Blog do Sarico

Teve pesquisa na cidade


Fiquei sabendo que na última sexta-feira (02), uma equipe de fora esteve em Tapera fazendo uma pesquisa de intenção de voto para a eleição de outubro. Eu não tenho maiores detalhes sobre ela mas vou me informar a respeito e depois publico aqui.

Pelo visto tem gente com (muita) pressa para a definição de nomes.

Pensamento do Dia


“Tem gente que é especialista em detectar as falhas dos outros, mas é míope para enxergar as próprias”.

Desconheço a autoria.

Segue a transformação de Tapera


E a transformação de Tapera não para. Na manhã desta quinta-feira (01.02), uma máquina deu início à demolição da casa onde funcionava até bem pouco tempo a Laurindo Motos e a Construtora e Incorporadora Zanette, na esquina da Avenida XV de Novembro com a Rua Tiradentes, no Centro da cidade.

Muitas pessoas pararam nas esquinas e outras nas sacadas dos prédios vizinhos para gravar, fotografar e ver o desaparecimento de mais uma casa histórica de Tapera.

Conforme o engenheiro civil Vilson Zanette, no lugar será construído um prédio comercial com quatro pisos e 13 salas. Segundo ele ainda, a obra deverá iniciar em março, após serem feitas a terraplenagem e as fundações. Eu vi o projeto. É muito bonito.

E segundo a enciclopédia taperense Lothari Junges, a casa foi construída na primeira metade de 1940, quando Tapera pertencia a Carazinho. Ela foi residência de Vicente Petry da Fonseca e de sua esposa, a escritora Lydia Mombelli da Fonseca. Além desta, conforme ele ainda, na mesma época foram construídas as residências de Plinio Mombelli, onde está hoje o Mega Lanches, e a que está atrás dela, na Rua Rui Babosa, a residência de Ricardo Mombelli.

A casa em questão abrigou por 15 anos a antiga Rádio Gazeta, atual Cultura. Trabalhei nela da entrada à saída, quando ela se mudou para os altos do Bairro Progresso, já com outro nome. Na casa, também funcionaram o Orion Bar e o Sekus Bar.

É, aos poucos a nossa Tapera vai se transformando, com o antigo dando lugar ao moderno. As novas gerações têm outros planos para a sua vida e a de seus.

Enfim, qual será a próxima casa ou prédio a desaparecer na cidade? Restam poucas e poucos.

Os sem graça


Antigamente os programas humorísticos na televisão eram engraçados e nos faziam rir muito com gays, negros, gordos, feios, entre outros, algo bastante comum naquela época, mas que hoje em dia é totalmente dispensável.

Hoje em dia, pode-se ser engraçado sem apelação, sem agressão. Chico Anysio e Jô Soares, só para citar estes dois, criavam personagens e em cima do nosso cotidiano nos faziam rir muito. Atualmente, os comediantes contam piadas e acham que estão agradando. Não estão. Os diretores destes programas deveriam saber disso.

Que saudades dos velhos comediantes, daqueles de verdade.

Pensamento do Dia


“Acorde cedo, trabalhe duro, seja correto, tenha prioridades, cabeça erguida, ame o processo, faça o bem…”.

Desconheço a autoria.

Mais uma que se vai


E Tapera segue se transformando. Nesta semana, mais uma antiga casa foi demolida na cidade para dar lugar a uma nova, de alvenaria ou um edifício. É a casa do médico e político Hercílio Lenoir Steffens, que ficava ali na Avenida XV de Novembro, ao lado do CAIS.

Aquela casa tem um valor histórico pelas decisões políticas e também de saúde que foram tomadas nela ao longo dos anos.

Nela, seguidamente aconteciam reuniões para definição de ações que seriam tomadas no município e nas campanhas políticas.

Nos anos de 1980, quando o Dr. Hercílio era vereador, eu fazia a cobertura das sessões da Câmara para a antiga Rádio Gazeta, e os vereadores quebravam o pau lá, quase indo as vias de fato. Depois, se reuniam na casa do Dr. Hercílio para falar sobre tudo, menos de política. Eles eram amigos fora dela, pois havia muitas coisas na cidade que os aproximava.

Em 1983, eu começando a fazer reportagens para a Gazeta, após uma sessão quente, fui convidado para ir a casa do Dr. Hercílio para uma confraternização pelo seu aniversário. Chegando lá encontrei gente de todos os partidos políticos, inclusive o Hermes Crestani, adversário ferrenho do Hercílio e com quem havia debatido calorosamente momentos antes na Câmara, conversando numa boa. Até o ex-prefeito João Batistella estava lá. Naquele dia eu aprendi que a política deve ser vista dos dois lados, frente e verso. Também, que deve haver respeito mesmo com ideias diferentes e que “cachorro grande” não briga, quem briga são os pequenos, para aparecer e fazer barulho.

A propósito do Dr. Hercílio. As suas ações na medicina e na política o levaram oito vezes à Câmara de Vereadores, pelo PTB (4), MDB (3) e PDT (1), sendo o recordista de mandatos em Tapera. Em 1988, ele concorreu a prefeito pelo PDT e perdeu a eleição para a dupla Tonho e Moisés.

Em 1996, no segundo dos quatro mandatos de Ireneu Orth, ele e seu vice Nelson Balensieffer, saíram de férias e o Hercílio, presidente da Câmara, assumiu a Prefeitura por uma semana. Eu o entrevistei na oportunidade. Aliás, entrevistar e conversar com ele era sempre prazeroso pela sua inteligência e humor avinagrado. Jamais esqueço o “óbvio ululante” que ele sempre dizia.

Essa é para que as novas gerações conheçam um pouco mais sobre seu município e sua gente.

Receita não cura


Nesta semana, encontrei no mercado uma amiga que me informou que precisou levar a sua filha pequena no plantão, pois estava com muita febre e dor o que a assustou. Ela me contou que foi bem atendida pelo médico que receitou três remédios para a menina. Porém, onde encontraria uma farmácia aberta em Tapera às 23h?

Felizmente, para ela e sua filhota, um dos remédios ela tinha em casa e outro ela conseguiu com uma amiga. Já o terceiro, talvez o mais importante deles, ficaria para a manhã seguinte.

Este é um sério problema que Tapera enfrenta. E aí lembro que antigamente o Hospital Roque Gonzalez, assim como o antigo do Rosário, tinham farmácia interna que ajudaram muitas pessoas em horas de aperto.

Eu não sei o que poderia ser feito, mas dever-se-ia pensar na questão remédios à noite. Por que doença…

Fica o alerta, pois ninguém está livre do agravamento de uma doença à noite, não importando onde essa pessoa resida, se no centro, bairros ou interior. E, convenhamos, ninguém aguenta com dor, nem quem sente e nem quem está ao lado deste(a).

O bloqueio da página do JEAcontece pelo Facebook


Na semana passada, nós do JEAcontece fomos pegos de surpresa com o bloqueio de nossa página no Facebook. Ao tentar entrar no site, recebemos um aviso da plataforma de que o acesso está temporariamente suspenso, sem apresentar qualquer justificativa e, muito menos, um aviso prévio – o que é um desrespeito ao usuário da rede social.

Muitos dos leitores que não estavam conseguindo localizar a página do JE no Facebook pensaram que ela havia sido excluída por nós mesmos. Outros conjecturaram que o motivo do bloqueio se deu por meio de ordem judicial. Mas, não foi nada disso.

Depois de nos informarmos com especialistas no assunto, tomamos conhecimento de que o Facebook tem dessas de bloquear páginas e perfis – e, inclusive, até demorou para acontecer com a página do JE, pois esta foi a primeira suspensão em quase doze anos de existência.

O que acontece é que a Meta (a empresa que administra o Facebook e o Instagram) possui um sistema de moderação dos conteúdos que circulam em suas plataformas, para evitar que elas se tornem ambientes “insalubres”, com a divulgação de postagens impróprias, como cenas de mutilação, suicídio, sexo explícito, entre outros.

A Meta possui os chamados “Padrões da Comunidade”, que dispõem sobre as categorias de conteúdos que são proibidas de serem abordadas em suas plataformas, que são: conteúdo produzido e distribuído por contas falsas; conteúdo com termos de ódio conhecidos; conteúdo que pode incitar ou facilitar violência grave; bullying e assédio; violência explícita; nudez adulta e atividades sexuais.

À medida que um perfil ou uma página vão desobedecendo essas regras, vão sendo aplicadas medidas interventivas, de forma automática, pela plataforma, como, por exemplo, a redução do alcance às postagens, até chegar nas medidas mais severas, que são a suspensão temporária e a exclusão definitiva da conta.

Entretanto, quem faz o julgamento sobre quais conteúdos estão violando as regras da plataforma é uma inteligência artificial, que não é capaz de interpretar o contexto dos textos e das imagens que são postados – o que acaba sendo um grande problema, porque gera injustiças na aplicação das sanções, pela Meta.

E isso acaba dificultando a atividade da imprensa, nas redes sociais, porque não há como fugir dessas categorias consideradas sensíveis. Um veículo de comunicação, inevitavelmente, vai ter que abordar esses assuntos considerados inapropriados pelas plataformas, como tráfico de drogas e homicídio, por exemplo. Mas, infelizmente, a (“des”)inteligência artificial do Facebook não sabe diferenciar uma notícia/reportagem de um conteúdo que, de fato, viole os termos da rede social (que, por exemplo, faça apelação ao uso de drogas ou que demonstre uma imagem explícita da cena de um homicídio).

Enfim, é uma situação bem delicada e que, de certa forma, gera revolta em relação à Meta. Mas, não há muito o que fazer, porque as redes sociais são espaços privados e, no momento em que registramos uma conta nelas, automaticamente, concordamos com os termos de serviço e com as regras de cada plataforma – que, apesar de serem sediadas nos Estados Unidos, as diretrizes valem para o mundo todo.

Agora, resta esperar o nosso período de suspensão acabar (que nem sabemos de quanto tempo é), para que voltemos à normalidade. Ainda bem que o JEAcontece possui um site próprio, que não depende exclusivamente das redes sociais para hospedar o seu conteúdo, se não, teríamos que acionar a Justiça para recuperar o acesso à página.

A propósito: criamos uma página temporária para o JE, no Facebook. Acesse ela, para não perder as notícias de Tapera e região. E, quando a página principal voltar, estarei informando os leitores, aqui.

Quando a comunidade quer…


Ano passado, quando deu aquela enchente no Vale do Taquari, que devastou toda aquela região, a ponte da ERS 448, que liga Nova Roma do Sul a Farroupilha, de 93 anos, foi levada pelas águas prejudicando a população e também o comércio e a indústria de Nova Roma do Sul. Como os governos estadual e federal não se mexeram, os moradores foram à luta, literalmente. Eles realizaram festas e uma campanha de prêmios para levantar fundos para a reconstrução da mesma. Eles precisavam de R$ 6 milhões para a ponte e conseguiram R$ 7 milhões. No final, tudo saiu por pouco mais de R$ 5,7 milhões.

Pois, os Nova-romenses se mobilizaram e fizeram o que os dois governos deveriam ter feito. E isso foi notícia no mundo todo, atestando a lentidão (e a incompetência) que campeia os governos deste país há décadas.

Agora, o que mais chama atenção é que a menor proposta recebida para a construção da ponte foi de R$ 20 milhões. Olha, R$ 5,7 para R$ 20 é muita diferença. Isso mostra que o superfaturamento das coisas é algo muito comum no Brasil. Deve ser para dividir o bolo entre muitos.