continua. Do contrário acaba.

E a oposição continua sonolenta e sem rumo em Tapera. Ela bate incessantemente na atual administração e na passada e não encontra eco no município. Até o momento não surgiu um nome capaz de promover um chacoalhão na política local. Agora, isso não quer dizer que não possa aparecer alguém e este promover a mudança.

Vamos ver o que mais virá por aí. Até outubro do ano que vem muita água rolará por debaixo desta ponte e, em quase um ano, muitas coisas poderão vir junto com essa água.

A vida como ela é


No Facebook: 5 mil amigos
Nas festas: 300 amigos
Na escola: 100 amigos
No dia-a-dia: 10 amigos
Nas horas difíceis só 2 (pai e mãe)
Na derrota só um (Deus)

É a mais pura verdade. Experimente falir ou ficar doente para ver o que acontece.

Moradias a vista em Tapera


O vereador Altemir Krapper (MDB), fazendo uso da tribuna na última sessão da Câmara de Vereadores de Tapera, deu uma bela notícia aos moradores do Bairro Elisa. Disse que o loteamento na área do antigo campo do Guarany sairá neste governo ainda.

Segundo ele, serão no mínimo 41 casas, podendo ter ainda quadra de futebol sete, praça e academia.

A questão daquele terreno continua sob judice. O Judiciário deu a posse dele ao município, mas os herdeiros estão questionando o valor da indenização. Pelo que soube eles pedem cinco vezes mais do que foi oferecido por ele.

O campo do Guarany, segundo informações dadas na Câmara, estaria em nome do município na Prefeitura e no cartório de Registro de Imóveis continua em nome do Guarany.

Não interessa aonde será implantado o loteamento, o certo é que Tapera precisa muito de moradias, sejam casas ou apartamentos. Além disso, a maioria dos municípios da região está lidando com loteamento entendendo a necessidade que as pessoas tem de ter a sua própria morada.

A nascente do rio Jacuí


Dia desses, trafegando pela BR 285, entre Mato Castelhano e Passo Fundo, chamou minha atenção uma placa indicando a nascente do Jacuí, um dos maiores e mais importantes rios do Rio Grande do Sul, com aproximadamente 800 km.

Quem passa por aquela rodovia, indo em direção a Passo Fundo, verá uma placa à direita indicando a nascente, e uns 70 metros para dentro da propriedade vê-se uma pequena vertente que dá origem a este rio que passa aqui por Tapera, na divisa com Espumoso. E, do outro lado da rodovia, há uns 500 metros aquela água encontra o rio Passo Fundo e começa a sua jornada até encontrar o lago Guaíba, em Porto Alegre, a Lagoa dos Patos e, por fim, o Oceano Atlântico.

O Jacuí recebe água de vários rios: Peixe, São Bento, Ivaí, Guaporé, Piquiri, Soturno, Butiá, Colorado, Vacacaí, Botucaraí, Pardo, Caí, Sinos e Taquari, entre outros.

E o rio alimenta ainda cinco grandes usinas hidrelétricas: Ernestina, Passo Real (Salto do Jacuí), Itaúba (Pinhal Grande), Saltinho (Muitos Capões) e Dona Francisca.

Pensamento do Dia


“O problema não é a piscina ser rasa… é a nossa teimosia em querer mergulhar fundo onde a água só vai até a canela”.

Desconheço a autoria.