A pirataria aumenta no Brasil assustadoramente, como na maioria dos países no mundo. E se as empresas diminuíssem o tamanho do seu lucro e colocassem no mercado produtos mais em conta? Será que elas não venderiam mais, sem pirataria? É o mercado quem manda, mas ele precisa ser inteligente e entender o povo e sua realidade. Afinal, não está fácil para ninguém.
Na missa de sepultamento do padre Tenário Seibel, na manhã do último dia 27, alguém me pediu se o sacerdote havia recebido alguma homenagem ainda em vida do município. Disse que não lembrava e lhe prometi investigar.
Estive na Câmara de Vereadores e consegui a relação das pessoas que foram homenageadas pelo município, desde 1987, e padre Tenário não aparece nela. E ele fez muito pelo município como sacerdote, diretor, professor e músico.
Falando em homenagem. A pedra colocada no jardim da Casa Paroquial de Tapera é para receber uma placa para homenagear padre Eduardo Pegoraro, assassinado ali no dia 22 de maio passado, certo? O que falta para que a placa seja colocada lá, passados mais de sete meses da sua morte?
Boa parte da imprensa brasileira, ao invés de ajudar a população denunciando os problemas que a assola, e que não são poucos, fica dando destaque para o que os famosos andam fazendo, verdadeiras abobrinhas que não somam em nada e nada mudam. Será que esse é o seu verdadeiro papel? O problema é que essa mesma população adora uma abobrinha, como se fosse lhe ajudar de alguma forma. Essa parte da imprensa está fora de foco, assim como parte da população. Ambos não estão conseguindo enxergar um palmo do que está a sua frente. Lamentável!
E esperar o quê de uma população que ainda vota a cabresto e gasta o seu dinheiro para decidir o futuro de participantes do Big Brother Brasil? Não tem jeito.
Na tarde passada, faleceu em Porto Alegre, aos 84 anos, Hermes João Crestani. Não lembro quando conheci o “perneta”, como era conhecido pelos amigos. Mas, foi desde sempre. Trabalhei com ele, no Tapera Bureau, escritório de contabilidade, no começo dos anos 70. Aliás, boa parte dos taperenses trabalhou no Bureau, que funcionou onde hoje está o escritório do Osmar Ritter, ali na Duque.
Com o passamento do Hermes, foi com ele parte da história do município. Ele tinha muitas histórias sobre pessoas, famílias, eventos, entidades e passagens de Tapera. Era uma enciclopédia viva e, nas conversas com ele, impressionava a riqueza de detalhes que dava. Quando o encontrava, ele me chamava pelo nome, e me pedia se sabia de tal história. Algumas eu sabia, mas dizia não saber, por que sempre surgia um detalhe que eu não conhecia. Uma pena que essas histórias não foram guardadas, nem poderão ser resgatadas, histórias estas que não estão nos anais do município e que se perderam para sempre.
Na política, o Hermes era diferenciado e tinha uma habilidade incrível para lidar com ela. Aliás, essa habilidade de tratar um companheiro ou mesmo um adversário, o colocou em um patamar que poucos chegaram em Tapera. O município teve muitos políticos ao longo de sua história, mas poucos conseguiram transitar no topo. E o Hermes foi um deles. Hoje em dia, quando se fala em política, se fala em número de votos, quando na política a questão maior, o detalhe, é a criação, a negociação, a execução e o resultado, tanto na vitória como na derrota. Nisso ele era bom.
O perneta foi cinco vezes vereador, tendo sido o segundo maior ocupante da Câmara de Vereadores de Tapera, sempre pelo mesmo partido: PSD, UDN, Arena e PDS, hoje PP. Só perdeu para o Dr. Hercílio, que foi oito vezes vereador. Em 1968, ele concorreu a prefeito e perdeu a eleição para João Maximiliano Batistella, que viria a assumir seu segundo mandato de um total de três.
O Hermes atuou no América, no Clube Aliança e no Lions Clube, entidade que ajudou a fundar há mais de 50 anos. No Lions, ele ria muito quando, nas suas reuniões, quando eu participava, o via com seu casaco cheio de pins e o chamava de almirante. Ele ria disso e já me contava uma história.
Uma pena que o ano inicia com um amigo querido a menos. O Hermes cumpriu a sua missão terrena e que descanse em paz, agora. À Zélia, sua esposa, e filhos Cali, Vera, Nana, Paulinho e Bia os meus sentimentos e bola para frente porque a vida, infelizmente, não nos espera e nos empurra para frente, cada dia mais rapidamente. Fiquem bem.
O velório do Hermes está acontecendo na Câmara de Vereadores e o seu sepultamento será às 14h30min.
Alguém ainda tem dúvida de que o sistema político brasileiro caminha para uma ruptura? O que anda acontecendo no País, com um escândalo a cada dia e envolvendo gente muito poderosa, sem falar na violência gratuita que acontece no País todo, comprovam isso. E vamos ver o final disso tudo. Como está não dá mais e quem dirá o fim de tudo será o povo. Na urna ou na rua. O mais analfabeto e resignado brasileiro já não está mais aguentando tanto roubo, tanto descaso, tanta impunidade e tanto deboche.
Na última quinta-feira (31), assistindo o programa político do Partido da Causa Operária (PCO), várias vezes foi dito que prenderam políticos no Brasil sem ter provas. Mas, como assim? Aqui em Tapera, por exemplo, se não houver provas suficientes, mínimas, um processo não prossegue. E se iniciar e bater em Porto Alegre, no Tribunal de Justiça, será arquivado. Agora imagine lá em Brasília no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal. Isso não existe. Ninguém dá sequencia a um processo sem ter o mínimo de provas. Seria um atestado de idiotia, para não dizer de burrice.
Então todos os que estão presos pelo Mensalão e a Lava Jato o estão sem provas? AH! Por favor!
A arrecadação do governo federal com tributos alcançou no último dia do ano a estrondosa cifra de R$ 2 trilhões. Onde o governo colocou todo este dinheiro que os brasileiros não viram?
Para se ter uma ideia do que representa esse valor, o mesmo governo poderia construir mais de 80 mil casas populares. E você poderia comprar mais de 67 mil carros populares. E equivale a 58 mil orçamentos de Tapera (2016).
Não é pouca coisa, não. Enfim, onde será que foi parar todo esse dinheiro?
Você jamais deixaria aberta a porta da sua casa, não é mesmo? Mas, dentro dela existe uma porta muito maior que está sempre aberta: a internet. E você sabe o que seus filhos estão fazendo nela, quando estão em casa e você no trabalho? Do outro lado nem sempre há pessoas amigas e honestas. Todo cuidado é pouco.
Desejo a todos um maravilhoso ano novo com muita saúde, paz, alegria e $uce$$o ao lado de seus familiares e amigos. E se tiver de pegar a estrada, pense bem antes de fazê-lo.
Enfim, o que você espera de 2016? E o que o novo ano espera de você? Já pensou nisso?
2016. Este será o ano de nossa vida. O melhor de todos. Boa festa e até breve.
A crise econômica por que passa o Brasil atingiu em cheio o futsal. Vários clubes estão tendo problemas para montar seu elenco tendo em vista a falta de recursos financeiros para montar um time com as mínimas condições de fazer bonito na competição que participarão em 2016.
Neste ano a AGSL de São Luiz Gonzaga, que já foi campeã da Série Prata, abandonou a Série Ouro no meio dela alegando falta de dinheiro. E a equipe não virá em 2016. Ao que parece, outras equipes poderão seguir o mesmo caminho.
Na Série Prata, a ACAF de Cruz Alta dispensou seu elenco principal e jogou o resto do campeonato com jogadores da base. O Arsenal de Não-Me-Toque, também por falta de dinheiro, não largará em 2016. Já a ADS de Sananduva, ainda não confirmou, mas é outra equipe que deverá não vir no próximo ano. E o mesmo acontece com a ATF de Tapejara.
O América de Tapera, por sua vez, diz que vem, mas não se sabe como tendo em vista o aporte financeiro que precisa. O time renovou com o treinador Nuno, mas perdeu Daniel, Maico e Alisson.
Dado ao contexto seria bom a Federação Gaúcha de Futsal se reunir com os clubes das três séries – Ouro, Prata e Bronze – e medir sua temperatura. Os grandes times não terão problema para retornar em 2016, mas a maioria está correndo desesperadamente atrás de dinheiro para montar seu time e tentar participar ano que vem do Estadual.
A FGFS poderia ainda analisar as taxas que vem cobrando dos clubes e também a fórmula da competição. Antigamente, o campeonato era regionalizado, onde as equipes disputavam dentro da sua região e depois, em forma de quadrangulares, passavam a disputar com as outras regiões até se formar um quadrangular final em uma cidade. O campeonato também era longo.
A recessão está ai e pegou os clubes de cheio. A maioria deles está com um pires na mão passando pelo comércio a procura de dinheiro e também das suas prefeituras, mas a maioria delas está tendo problemas de fechamento de suas contas no final do ano e poderão acenar com bem menos do prometido, isso se não cancelarem a verba.
O futsal do Rio Grande do Sul já não é mais aquele, de vitrine. Está na hora de a Federação e os clubes caírem na realidade e começar a ver o esporte com outros olhos e estes mirando seu bolso.