Blog do Sarico

Transporte por Tapera


Nas minhas caminhadas na cidade pela manhã, chama atenção o número de ônibus que passam por Tapera para pegar o pessoal que vai trabalhar nas indústrias montadoras de equipamentos agrícolas da região.

Diariamente, são seis ônibus grandes e um micro-ônibus de cinco empresas que fazem este transporte por aqui.

Quatro deles vão em direção a Não-Me-Toque, dois em direção a Prefeitura, provavelmente a Ibirubá, e o micro vai em direção à ERS 223, provavelmente, a Soledade.

Não quero entrar no mérito se tem ou não trabalho em Tapera ou se o pessoal quer ou não trabalhar aqui. Apenas dando uma informação.

Está ruim, mas está bom


A Argentina está numa “M” faz muitos anos. A sua economia anda em frangalhos e existem problemas sociais por todos os lados. Mesmo assim, na eleição de domingo, os argentinos deram a vitória, no primeiro turno, para o mesmo grupo que criou e mantem esse caos aí do lado.

Vamos ver se os hermanos, no segundo turno, daqui um mês, tenham consciência para mudar o seu país e as suas vidas. Ora, se não está dando certo, e não está, por que não trocam?

Não dá para levar o povo no bico, no populismo, a vida toda. Um dia a água derrama.

O primeiro hidrante de Tapera


Certa vez estive no escritório da CORSAN, aqui em Tapera, e chamou a minha atenção duas fotos em um mural. Elas foram tiradas em 1959, quando nosso município tinha cinco anos como tal, e mostram o primeiro hidrante instalado na cidade. As fotos foram tiradas sobre o canteiro da Avenida XV de Novembro, dos dois lados da mesma.

Uma delas mostra a Igreja Matriz e o vazio que havia ao seu redor. Repare que, atrás da Igreja, o pavilhão católico era de madeira. Bem mais tarde é que surgiu o Tenarião, obra construída pelo padre Tenário Seibel.

Note que a atual Praça Dr. Avelino Steffens, que já foi Olavo Bilac, está praticamente “pelada”, tendo apenas o abrigo do primeiro poço artesiano da cidade. Ao lado da Igreja está a antiga Casa Canônica, hoje Casa Paroquial. À esquerda da igreja aparecem as residências dos Dallanora e dos Henrich. Hoje, no lugar estão um prédio e uma casa de alvenaria.

Na outra foto, aparecem a Casa das Correias, do Odilon Dias de Castro, pai do Dr. João Vianei, que ocupava parte da atual Avenida José Baggio. Na frente ficava a loja e nos fundos a morada da família. E ao lado dela, aparece a casa que abrigou várias entidades do município. Além de morada, funcionou nela a Delegacia de Polícia e as sedes do Lions Clube e do Kings Clube. Hoje, o lugar, tem dois prédios com moradias, lojas e o Banrisul.

A Casa das Correias foi demolida apara que a Avenida José Baggio fosse alargada.

Na base da Casa das Correias, próxima a escada, está escrito em cal Hilário e Maldaner, então candidatos a prefeito e vice pelo PSD, na segunda eleição municipal, que acabou sendo vencida por João Maximiliano Batistella tendo como vice Teodoro Júlio Erpen, ambos do PTB. Era o primeiro mandato de três do Batistella.

E quem seria o menino que está atrás dos homens, do outro lado da rua, olhando para a câmera?

Em tempo. Tenho a história da água em Tapera obtida com ajuda da gerente da CORSAN, Ana Gatto, que publicarei em seguida.

Os Niños


Há muitos anos, não sei ao certo quanto tempo, eu ouvi e li sobre os fenômenos El Niño e La Niña, mas nunca tinha ouvido falar ou lido sobre a sua interferência no clima da Terra como agora. E eles começaram a aparecer com força nos últimos 15 anos.

Lembrando que o El Niño esquenta as águas do Pacífico provocando seca em certos lugares do planeta e o La Niña a esfria, provocando chuvas em excesso em outros.

Mas, se eles já existiam e não eram comentados é por que não acontecia nada de anormal e agora, eles apareceram com muita força, causando estragos gigantescos pelo globo todo.

E o que estaria provocando toda essa loucura no tempo em todo o planeta?

A história do Curtume em Tapera


O curtume de Tapera, apesar de não mais existir, tem papel destacado na história do município, tendo começado em 1923, quando ainda éramos distrito de Carazinho e com poucos moradores por aqui.

Conversando com pessoas antigas e vendo documentos, fotografias e recortes de jornais pude levantar a história de mais de 80 anos do curtume, que mudou várias vezes de nome ao longo destes anos todos. A Mombelli & Cia Ltda, no seu auge nos anos 1970/1980, chegou a empregar aproximadamente 2 mil funcionários. Pela população de Tapera na época, boa parte dos taperenses trabalhava lá. E vinha muita gente de fora para trabalhar nela.

O curtume nasceu em 1923. Naquele ano, José Pizatto, que tinha um estabelecimento comercial de secos e molhados, onde hoje está o Posto Taperense, na esquina da Rua Coronel Gervásio com a Avenida XV de Novembro, junto com Pedro Binni, abriu uma selaria e um pequeno curtume. Mais tarde, Guido Mombelli chegou no vilarejo e se juntou a eles na sociedade formando a Pizzato, Binni e Mombelli & Cia. Em 1927, Guido Mombelli, com outra visão empresarial, assumiu sozinho o controle da empresa e mudou seu nome para Indústrias Alto Jacuhy Mombelli & Cia e anos depois para Mombelli & Cia Ltda, atuando no município por mais de 70 anos. Com o seu falecimento os seus familiares acabaram tocando o curtume até 2001, quando por problemas da economia, o mesmo foi adquirido pelo Grupo Bom Retiro, que ficou respondendo pela planta até 2012, quando deixou o município. Em 2015, a Cooperativa Santa Clara comprou grade parte daquela área. Hoje, a planta está abandonada e entregue ao tempo, e a parte central, onde outrora funcionou o escritório algumas seções da empresa, foi transformada num estacionamento.

Olhando as fotos, é possível ver o começo do curtume, em 1923, e sua evolução, até os dias atuais daquilo que foi a maior empresa que Tapera já teve. E se você reparar em uma delas está escrito no prédio: “Visite o maior e mais moderno curtume do Sul de Mombelli & Cia Ltda”.

O curtume também faz parte da história da minha família, pois o meu pai foi motorista dele por vários anos e fazia viagens semanais a São Paulo e Rio de Janeiro, levando couros para a indústria automotiva e do vestuário e de lá trazia produtos químicos para o tratamento dos couros. E lembro dos presentes que os filhos dos funcionários recebiam na semana do Natal. Naqueles finais de tarde, uma longa e demorada fila se formava em frente ao escritório para receber o seu presente. Era uma festa aquilo.

O curtume veio a Tapera, cumpriu o seu papel e se foi como tudo nesta vida. E deixou sua marca aqui.

 

Limpa bolinho


Existem três tipos de pessoas que o pessoal se afasta delas:
– as que sabem tudo
– as que sempre estão certas
– as mentirosas.

Desconheço a autoria.

Pensamento do Dia


“O medo é a ferramenta mais antiga e eficaz que o homem se utiliza para obter/manter o poder. Os livros de história provam isso”.

Desconheço a autoria.

A praça de Tapera


Essas fotos mostram a bela praça central de Tapera, a Dr. Avelino Steffens, bem no centro da cidade.

A sua revitalização foi executada em várias etapas e a mesma acabou ficando muito bonita, moderna e acessível, caindo no gosto da população que a usufrui muito nos finais de semana, de dia e de noite, e até durante a semana. Enquanto a piazada brinca no parquinho ou corre de um lado para outro nela, os adultos tomam chimarrão e colocam a conversa em dia acomodados em cadeiras trazidas de casa.

Na foto número 4, é possível ver a diferença da arborização na área. Uma parte tem mais árvores do que a outra. Na parte em que estão os brinquedos muitas delas foram eliminadas sem necessidade. Já na outra, elas foram deixadas, inclusive as que ficariam no passeio o que acabou deixando tudo mais bonito.

Essas belas imagens são do amigo Chiquinho Pittow, tiradas com o seu drone, a quem eu agradeço pela gentileza.

 

Economia de luz


Dia desses, passando por uma casa aqui em Tapera, chamou minha atenção a quantidade de garrafas de refrigerantes cheias de água empilhadas sobre o muro, e próximas ao registro de energia elétrica. Perguntei a mulher, que arrancava inço do canteiro de sua calçada, o porquê daquilo. E ela me respondeu que era para economizar luz. Dias depois, perguntei a um técnico da companhia de luz se aquilo surtia efeito ao que ele me respondeu, com cara de deboche: “O que economiza luz é lâmpada desligada”.